CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

12 de maio de 2012

Coronel Paulo Figueiredo

de camarote

Lúcio Cavalcanti

Há pessoas que se impõem à nossa admiração e estima, a partir do primeiro instante em que lhes pomos os olhos. Têm o condão de granjear simpatia, sem qualquer preocupação do pormenor, sem qualquer vestígio de intencionalidade, no particular. São assim, porque são. Nada forçam, e, no entanto, com aquela espontaneidade e simplicidade com que fazem vir à tona, sem atavios, a alma límpida, exercem inelutável fascínio sobre os circunstantes. É o que vulgarmente se costuma chamar de “magnetismo pessoal”.

Tais criaturas, geralmente, são educadas e cultas embora o dom possa, igualmente, ser encontrado em gente simplíssima, sem qualquer resina de tratamento especial. O polimento é pertinente a almas de eleição – e aquele particularíssimo estado de psiquismo ocorre exatamente em seres predestinados, que o têm, de modo congênito, passível evidentemente, de desenvolvimento e aprimoramento como qualquer outra aptidão da personalidade.

Os espíritos dotados dessa espécie de magia psicológica fazem amigos e admiradores com extrema facilidade. Não porque procurem fazê-los, não! É a irradiação de seus espíritos que exerce uma atração compulsória. São líderes natos. Nascem para comandar, para dirigir, para administrar. Quem quer que se lhes aproxime, estará envolvido, não escapando à influência poderosa. Dizem que Vargas era assim. Daí a enorme ascendência que exercia sobre seus contemporâneos.


Na atual administração do Amazonas, há um cavalheiro dessa peculiaridade personalíssima. É o coronel Paulo Figueiredo, comandante da Polícia Militar do Estado. Quando o vimos pela primeira vez, há já alguns meses, constatamos duas coisas, de modo imediato: o valor real e inquestionável de um homem de bem, visceralmente bom e humano e a enorme simpatia e confiança que inspira a quantos o rodeiam. É militar, com uma fantástica sensibilidade humana, sem se afastar um milésimo da área em que se situa sua responsabilidade. Franco, sincero, objetivo, tem acumuladas virtudes cívicas e qualidades afirmativas que o enobrecem e dignificam.

Cel Paulo Figueiredo e
governador João Walter

Nossa aproximação com o coronel Paulo vinculou-se às atividades profissionais que exercitamos no foro amazonense: a defesa de um soldado da corporação sob seu comando. Todo o enorme coração de um homem bem formado, sentimo-lo por trás da rígida solidez de princípios do intergiversável oficial superior do glorioso Exército de CAXIAS!
O comandante da PME é um perfeito cavalheiro, um militar inconspurcável, um ser humano da mais alta linhagem.
Sem a menor sombra de dúvida, o coronel Paulo Figueiredo é um dos vigorosos esteios da administração atual do Estado.


Jornal do Commercio, 26 fevereiro 1972

Anotação:
Paulo Figueiredo Andrade de Oliveira, então tenente-coronel do Exército, comandou a Polícia Militar do Amazonas no período de 1971-73, quando governador do Estado, João Walter de Andrade (1971-75), também oficial da Força Terrestre.