CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

9 de junho de 2011

Os padres e a Academia Amazonense de Letras

Aos noventa e três anos de existência, o silogeu amazonense acolheu apenas cinco sacerdotes, em mais de 130 acadêmicos. Pela ordem hierárquica, foram dom Alberto Gaudêncio Ramos, dom Luiz Soares Vieira, cônego Walter Gonçalves Nogueira e os padres Raimundo Nonato Pinheiro e José Pereira Neto.

Mas, pela ordem de posse: primeiro foi Nonato Pinheiro, nascido em 1922, que assumiu em 1950 a Cadeira 20, sucedendo a José Chevalier. Morreu em 1994.
Em 1953, Alberto Ramos nascido em Belém (PA) em 1915, assumiu a Cadeira 2, sucedendo ao médico Adriano Jorge.
Padre Pereira Neto, em sua posse,
O Jornal, fev. 1956

Pereira Neto nasceu em Aracaju (SE) em 1911. Pertencia à ordem salesiana, e era diretor do Colégio Dom Bosco quando assumiu a Cadeira 21, como sucessor de Socrates Bonfim, em 1956.
Walter Nogueira, nascido em Coari (AM) em 1923, tomou posse em 1969, sendo o fundador da Cadeira 32, do patrono Bernardo Ramos.

Apenas Luiz Vieira, nascido em Conchas (SP) em 1937, permanece na Casa de Adriano Jorge. Sua acolhida ocorreu em 1997, na Cadeira 36, em sucessão a Josué Cláudio de Souza.
É reduzidíssimo o número de sacerdotes que disputaram uma vaga da Academia de Letras. Tenho conhecimento apenas do saudoso padre Luiz Ruas que assim procedeu, em 1971, mas não alcançou quorum para ser eleito, apesar de ser candidato único.

Quarenta anos depois, na atual disputa pela Cadeira 40, vaga pela morte de Waldemar Salles, apareceu outro sacerdote. Trata-se do padre João da Silva Mendonça Filho, pertencente à Inspetoria Salesiana, portanto, da mesma ordem do finado padre Pereira Neto. Pe. João da Silva, nascido em 1961, acaba de frequentar o Instituto Teológico Pio XI, e presta seus serviços na cidade.
Que Dom Bosco inspire nossos acadêmicos nessa escolha, possibilitando à Igreja ampliar suas cadeiras no Salão do Pensamento Amazônico.