CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

26 de junho de 2011

Clube dos oficiais da PM e CBM

A inauguração deste clube ocorreu em 9 de abril de 1953, pouco antes que se enfrentasse a tão decantada enchente do século XX.
Repito essa informação, porque aquele ano será sempre observado pelo recorde estabelecido por esse fenômeno regional.
O estado do Amazonas seguia governado por Álvaro Maia, empossado havia dois anos. Sem recursos e em descalabro, Maia administrava a pobreza estadual, efetuando o rescaldo do decantado ciclo da borracha.

No estado, tudo já existira. Na Polícia Militar, um punhado de oficiais e outro tanto de praças asseguravam de maneira heroica a segurança pública. Foi diante desse quadro, que o Clube apareceu, destinado à confraternizar e a pugnar pelo interesse coletivo. E mais. A estimular a prática esportiva e a desenvolver o nível cultural de seus sócios.
Não havia sede ou local para se reunir, creio que os associados o faziam no próprio quartel. Não havia festas dançantes, talvez as de cunho literário e comemorativas.

Ingressei na PM treze anos depois da fundação, e não encontrei sede própria, a turma se reunia na ASPA – Associação dos Servidores Públicos do Amazonas, do Aureomar Braz, na rua Lobo d´Almada com Henrique Martins.
Somente no comando do coronel Mário Ossuosky (1975-79) foi que se construiu a sede, a atual sede, o local de encontro para diversos fins. Era presidente do clube o então major Romeu Medeiros, auxiliado pelo então capitão Orleilson Guimarães.

Capa dos Estatutos da fundação
O primeiro presidente foi o coronel Jonas Paes Barreto, e os vices, o então capitão José Silva (pernambucano que aqui chegou na época da Segunda Guerra, e que tratava calorosamente a todos por “caboco”). O outro vice era o médico Doutor Hossanah, figura conhecida na sociedade manauense, que tanto clinicou, quanto dirigiu o Instituto Médico Legal, perto de 50 anos.
O primeiro secretário era o tenente Edmundo Monteiro, que dirigiu o Corpo de Bombeiros da prefeitura de Manaus, até 1964. Tesoureiro, não podia ser outro, era o capitão Júlio Cordeiro de Carvalho, homem de posses, mas extremamente controlado nos gastos. Seu adjunto foi o tenente Olavo José de Araújo, muito conhecido dos residentes na Praça 14 de janeiro. Enfim, o orador, o major Djalma Passos, que sendo político, foi deputado federal; dirigiu a Guarda Civil, uma subsidiaria da Polícia Civil, que desapareceu em 1964. Djalma escreveu em prosa e verso, mas seus livros estão reclamando reedição.

A diretoria efetuou o registro do clube no cartório competente, em junho de 1954, e conquistou pela Lei nº 295/1954 o título de utilidade pública.
A seguir, a construção da sede na avenida André Araújo.