CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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sexta-feira, outubro 09, 2020

TRÊS CURIOSIDADES

1.) Nascido Clube dos Oficiais integrantes da Polícia Militar, ainda hoje ocupando um privilegiado endereço na avenida André Araújo, promoveu bons momentos de lazer próprio da época. Refiro-me ao Carnaval de 1987, quando em 30 de janeiro realizou o 1º Grito de Carnaval. Animado não pela Banda da própria PM, mas pela Big Banda Show Contatos Imediatos. Atenção: a entrada era pela Estrada do Aleixo, junto à TV Baré (hoje A Crítica).

 

2) Em 1990, a expansão da cidade para em direção leste exigia a presença da Polícia Militar do Estado. Em caráter provisório, o comanda da corporação ocupou um galpão de madeira e estabeleceu no local um efetivo policial. A tropa chamava carinhosamente o local de Forte Apache, alcunha que ainda perdura no 6º BPM, que foi inaugurado três anos depois. O quartel ora ocupado pela Comando de Policiamento de Área (CPA) Norte e outros órgãos de segurança polícia encontra-se na rua Sálvio Belota (oficial da PM falecido em combate a um incêndio).

 


3) Dois anos depois de sua fundação, o Clube Filatélico do Amazonas (CFA) realizava sua eleição para a diretoria. Reelegeu ao engenheiro Nelson Porto, que se manteve na direção até sua morte. Neste domingo (11), o CFA completa 51 anos, e vem se esforçando para sair do marasmo em que o colecionismo de selos se encontra. E estarei na presidência com o compromisso de realizar esse prodígio. Mas já estamos conseguindo.



segunda-feira, fevereiro 19, 2018

CLUBE DOS OFICIAIS


Com o intuito de colaborar com a história desta agremiação policial militar, transcrevo esta publicação do extinto O Jornal, edição de 21 de abril de 1970. Vale lembrar que este clube ainda que fundado há 16 anos, ainda não possuía sede de qualquer forma. Reunia-se como se vê nesta postagem na sede de 
terceiros.

Coronel Caetano Felix
A ausência de um endereço bloqueava sua atuação. Nada produzia, salvo uma homenagem e outra, daí talvez o número de oficiais reformados em sua direção. Afinal, o número de oficias era insignificante: 47 na ativa e, pouco mais de 100, na inatividade.
O presidente que assumia havia sido comandante da PMAM entre 1954-55, portanto, um dos fundadores do Clube. Tem mais, a Loja maçônica Caetano Felix do Nascimento venera seu nome.


Recorte do citado periódico
O Clube dos Oficiais da Polícia Militar do Estado do Amazonas vai festejar hoje a data do Patrono dos Polícias Militares, alferes José Joaquim da Silva Xavier, Tiradentes, com sessão solene que será realizada na sede da ASPA [Associação dos Servidores Públicos do Amazonas], às 20 horas, quando serão empossados os membros de sua Diretoria e Conselho Deliberativo.

Os novos dirigentes do Clube que serão empossados hoje, são os seguintes:

DIRETORIA

Presidente — Coronel PM RR Caetano Felix do Nascimento;
1° Vice-Presidente — Coronel PM RR José Silva;
2° Vice-Presidente — Major PM Helcio Rodrigues Motta;
1° Secretário – Capitão PM Osório Fonseca Neto;
2° Secretário — Capitão PM Manoel Roberto Lima Mendonça; 
Tesoureiro — 2° Tenente PM Ref Olavo José de Araújo;
Adjunto Tesoureiro — 2° Tenente PM Jarbas Rocha da Costa,
Orador Oficial — Tenente-Coronel PM RR Djalma Vieira Passos.



CONSELHO DELIBERATIVO

Coronel PM Ref Antonio Hosannah da Silva Filho;
Major PM Hilário Motta Ardaya;
Capitão PM RR Francisco Assis de Magalhães;
Capitão PM Humberto Henrique Soares e
Tenente PM Antonio Ferreira Lima.

sexta-feira, janeiro 26, 2018

ASPA: ASSOCIAÇÃO DE SERVIDORES

Conheci a ASPA (Associação dos Servidores Públicos do Amazonas) quando esta atendia na rua Henrique Martins com Lobo D'Almada, em prédio centenário, que acredito pertenceu ao alcaide Adolpho Lisboa. Acredito que fui sócio, por recomendação dos colegas da PMAM. 
GB, um dos agraciados


A proximidade entre estas agremiações era tanta que, em certa ocasião, o Clube dos Oficiais ali realizou uma sessão para eleição de novos dirigentes. Aconteceu ao final dos anos 1960.
Seu dirigente era Aureomar Braz Silva. E esta entidade prosseguiu enquanto seu idealizador existiu. Ao deixar o endereço citado, a ASPA mudou-se para a rua Japurá, onde encerrou melancolicamente seus dias.
O post abaixo compartilho de A Crítica (24 abril 1974).




Um jornalista, um professor, um coronel, o auditor da Polícia Militar, um Procurador-Geral da Justiça e o presidente da Federação Amazonense de Futebol, são desde ontem "sócios honorários" da Associação dos Servidores Públicos do Amazonas.
A razão está num discurso de cinco minutos dedicado aos "homens que muito têm feito pele engrandecimento de nosso país e de nossa gente, significando que tudo aquilo que se faz não pode e não poderá nunca deixar de ser reconhecido".
A solenidade foi realizada no salão nobre da entidade, presentes autoridades civis e militares. Os novos sócios honorários são o professor e jornalista Genesino Braga; o presidente da Celetramazon, coronel Willy Antonio Pereira; o professor e auditor da Polícia Militar, Dr. Waldyr Garcia; o Procurador-Geral da Justiça do Amazonas, Dr. João dos Santos Pereira Braga e o presidente da Federação Amazonense de Futebol, Flaviano Limongi.

UM DISCURSO

Antes da entrega dos títulos de sócio, discursou o presidente da Associação dos Servidores, professor Aureomar Braz da Silva, que depois formou a mesa e presidiu a solenidade com o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Lúcio Fonte de Resende, o representante do Comando Militar da Amazônia e da 12ª Região Militar, tenente-coronel João Araripe, o representante do Secretário de Segurança, coronel Neper Antony [correto é Alencar] e outras personalidades. 

quarta-feira, janeiro 24, 2018

CLUBE DOS OFICIAIS PMAM

POLÍCIA MILITAR DO AMAZONAS
CLUBE DOS OFICIAIS


Face às renúncias escritas apresentadas pelo Presidente e o 1º Vice-Presidente do COPMAM, convoco, de acordo com o Art. 46, § 12, do Estatuto do Clube, uma Assembleia Geral extraordinária, para o dia 10 OUT 79, às 20:00 horas, em nossa Sede Campestre, com a finalidade de eleger novos associados para preenchimento dos cargos acima mencionados.
Esclareço ainda aos associados, o seguinte:
1) Qualquer sócio que esteja quite com o Clube poderá candidatar-se aos cargos em vacância, devendo seu nome ser apresentado até 15 minutos antes do início da Assembleia Geral.
2) Os associados eleitos, complementação (sic) apenas, o biênio de seus antecessores, que terminará em 21 ABR 80, quando nova Diretoria será eleita.
3) A primeira convocação será às 20:00hs e somente será realizada a Assembleia Geral com a presença de um mínimo de 50% dos associados; caso não haja essa porcentagem, 15 minutos depois será convocada nova reunião da Assembleia, que deliberará com qualquer número de associados (Art. 37, § 12 do Estatuto do Clube).
4) Fica sem efeito a convocação para o dia 19 SET 79.
  


Confesso que desconheço a motivação das renúncias, quem eram os renunciantes, e o desfecho dessa convocação. O fundamento foi minha ausência da capital, para assistir um curso militar. O Clube no entanto, pela disposição do cabeçalho demonstra estar subordinado à corporação policial militar. Esclareço somente que o major Brandão, que assina a convocação, quando coronel, assumiu o comando geral da PMAM, além de ter administrado a Secretaria de Segurança do Estado.


De certo, a direção da Associação dos Oficiais, que sucedeu ao Clube, pode explicar melhor os termos desta postagem, que coletei do matutino A Crítica, em edição de setembro de 1979. Que sirva para a história desta agremiação. 

quarta-feira, janeiro 10, 2018

CLUBE DOS OFICIAIS PMAM


Major Djalma Passos, membro da
Diretoria e autor
da Exposição
Em final de Governo sempre aparecem as maracutaias administrativas, são arrumações quase sempre para beneficiar aos assessores que se despedem. Isso sempre reflete no órgão de origem e repercute de forma negativa na imprensa. Os exemplos estão no noticiário jornalístico de todos os meios.

Assim aconteceu em 1954, no encerramento do derrotado governo de Álvaro Maia, às vésperas da posse de Plínio Coelho (31 janeiro 1955), quando uma sobreposição de governadores interinos causou imensos quebra-cabeças. Um deles, afetou a Polícia Militar do Amazonas.

A lei de promoção sancionada em dezembro de 1954 amparava aos oficiais servindo na Casa Militar, em detrimento dos da caserna, os do batente, que se insurgiram, levando a questão ao público por intermédio do Clube dos Oficiais.
Mais de 60 anos depois, é possível entender a posição do Clube dos Oficiais diante dos acordos palacianos. Somente ainda não “encontrei” o oficial que assinou como presidente do Clube. A exposição associativa foi divulgada no Jornal do Commercio (14 janeiro 1955).


O Clube dos Oficiais da Policia Militar do Estado, com base no artigo 2º de seus Estatutos, vem com o mais alto respeito à presença de Vexa. expor o seguinte, visando salvaguardar os interesses desta PM, de gloriosas tradições, bem assim colocar o Governo a cavaleiro para melhor conceituar a Polícia Militar do Estado perante a opinião pública:

a) — O quadro de fixação do efetivo da PM (Lei nº 177, de 21/12/1954) alterou sensivelmente o quadro anterior e foi executado sem a audiência do órgão técnico competente e fugiu, portanto, aos princípios e normas militares, tomando aspecto desprimoroso, o que motivou censuras públicas da imprensa;
b) — Em face do exposto acima, este Clube, em sessão extraordinária em sua sede provisória, às 14 horas de hoje, por unanimidade de votos da Diretoria, resolveu dirigir a Vexa. o presente memorial pedindo que não sejam preenchidas as vagas existentes pela Lei nº 177 e que, tão logo seja possível, a mesma mereça uma revisão criteriosa de parte do Legislativo, ouvido naturalmente o órgão técnico desta Polícia Militar que poderá apresentar um quadro isento de injunções políticas; 
c) — O Clube, que representa o pensamento sincero e honesto de grande parte da oficialidade do Estado, pensa que a Polícia Militar não deve ficar à mercê dessas flutuações perigosas à disciplina e ao bom nome da Corporação e da classe e entende perfeitamente que V. Exa. não tem nenhum objetivo em contribuir para tais medidas, e, somente por dever do elevado cargo em que se encontra investido, assinaria atos de tal natureza, servindo, sem uma melhor orientação, aos interesses individuais e a manifestações de egoísmo, incompatíveis com o decoro e a austeridade militar; 
d) — Cumpre ressaltar a V. Exa. a maneira altamente dignificadora com que dois membros da Diretoria do Clube, que seriam promovidos a major e a capitão respectivamente, por disposição da Lei nº 177, renunciaram plenamente a esse direito, por entenderem que o bom nome da Polícia Militar está acima de suas situações individuais e se declararam capazes de maiores sacrifícios assim exija a PM, a fim de se colocar muito bem no conceito público;
e) — Pede também não seja dado cumprimento à Lei nº 171, de 17/12/54, que modificou a Lei nº 21, de 12/05/52 (Lei de Promoções), que subordina o merecimento dos Oficiais ao vergonhoso processo do elogio gracioso, colocando aqueles que ainda não possuem uma alta formação espiritual e princípios fundamentais da ética militar e do dever, na situação deprimente de pedir elogios ou galgar a hierarquia militar à sombra de pessoas influentes;
f) — Pede ainda que não sejam mais concedidas promoções ao pessoal inativo desta PM (Reserva Remunerada e Reformados), senão em virtude da Lei, promoções essas que sem nenhum amparo legal têm onerado extraordinariamente os cofres públicos e transformado a inatividade da Polícia Militar em uma nova e rendosa indústria.

Estas exposições, que o Clube em boa hora faz a VExa., visam tão somente reerguer a Polícia Militar do declínio em que vai na opinião pública e consideram também a sua oportunidade em face da crise econômico-financeira em que se debate o Estado, numa hora de graves preocupações em que não se justificam favores nem agraciamentos extemporâneos.  Sabendo que elas se coadunam perfeitamente com os propósitos sadios de VExa., que tudo tem feito para superar injunções e vencer obstáculos à frente da pública administração de nosso Estado, subscrevemo-nos atenciosamente. 
Manaus, 13 de Janeiro de 1955

Pela Diretoria:

Capitão José Ribas, Presidente 
Tenente-coronel Antonio Hosanah Silva, Vice-presidente [médico, patrono do IML, onde serviu por décadas]
Major Djalma Passos [deputado estadual e federal]

terça-feira, setembro 19, 2017

CLUBE DOS OFICIAIS PMAM

Para a história do Clube dos Oficiais, que ora se intitula Associação dos Oficiais. Esta notícia foi extraída do Jornal do Commercio (15 de abril de 1982). Aqui, para melhor identificação, complementei o nome dos oficiais.




As eleições para a nova diretoria do Clube dos Oficiais da Polícia Militar do Amazonas deverão ocorrer amanhã, dia 16 de abril, sexta-feira, e é grande a movimentação em torno do pleito.

Dois candidatos concorrerão ao mais alto posto do Clube. O Tenente-coronel PM Odacy de Lima Okada, atual presidente da entidade, lutará pela sua reeleição, enquanto que a oposição, tem como candidato o Major PM Francisco (sic) Romeu Pimenta Medeiros, e sua chapa está assim organizada, conforme informou ontem a Assessoria de Imprensa da Polícia Militar:

Presidente:  Major PM Romeu Medeiros Filho;
Vice-presidente: Major PM Francisco Orleilson;
Diretor-executivo: Major PM Odorico Alfaia;
1° Secretário: Tenente PM José Alves de Lima;
1° Tesoureiro:  Tenente PM Raimundo Menezes Regis;
2º Tesoureiro:  Tenente PM Edson Paulo Ramos;
Orador: Tenente PM Jorge Levy Marques Sobreira;

No Clube, os coronéis Orleilson, Helcio,
Medeiros e Ossuosky (a partir da esq.)
* Departamento Social:
Tenente PM Alcides Costa; Tenente PM Ary Renato Oliveira; Tenente PM Mário Silva; Aspirante Oficial PM Louismar Bonates.

* Departamento Esportivo:
Tenente PM Adelson Melo dos Santos; Tenente PM Raimundo Belchior; Tenente PM J. Roberto Oliveira Araújo; Tenente PM Ruimar Moreira Lima.

* Departamento Recreativo:
Cap. PM Nazadir Sapucaia e Tenente PM José Antonio Saraiva.

* Departamento Cultural:
Tenente PM James Castelo Branco e Aspirante Oficial PM Afrânio Pereira Junior.

* Departamento de Obras e Patrimônio:
Capitão PM Raimundo Pereira Encarnação e Tenente PM Bernardo da Encarnação Neto.

* Departamento de Relações Públicas:
Tenente PM Roberto Castelo Branco e Aspirante Oficial PM Marcos Antonio Cavalcante.

* Departamento Feminino:
Tenente PM Fem Antonia Arlene e  Tenente PM Fem Sandra Regina Bulcão

* Conselho Deliberativo:

Tenente-Coronel PM José Cavalcanti Campos; Major PM Edson Nascimento Pereira; Tenente PM Geraldo Augustinho e Tenente PM Orlando de Sena Silva


Coronel Antonio Saraiva

Notas deste autor: 

Revendo os nomes desta relação, dessa equipe de jovens oficiais, a maioria tenentes, que o então major Medeiros soube reger, gerenciar, o CO navegou e como navegou. Apenas um detalhe: a estrutura do salão de festas da atual sede foi construída nesse período. A dupla Medeiros e Alfaia, que dirigia a administração financeira da PMAM, soube aproveitar os bons tempos e ótimos ventos, como disse, para navegar.

O Clube, hoje Associação, deve ao coronel Medeiros e Alfaia ao menos uma placa, para marcar o empuxo que essa agremiação tomou, a partir dessa data. Esqueci de ressaltar que essa chapa foi a vencedora do pleito e, na direção, permaneceu por anos. 

Ainda outra análise: este grupo de jovens oficiais, hoje coronéis reformados, abrigou alguns futuros comandantes-gerais: coronéis Romeu Medeiros Filho; Francisco Orleilson Guimarães; José Antonio Saraiva; Paulo Roberto Castelo Branco; Bernardo da Encarnação Neto; James Pedrosa Castelo Branco; J. Roberto Oliveira Araújo.

Mais: José Cavalcanti Campos foi deputado estadual; Louismar Bonates, secretário de Justiça, e Afrânio Pereira Junior, prefeito de Manacapuru.

quarta-feira, setembro 30, 2015

NOTAS SOBRE O CLUBE DOS OFICIAIS DA PMAM

Constituição da 1ª Diretoria

O Clube dos Oficiais, congregando em nossos dias os camaradas da Polícia Militar e dos Bombeiros, reúne-se hoje para restaurar a galeria dos ex-presidentes desta organização. Trata-se de uma pleito meritório, pois relembra a participação daqueles que redobraram esforços em prol dos colegas e familiares.  

Aproveito o ensejo para principiar o registro dessa história marcante. E, como toda trajetória bem-sucedida, repleta de acertos e de muitas trombadas. 

De quem terá partido a ideia de congregar, quem terá arrebanhado a diminuta turma de oficiais, nunca mais se saberá. Afinal, todos os fundadores já se “foram”. Quando escrevi este post, ainda vivia o oficial mais idoso que, a despeito da visão afetada mas bastante sóbrio, poderia nos redesenhar aquele episódio. 

Tratava-se do coronel Francisco Carneiro da Silva (morto no mês passado, aos 93 anos) que, entre outras aventuras milicianas, ingressou na corporação em 1951, portanto, quando da fundação deste clube, ainda era praça. Todavia, a partir de 1958, admitido na esfera do oficialato, serviu como ajudante de ordens ao coronel Assis Peixoto, no primeiro governo de Gilberto Mestrinho (1959-63). 

Banido da corporação pelo Governo Militar de 1964, Carneiro obteve na Justiça Comum o reconhecimento de seus méritos, retornando ao convívio de seus companheiros. A seguir, teve oportunidade de aperfeiçoar-se na PMCE, em Fortaleza, e exercer o cargo de delegado de polícia em Parintins. 

O ano de 1953 é usualmente lembrado pela maior enchente que assolou o Estado, marca superada tão-somente em 2009. Foi neste período que a ideia de agregar os oficiais da Policia Militar em um clube zanzava pelo quartel da Praça da Polícia. Terá contribuído o governo de Álvaro Maia (1951-55), que atravessava um período de embaraços e desesperanças. 

A corporação do mesmo modo arrostava a falta de recursos e o decantado atraso de pagamento. O comando da PM era exercido pelo coronel (da reserva) Adalberto Cavalcanti (tio do coronel José Cavalcanti Campos), que, ao tempo da fundação do clube, já preparava a transmissão do cargo para outro coronel da reserva, Manoel Corrêa da Silva, residente na ainda existente (bastante deteriorada) Vila Georgete, na rua Lauro Cavalcanti, casa 3.

O COPMAM surgiu em 9 de abril, segundo seus Estatutos, presidido pelo coronel Jonas Paes Barreto, um respeitável desconhecido, repetindo um esgarçado clichê. Pouco ou quase nada se conhece desse oficial, tanto que uma fotografia para ilustrar o painel dos ex-dirigentes continua sendo buscada. 

Na primeira diretoria destacavam-se o Dr. Antonio Hosannah da Silva Filho (médico legista, que tem seu nome como patrono do Instituto Médico Legal); o então capitão José Silva (morto como coronel da reserva e que comandou a PM em caráter provisório) e o major Djalma Vieira Passos (que se destacou na literatura e na política amazonense, como deputado estadual e federal), foi o primeiro orador do clube. 

Desprovido de sede social, ainda assim era marcante a empolgação de seus associados. Não muitos, incluídos os oficiais da reserva, eram cerca de uns trinta membros. As primeiras reuniões, como a de Assembleia Geral de 4 de novembro, para aprovação dos Estatutos, aconteceram na Associação dos Professores, cuja sede situava-se na avenida Eduardo Ribeiro esquina da rua 24 de Maio. 

Também foi neste local, já em 1958, como me relatou o saudoso coronel Carneiro, que “a turma se reuniu para exigir do governador Plínio Coelho (1955-59) respeito com o major Júlio Cordeiro”. O fato é o seguinte: este oficial se desentendera com o comandante-geral, coronel Cleto Veras, homem bastante irascível, quase indo os mencionados as vias de fato. Pior, diante da tropa.  

Em represália, coronel Cleto exigia que o oficial da PM fosse cumprir no quartel do 27º BC a punição que ele impusera.  O governador Plínio Coelho entendeu a reivindicação do Clube que, bastante fundamentada, permitiu que a cadeia do oficial fosse cumprida na própria caserna. 

Na década de 1960, o clube ainda permanecia sem sede social. Algumas reuniões aconteceram na sede da Associação dos Servidores Públicos do Amazonas (ASPA), por deferência de seu presidente Aureomar Braz. As duas associações possuíam um ideário muito próximo, estando por isso vários oficiais integrando ambas. Daí a utilização da sede, que então se situava no cruzamento das ruas Joaquim Sarmento com Henrique Martins. Esta associação ainda permanece vigendo, porém, em outro endereço. 


Tenente Nonato, coronéis Ossuosky, Helcio, majores Medeiros e
Fausto (a partir da esquerda)


O Clube dos Oficiais somente começaria a escrever um segundo capítulo de sua história a partir do apoio prestado pelo comando da corporação. Cabe destacar nesse empenho o coronel Mário Ossuosky, assessorado por aguerridos oficiais. 

Outras postagens sobre o clube podem ser lidas neste Blog.


domingo, junho 14, 2015

ATLETAS DE MANAUS

Quatro formações esportivas 

Equipe de futebol de veteranos do Atlético Rio Negro Clube, 1954

Vencedores da Corrida pedestre Archer Pinto, em 1970, em frente
ao diário O Jornal

Equipe campeã do Colégio Estadual do Amazonas, início dos 1960

As equipes da Máquina e do Bagaço, compostas de oficiais da PMAM,
no campo do Clube dos Oficiais, 1980

sexta-feira, setembro 12, 2014

CLUBE DOS OFICIAIS PM/CBM



O Clube dos Oficias das Forças Militares do Estado publicou a Nota abaixo (reproduzida e transcrita) em favor dos oficiais que se dizem “perseguidos” pelo comando da PMAM. A publicação pode ser encontrada nos Classificados de A Crítica, de anteontem, quase inelegível, devido ao tamanho da fonte e a prolixidade do texto. Enfim, não disse nada!
A administração O Resgate, que começou como um leão, rugindo, e com isso conseguiu repor o Clube acima da ladeira, agora, com esta Nota, parece um gato doméstico. O presidente sequer chancelou seu nome. Preferiu A Diretoria, quando se sabe que poucos diretores de fato participam.

Por isso, na próxima nota procure um profissional do ramo, para que escrevendo menos, diga mais e com mais vigor.

Caro coronel Pacheco, a temporada de eleição sugere mais esforço, apesar das inúmeras promessas, da forma como o senhor soube alavancar o espaço dos oficiais, cuide-se para que a força gravitacional da ladeira não o alcance.

 
Classificados de A Crítica, 10 set. 2014

Manaus AM, 09 de setembro de 2014.

Ofício nº 058/AOPBMAM/2014

NOTA DE APOIO DO CLUBE DOS OFICIAIS A NOSSOS ASSOCIADOS

A Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar do Amazonas, vem manifestar seu integral apoio aos nossos Oficiais, Ten Cel Fabiano Machado Bó, Majores PM Huoney Herlon Gomes, Juan Pablo Moraes Morrilas, Wilmar Tabaiares da Silva Neto, Frank Pacheco da Silva e Franciney Machado Bó. Oficiais a qual todos nós possuímos imenso respeito e consideração, nas inúmeras vezes que deram provas de que são homens íntegros e idôneos, revelando se compromissados com os diversos assuntos atinentes à área de Segurança Pública da sociedade Amazonense. Jamais discorreríamos com nota alguma, como aqui apresentada, se não tivéssemos a convicção de que os Oficiais ora citados são homens de confiança e que conduzem a vida e o trabalho dentro dos princípios legais e éticos a que nossa briosa PMAM impõe a todos nós policiais militares. O papel desempenhado por estes Oficiais, sem dúvida, tem contribuído para todo o rito policial, atendendo, desta forma, as expectativas de nossa corporação. Sabemos que os senhores não compactuam com a imoralidade a que todos nós estamos assistindo, motivo pelo qual não exercem a função que outrora foi-lhes outorgada. Os fatos ocorridos nesses últimos dias (exonerações) tem causado repúdio por todos aqueles que primam pelo bem servir à sociedade Amazonense, e que sabem que a função a qual estavam exercendo é de suma importância não só para a corporação, mas para toda a comunidade de nosso Estado. Mas a Justiça de Deus é maior que todo o espúrio do homem e não tarda. E a sua proteção divina paira sobre todos aqueles que palmilham no caminho reto. A família do clube tem plena certeza que os senhores são verdadeiros profissionais da segurança pública e que não medem esforços para combater todo tipo de perturbação da
ordem, garantindo eficazmente o cumprimento das leis e a manutenção da ordem pública.
"Unidos intimamente, lutamos contra tiranos que intentam profanar nossos mais sagrados direitos." (José Gervásio Artigas)
Manaus (AM), 09 de setembro de 2014.
O CLUBE É NOSSO! É DOS OFICIAIS! É DA FAMILIA!

ADMINISTRAÇÃO O RESGATE'
A DIRETORIA