CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

24 de abril de 2011

Os artistas da av. Joaquim Nabuco

Querido amigo Roberto,
Liceu na av. Joaquim Nabuco
Escrevo-te “estas mal traçadas linhas”, após te assistir terça-feira, 19 de abril - Dia do Índio, o qual, como os índios mesmo dizem nada tem a comemorar. Então, após tua entrevista realizada pelo Abrahim Baze, na qual você falou com muita emoção do querido mestre Anísio Mello, do lendário Liceu de Arte “Esther Mello”, escrevi.


Lembrei que tive aulas de desenho com ela, dona Esther, nos anos 1970; ela era amiga de minha mãe. Lembrei que o Anísio sempre falava com as minhas irmãs ali no seu ateliê da Joaquim Nabuco, para não vendermos nossas casas ou o terreno, pois ele era um defensor do patrimônio histórico ou, ao menos, da conservação...

Ele, entretanto, “bateu asas” cedo; mas a morte é assim mesmo, nos pega no meio de uma frase ou pensamento, no meio de sonhos, de projetos... Fico feliz, todavia, pois sei de tua seriedade ao escrever uma biografia, especialmente do Anísio, ele merece!. Ainda mais sendo você o biógrafo...

Tem outra figura que também anda esquecida, e passando alguma necessidade. Também é da av. Joaquim Nabuco: é o Murilo Branco Silva, artista plástico que herdou a arte do pai, o celebrado Branco Silva. Murilo é primo do saudoso e cultuado por ti, padre Ruas.

Um abraço, Jorge Leite

Obrigado pelas mal traçadas linhas. Serviram-me não somente para preencher (e bem) o espaço, mas para eu explicar alguns pontos de sua carta-email.
Não tive oportunidade de difundir a data e horário da entrevista que rolou no Amazonsat, com o Abrahim Baze. Ocorreu na terça-feira, 19, às 19h30, e não haverá replay, assegurou-me o acadêmico Baze. Como tenho promessa dele de receber uma cópia, vou enfim me assisitir.

O mote, como você assinala, foi a homenagem ao Anísio Mello pelo primeiro ano de morte. Na entrevista, anunciei o desejo de efetuar a biografia dele, ou seja, completar o quanto ele já deixou pronto. Como o livro Convite à Poesia, que os amigos imprimiram e estão distribuindo 0800.

Jorge, o Liceu que formou inúmeros e bons artistas plásticos findou. Acabou e não houve qualquer manifestação. Parece não ter deixado saudades, mas eu sei quantas saudades deixou. Sempre que converso com alguém sobre o Anísio, sempre acontece revelações sobre o Liceu.
Padre Luiz Ruas, em 1957

Agora, a avenida Joaquim Nabuco e seus artistas. Primeiro, me envolvi com o padre Luiz Ruas. Rebusquei-lhe as minúcias em jornais e outros meios de imprensa local. Aprendi muito, muito mesmo sobre aquele poeta-padre. Ainda neste ano, em outubro, publicarei as poesias reunidas dele para lembrar os Oitentanos dele.

Nesse caminho encontrei o Murilo Branco (e) Silva, primo do padre L. Ruas. Hoje morando na av. Joaquim Nabuco, onde morou o primo até seu falecimento em abril de 2000. Não tenho muito como ajudar, há certo desencontro da família devido a posse da casa que pertenceu ao padre Ruas. Mas, prometo a você que vou lá.

Feliz Páscoa, amigo Jorge, e em seu nome aos demais amigos e seguidores.