Volto a mostrar um detalhe do Centro Histórico, o cruzamento da avenida Joaquim Nabuco com a rua Lauro Cavalcante, onde hoje se encontra o edifício David Novoa.
A foto antiga, possivelmente de 1950, mostra a Fábrica de Móveis Teixeira & Couteiro, ambos portugueses. Os móveis eram fabricados com madeira de lei, como recomendava o catálogo da época. Pode-se perceber os trilhos de bondes que circulavam naquela artéria, e o poste de ferro sem nenhum acessório, para a distribuição da energia elétrica.
Na porta do comércio-residência encontra-se seu Joaquim Teixeira e família. Sentado, ele cuida do "fila brasileiro"; dona Laurinda, a esposa, da Rosalina, enquanto, escondido pelo pai, vê-se com esforço o Fernando.
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| Fábrica de móveis, de Teixeira e Couteiro, c1950 |
O casal ainda teve mais filhos. Um deles, o Jorge Leite, me relatou esses pormenores. Amigo de longa data, Jorge tem bons poemas escritos, apenas os esconde com o carinho e o ciúme peculiar dos poetas. Um dia, hei de publicá-los.
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Couteiro, no Luso,
1º maio 1977 |
Seu Couteiro, o outro proprietário, pertencia à direção do Luso Sporting Clube. E a foto dele que ilustra a postagem foi tirada por ocasião dos 55 anos daquela sociedade, em 1977.
A sociedade dos portugueses na movelaria durou até 1954. Seu Teixeira, então, instalou-se na rua Ipixuna, agora sob a denominação de Fábrica de Móveis São Jorge. Entre as realizações da marcenaria, Jorge Leite lembra que o pai fabricou a primeira cadeira episcopal para Dom Alberto Ramos; e elaborou a mobília da casa "bolo confeitado", pertencente ao saudoso Ermínio Barbosa, ainda existente na avenida Joaquim Nabuco.
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| Ed. David Novoa, outubro 2010 |
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| Novoa, ainda importante edificação do Centro |
No início dos anos 1970, foi levantado o prédio David Novoa. Depois que os trilhos desapareceram sob o asfalto e o poste de ferro trocado por de cimento. Imponente para os primeiros momentos da Zona Franca de Manaus, o Novoa dispunha de dezessete andares e amplos apartamentos com quartos de bom tamanho. Como ainda não se desconfiava da proliferação de automóveis, são poucas as vagas para estacionamento.