CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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domingo, novembro 15, 2015

CASAS COMERCIAIS DE MANAUS

Para relembrar alguns recantos e casas comerciais 


A praça desapareceu transformada em Terminal de ônibus,
ao fundo, o Café dos Terríveis que, na virada do século passado, era o point

Este comércio resistiu até a implantação da Zona Franca

Este prédio com seu estilo inconfundível permanece na av. Joaquim Nabuco,
ora vendendo colchões. E com melhor presença, como a do Gordini da foto



O bar dispensa apresentação. Hoje, revitalizado, reúne em seu entorno grande número de apreciadores.  



domingo, abril 24, 2011

ARTISTAS DA JOAQUIM NABUCO

Querido amigo Roberto,

Liceu na av. Joaquim Nabuco
Escrevo-te “estas mal traçadas linhas”, após te assistir terça-feira, 19 de abril - Dia do Índio, o qual, como os índios mesmo dizem nada tem a comemorar. Então, após tua entrevista realizada pelo Abrahim Baze, na qual você falou com muita emoção do querido mestre Anísio Mello, do lendário Liceu de Arte “Esther Mello”, escrevi.

Lembrei que tive aulas de desenho com ela, dona Esther, nos anos 1970; ela era amiga de minha mãe. Lembrei que o Anísio sempre falava com as minhas irmãs ali no seu ateliê da Joaquim Nabuco, para não vendermos nossas casas ou o terreno, pois ele era um defensor do patrimônio histórico ou, ao menos, da conservação...

Ele, entretanto, “bateu asas” cedo; mas a morte é assim mesmo, nos pega no meio de uma frase ou pensamento, no meio de sonhos, de projetos... Fico feliz, todavia, pois sei de tua seriedade ao escrever uma biografia, especialmente do Anísio, ele merece!. Ainda mais sendo você o biógrafo...

Tem outra figura que também anda esquecida, e passando alguma necessidade. Também é da av. Joaquim Nabuco: é o Murilo Branco Silva, artista plástico que herdou a arte do pai, o celebrado Branco Silva. Murilo é primo do saudoso e cultuado por ti, padre Ruas.

Um abraço, Jorge Leite
Obrigado pelas mal traçadas linhas. Serviram-me não somente para preencher (e bem) o espaço, mas para eu explicar alguns pontos de sua carta-email. Não tive oportunidade de difundir a data e horário da entrevista que rolou no Amazonsat, com o Abrahim Baze. Ocorreu na terça-feira, 19, às 19h30, e não haverá replay, assegurou-me o acadêmico Baze. Como tenho promessa dele de receber uma cópia, vou enfim me assistir.

O mote, como você assinala, foi a homenagem ao Anísio Mello pelo primeiro ano de morte. Na entrevista, anunciei o desejo de efetuar a biografia dele, ou seja, completar o quanto ele já deixou pronto. Como o livro Convite à Poesia, que os amigos imprimiram e estão distribuindo 0800.

Jorge, o Liceu que formou inúmeros e bons artistas plásticos findou. Acabou e não houve qualquer manifestação. Parece não ter deixado saudades, mas eu sei quantas saudades deixou. Sempre que converso com alguém sobre o Anísio, sempre acontece revelações sobre o Liceu.

Padre Luiz Ruas, em 1957
Agora, a avenida Joaquim Nabuco e seus artistas. Primeiro, me envolvi com o padre Luiz Ruas. Rebusquei-lhe as minúcias em jornais e outros meios de imprensa local. Aprendi muito, muito mesmo sobre aquele poeta-padre. Ainda neste ano, em outubro, publicarei as poesias reunidas para lembrar os Oitentanos dele.

Nesse caminho encontrei o Murilo Branco (e) Silva, primo do padre L. Ruas. Hoje morando na av. Joaquim Nabuco, onde morou o primo até seu falecimento em abril de 2000. Não tenho muito como ajudar, há certo desencontro da família devido a posse da casa que pertenceu ao padre Ruas. Mas, prometo a você que vou lá.

Feliz Páscoa, amigo Jorge, e em seu nome aos demais amigos e seguidores.

terça-feira, outubro 05, 2010

Manáos versus Manaus IV

Volto a mostrar um detalhe do Centro Histórico, o cruzamento da avenida Joaquim Nabuco com a rua Lauro Cavalcante, onde hoje se encontra o edifício David Novoa.
A foto antiga, possivelmente de 1950, mostra a Fábrica de Móveis Teixeira & Couteiro, ambos portugueses. Os móveis eram fabricados com madeira de lei, como recomendava o catálogo da época. Pode-se perceber os trilhos de bondes que circulavam naquela artéria, e o poste de ferro sem nenhum acessório, para a distribuição da energia elétrica.
Na porta do comércio-residência encontra-se seu Joaquim Teixeira e família. Sentado, ele cuida do "fila brasileiro"; dona Laurinda, a esposa, da Rosalina, enquanto, escondido pelo pai, vê-se com esforço o Fernando.


Fábrica de móveis, de Teixeira e Couteiro, c1950
 O casal ainda teve mais filhos. Um deles, o Jorge Leite, me relatou esses pormenores. Amigo de longa data, Jorge tem bons poemas escritos, apenas os esconde com o carinho e o ciúme peculiar dos poetas. Um dia, hei de publicá-los.


Couteiro, no Luso,
1º maio 1977

Seu Couteiro, o outro proprietário, pertencia à direção do Luso Sporting Clube. E a foto dele que ilustra a postagem foi tirada por ocasião dos 55 anos daquela sociedade, em 1977.

A sociedade dos portugueses na movelaria durou até 1954. Seu Teixeira, então, instalou-se na rua Ipixuna, agora sob a denominação de Fábrica de Móveis São Jorge. Entre as realizações da marcenaria, Jorge Leite lembra que o pai fabricou a primeira cadeira episcopal para Dom Alberto Ramos; e elaborou a mobília da casa "bolo confeitado", pertencente ao saudoso Ermínio Barbosa, ainda existente na avenida Joaquim Nabuco.



Ed. David Novoa, outubro 2010
Novoa, ainda importante edificação do Centro
No início dos anos 1970, foi levantado o prédio David Novoa. Depois que os trilhos desapareceram sob o asfalto e o poste de ferro trocado por de cimento. Imponente para os primeiros momentos da Zona Franca de Manaus, o Novoa dispunha de dezessete andares e amplos apartamentos com quartos de bom tamanho. Como ainda não se desconfiava da proliferação de automóveis, são poucas as vagas para estacionamento.