CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

Mostrando postagens com marcador Jorge Leite. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jorge Leite. Mostrar todas as postagens

domingo, fevereiro 25, 2018

AMAZON-LAR - POUPANÇA

O Jornal, 16 abril 1970

Inaugurada em 1970, conheci a Amazon-Lar algum tempo depois já instalada na esquina da rua Marechal Deodoro com rua Teodoreto Souto, no térreo do Edifício Brasil. Quem pode esclarecer melhor o andamento desta empresa é o amigo Jorge Leite, que por longo período nela prestou serviços.
O texto aqui postado foi retirado de O Jornal (edição 16 abril 1970).
Todavia a solenidade foi destaque em todos os periódicos da cidade, dos quais reproduzo duas publicações.


COM A PRESENÇA DE DIRIGENTES DO BNH
A AMAZON-LAR INAUGUROU NOVA SEDE

COM a presença, nesta capital, dos dirigentes do Banco Nacional de Habitação, Srs. Jose Eduardo de Oliveira Penna, diretor da Carteira de Agentes Financeiros; Francisco Moreira, superintendente dos Agentes Financeiros; e coronel Pericles Augusto Machado Neves, superintendente do Fundo de Promoção e Poupança Nacional de Habitação, a Amazon Lar, Associação de Poupança e Empréstimo, desta capital, inaugurou a sua nova sede, situada na rua Guilherme Moreira, 290 (em frente à Associação Comercial do Amazonas).
Na ocasião, discursaram, fixando a importância do ato, tanto para o Estado como para a comunidade, os Srs. Luís Maximino de Miranda Correa, administrador geral da Amazon-Lar, e José Eduardo de Oliveira Penna que, sob palmas, descerrou a fita inauguratória das novas e modernas instalações da entidade.
A foto é do ato, quando falava o diretor José Eduardo Penna.

Acrescento, porém, que o oficial fardado (de óculos) era o tenente-coronel PM Alcimar Guimarães Pinheiro, subchefe da Casa Militar do Governo.

Na parte da tarde, 0s dirigentes do BNH, fazendo-se acompanhar do major José Ribamar Nunes Moreira, presidente da C0hab-AM, visitaram o Governador Danilo Areosa, no Palácio Rio Negro, quando trataram de assuntos relacionados com o programa habitacional que a atual administração vem desenvolvendo, de acordo com a política traçada pelo Governo Federal, através do BNH.

Jornal do Commercio, mesma data, mostra o momento da
benção efetuada pelo arcebispo de Manaus, dom João de
Souza Lima
Jornal A Crítica (mesma data), no descerramento
da fita simbólica

domingo, abril 24, 2011

ARTISTAS DA JOAQUIM NABUCO

Querido amigo Roberto,

Liceu na av. Joaquim Nabuco
Escrevo-te “estas mal traçadas linhas”, após te assistir terça-feira, 19 de abril - Dia do Índio, o qual, como os índios mesmo dizem nada tem a comemorar. Então, após tua entrevista realizada pelo Abrahim Baze, na qual você falou com muita emoção do querido mestre Anísio Mello, do lendário Liceu de Arte “Esther Mello”, escrevi.

Lembrei que tive aulas de desenho com ela, dona Esther, nos anos 1970; ela era amiga de minha mãe. Lembrei que o Anísio sempre falava com as minhas irmãs ali no seu ateliê da Joaquim Nabuco, para não vendermos nossas casas ou o terreno, pois ele era um defensor do patrimônio histórico ou, ao menos, da conservação...

Ele, entretanto, “bateu asas” cedo; mas a morte é assim mesmo, nos pega no meio de uma frase ou pensamento, no meio de sonhos, de projetos... Fico feliz, todavia, pois sei de tua seriedade ao escrever uma biografia, especialmente do Anísio, ele merece!. Ainda mais sendo você o biógrafo...

Tem outra figura que também anda esquecida, e passando alguma necessidade. Também é da av. Joaquim Nabuco: é o Murilo Branco Silva, artista plástico que herdou a arte do pai, o celebrado Branco Silva. Murilo é primo do saudoso e cultuado por ti, padre Ruas.

Um abraço, Jorge Leite
Obrigado pelas mal traçadas linhas. Serviram-me não somente para preencher (e bem) o espaço, mas para eu explicar alguns pontos de sua carta-email. Não tive oportunidade de difundir a data e horário da entrevista que rolou no Amazonsat, com o Abrahim Baze. Ocorreu na terça-feira, 19, às 19h30, e não haverá replay, assegurou-me o acadêmico Baze. Como tenho promessa dele de receber uma cópia, vou enfim me assistir.

O mote, como você assinala, foi a homenagem ao Anísio Mello pelo primeiro ano de morte. Na entrevista, anunciei o desejo de efetuar a biografia dele, ou seja, completar o quanto ele já deixou pronto. Como o livro Convite à Poesia, que os amigos imprimiram e estão distribuindo 0800.

Jorge, o Liceu que formou inúmeros e bons artistas plásticos findou. Acabou e não houve qualquer manifestação. Parece não ter deixado saudades, mas eu sei quantas saudades deixou. Sempre que converso com alguém sobre o Anísio, sempre acontece revelações sobre o Liceu.

Padre Luiz Ruas, em 1957
Agora, a avenida Joaquim Nabuco e seus artistas. Primeiro, me envolvi com o padre Luiz Ruas. Rebusquei-lhe as minúcias em jornais e outros meios de imprensa local. Aprendi muito, muito mesmo sobre aquele poeta-padre. Ainda neste ano, em outubro, publicarei as poesias reunidas para lembrar os Oitentanos dele.

Nesse caminho encontrei o Murilo Branco (e) Silva, primo do padre L. Ruas. Hoje morando na av. Joaquim Nabuco, onde morou o primo até seu falecimento em abril de 2000. Não tenho muito como ajudar, há certo desencontro da família devido a posse da casa que pertenceu ao padre Ruas. Mas, prometo a você que vou lá.

Feliz Páscoa, amigo Jorge, e em seu nome aos demais amigos e seguidores.