CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

11 de janeiro de 2012

Alencar e Silva: intérprete do "clown" (1/3)



Capa do livro
Em dezembro passado, a Editora Valer lançou Quadros da 
moderna poesia amazonense (Manaus: Valer, 2011, 228p.), 
livro póstumo do poeta Alencar e Silva, morto em setembro, 
aos 81 anos. Nele, o autor analisou a obra de alguns de seus 
colegas e companheiros do Movimento Madrugada
ele um dos precursores.

O livro causou agradável surpresa, ao menos foi o que 
ouvimos de Max Carphentier, na ocasião da 
homenagem ao Clube da Madrugada, ao 
final de novembro passado. Max, um dos 
analisados, viu neste trabalho a consagração
e a sabedoria de quem vivenciou a evolução
literária da capital amazonense. E soube registrar com talento 
esses sentimentos.

Em ordem alfabética, são contemplados 13 poetas:
Alcides Werk – Um canto de solidariedade fraterna;
Anthistenes Pinto – Os “ismos” vanguardistas;
Astrid Cabral – Memória e sandálias andarilhas;
Élson Farias – Poeta das águas e da humanidade ribeirinha;
Ernesto Penafort – A metáfora azul;
Farias de Carvalho – O Pássaro de cinza;
Guimarães de Paula – Os Rebanhos da fuga;
Jorge Tufic – As tendas do caminho;
Luiz Bacellar – Um artífice auxiliar da criação;
L. Ruas – Um cântico majestoso;
Max Carphentier – A sacralidade do verde e o construtor de catedrais;
Sebastião Norões – A amada constante;
Thiago de Mello – Os Estatutos do Homem.
Alencar (à esq.) e Max Carphentier, 2004

Vou reproduzir a interpretação que Alencar e Silva realizou sobre o “magnum opus” de L. Ruas: Aparição do clown. Com esta apreciação, ele se insere e amplia o quadro dos Intérpretes, que tive o prazer de organizar. É melhor ler.

L. Ruas (Pe. Luiz Augusto de Lima Ruas) nasceu a 28.11.1931 em Manaus e faleceu na mesma casa em que vivera toda sua vida, (av. Joaquim Nabuco, 1638). Eram seus pais o Sr. Horizontino Ruas e D. Emília de Lima  
Ruas. 

Seu currículo escolar revela um estudioso em toda a linha, tendo desd
os 12 anos formado seu espírito nos seminários de Manaus, de Fortaleza e  
do Rio de Janeiro, onde desenvolveu intensa atividade intelectual,  
notadamente como presidente do Centro Acadêmico São (sic) Tomaz de  
Aquino, no seminário do Rio Comprido (RJ).
 
Ordenou-se sacerdote em Manaus, em 31.10.1954, em cujas instituições d
ensino lecionou numerosas disciplinas, como Teologia Dogmática, Francês
Inicião Artística e Psicologia. Foi vigário de numerosas paróquias.(segue)