CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

15 de janeiro de 2012

Manáos vs Manaus

Acredito que foram nossos pais que denominaram o cruzamento da avenida Sete de Setembro com a Joaquim Nabuco, de Canto do Quintela (sobrenome de um português que possuía no local uma taberna).

Depois, nós conhecemos e frequentamos uma dependência da Casas do Óleo, supermercado que a família Assayag manteve no local. Para enfrentar a presença da carioca Casas da Banha (CB), Assayag abreviou o nome de seu comércio para CO. E foi sob esse designativo que ele encerrou suas portas.

Em 1972, tendo o comércio da Zona Franca em plena efervescência, a avenida Sete mostrava um trânsito tumultuado, pois a circulação de veículos era feita em mão dupla.

Com os Fuscas tomando conta da artéria, apenas alguns Chevrolet pontuando, o trânsito já mostrava dificuldades tanto para os veículos quanto para os transeuntes. O Jornal do Commercio observava se tratar de “problema de educação”, que seria solucionado quando “nosso povo atingir um grau mais avançado”.

Canto Quintela, Jornal do Commercio, 12 jan. 1972

Pelo visto, 40 anos depois, com a mão de circulação na mesma avenida reduzida a mão única, os condutores e pedestres seguem cada vez mais “deseducados”. Sonha-se que a Copa de 2014 tenha o dom de realizar esse prognóstico. Será?