CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

6 de janeiro de 2012

Efemérides

6 de janeiro

1935 – Inauguração da sede própria da Academia Amazonense de Letras, na presidência do acadêmico Adriano Jorge, e sob as mercês do interventor federal, capitão EB Nelson de Mello (1899-1989).

A sessão solene contou com a presença de 14 membros: Adriano Jorge (presidente); Péricles Moraes; Sá Peixoto; Leopoldo Péres; Anísio Jobim; José Chevalier (secretário); Jonas da Silva; Agnello Bittencourt; Paulo Eleutério; Araujo Lima; Huascar de Figueiredo; Carlos Chauvin; Waldemar Pedrosa e Coriolano Durand.
Na ocasião, foram reverenciados os mortos: Heliodoro Balbi (1918); Thaumaturgo Vaz (1921); Ribeiro da Cunha (1925); Octavio Sarmento (1926); Araujo Filho (1931); Raimundo Monteiro (1932); e Alcides Bahia (1934). 

Duas notas destacadas: a presença da poeta Violeta Branca que, declamando sua poesia, encantou aos presentes; e da orquestra de João Donizetti, com a participação especial de Gentil Bittencourt, que  envolveu a assembleia.

Nelson de Mello, falecido marechal, foi agraciado pelo silogeu amazonense com os diplomas de Presidente de Honra e Benemérito. E, em nossos dias, a Casa de Adriano Jorge desfruta da restauração que o governo de Eduardo Braga, também Benemérito, empreendeu.

1940 – Assumiu o curato provisório de Educandos, depois elevado a paróquia, o padre Antônio Plácido de Souza. Em substituição à primitiva capela, aquele sacerdote, exímio marceneiro, inicia a construção de uma igreja em madeira, mas, antes de morrer em 1966, tem quase concluído o templo que hoje aquele bairro venera Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

2011 – Morreu em Manaus, o acadêmico Demosthenes Carminé, onde ocupava a Cadeira 17 da Academia Amazonense de Letras, e professor aposentado da Ufam. Profundo conhecedor da música brasileira, Dedé (como era mais conhecido) integrava o elenco do Carrossel da Saudade, produzido pela TV Educativa.

Sobre a trajetória deste programa, Carminé publicou aplaudido livro; outro festejado trabalho foi Terezinha Morango: a cinderela amazônica, esmiuçando a conquista da coroa de Miss Brasil 1957 por esta amazonense, livro que a Casa de Adriano Jorge reeditou ano passado, na coleção Pensamento Amazônico.