CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

16 de janeiro de 2012

Teatro de Bolso


Consultado pelo amigo Ed Lincon sobre a localização do teatro que ilustra esta postagem, não soube lhe responder. Para isso, estou recorrendo aos “mais velhos” ou estudiosos da cidade de Manaus. Quem souber, ganha o prêmio da Avianca.
Recorte de A Crítica, 18 março 1968
Para contribuir com a lembrança, a reportagem publicada em A Crítica (18 mar. 1968) mencionava que o Teatro de Bolso estava reabrindo as portas, sob a direção do saudoso teatrólogo Alfredo Fernandes.

Que, para estimular a presença de espectadores, instituiu duas novidades: a primeira, a venda de permanente ao custo de dez cruzeiros novos (NCr$), “com o qual o espectador poderia assistir aos espetáculos diários do TB”, além das sessões no final de semana. Enfim, todas as sessões.

E a segunda, o frequentador poderia ser premiado com uma viagem à Bogotá pela Avianca.

No ano anterior, o TB fizera algum sucesso. Encerrou a temporada de revistas com as peças “Que calor faz um biquíni” e “Brasil 67”. Por isso, a pretensão de Fernandes era estender essa campanha do TB pelos bairros de Manaus. Entendia que a venda de permanente a preços vantajosos, poderia “criar uma mentalidade teatral em Manaus”. Desconheço os resultados.

Enfim, indica o matutino que o Teatro de Bolso estava situado “ao lado do Palácio Rodoviário”, no bairro da Cachoeirinha. Para melhor sintonia, este imóvel, que abrigou a direção maior do Deram e a residência oficial de governadores, hoje é ocupado pela Faculdade de Ciências Médicas da UEA.

Suponho que o TB esteve localizado ao lado do Hospital Adriano Jorge, então destinado à cura da tuberculose, e após o beco que levava à Vila Mamão (os ingressos na terceira idade lembram a posição e o valor da vila).