CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

10 de julho de 2011

A Escola Técnica Federal do Amazonas, ontem e hoje (II)

Waldir Garcia,
que foi diretor da ETFA,
publicou este trabalho no Jornal do Commercio,
 Manaus, 5 out. 1971 

O Jornal, Manaus, 1.º out. 1961
É oportuno recordar, por outro lado, professores e funcionários que se encontram afastados da Escola, a quem deram muito de sua capacidade intelectual e operosidade funcional em prol da educação da mocidade amazonense. Como os professores Kideniro Stefesson Teixeira; Carlos Lopes Rodrigues; Iranaris Ferreira da Silva; João Segismundo Liberal; Raimundo do Espírito Santo; Maria Leonor Vasconcelos de Castro; Azélia Poggi Sampaio; Olga Falcone da Silva; Hosannah da Silva Guedes; Ritta Alves da Conceição; Raimundo Juliano Rego; Domingos da Cunha Elvas; Desirée Jansen da Silva; Carlos Garrido Teixeira e tantos e tantos.


Hoje, a Escola Técnica Federal do Amazonas adota métodos educacionais condizentes com a fase de mudança por que passa a sociedade contemporânea. Procura auscultar as tendências vocacionais e instituir cursos técnicos necessitados pelas contingencias da vida industrial incipiente, mas com perspectivas da afirmação e continuidade.
Diretor Hildemar Paes Barbosa
O Jornal, 8 maio 1949

Considera “que é preciso fazer sentir a todos os jovens, que não é necessário ser doutor para ajudar este país a crescer; que o técnico de nível médio é tão importante quanto o de nível superior; que é imprescindível romper a atual estrutura que só dá valor à inteligência verbal, deixar para trás a escola discursiva, a do ensino acadêmico orientado às escolas sueriores”.

A Escola se preocupa com uma reformulação que possibilite integrar o jovem, de maneira mais rápida possível, no processo de desenvolvimento nacional. Com este propósito, a Escola Técnica Federal do Amazonas se enquadra no entendimento de que a educação é o nosso primeiro problema nacional: primeiro, porque o mais urgente; primeiro, porque solve todos os outros; primeiro, porque, resolvido, colocará o Brasil a par das nações mais cultas, dando-lhe proventos e honrarias e lhe afiançando a prosperidade e a segurança; e, se assim faz-se o primeiro, na verdade se torna o único.


E como primeiro e único problema, já Aristóteles, o discípulo maior que o mestre, dirigiu este aviso a todos os povos imprevidentes: “Ninguém contestará que a educação deve ser um dos principais objetos do estudo dos governos, porque todos os estados que o desprezaram caíram em ruína”.
Edição comemorativa, O Jornal, Manaus, 8 maio 1949
Vinte e três séculos depois, o presidente Coolidge, dos Estados Unidos, haveria de externar o mesmo conceito, não com a advertência do estagirita, mas com a serenidade de uma consciência desempenhada e o mais justo orgulho patriótico: “Não se admire ninguém de ver a America do Norte tranquila, enquanto o resto do mundo se emprega nas tormentas. Esta glória a devemos aos nossos colégios e às nossas universidades!... Não há grande povo que não possua grande saber”.

Nós também seremos um grande povo, redimidos pela educação, e a Escola Técnica Federal do Amazonas, nos seus 61 anos de existência gloriosa, cumpre com eficiência a tarefa que lhe cabe, na construção do grande Amazonas e do Brasil grande.

Nota própria: A Escola continua evoluindo, seguindo os ditames da Ministério da Educação. Hoje, já tendo ultrapassado o primeiro centenário de funcionamento, institula-se Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam), com o privilégio de escola de terceiro grau.
Sua sede continua a avenida Sete de Setembro, mas há outros estabelecimentos subordinados.