CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

26 de julho de 2011

Acidentes de aviação em Manaus



Há 40 anos aconteceram dois acidentes de aviação em Manaus. Ambos no Aeroporto de Ponta Pelada, hoje Base Aérea de Manaus.

Em 22 de abril, acidentou-se e foi tomado pelo fogo o avião C118–2414, tipo DC6, em viagem do Correio Aéreo Nacional para o Galeão. Morreram no desastre 16 pessoas, entre elas, “duas crianças de colo e dois menores” e escaparam ilesos os sete tripulantes e 62 passageiros. 
O incêndio aconteceu após a aeronave retornar à pista a fim de reparar a “trepidação em um dos motores”. Apesar de socorrida prontamente pelas três viaturas (recém-adquiridas na Alemanha e, portanto, estreando) da seção de contra incêndio da Base Aérea, pouco pode ser realizado.

Diante da evolução do fogo os Bombeiros de Manaus foram acionados. Aquartelados na avenida Sete de Setembro, logo chegaram ao Ponta Pelada, mas também estes pouco realizaram. Senão recolher os mortos.
A quantidade de comburente ameaçava o resgate e, por isso, o fogo deixou o enorme avião “reduzido a cinzas”. O cadáver de uma criança comoveu duramente o habituado major Nicanor Gomes, comandante do então Corpo de Bombeiros de Manaus.

A descrição deste fato foi retirada do Jornal do Commercio, de 23 abr. 1971.
Foto do avião acidentado, do Jornal do Commercio, 27 jul. 1971
O segundo acidente sucedeu com o Boeing 727 de prefixo PP-CPG, pertencente a SA Cruzeiro do Sul, que foi adquirida pela Varig. O avião, que efetuava o vôo 406, procedente do Rio de Janeiro com escala em Brasília (DF), sofreu um principio de incêndio ao efetuar o pouso.

Noticiário do jornal 
Eram 19h e o Aeroporto de Ponta Pelada acolhia respeitável número de pessoas, aguardando os passageiros. Para recepcionar o general Álvaro Cardoso, comandante do CMA e 12.ª RM, passageiro do Boeing, encontravam-se no saguão o governador do Estado, coronel João Walter, o vice-governador, Deoclides de Carvalho Leal, oficiais das Forças Armadas e outras autoridades.

Quando o avião alcançou a pista, ouviu-se um forte estouro e viu-se o fogo tomando a parte traseira do Boeing. O fato causou nos presentes momentos de expectativa e emoções. Mas, o avião deslocou sem muitos problemas pela pista até ser alcançado pelas quatro viaturas de bombeiros da Aeronáutica. 
Havia a bordo 80 passageiros, que foram socorridos sem problemas. Apenas a “asa direita” da aeronave ficou parcialmente danificada. O aeroporto ficou interditado, pois o avião da Cruzeiro “encontra-se no meio da pista”.