CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

31 de julho de 2011

Câmera de Segurança

Desde que o governo implantou câmeras de segurança em esquinas, tornando a cidade em big brother, fiquei possuído da melhor expectativa.

A expectativa era de que o Ciops não acabaria com os delitos, mas que inibiria os ataques, e mais, estaria capacitado a desvendar com mais presteza os crimes registrados pelas lentes.
Carro com vidro estourado e (ao fundo) o poste com a câmera

Nesse sentido, cheguei incentivar a uma vizinha que tivera saqueado seu automóvel, que o estacionasse na proximidade de uma câmera. Assim, graças à tecnologia, estaria livre de meliantes. Ainda bem que ela não me ouviu.

Dias desses, na esquina da avenida Sete de Setembro com a rua Igarapé de Manaus, deparei com a cena que ilustra esta postagem. O carro mostrado amanheceu com um vidro traseiro estourado. Como a ação criminosa levou certo tempo, pois, afora a janela arrombada, foi aberto o capô para que alguém cortasse as ligações do sistema de som, é certo que a câmera captou o delito.

Em resumo, o ataque levou algum tempo, e um assaltante se expos a visão da câmera, que fica no poste em frente. Mas nada foi feito pela polícia ou pelo órgão gerente deste mecanismo, o Ciops. Nada.

Portanto, mudei completamente, pois as câmeras não intimidam; não oferecem registro compatível; não dispõem de meios para acionar os órgãos de segurança; não facilitam aos ofendidos a consulta aos registros. E poderia listar outros não.

Enfim, estou convicto de que o governo joga dinheiro fora com esse serviço.