CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

21 de julho de 2011

Jânio da Silva Quadros

No próximo mês, completam 50 anos a renúncia do presidente Jânio Quadros. Aconteceu no Dia do Soldado, após a parada militar, em Brasília (DF), quando o primeiro mandatário encaminhou o documento renunciando ao mandato.

Capa do documento com as
Reivindicações do Amazonas

O desenrolar da história nacional já conhecemos de cor e salteado. Lembrando que o episódio mais destacado do período foi o Regime Militar, que dirigiu o País entre 1964-1985.

Quero lembrar um evento que, bem ou mal, não ocorreu. Anunciada para 31 de agosto a 2 de setembro de 1961, também há quase 50 anos, o presidente JQ tinha programado comparecer em Manaus (AM) à VI Reunião de Governadores. O Amazonas era governador por Gilberto Mestrinho, que assumira o Executivo em janeiro de 1959.


A propósito, escrevendo um texto sobre os Bombeiros do Amazonas, lembrei essa reunião. No escrito, destaquei a presença em Manaus do destacamento precursor, guiado pelo então major Leônidas Pires Gonçalves. Este oficial depois, quando general, conduziu o Comando Militar da Amazônia e, no governo de Collor de Mello, o Ministério do Exército.

Para esta assembleia, o governador Mestrinho preparou um longo memorial, com as Reivindicações do Amazonas. Não somente destacou as dificuldades do Estado, mas indicou recursos em especial financeiros para a saída. Listou diversos aspectos, da educação, da moradia para acudir os moradores da Cidade Flutuante; da energia elétrica; dos hospitais e outros.
Usina da CEM em construção no bairro de Aparecida, Manaus
Destacarei aqui a questão da energia elétrica, quase definida com a construção da usina no bairro de Aparecida. Eufórico, Mestrinho assegurava que “com a conclusão das obras da Companhia de Eletricidade de Manaus (CEM), programadas ainda para o corrente ano, a capital amazonense terá totalmente resolvido o seu problema energético”.

Na próxima postagem, destaco o reclamo para sanar o bairro fluvial, em frente a Manaus.