CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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sexta-feira, março 29, 2019

AVC DE MARÇO


A reunião da AVC (Associação dos Velhos Coronéis) referente ao corrente mês, ocorreu no restaurante Toreador Steak House (Av. Djalma Batista), por ocasião do almoço de hoje.  

Logo do restaurante
Esse encontro de velhos camaradas da Polícia Militar sempre desperta emoção, “não tem cartão de crédito que pague” as poucas horas de convívio. A chuva que caiu pela manhã deve ter espantado alguns, pois a presença dos convivas foi reduzida a metade.

Duas notícias deixaram os sócios melancólicos, abatidos: uma, a ausência do coronel Alfaia, por motivo de convalescer no Hospital Francisca Mendes, depois de “recauchutado” o coração do “cachorro”. A alegria dele é entusiasmante, sempre com o copo a mão a nos transmitir as últimas conquistas financeiras ou nos alertando para novas aquisições.
A segunda causa foi o impedimento do julgamento de terça-feira, quando a Suprema Corte estadual deveria decidir sobre um recurso (financeiro, claro) da turma.

Mesa principal
Estiveram presentes: Francisco das Chagas, Ari Renato, Silvestre Torres, Homero Leite, Deusamar Nogueira, Cavalcanti Campos, Romeu Medeiros, Mael Sá, Ruy Freire, Helcio Motta, Amilcar Ferreira, Roberto Mendonça, Danízio Valente, Luís da Rocha e Frandemberg Maués (todos coronéis) e José Alberto e Marcio (convidados de honra).

Detalhe: estou curioso por estabelecer o início desta prática, deste almoço reunindo parceiros da Polícia Militar do Estado. Sei que teve início no comando do coronel Mário Ossuosky (1975-79), portanto, já decorridas quatro décadas. Se aconteceu, ainda que com alguma falha, a cada sexta-feira, um número respeitável de garfadas já foram a boca e muitos restaurantes foram visitados.

A dieta do almoço, em grande parte

quarta-feira, janeiro 24, 2018

CLUBE DOS OFICIAIS PMAM

POLÍCIA MILITAR DO AMAZONAS
CLUBE DOS OFICIAIS


Face às renúncias escritas apresentadas pelo Presidente e o 1º Vice-Presidente do COPMAM, convoco, de acordo com o Art. 46, § 12, do Estatuto do Clube, uma Assembleia Geral extraordinária, para o dia 10 OUT 79, às 20:00 horas, em nossa Sede Campestre, com a finalidade de eleger novos associados para preenchimento dos cargos acima mencionados.
Esclareço ainda aos associados, o seguinte:
1) Qualquer sócio que esteja quite com o Clube poderá candidatar-se aos cargos em vacância, devendo seu nome ser apresentado até 15 minutos antes do início da Assembleia Geral.
2) Os associados eleitos, complementação (sic) apenas, o biênio de seus antecessores, que terminará em 21 ABR 80, quando nova Diretoria será eleita.
3) A primeira convocação será às 20:00hs e somente será realizada a Assembleia Geral com a presença de um mínimo de 50% dos associados; caso não haja essa porcentagem, 15 minutos depois será convocada nova reunião da Assembleia, que deliberará com qualquer número de associados (Art. 37, § 12 do Estatuto do Clube).
4) Fica sem efeito a convocação para o dia 19 SET 79.
  


Confesso que desconheço a motivação das renúncias, quem eram os renunciantes, e o desfecho dessa convocação. O fundamento foi minha ausência da capital, para assistir um curso militar. O Clube no entanto, pela disposição do cabeçalho demonstra estar subordinado à corporação policial militar. Esclareço somente que o major Brandão, que assina a convocação, quando coronel, assumiu o comando geral da PMAM, além de ter administrado a Secretaria de Segurança do Estado.


De certo, a direção da Associação dos Oficiais, que sucedeu ao Clube, pode explicar melhor os termos desta postagem, que coletei do matutino A Crítica, em edição de setembro de 1979. Que sirva para a história desta agremiação. 

sexta-feira, dezembro 29, 2017

FINAL DO ANO [1]


Pôr-do-sol visto do apartamento
residencial
Ao ver a foto do pôr-do-sol aqui exposta, decidi efetuar singela retrospectiva pessoal neste final de 2017, pois sempre se tem algo a relatar. Seja como chefe da família, ao falar das conquistas, sem esquecer dos tropeços, ocorridas em casa. Seja falando do movimento político ou esportivo que enfrentei, se algum desses campos você aprecia, esquivando-se das notícias fakes abjetas. Afinal, tenho muito a apreciar, sem entrar naquela de fotografar tudo (ou quase tudo) que pratica ou realiza, obrigando o celular a apreciar cenas nada agradáveis, algumas dantescas mesmo.

Ia esquecendo da saúde. Esta me incomodou durante o primeiro semestre. Devido a um desarranjo prostático fui levado a cumprir uma série de exames, exigência que tomou larga temporada, encerrado com diagnóstico positivo. A saúde da família se comportou no padrão, apenas a mais nova quase enfrentava o bisturi, pensando-se tratar de apendicite. Foi salva pela dedicação de médicos da Unimed.

Não compareci ao pleito eleitoral; razão? estou facultado. Deste modo, porque me estressar com tantas promessas e acusações banais, a forma que se cultua em nossos dias nos debates e no material impresso e de propaganda. O “mermo” que ocorre no facebook da vida, minuto a minuto, anunciado pelo toque peculiar do celular. Ou seja, não mais se conversa ou dialoga ou debate, tudo agora é na porrada, gostar ou não gostar, eis a questão.

Nessa alternativa, como apreciava o cara nascido no Morro da Liberdade, nascido na mesma rua em que eu morava, deveria ter votado no candidato do Almeida. Já disse que não realizei, assim como não o procurei para entregar um mimo, relacionado ao meu falecido genitor, seu conhecido. Se tivesse ocorrido, teria solicitado dele um favor junto ao órgão de previdência dos aposentados. Estou contente comigo.

Apenas fiquei intrigado, preocupado com sua promessa em devolver o Palacete Provincial à Polícia Militar. E como o governador Almeida promoveu a tantos na corporação, entendi que o mesmo desejava angariar aquele reduto eleitoral, afinal são mais de dez mil votos diretos e três vezes mais, indiretos. Todavia, o então secretário de Cultura seguia com peso atômico. Nada aconteceu, fora o chororó dos enciumados policiais pela velha casa recauchutada.
Capa do livro

Ao final do ano passado, como de hábito, marquei meus projetos pra este ano. Publicar dois livros: um sobre a história da PMAM – Guarda Policial, o primeiro tomo de três. Tendo o livro pronto, devidamente esquematizado, fui seduzido pela liga dos oficiais com a promessa de publicação. Acreditei, quem há de deixar escapar tal adjutório? Reparei aqui e ali, atendi aos detalhes impostos pelos patronos, porém... a publicação continua no prelo.

O segundo livro é a reedição de Candido Mariano & Canudos, pelos 120 anos da Campanha de Canudos, da qual participou a PMAM. Previsão de lançamento em novembro, quando a Força Estadual celebra o retorno da tropa empenhada (como faz qualquer entidade militar). Motivos desconexos não me permitiram aprontá-lo a tempo do festejo candidomariano, que o comando da PM também não realizou temendo incerta reprimenda social.  

A reedição, tendo perdido a conveniência, não foi impressa. Apenas a publiquei na internet (www.issuu.com). Providência que vou cumprir daqui por diante com meus escritos, posto que não tendo lucro, e sabendo que nunca venderei sequer para pagar o trabalho, melhor na internet onde busca quem necessita.  

segunda-feira, março 14, 2011

CLUBE DOS OFICIAIS DA POLÍCIA E BOMBEIROS (5)

Tenente-coronel Fábio Pacheco
Agradecendo aos seus eleitores, recebi do tenente-coronel Fábio Pacheco, vice-presidente eleito do Clube dos Oficiais, esta mensagem, que conta os momentos decisivos do embate pela presidência, travados no sábado 12.

VENCEMOS! 217 a 214
...era uma batalha campal; um ambiente inóspito. Onde o mal zombava do bem todo tempo. O dinheiro parecia comprar tudo e todos. Onde os nossos companheiros começavam a nos abandonar. Quando faltavam 40 votos a ser contados e terminar a apuração, perdíamos por 17 votos. A humilhação parecia inevitável e a “sacramentação” da derrota era questão de tempo. Até mesmo um correligionário, ao meu lado, dizia: "perdemos, só um milagre poderia acontecer agora para salvar a gente...". Quando tudo parecia perdido...
VENCEMOS! 217 a 214

A ladeira do forró, os ladeiristas e tudo quanto nos afetava, enfim, desfaleceram.
O Clube dos oficias da Polícia Militar e Bombeiros Militar do Amazonas foi RESGATADO!!!

Folder da chapa vencedora
Obrigado! Por tudo que você fez por nossos correligionários, acreditou na mudança, confiou em nossa Chapa, agora vamos trabalhar e mudar o Clube para melhor!!!

A Diretoria executiva eleita 
Nossos sinceros agradecimentos!!!

quarta-feira, março 09, 2011

CLUBE DOS OFICIAIS DA POLÍCIA E BOMBEIROS (3)

O programa pós-carnaval do Clube dos Oficiais da PM: na quinta-feira 11, forró da ladeira, e, na sexta-feira 12, eleição para a escolha da nova diretoria. A escolha básica está entre a diretoria situacionista, há doze anos no poder, prometendo manter o forró e aumentar o salário policial; e a oposicionista, obviamente, tentando subir a “ladeira”, mas implorando por mais HP.

Vou na sexta-feira para rever os colegas (que um dia eu deixei a...), enquanto isso, sigo relembrando umas “paradas” do Clube.

O comandante geral da Polícia Militar tem competência para resolver este problema. O problema a que me refiro é a utilização pouco recomendável do clube dos oficiais. Uma grita insistente repercute pela corporação. A eleição pode ser uma ocasião propícia para solucionar o impasse, tanto que até as redes sociais estão sendo utilizadas, sem muito sucesso.

Robério Braga (à dir.), governador Vivaldo Frota e coronel Medeiros
e a esposa Olga (à esq.), no Clube dos Oficiais, 1990
Já disse, deixamos de ter um clube. Temos um “sindicato”, com pelegos e seus secundários. Há muito tempo a família policial deixou de se encontrar no seu canto. Houve momentos consagradores. Com a presença do comandante supremo da PM, o governador Vivaldo Frota (sobrinho do major dentista Achilles), quando o coronel Medeiros Filho era o comandante. Hoje, as festas da corporação são realizadas em bufês, obviamente melhor estruturados para acolher os simpatizantes de um “boca livre”.

No entanto, como manter uma instituição se não existem recursos financeiros? Volto aqui a repetir, nos bons tempos o maior sócio era a própria corporação, que subsidiava amplamente o clube.

Mas isso desapareceu por vários motivos. Os três mais visíveis: a fiscalização mais competente das contas da PM; a quantidade e o valor da mensalidade e, principalmente, as costumeiras dissensões. Não se podem esquecer as iniciativas tomadas para suprir a necessidade financeira, são exemplos: associação de civis, a construção de apartamentos, de lojas, aluguel da sede etc.

Antes de prosseguir, vou determinar a data da primeira festa de carnaval do Clube. Ocorreu em 24 de fevereiro de 1974, no parque aquático do Rio Negro Clube. Foi na sexta-feira gorda, presente o coronel Lucy Coutinho e os oficiais e família. Revendo as fotos, vê-se que o jargão – e éramos todos jovens! – é perfeitamente aplicável.

Tenentes Benfica e Matias comandam a festa. Jornal A Crítica
A partir da esq. capitao Fausto, major Osorio, tenentes Vital e
Pereira. Jornal A Crítica
Enfim, se a eleição não possui o condão de solucionar o impasse da “ladeira”, restam duas alternativas: o comando geral da Polícia Militar e a Justiça estadual.
Em diversas oportunidades assisti a intervenção do comando da PMAM em clubes associativos de seu pessoal. O clube dos cabos e soldados pode muito bem confirmar esta história. Repito: o comandante geral possui essa atribuição e, se não a cumpre, resta a terceira via, a Justiça.

Os "adjetivos" da campanha eleitoral de 2009 dirigidos
ao comandante-geral da PMAM
O comando não pode “intervir” como fez na última eleição, quando o coronel Dan Câmara integrou a chapa adversária. Ao concorrer (e ser derrotado), deixou de ser comandante para ser apenas sócio. Nivelou-se na “ladeira”, sofrendo um ataque sórdido nunca visto no clube, que sempre respeitou àquela autoridade. Por isso, estou convicto de que o Clube dos Oficiais (e os demais clubes da PMAM) transmudou-se em “sindicato”. (segue)

terça-feira, março 08, 2011

CLUBE DOS OFICIAIS DA POLÍCIA E BOMBEIROS (2)

Na sexta-feira, 12, o Clube dos Oficiais da Policia e Bombeiros Militar escolhe seu novo presidente. São dois candidatos: o da situação, há doze anos na direção, promete manter a “forró da ladeira”; o da oposição, obviamente, deseja subir a “ladeira”, mas parece que falta força. Vou comparecer para rever os colegas, mas aqui vou lembrar algumas “paradas” deste Clube.

Mas, antes de prosseguir, quero consertar a informação ontem postada. Apareceu o mais velho oficial da corporação: falo do major José Areosa de Assunção, nascido em 29 de agosto de 1914. Isso mesmo, vai completar 97 anos. Apesar de quase centenário não consserva informações sobre a criação do Clube. No entanto, aqui não interessa os primeiros dias do COP, interessa para os eleitores os últimos dias.

Confraternização natalina da PM no Rio Negro Clube, em 1976
A partir do crescimento dos oficiais, foi possível ampliar os recursos do clube e pensar numa sede social. Mas, em toda década de 1960, a turma se encontrava na “casa” dos outros, em especial para fazer festa. De outra maneira, o Governo Militar a partir de 1964, impondo o comandante da Força Terrestre acentuou a mudança na Força Policial.
Lembro da primeira festa de carnaval promovida pelo clube. Aconteceu no Rio Negro Clube, na sexta-feira gorda. A ideia era de que os oficiais poderiam comparecer sem atropelos, pois o carnaval propriamente “pulado” começava no sábado. Pouco depois, tornou-se inviável, pois, o Rei Momo expandiu seu reinado e... a festa dos oficiais foi para o brejo. Era o ano de 1974, e o comandante geral da PM era o saudoso coronel Lucy Coutinho.

Depois veio o coronel Ossuosky, ainda vivo, que pode melhor ampliar esse trecho. Foi comandante entre 1975-79, durante o governo de Henoch Reis. Ainda hoje se diz que ele possui o mérito de balizar a evolução da PMAM. Antes e depois dele...
Falando de festas, coube a ele institucionalizar a comemoração de Natal dos oficiais, com as primeiras festas no Rio Negro Clube. A ilustração mostra o então capitão Fausto Ventura que, possuidor de voz de baixo (tinha de ser) forçada, fazia a apresentação da festa.

Festa natalina, com o então capitão Fausto Ventura fazendo
a apresentação, em 1976
Na mesa, o governador Reis e esposa, além do comandante Ossuosky, o general comandante do CMA e o coronel Jorge Teixeira, então prefeito de Manaus.

Confraternização de Natal da PAM, em 1976, no Rio Negro Clube,
todos a rigor.
Outra feliz iniciativa do coronel Ossuosky foi a instalação do almoço dos “cardeais”, ou seja, dos oficiais próximos, que o jargão militar identifica por “peixes”. Não era bem assim, ele costumava convidar diferentes companheiros, pois seu interesse era unir os futuros dirigentes da PM. Tão feliz foi a iniciativa que, ainda na última sexta-feira de fevereiro, os antigos coronéis se reuniram. Com um detalhe, ouvindo os candidatos ao clube.

Enfim, foi em seu comando que o COP conseguiu sua sede, com ladeira e tudo. Cresceu, quando a sociedade buscava se reunir, levar a família, divertir-se e tomar aquelas “geladas”. Os antigos sabem, a ajuda era constante e fundamental da corporação, tudo saía do quartel para equipar o clube. Lá estiveram dirigindo o clube o coronel Okada, que comprou a primeira piscina, dessas coloridas. Foi um desastre. Presidiu o clube o coronel Medeiros, o Brandão e o Arnaud. Tem muito coronéis mais, breve irá ao espaço a relação dessa turma.

Mas, como enfatizei, um dia dos anos 1990 os clubes começaram a se desintegrar. Os clubes foram encerrando as portas. A falência varreu a cidade, que possuía uma eternidade de locais associativos. Do Rio Negro, passando pelo Ideal Clube, Nacional, Barés... Ckeik e Bancrevea, na Getúlio Vargas. Todos da Cachoeirinha, do Educandos. Qual ainda resiste? Nem os clubes militares.

Então tá. O mesmo aconteceu com os clubes do pessoal da PMAM. Viraram “sindicatos”, prometendo apenas aumento salarial, como a PEC 300, de infeliz memória. E distribuindo “cesta básica”. Daí para o “forró da ladeira” foi um passo, criando um arranca-rabo que se discute a cada dois anos. Ao tempo das eleições.


O comandante-geral da PM tem competência para resolver o problema, amanhã opino. (segue)

segunda-feira, março 07, 2011

CLUBE DOS OFICIAIS DA POLÍCIA E BOMBEIROS (1)

Na final desta semana, o Clube dos Oficiais da Policia e Bombeiros Militar escolhe o novo presidente. Há dois candidatos: o da situação promete manter a “ladeira do forró”; o da oposição, obviamente, deseja subir a “ladeira”. Não voto, por não pertencer ao clube, mas aqui vou lembrar algumas “paradas” deste Clube.

Nunca se saberá de quem tenha partido a ideia ou quem tenha arrebanhado a diminuta turma de oficiais, para fundar um clube. Afinal, todos os fundadores já se “foram”.
Paciência, ainda vive um velho camarada que, a despeito de maltratado pela saúde e pela idade (89a) poderá lembrar esse episódio. Falo do coronel Francisco Carneiro da Silva que, entre outras aventuras milicianas, ingressou na corporação em 1951. Quando da fundação do clube em 1953, ainda era sargento.
Tenente Carneiro (à esq.) e
Coronel Assis Peixoto, 1958

A partir de 1958, admitido na esfera do oficialato, serviu como ajudante de ordens do coronel Assis Peixoto, no primeiro governo de Gilberto Mestrinho (1959-1963). Mas, injustamente banido da corporação pela revolução de 1964, Carneiro obteve na Justiça Comum o reconhecimento de seus méritos, retornando ao convício de seus companheiros. Estive junto com ele em Fortaleza (CE) para o CAO. Após o curso exerceu o cargo de Delegado de Polícia de Parintins, quando foi inaugurado o quartel que servia de sede à Polícia.

O ano de 1953 era, comumente, mais lembrado pela maior enchente já registrada no Estado. Há dois anos perdeu essa primazia. Foi nesse período que o plano de agregar os oficiais da Policia Militar em um clube zanzava pelo quartel da Praça da Policia. Um período de fundas aperturas do governo de Álvaro Maia (1951-54). A corporação arrostava insuficiência de recursos e o decantado atraso de pagamento.

Exercia o comando da PMAM o coronel (da reserva) Adalberto Cavalcanti (tio do coronel Cavalcanti Campos). Ao tempo da fundação do clube, Adalberto preparava a transmissão do cargo para outro coronel da reserva, Manoel Corrêa da Silva, que residia na ainda existente Vila Georgete, na rua Lauro Cavalcanti. O clube surgiu em 9 de abril, segundo seus Estatutos – ainda hoje o único aprovado – presidido pelo coronel Jonas Paes Barreto. Na primeira diretoria, destacava-se o Dr. Hosannah da Silva (patrono do Instituto Médico Legal), o então capitão José Silva e o major Djalma Passos (deputado estadual e federal).

Publicação com reivindicações do Clube.
Jornal do Commercio, 14 jan. 1955
Não possuía sede social, quem sabe não se reunia no próprio quartel, porém, era vibrante com a empolgação de seus associados. Não muitos, incluídos os oficiais da reserva, uns trinta membros. As primeiras reuniões, como a de Assembléia Geral de 4 de novembro que aprovou os Estatutos, aconteceram na Associação dos Professores, cuja sede situava-se na avenida Eduardo Ribeiro.

Também ocorreu neste local, já em 1958, conforme me relatou o coronel Carneiro, que “a turma se reuniu para exigir do governador Plínio Coelho (1955-59) respeito com o major Julio Cordeiro”. A ocorrência foi a seguinte: este oficial se desentendera com o comandante geral, coronel Cleto Veras (oficial do Exército).
Major Júlio Cordeiro
Em represália, esta autoridade aplicou-lhe punição e exigia que o oficial da PM fosse cumpri-la no quartel do 27º BC (atual Colégio Militar de Manaus). O governador Plínio Coelho acatou a reivindicação do Clube, pela sua fundamentação. Assim, o major Julio Cordeiro cumpriu a cadeia no próprio aquartelamento.

Na década de 1960, o clube ainda permanecia sem sede social. Algumas reuniões aconteceram na sede da Associação dos Servidores Públicos do Amazonas (Aspa), por deferência de seu presidente Aureomar Braz. As duas associações possuíam um ideário muito próximo, por isso, vários oficiais integravam ambas as corporações. A sede da Aspa situava-se no cruzamento das ruas Joaquim Sarmento com Henrique Martins, creio. Esta associação permanece operando, agora em outro endereço.
Oficiais da PM AM saudam o governador Mestrinho, a frente
coronel Dr. Hosannah. A Crítica, 25 fev. 1960 
Em 1962, chegaram os três primeiros oficiais formados na Escola de Formação de Oficiais da PM da Guanabara, hoje Rio de Janeiro. São os coronéis da reserva Helcio Motta, Pedro Lustosa e Pedro Câmara. No biênio 1966-67, mais de uma dezena de oficiais R/2 passam a integrar a Polícia Militar. O número de oficiais crescia, pois, e o Clube tomava nova orientação. (segue)