CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

23 de fevereiro de 2011

Governador Plínio Coelho

Plínio. A Crítica, 4 fev.58
A biografia deste governador (1920-2001) ainda não foi escrita, precisa ser publicada. Alguns apontamentos esparsos foram produzidos, mas nada que se possa intitular de uma história de sua vida. Assim, vou colocar aqui minha contribuição.
Plínio Coelho tomou posse do Amazonas em 31 de janeiro de 1955, quando a Petrobrás dava os primeiros passos. Ainda assim, a empresa conseguiu a façanha de “descobrir petróleo” em Nova Olinda do Norte, na calha do rio Madeira. Isso implantou o delírio não somente no município, mas no próprio Estado. Diria que no País, visto que a descoberta trouxe a Manaus e Nova Olinda o presidente da República.

Era um momento de transição nacional, por isso, João Café Filho presidia o Brasil. E ao desembarcar acompanhado de sua comitiva, trouxe o subchefe da Casa Militar, coronel Ernesto Geisel. Na base de Nova Olinda foi realizada uma foto emblemática: o presidente Café Filho, entre o governador do Amazonas e o coronel Geisel, depois presidente da Petrobras e presidente do Brasil no Governo Militar.
Presidente Café Filho em Nova Olinda
O petróleo possuía tudo para redimir o Amazonas, trazer-lhe o desenvolvimento que há muito o rio levara. Mas, como a Petrobras dava os primeiros passos, não foi capaz de se aguentar e acabou "caindo"... deixando no Estado a lembrança de “ uma noite de verão”.
Situado na av. Castelo Branco, hoje bastante desfigurado.
O Jornal, 5 dez. 1956 
Plínio alcançou o governo de Juscelino Kubitschek, que revolucionou o Brasil, com o sonho realizado de Brasília. Quando da inauguração da Refinaria de I.B.Sabbá, JK esteve em Manaus e inaugurou uma ponte (em Educandos) e um conjunto residencial na Praça General Carneiro, onde se contruiu o Palácio Rodoviário (hoje UEA), o cine Ipiranga. As duas obras levam o nome de JK. Há muito mais desse governador.


Café Filho concede entrevista ao Jornal do Commercio, Manaus

Governador Plínio Coelho recebe amostra de petróleo.
Jornal do Commercio, 16 mar. 1955 

A partir da dir. general cmt GEF; Café Filho; Plínio Coelho e
Dom Alberto Ramos, arcebispo do Amazonas