CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

1 de fevereiro de 2011

Memórias amazonenses LIII

Fevereiro, 1º

1951 – Ao constituir seu secretariado, Álvaro Maia escolheu para o comando da Polícia Militar o coronel Manoel Corrêa da Silva (1894-1954). Coronel Corrêa era natural de Pernambuco e possuía 57 anos, ao assumir o comando. Residiu por anos na casa nº 7 da Vila Georgete, ainda existente à rua Lauro Cavalcante - Centro.
Este coronel era negro, o único com esse atributo a exercer o comando e, quando o assumiu, já se encontrava na reserva. Tratava-se, portanto, de coronel de pijamas. Ao Estado, grosso modo, retornavam o governador e o comandante já experientes.
Casado, em segundas núpcias, com Porcina Andrade Corrêa Silva com quem constituiu descendência. Passou o comando em 17 abr. 1953, e morreu menos de um ano depois. Foi sepultado no cemitério de São João Batista.

1980 – Ocorre a fundação da Academia Amazonense Maçônica de Letras. Um dos fundadores foi o sócio Ruy Alberto Costa Lins (1934-2010) que ocupava a cadeira nº 25, patronada pelo Dr. Jorge de Moraes.
Ruy Lins (à dir.) com o ministro
Mario Andreazza, 1980
Na época, Ruy Lins era o superintendente da Suframa (1979-1983), ao tempo do governo de José Lindoso. Economista da primeira turma da Faculdade de Ciências Econômicas da UA. Participou ainda de outras oganizações culturais, com destaque para o Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas e a Academia Amazonense de Letras.

2003 – Morreu em Manaus, Gebes de Mello Medeiros, nascido em Maceio (AL), em 1915. Bacharel formado pela Faculdade de Direito do Recife, aqui desembarcou em 1942. Participou de diferentes movimentos culturais na cidade, especialmente de natureza teatral. Atuou no jornalismo da terra. Pertenceu ao Ministério Público, aposentado como procurador.
Pertencia a Academia Amazonense de Letras, onde ocupou a cadeira 25, de Araújo Lima, empossado em maio de 1994. Tem seu nome no teatro inaugurado nas dependências do Ideal Clube. Publicou os livros Linha do Equador e Fim de mundo sem fim.