CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

28 de fevereiro de 2011

Casal Makk (III)

Resolvi buscar mais dados sobre o Casal (Américo e Eva) Makk, em especial sobre as obras produzidas em Manaus (AM).


Américo Makk, jornal
Universal, em 1958
O semanário católico Universal, que circulou nas igrejas de Manaus entre 1953 e 1959, trouxe matéria positiva. Não poderia ser diferente. Em uma edições, tem-se mais detalhes sobre a artista, que se chamava Eva Holosa, nascida na cidade de Hawas, na Etiópia (sem indicação de data). Descendia de uma família húngara, era loura, de olhos azuis, e “foi artista desde a infância por índole”. Assinava Makk pelo casamento. Os venerandos moradores de Manaus da época gabam a beleza de Eva.

Em Manaus (AM), o casal assumiu o compromisso de decorar condignamente a capela-mor da Catedral de Nossa Senhora da Conceição, com motivos sacros e históricos ligados ao templo. Estes que desapareceram na reforma de 2002, como se vê pela foto.

Mais um detalhe. Dois manauenses, conhecedores de nossa arquitetura, registraram suas impressões sobre o trabalho do Casal Makk. Otoni Mesquita informa em nota da existência de seis pinturas no interior da igreja. Cinco das quais realizadas pelo Casal Makk, em 1858 (sic). Sei que ocorreu um erro tipográfico, na verdade, em 1958. A última reforma (2002) conservou apenas uma pintura dos Makk, o restante foi “protegido uma camada de pintura clara”.
O teto da capela mor sem a pintura do Casal Makk,
na reforma da Catedral de Manaus, em 2002
Acabaram assim os excessos, proclama Otoni. Que ainda reproduz a opinião de Luiz Miranda Corrêa que, em 1964, ao publicar obra sobre a cidade, lamentava o estado desfigurado do interior daquele templo católico, “ressaltando os murais de gosto duvidoso”.