CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

2 de novembro de 2010

Dia dos Finados

Em Manaus, a primeira notícia da existência de cemitério informava a localização de um no Lugar da Barra, ou seja, ao redor do fortim que lhe deu origem. Tanto assim, que as beiradas de barrancos no entorno do Centro Histórico, ainda em nossos dias, revelam a situação, basta revolveu o terreno.

A praça Dom Pedro II, ou da antiga prefeitura, segue interditada, dizem, porque ali se revelou um cemitério indígena. Em dias de 2001, uma urna foi encontrada quando se edificava um anexo da Assembléia Legislativa. Outros detalhes poderiam ser descritos, para alicerçar a existência de cemitérios de indígenas ou dos primeiros habitantes da Barra, aproveitando os barrancos.
Cemitério São José, única imagem
Muito depois, veio o cemitério de São José seguido do São João Batista. Hoje, o crescimento da capital amazonense obrigou o aparecimento de meia dúzia.
Capela São João e
 o Cruzeiro

Em 2003, pesquisei para a Manaustur, sob a presidência de Orlando Câmara, o cemitério São João Batista. Intentava efetuar um mapeamento mostrando os mortos mais insignes; a localização dos sepulcros mais destacados; e outras curiosidades inerentes ao trabalho.
Lembro que a capela de São João Batista foi inaugurada em 1906, sob a administração do coronel Adolpho Lisboa. Ainda, na ocasião, este prefeito embelezou com o gradil e as entradas de ferro o nosso mais conhecido “campo santo”.



Desisti da empreitada por razões de segurança, que não cabe explicar nesse momento. Mas, guardei da investida uma coletânea de frases encontradas sobre diversos túmulos. Escritos que transmitem diversas emoções. Para lembrar nossos mortos neste Dia dos Finados, as frases tumulares recolhidas publico amanhã.