CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

4 de novembro de 2010

Os Bombeiros do Amazonas XV

Muito tenho destacado da precariedade do Corpo de Bombeiros Municipais. assim como já comprovei que, com tantos embaraços, o Governo do Estado se viu obrigado a encampá-lo. A incorporação ocorreu em fins de 1972, e a posse desse serviço em janeiro de 1973. Ainda ali no quartel da avenida Sete de Setembro.



No entanto, a Prefeitura de Manaus tentava impulsionar a atividade de seus bombeiros. Após o desaparecimento dos Bombeiros Voluntários, em 1962, com a morte de seu dirigente e líder maior – comandante Ventura, Manaus seguiu algum tempo abandonada.

Incêndio na Matinha. A Crítica, Manaus, 16 nov. 1957
Diante dessa situação e acossada pelos graves incêndios e outros acidentes ocorridos em Manaus, a Prefeitura esforçou-se para modificar a situação. Duas iniciativas devem ser destacadas, ambas com respeito a construção de um quartel. Ao menos isso, visto que outras necessidades básicas urgiam.


A primeira, em 1967, prometeu recuperar um prédio existente no bairro de Aparecida, que pode ter pertencido ao comandante Ventura. Afinal, ele possuia um industria na rua Comendador Alexandre Amorim, hoje ocupado o terreno pelo Forum. A iniciativa não alcançou objetivo.
Jornal do Commercio. Manaus, 1º jan.1967
A segunda, partiu do prefeito Paulo Nery (1969-1972), que reservou um terreno na rua Recife, junto ao extinto Acapulco Clube, para a construção de um quartel. Lá foi implantada uma placa, mas tudo não passou desta identificação.
Terreno dos Bombeiros, na rua Recife
A incúria de comandantes, desde os Bombeiros Municipais passando pela Polícia Militar, foi assustadora, pois nada realizaram no local. Houve uma "invasão". Em nossos dias, os Bombeiros Militar do Amazonas intentam uma ação judicial para reconquistar o precioso imóvel. Tudo indica que o terreno pertence aos Bombeiros, entretanto, as definições do judiciário preocupam.