CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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quinta-feira, novembro 21, 2024

MADRUGADA E L. RUAS, SEU PRESIDENTE

Nascido em 22 de novembro de 1954, o Clube da Madrugada – movimento que abrigou intelectuais e artistas em Manaus – apesar de extinto, vem sendo relembrado pelas sete décadas de criação. A Editora Valer acaba de lançar o livro “Clube da Madrugada 70 Anos”, de Tenório Telles, e coordena uma série de encontros, mesas e colóquios.

Capa do livro de Jorge Tufic

Quero relembrar duas datas sobre o Clube: a primeira mais distante, a dos 30 Anos registrada em livro de Jorge Tufic, um dos presidentes de maior proeminência do CM. A segunda, a comemoração do cinquentenário, cuja festa foi concretizada no Largo de São Sebastião em palco onde desfilaram os remanescentes daquela Madrugada.

Aquele ano de 1954 legou marcas indeléveis a Manaus: a instalação do Instituto Christus, depois CIEC, pelo mestre Orígenes Martins; a criação da Rádio Rio Mar, hoje pertencente a arquidiocese de Manaus; e o Clube da Madrugada, destes, atualmente apenas a emissora funciona. No entanto, quero me referir a outra singularidade: nas três entidades operou o padre-poeta L. Ruas.

Refiro-me a Luiz Augusto de Lima Ruas (1931-2000), que foi ordenado sacerdote por dom Alberto Ramos em 31 de outubro de 1954, ao lado do saudoso Manuel Bessa Filho, na Catedral da Padroeira. Companheiro de Orígenes no seminário, Ruas integrou-se ao grupo fundador do Christus. Cooptado por Jorge Tufic, ingressou no Madrugada, tendo presidido o clube biênio 1957-58, quando lançou sua obra-prima A Invenção do Clown. Enfim, quando a igreja católica adquiriu a Rio Mar, L. Ruas exerceu distintas funções, destacando-se como cronista radiofônico.

Padre-poeta L. Ruas

Exerceu o magistério em diversos colégios, no Seminário e na Universidade Federal do Amazonas. Seu nome crisma a EE Padre Luiz Ruas, no bairro Zumbi III. Faleceu em Manaus, em 1º de abril de 2000, estando sepultado no cemitério São João Batista.

domingo, abril 23, 2023

GOVERNO MESTRINHO: SECRETARIADO

 Consoante a Revista Especial produzida pela JUCEA (Junta Comercial do Estado do Amazonas) em 1991, quando da comemoração de seu centenário, eis o secretariado do governado Gilberto Mestrinho.


SECRETARIADO DO GOVERNO

Vice-governador

- Francisco Garcia Rodrigues

Secretário de Estado

- David Ruas Neto

Secretário Particular

- Luís Ribeiro da Costa

Secretária para Assuntos Especiais da Ação Social

- Maria Emília Martins Mestrinho de Medeiros Raposo

Secretário de Segurança Pública

- Coronel PM Antonio Guedes Brandão

Secretário de Saúde

- Arnaldo Russo

Secretário de Transportes Urbanos

- Elpídio Gomes da Silva

Secretário de Ações Comunitárias

- Sebastião da Silva Reis

Chefe da Casa Militar

- Coronel PM Francisco Orleilson Guimarães

Secretária de Planejamento e Administração Municipal

- Fatima Gusmão Afonso

Secretário de Justiça

- Mauro Luiz Campbell Marques

Secretária de Administração

- Dolores Garcia Rodrigues

Secretário de Educação, Cultura e Desporto

- Origenes Martins

Secretário da Produção Rural e Abastecimento

- João Thomé de Medeiros Raposo

Secretário de Economia e Finanças

- Sérgio Augusto Pinto Cardoso

Diretor do Departamento Estadual de Trânsito

- Coronel PM Fausto Seffair Ventura

Comandante da Polícia Militar

- Coronel PM Amílcar da Silva Ferreira

Secretário do Meio-Ambiente, Ciência e Energia

- José Belchior dos Santos Bastos

Diretor da Empresa Amazonense de Turismo

- Silvio Barros

Procurador Geral do Estado

- Vicente de Mendonça Junior

Procurador Geral de Justiça

- Carlos Alberto Bandeira de Araújo

quarta-feira, julho 22, 2020

CARTA DE ORÍGENES MARTINS

Professores do Seminário: padres Ruas, Normando,
Juarez e o Dr. André Araújo e Orígenes Martins (1959)



Transcrevo a carta que recebi do professor Orígenes Martins, com a qual me agradecia o trabalho que executo em prol do saudoso padre-poeta L. Ruas. Ruas esteve em parceria com o Orígenes desde a refundação do Seminário São José, em Manaus, em março de 1943. Seguiram lado a lado até o curso de Filosofia no Seminário da Prainha, em Fortaleza.

Foi aí que Orígenes desistiu do caminho ao sacerdócio. Ruas seguiu em frente, passando pelo Seminário de Rio Comprido, no Rio. Voltaram a se encontrar em Manaus, quando, em 1954, Ruas recebeu o óleo sacerdotal e Orígenes nos deu o Instituto Christus, depois CIEC e o Ciesa.

Quando padre Ruas sofreu um extenso AVC, em 1992, foi Orígenes que se empenhou na recuperação do amigo-irmão. A luta terminou em 2000, com o falecimento de Ruas. Por influência de Orígenes, que fora secretário de Educação (1991-92), o governo crismou com o nome do amigo uma Escola Estadual no bairro do Zumbi.

Conversei algumas vezes com o professor Orígenes, quando me dediquei a escrever uma ligeira biografia de L. Ruas. E sempre que publicava algum livro com material do padre, entregava-lhe um exemplar. Orígenes Martins faleceu em 2016.

Este foi em resumo a motivação da carta.



sexta-feira, maio 01, 2020

MORTE DO PROFESSOR OSVALDO

Morreu hoje Osvaldo Gomes Coelho, professor aposentado da Ufam (Universidade Federal do Amazonas). Não sei se a causa mortis está relacionada com a coronavírus. De qualquer motivo, ele deixou a comunidade acadêmica bastante tristonha, este sentimento recolhi dos registros nas redes sociais.
Osvaldo está no centro. De pé, dr.
André Araujo e Origenes Martins.
Agachados, Cristovão Alencar
(procurador estadual) e padre
Sebastião Puga (à dir.) Foto
realizada no Seminário, em 1957
Ao saber desse fato, lembrei-me do velho colega do Seminário São José, então localizado na rua Emilio Moreira esquina da rua Ramos Ferreira, onde, quando este fechou as portas, funcionou o ICHL (Instituto de Ciências Humanas e Letras).
Ingressei neste estabelecimento religioso em 1956, possuía dez anos de idade. Foi uma dureza aguentar aquele regime. De mais idade, Osvaldo já era veterano, vindo de Tefé junto com outros colegas. Estudava Filosofia no Seminário Maior, de sorte que exercia uma liderança sobre os novatos. Dotado de boa conversa e um sorriso peculiar, com estes requisitos conduzia sua turma, com a qual conversava e, lembro vagamente, para estimular esse contato criou uma “academia” de modelo grego. Não era ligado ao esporte.

Não ficou muito tempo no Seminário, de repente deixou a casa, e nós nos separamos. Acabei na Polícia Militar do Amazonas, ele, na Universidade Federal. Integrante do Partido dos Trabalhadores, quando foi candidato a governador, tivemos uma conversa, ocasião em que me “convidou” para dirigir a seção militar do Palácio Rio Negro. Se ele vencesse, porém, não venceu.
A última conversa com o professor ocorreu ano passado, quando o Projeto Jaraqui coordenou uma homenagem ao padre-poeta L. Ruas, que tanto foi meu professor quanto do Osvaldo Coelho.

Como se aprendeu no Seminário: requiescat in pace.

sábado, janeiro 04, 2020

DOIS RECADOS



Composição de Edgard Alecrim 
O primeiro recado pertence ao Edgard Alecrim, artista plástico, que em certo verão acompanhou outro artista em Itacoatiara. Este outro, nascido na Velha Serpa, era Anísio Mello, falecido há dez anos, que foi contratado para decorar o palco do Festival de Música da cidade. Evento que acontece a cada ano em setembro.

O jovem Edgard ficou encantado com o trabalho de Anísio. Retornou narrando as aventuras passadas na beira do rio Amazonas e de cursos d’água. Ao tempo, conheci Edgard na residência de Anísio, em reunião do Chá do Armando, que me presenteou uma cópia de jornal em que, ladeando o mestre Anísio, foram motivo de reportagem.
Enfim, Edgard virou fã de Anísio. Daí o recado que, em 2005, ele versejou “para o meu especial amigo Anísio Mello”, e divulgou em composição especial.


O segundo, saiu da pena de L. Ruas, padre-poeta falecido em 2000. O texto – escrito de próprio punho, me permitiu elaborar algumas considerações, ainda que ele não revele a data e o destinatário(a).
Estou certo de que escreveu este bilhete na residência do casal Orígenes e Berenice Martins (fundadores do Instituto Christus), onde Ruas era da família. Sua amizade começou com o Orígenes, enquanto seminarista em Manaus e Fortaleza. E aprofundou no colégio e na própria doença. Em outras palavras, até a morte.
Recado de L. Ruas (*)
O texto revela duas inclinações de L. Ruas: a bebida e a música. Veja que ele “acabou a vodca” e ouviu todo o repertório de Helena de Lima, Ciro Monteiro, Elizete Cardoso e Ataulfo Alves (os cantores da década de 1950/60). Haja cantores e músicas para ouvir, portanto, esperou por longo período... lance de quem é da casa.
A bebida (infelizmente) era habitual em Ruas; ele confiava, isso recolhi em seu poema Oráculo, que devia buscar o cristão, em qualquer ambiente. Ao lado da bebida, o cigarro foi seu companheiro até que a doença o acamasse. Agora, a propósito de música: ele conhecia esta arte, sabia escrever e interpretá-la. É dele os hinos da igreja Matriz e a de São Pedro Apóstolo (bairro de Petrópolis). Ao tempo da Igreja do latim, como era deleitoso assistir as cerimônias da Semana Santa, nelas, Ruas se destacava por sua voz de tenor.
Enfim, depois de derrotado pela “paciência”, manifestou sua impaciência... “vou andar por aí”. Todavia, repensou e advertiu: “é possível que volte.” Esse mesmo contexto parece ter usado ao elaborar o sintético poema Vigília, incluído em seu livro Poemeu (1985): Quando escuto passos no caminho / Sei que não vens... / Mas te espero.


(*) Transcrição do recado de L. Ruas
Eu estive aqui desde 12hs. / Fiz milhares de paciência. / Agora, não sei que horas são. / Acabei a vodka (sic) / Acabou a Helena de Lima / o Ciro e a Elizete, o Ataulfo. / Eu vou andar por aí. / É possível que eu volte. / Não acertei nenhuma paciência. / É possível... / É... é possível que eu volte.
L. Ruas

terça-feira, maio 07, 2019

PROFESSOR ORÍGENES MARTINS


Padre-poeta L. Ruas

O falecido padre-poeta Luiz Augusto de Lima Ruas, que assinava seus trabalhos literários como L. Ruas, escreveu para todos os jornais de Manaus, existentes entre 1950-90. Ao rascunhar uma biografia deste poeta, acabei por olvidar do jornal A Gazeta, ou não tive acuidade para alcançar o período preciso.

Dias desses, no entanto, fui agraciado com páginas do autor de Aparição do Clown, nesse extinto matutino. Creio que ele o fez na temporada de setembro e outubro de 1963. Naquela circunstância ocorriam as eleições municipais, e um dos candidatos a vereador era o professor Orígenes Martins, diretor do colégio Christus. 
L. Ruas, amigo e eleitor do Orígenes, escreveu em sua coluna Ronda dos Fatos o seguinte panegírico, que vai lincado de A Gazeta (edição de 23 setembro 1963). Serve ainda como pequena autobiografia. As eleições ocorriam dia 4 de outubro, e acredito que o professor não foi bem-sucedido na política. Quanto ao colégio e outros empreendimentos, são outras histórias...

Recorte do artigo de L. Ruas - jornal A Gazeta, 1963
Creio chegada a hora de cerrar fileira em torno da candidatura do meu amigo o Professor Orígenes Martins. Venho, por isso, trazer publicamente minha contribuição de amigo e de eleitor à sua campanha que é minha também. Gostaria de fazer uma exposição de motivos que me levam a adotar a sua candidatura e, para isso, deveria abordar dois aspectos distintos  do meu candidato à Câmara Municipal: o primeiro, seria de caráter pessoal, focalizando o amigo; o segundo, seria de caráter público, focalizando o candidato. Ora, acontece que não serei capaz de realizar tal análise e separar dóis aspectos que, para mim, estão intimamente ligados e se confundem. Tentarei, portanto, fazer tal apresentação (se é que ela se faz necessária) dizendo do candidato o que eu sei do amigo.
1942 foi outro ano que ficou definitivamente fixado em nossa lembrança é em nossa vida. A partir de junho desse ano começamos a nos preparar para o exame de admissão que nos abriria as portas do Seminário São José que seria reaberto por D. João da Matta Amaral no ano seguinte como de fato o foi. No dia 19 de março de 1943 já éramos seminaristas e assistimos a reabertura do Seminário, solenidade que ficou marcada em nossas almas por um daqueles discursos incandescentes de D. João da Matta: “Se o Seminário de Manaus fechar de novo suas portas, eu irei como Agar para o deserto para não ver a morte do meu primogênito."
Em 1945, D. João da Matta inaugurava o primeiro pavilhão do novo Seminário na rua Emílio Moreira. Estávamos no terceiro ano do ginásio. Em 1948 concluímos o sexto ano. Éramos a primeira turma que seguíamos para o Seminário Maior.
Fizemos uma festa de conclusão de curso e foi nosso paraninfo o inesquecível Adriano Jorge que aí pronunciou seu “canto de cisne”, pois, dois dias depois, faleceu. Na véspera de sua morte o Orígenes foi à casa dele pedir o discurso. Ele ia passar a limpo. Depois nos entregaria...
A partir da esq. padres Ruas, Jorge Normando e Juarez Maia; 
desembargador André Araújo e professor Orígenes Martins,
no Seminário São José, ano 1962
Seguimos os cinco para Fortaleza. Cursamos Filosofia. No início do curso de Teologia ficamos reduzidos a quatro: Origenes deixava o Seminário. Foi uma surpresa e não teríamos aceito conformados se não soubéssemos se tratar de uma orientação segura e sincera como era a do Pe. Jorge Soares – um grande sujeito! A diferença de caminhos nos separou um pouco. Mas só fisicamente. A amizade era a mesma. Orígenes ingressou na Faculdade de Filosofia. Foi militante da JUC [Juventude Universitária Católica]. E conseguiu ser seu presidente. Tornou-se um líder estudantil.
Em 1952, eu segui para o Rio de Janeiro, a fim de concluir o curso de Teologia. Em janeiro de 1953 encontrei-me em São Paulo, no convento dos dominicanos onde fazia o noviciado um dos cinco, hoje, Frei Francisco Maria de Araújo, Prior do Convento das Perdizes que, recentemente, nos hospedou a mim e ao Orígenes. Foi um dos bons encontros da minha vida. Três caminhos diversos ligados pela amizade de vinte anos.
Àquela data, 1953, Orígenes viera de Fortaleza, por terra, ao lado do Roberto Carvalho Rocha, fundador do Instituto Christus de Fortaleza. Orígenes foi cofundador e o plano era fazer uma rede de institutos no Norte e Nordeste: pedagogia moderna e cristã.
Em 1954 nos encontramos, de novo, em Manaus. Eu estava concluindo o quarto ano de teologia e o Orígenes chegava de Fortaleza, para fundar o Instituto Çhristus do Amazonas. Idealismo! Largou uma porção de coisas boas lá em Fortaleza e veio pra cá. Cara e coragem. E só! Em agosto lhe nascia o primeiro filho, o Júnior. Em outubro, eu fui ordenado padre por D. Alberto Ramos. Como preparação para a abertura do Christus foi realizado um curso de Pedagogia. Finalidade: seleção de professores. E em fevereiro do outro ano, 1955, Manaus ganhava mais um colégio.
Depois tem sido muita luta. Quase sozinho, sem recursos, conservando ainda muito idealismo apesar das horas de desânimo diante das dificuldades que se amontoam, recomeçando sempre, Orígenes continua seu trabalho. Novo ainda, apenas, com um pouco mais de um lustro o Christus é, hoje, um dos colégios mais conceituados de Manaus. E indiscutivelmente Orígenes é um dos melhores professores de Manaus. Que o digam seus alunos do Instituto de Educação e da Faculdade de Fi1osofia. (De passagem, aos meus ex-a1unos do sempre lembrado IEA: o Professor Orígenes é o nosso candidato!). Nós que o conhecemos de perto, podemos dizer sem medo: é mesmo um professor por vocação assim como é um pai por vocação.
Mas nós não estamos lutando, unicamente, no desejo de uma vitória. Estamos lutando porque acreditamos na capacidade, na honestidade, na sinceridade do nosso candidato e de sua campanha. Não estamos acometidos pelo desespero da vitória. Não queremos uma vitória a qualquer preço. Queremos a vitória do Professor Orígenes pelo seu verdadeiro preço: o de um sufrágio consciente e democrático. Esta é a nossa luta. Este o nosso candidato. O meu candidato.

quarta-feira, dezembro 13, 2017

SEMANA DA PÁTRIA - 1992

Capa do Programa
A comemoração da Semana da Pátria empregava, em 1992, uma respeitável comissão, que procurava preencher o período com distintas atividades cívicas. Não apenas com os tradicionais desfiles militares e, ao coincidir com a data magna do Amazonas, o escolar. A extensa comissão – 30 membros – desse ano será aqui postada. Estava sob a direção da então Secretaria da Educação, Cultura e Desportos, cujo titular era o professor Origenes Angelitino Martins.

A cada ano eram escolhidas personalidades a nível nacional e regional para as homenagens. Nessa ocasião, a Representante da Mulher Amazonense coube à professora Ritta Haikal; o Vulto Estadual foi o Dr. Paulo Pinto Nery, e o Nacional, jornalista Assis Chateaubriand.

A abertura e o encerramento ocorreram na Praça Heliodoro Balbi, conhecida Praça da Polícia, que abrigou ainda o Show de Bandas Militares, com a participação das Bandas da Polícia Militar, do VII Comando Aéreo Regional e do Comando Militar da Amazônia.

O Amazonas Shopping foi utilizado para a apresentação de bandas escolares e ginástica rítmica, além de local da chegada do Triathlon da Independência. Outro espaço bastante utilizado foi a Praça da Saudade, que proporcionou a exibição de orquestras e corais.

Enfim, tanto o Desfile Escolar, em 5, quanto o Militar, a 7, foi realizado no Centro de Convenções. Convém registrar que essa “parada” militar já havia ocupado a avenida Eduardo Ribeiro, passando para a avenida Djalma Batista. Atualmente realiza-se na Ponta Negra.

A seguir, as razões da escolha da representante da Mulher Amazonense e, ao final, a Comissão Executiva

RITTA DE CÁSSIA DA SILVA HAIKAL

É amazonense, nasceu em 17 de novembro de 1940, filha de José Alves da Silva e Irene Pinto da Silva. Cursou o 1° e 2° graus, no Colégio Santa Dorotéia, formando-se como professora em 1958, estudou também o curso técnico em Contabilidade, concluindo em 1960. É Bacharel em Licenciatura Plena em Língua Portuguesa e suas literaturas; Licenciatura Plena em Língua Inglesa e suas literaturas e Bacharel em Direito, colando grau em 1978 e 1985, pelas Universidades do Pará e Amazonas, respectivamente.

São inúmeras as atividades que tem desempenhado, ressaltando-se os seguintes cargos: professora de Português da Escola de Enfermagem, chefa de Controle de Qualidade da Empresa Norte Editora Ltda., professora de Inglês do Instituto Cultural Brasil Estados Unidos e Colégio Brasileiro de Manaus, professora de Português, Literatura Brasileira, Inglês, Linguística e Estilística da Língua Portuguesa, do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora.


Como assessora e consultora tem contribuído com seus conhecimentos da Língua Portuguesa, Inglesa, e Área Jurídica em diversos trabalhos como: revisora de pesquisas do CEAG, secretária do presidente do Tribunal Regional Eleitoral, secretária da Comissão Estadual de Voluntários Pró-Carente, assessora do Presidente do Tribunal de Contas dos Municípios, revisora e membro da comissão de assessoria do vereador Robério Braga na feitura da Lei Orgânica do Município de Manaus.

É também, membro do Conselho Regional de Contabilidade e do Conselho Consultivo da Associação das Mulheres de Carreira Jurídica do Estado do Amazonas. Tem ministrado inúmeros cursos de Língua Portuguesa e Assessoria Jurídica a professores e técnicos de Instituições do Estado.
Seu trabalho merece destaque na área de teatro estudantil, coordenando essa atividade no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora por 12 anos, ou seja, de 1975 a 1987. Atualmente tem desempenhado com competência e dedicação as seguintes funções: professora de Português para o 2° grau (Seduc), Analista de Contas do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Amazonas, chefa de Gabinete da Secretaria de Estado da Justiça, e advogada militante no Fórum de Manaus.

A professora Ritta tem efetuado relevante trabalho em prol da educação de jovens seja como professora, seja como incentivadora à arte da dramatização, especialmente ao teatro juvenil. Sua contribuição profissional é inestimável e imprescindível à cultura de nosso Estado.

COMISSÃO EXECUTIVA ESTADUAL DA
SEMANA DA
PÁTRIA - 1992
(Representantes e seus respectivos órgãos)

Afonso Celso Brandão Nina - Subsecretaria de Desportos
Maria das Graças Silva - Subsecretaria de Desportos
Maria Hildecy F. da Silva - Subsecretaria de Desportos
Janete Souza Queiroz - Subsecretaria de Desportos
Clair Ferreira da Silva - Subsecretaria de Comunicação
Ângela Maria de Abreu Cavalcante - Imprensa Oficial
Themis Filgueiras P. da Silva - Secretaria da Educação, Cultura e Desportos
Isis Bonfim - Secretaria da Educação, Cultura e Desportos
João Santana Neto - Secretaria da Educação, Cultura e Desportos 
Francisco Orleilson Guimarães, Coronel PM - Casa Militar
Wilson Martins de Araújo, Capitão PM - Casa Militar
Lourdes Buzaglo - Cerimonial do Palácio Rio Negro
Marcelo Dantas - Cerimonial do Palácio Rio Negro
Arlindo dos Santos Porto - Subsecretaria de Comunicação
Raimundo Carlos Daniel Mar, Cel PM - Secretaria de Segurança Pública
Marcos Afonso - Empresa Amazonense de Turismo
Edmilson Rosas - Empresa Amazonense de Turismo
Ignes de Vasconcellos Dias - Liga da Defesa Nacional
Júlio César Moraes Passos - Liga da Defesa Nacional
Carlos Matheus - Subsecretaria de Cultura
Elizeu Rodrigues de Lima - Sindicato das Escolas Particulares
Ivens de Carvalho Carreira, Tenente-Coronel PM - DETRAN
José Carlos Pereira, Tenente-Coronel - Comando Militar da Amazônia
Nelson Calvoso Pinto Homem, Major - Comando Militar da Amazônia 
Hugo Luiz da Silva Galvão, Capitão Aer - VII Comando Aéreo Regional 
Jorge Luiz Índio do Brasil, Tenente - Estação Naval do Rio Negro
João de Souza Pessoa, Capitão PM - Polícia Militar do Amazonas
Rui Gomes - Empresa Municipal de Transportes Urbanos
Ricardo Marrocos - Secretaria Municipal de Educação

Dalmo Salim Belmont - Secretaria Municipal de Serviços e Obras

terça-feira, junho 07, 2011

Paróquia da Santíssima Trindade

Ontem lembrei da criação, há 40 anos da paróquia da Santíssima Trindade. Criada em 6 de junho de 1971, no Conjunto Residencial 31 de Março ou Japiim I, quando ali já se encontravam construídas 500 casas, mas habitadas algumas poucas, com apenas 100 famílias. Seu primeiro pároco foi o padre Sebastião Luiz dos Santos Puga Barbosa.

Em 1966, quatro diáconos foram ordenados padres. Apenas o
padre Puga Barbosa permaneceu na Igreja
Elson Farias, em Cem anos de fé na floresta, escrito por ocasião do centenário da arquidiocese de Manaus (1992), lembra esta paróquia.
Lembra igualmente que os conjuntos residenciais construídos expuseram uma nova realidade. Eles foram surgindo na proporção em que o governo foi incrementando a política habitacional, oferecendo condições a que um maior número de pessoas conseguisse concretizar o sonho da casa própria. Assim é que os moradores do conjunto do Japiim constituiram-se de famílias oriundas de diversos bairros da cidade, fato complicador que a Igreja teve de enfrentar para fazer com que aqueles cidadãos se conhecessem melhor e assim formassem uma verdadeira comunidade.
O seminarista Puga Barbosa
(à dir. abaixo) entre colegas
e mestres Origenes Martins e
André Araújo

O método usado para aproximar aquelas famílias foi convidá-las a participar dos atos litúrgicos e de outras atividades da paróquia recém-implantada, inicialmente no barracão de obras de propriedade do governo, que, aos poucos, se foi transformando em templo.

Com esse processo de trabalho a paróquia floresceu, e teve por como pároco, até sua morte, o padre  Puga Barbosa. Quero aqui homenagear ao saudoso colega padre Puga, com fotos que lembram sua passagem pela Igreja de Manaus.

sábado, maio 21, 2011

Lançamento de livro (V)

O professor Orígenes Martins, fartamente conhecido nesta cidade pelo seu apego à educação, está convidando para uma noite de autógrafos de seus livros. O fundador do Instituto Christus, depois CIEC, em Manaus, vem paulatinamente editando suas memórias.


O evento acontece no próximo dia 26, quinta-feira, no Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos (Icbeu), localizado na avenida Joaquim Nabuco, em frente a Beneficente Portuguesa. O programa começa às 20h, no salão de Eventos.

Impressiona a riqueza de personagens que circundam os 84 anos do autor. Os pais, uma conjunção de um cearense e uma tefeense; os professores que o ajudaram a construir o Christus; os empreendedores de várias partes do País, que lhe estenderam a mão; os políticos também passam por essas memórias; não esqueceu os alunos e, em especial, os pais de inúmeros alunos que ajudaram a solidificar o CIEC.

Ou, como esclarece o autor: Marcaram minha alma. Influenciaram na minha formação. Ajudaram a construir minha personalidade e contribuíram para minha felicidade. Essas pessoas necessariamente não são famosas, ricas ou poderosas. Pelo contrário, algumas delas são simples, pobres e até iletradas.
Quinto livro de memórias do autor
Na noite de autógrafos, teremos cinco livros: Nossa Escola, Nossa Vida; Amazônia: um nobre cenário dourado; Vale a pena viver; A Alegria de viver; e Lembranças de minha vida.