CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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domingo, abril 23, 2023

GOVERNO MESTRINHO: SECRETARIADO

 Consoante a Revista Especial produzida pela JUCEA (Junta Comercial do Estado do Amazonas) em 1991, quando da comemoração de seu centenário, eis o secretariado do governado Gilberto Mestrinho.


SECRETARIADO DO GOVERNO

Vice-governador

- Francisco Garcia Rodrigues

Secretário de Estado

- David Ruas Neto

Secretário Particular

- Luís Ribeiro da Costa

Secretária para Assuntos Especiais da Ação Social

- Maria Emília Martins Mestrinho de Medeiros Raposo

Secretário de Segurança Pública

- Coronel PM Antonio Guedes Brandão

Secretário de Saúde

- Arnaldo Russo

Secretário de Transportes Urbanos

- Elpídio Gomes da Silva

Secretário de Ações Comunitárias

- Sebastião da Silva Reis

Chefe da Casa Militar

- Coronel PM Francisco Orleilson Guimarães

Secretária de Planejamento e Administração Municipal

- Fatima Gusmão Afonso

Secretário de Justiça

- Mauro Luiz Campbell Marques

Secretária de Administração

- Dolores Garcia Rodrigues

Secretário de Educação, Cultura e Desporto

- Origenes Martins

Secretário da Produção Rural e Abastecimento

- João Thomé de Medeiros Raposo

Secretário de Economia e Finanças

- Sérgio Augusto Pinto Cardoso

Diretor do Departamento Estadual de Trânsito

- Coronel PM Fausto Seffair Ventura

Comandante da Polícia Militar

- Coronel PM Amílcar da Silva Ferreira

Secretário do Meio-Ambiente, Ciência e Energia

- José Belchior dos Santos Bastos

Diretor da Empresa Amazonense de Turismo

- Silvio Barros

Procurador Geral do Estado

- Vicente de Mendonça Junior

Procurador Geral de Justiça

- Carlos Alberto Bandeira de Araújo

terça-feira, setembro 22, 2020

ANOTAÇÕES ESPARSAS

Roberto Mendonça

Ao revisar o arquivo da Polícia Militar do Estado, nesses dias, em busca de dados sobre os oficiais da corporação, encontrei o registro abaixo, que me diz respeito. Assinado pelo coronel Guedes Brandão, ao final de sua administração em 1994, e escrito pelo coronel Fonseca Neto, apregoou sem salamaleques o assunto que atento há décadas, desde aquele período. A aprendizagem com afinco e a divulgação coerente da história do Amazonas, com especial dedicação ao setor militar estadual.

Digesto (Manaus: Imprensa Oficial, 1993) trata-se da minha primeira ousadia no âmbito da publicação. Ao intrometer-me até na idealização da capa, o resultado que passa é de muita indigência, daí ter sido alcunhado de “indigesto”. Ainda assim, agrada-me saber que tem sido referenciado em vários trabalhos acadêmicos de colegas policiais.

Meus agradecimentos aos coronéis Brandão e Osório, retribuindo-lhes os votos de fortunas.

Elogio: como assessor do Comandante-geral e Ajudante-geral da corporação deu provas convincentes de sua inteligência e visão administrativa. Tem contribuído de forma destacada para a história e a cultura de nossa corporação. Recentemente, elaborou cautelosamente um trabalho de catalogação de toda legislação histórica, um trabalho que por certo fundamenta a nossa história institucional: o Digesto.

Além disso tem sido um expoente cultural de nossa história. A este companheiro o nosso reconhecimento e votos de felicidades.

* * *

Quando do falecimento de Anísio Mello (abril de 2010), o poeta Max Carpenthier, expressando a perda da cultura, anotou a declaração aqui compartilhada. Todavia, devo consignar que na ocasião encontrei no quarto de despejo de Anísio Mello, não o artigo, mas um livro sobre o avô do Max. Tomei a iniciativa de reorganizar o trabalho, solicitando da Secretaria de Cultura a publicação. Minha solicitação foi bem sucedida, no que resultou o Hemetério Cabrinha: poeta (Manaus: Governo do Estado/Secretaria de Cultura, 2014).

Original de Max Carphentier

Anísio, artista de muitas Musas, da escultura à pintura, da poesia à prosa. Amigo de meu avô Hemetério Cabrinha, escreveu sobre ele um belo artigo, pelo qual sou grato. O Clube da Madrugada teve em Anísio sua inspiração constante, multifacetada. Elevemos nossas preces a Deus neste momento de angústia para a cultura amazonense.

Max Carphentier

sexta-feira, junho 05, 2020

HISTÓRIA DA PMAM: ANOTAÇÕES

Quartel da PMAM, em 1982

1982 foi o ano de encerramento do Governo Militar em nível estadual. Pois, nesse final de ano ocorreu a eleição para governador, vencida por Gilberto Mestrinho (oposição) sobre Josué Filho. Todavia, a Polícia Militar atravessou um ano extremamente político, aliás, como foi em todo o Estado.
Um ligeiro retrospecto: em maio, o governador José Lindoso abdicou do mandato para se candidatar ao Senado, assumindo o vice, Paulo Nery. No mês seguinte, Nery destituiu o comandante-geral, coronel Guilherme Vieira, por desavença administrativa, o qual foi substituído por outro oficial EB, Duailibe Mendonça.
Comandantes da PMAM
Foi aí que a “chapa esquentou”. Este oficial chegou prometendo pelejar, como de fato realizou, pela vitória da situação, a de Josué Filho. Com isso, os quarteis se inflamaram, tendo o comandante do Corpo de Bombeiros (então subordinado à PMAM) assumido a liderança destes. Coronel Cavalcanti arregimentou enorme ajuntamento de oficiais e praças. E encaramos (eu estava engajado) a peleja.
Houve nos bastidores várias querelas, que logo vamos registrar. No entanto, para encurtar a conversa, em outubro, Gilberto Mestrinho foi eleito governador, para exercer seu segundo mandato. Em janeiro seguinte, estava encerrado o período militar no governo do Amazonas. Do mesmo modo, sucedeu na Polícia Militar do Amazonas, quando o coronel Hélcio Motta assumiu o comando.
Para marcar esse memorável ano, reproduzo parte do Relatório expedido pelo comandante Duailibe, em que arrola a composição dos comandantes e diretores da corporação, referente aquele 1982. Ainda que tenha esquecido da Banda de Música e do Serviço de Saúde.

Comandante-Geral
Tenente-Coronel EB Guilherme Vieira dos Santos, 1º jan. a 21 jun.
Coronel PM Hélcio Rodrigues Motta, 22 a 25 jun.
Tenente-Coronel EB José Raimundo Duailibe Mendonça, 26 jun. a 31 dez.


Chefe do Estado-Maior Geral
Coronel Hélcio Rodrigues Motta, 1º jan. a 21 jun.  
Coronel Pedro Câmara, 22 jun. a 25 jun.  
Coronel Hélcio Rodrigues Motta, 26 jun. a 31 dez.  
Ajudante-Geral 
Coronel Pedro Câmara, 1º a 5 jan.
Tenente-Coronel Humberto Henrique Soares, 6 jan. a 29 jun.  
Coronel Pedro Rodrigues Lustosa, 30 jun. a 1º set.
Tenente-Coronel Humberto Henrique Soares, 2 set a 31 dez.
Comando do Policiamento da Capital (CPC) 
Coronel Amilcar da Silva Ferreira, 1º a 4 jan.
Coronel Pedro Câmara, 5 jan. a 31 dez.
Comando do Policiamento do Interior (CPI) 
Tenente-Coronel PM Mael Rodrigues de Sá, 1º jan. a 31 dez.
1º Batalhão de Polícia Militar (BPM) 
Tenente-Coronel PM Ruy Freire de Carvalho, 1º jan. a 22 out.
Tenente-Coronel PM Ilmar dos Santos Faria, 23 out. a 31 dez.
2º Batalhão de Polícia Militar (BPM)
Major Osias Lopes da Silva, 1º jan. a 31 dez.  
Corpo de Bombeiros (Cia CB)

Tenente-Coronel José Cavalcanti Campos, 1º jan. a 21 out.
Tenente-Coronel Ruy Freire de Carvalho, 22 out. a 31 dez
Companhia de Policiamento de Trânsito 
Major Osias Lopes da Silva, 1º jan. a 17 jan.  
Major Jetero Silva de Menezes, 18 jan. a 14 jul.  
Major Antonio Carlos Cardoso Pereira, 15 jul. a 31 dez.
Companhia de Polícia de Rádio Patrulha (Cia P RP)
Major Edval Correa da Fonseca, 1º jan. a 31 dez.  
Diretoria de Finanças (DF)
Tenente-Coronel Odorico Alfaia Filho, 1º jan. a 31 dez.  
Diretoria de Apoio Logístico (DAL) 
Major Romeu Pimenta de Medeiros Filho, 1º jan. a 02 fev.
Major Jarbas Rocha da Costa, 3 fev. a 6 jul.
Coronéis Medeiros e Amilcar
Major Romeu Pimenta de Medeiros Filho, 7 jul. a 31 dez.
Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP) 
Major Antonio Guedes Brandão, 1º jan. a 31 dez.
lª Companhia Independente PM 
Major Edson de Lima Matias, 1º jan. a 1º ago.
Capitão José Cabral Jafra, 2 ago. a 31 dez.
2ª Companhia Independente PM 
Capitão Manoel dos Santos Araújo, 1º jan. a 31 dez.  
Companhia de Polícia Rodoviária (Cia P Rod)
Capitão Francisco Silva dos Santos, 1º jan. a 07 jan. 82
Capitão Raimundo Pereira da Encarnação, 8 jan. a 31 dez.  
Companhia de Polícia de Guardas (Cia P Gda)
Capitão Ronaldo Francisco Albuquerque Toledano, 1º jan. a 1º out.
Capitão Adalberto Fonseca Rodrigues, 2 out. a 31 dez.
Coronéis Brandão e Mael Sá
Companhia do Comando Geral (Cia CG)
Capitão Luiz Fernandes da Rocha, 1º jan. a 16 ago.
Capitão Francisco Silva dos Santos, 17 ago. a 6 out.
Capitão Alcy Costa Sampaio, 7 out. a 31 dez.
Companhia de Polícia de Choque (Cia P Ch)
Capitão Antonio Alfredo Rego da Matta, 1º jan. a 31 dez.  
Pelotão de Polícia Feminino (Pel P fem)
1º Tenente João Ewerton do Amaral Sobrinho, 1º jan. a 15 abr.
2º Tenente Fem Antonia Arlene da Silva Oliveira, 16 abr. a 31 dez.

quarta-feira, janeiro 24, 2018

CLUBE DOS OFICIAIS PMAM

POLÍCIA MILITAR DO AMAZONAS
CLUBE DOS OFICIAIS


Face às renúncias escritas apresentadas pelo Presidente e o 1º Vice-Presidente do COPMAM, convoco, de acordo com o Art. 46, § 12, do Estatuto do Clube, uma Assembleia Geral extraordinária, para o dia 10 OUT 79, às 20:00 horas, em nossa Sede Campestre, com a finalidade de eleger novos associados para preenchimento dos cargos acima mencionados.
Esclareço ainda aos associados, o seguinte:
1) Qualquer sócio que esteja quite com o Clube poderá candidatar-se aos cargos em vacância, devendo seu nome ser apresentado até 15 minutos antes do início da Assembleia Geral.
2) Os associados eleitos, complementação (sic) apenas, o biênio de seus antecessores, que terminará em 21 ABR 80, quando nova Diretoria será eleita.
3) A primeira convocação será às 20:00hs e somente será realizada a Assembleia Geral com a presença de um mínimo de 50% dos associados; caso não haja essa porcentagem, 15 minutos depois será convocada nova reunião da Assembleia, que deliberará com qualquer número de associados (Art. 37, § 12 do Estatuto do Clube).
4) Fica sem efeito a convocação para o dia 19 SET 79.
  


Confesso que desconheço a motivação das renúncias, quem eram os renunciantes, e o desfecho dessa convocação. O fundamento foi minha ausência da capital, para assistir um curso militar. O Clube no entanto, pela disposição do cabeçalho demonstra estar subordinado à corporação policial militar. Esclareço somente que o major Brandão, que assina a convocação, quando coronel, assumiu o comando geral da PMAM, além de ter administrado a Secretaria de Segurança do Estado.


De certo, a direção da Associação dos Oficiais, que sucedeu ao Clube, pode explicar melhor os termos desta postagem, que coletei do matutino A Crítica, em edição de setembro de 1979. Que sirva para a história desta agremiação. 

terça-feira, julho 24, 2012

CORONEL BRANDÃO: SETENTANOS

Coronel Brandão,
na Missa

Ao abrir meu endereço postal, deparei com uma solicitação corriqueira. Dois colegas de farda afastados pelo tempo e distância, o coronel Paranhos, de Belém (PA), solicitava-me o telefone do coronel Brandão, de Manaus (AM). No mesmo texto, lembrou-me que foram companheiros em curso nos Estados Unidos, em 1972.

Esse dado me proporcionou esta postagem, depois que passei pela igreja de São Jorge, paróquia frequentada pelo coronel da reserva Antônio Guedes Brandão, para assistir a missa onde ele foi ressaltado e parabenizado.

Nascido no Curari, distrito do município do Careiro da Várzea (AM), em 24 de julho de 1942, Antônio era filho de seu Agenor e dona Laura Guedes Brandão, uma família simples e de poucas rendas. Um dia, este filho cruzou o rio Negro para buscar na Capital o aprimoramento escolar, que iniciou ao matricular-se no ensino médio da então Escola Técnica Federal.

Entusiasmado, no início de 1966, prestou concurso para o oficialato da Polícia Militar do Amazonas. Aprovado, foi matriculado, em companhia dos colegas Edson Matias e Nazareno Benfica, no Curso de Formação de Oficiais (CFO) da Academia do Barro Branco, da PM de São Paulo.

O curso teve duração de três anos. Ao final, Brandão tornou-se o 8.º/114, ou seja, Brandão (seu nome de guerra) conquistou o 8º lugar na turma de 114 alunos, disputando com colegas que se notabilizariam na política paulista e nacional, como Luís Antônio Fleury Filho (3.º/114), ex-governador de São Paulo e atualmente deputado federal.

Ao retornar à PM do Amazonas, em 1968, vieram as promoções e os encargos correlatos: além do curso mencionado acima, teve o privilégio de instalar, em 1980, o Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cfap), onde permaneceu na direção por cinco anos. Sua tenacidade destacada deu-lhe motivação para escrever a letra do hino desse extinto departamento de ensino da PMAM.

Coronel Brandão recebe especial benção do vigário de
São Jorge, pelo seu aniversário
Volveu à PMESP em mais duas ocasiões, para os cursos fundamentais: de Aperfeiçoamento de Oficiais (CAO) e Superior de Polícia (CSP). Ao cabo deles, gravou sua “conhecida dedicação às fichas” (cdf), sigla que no jargão militar possui outra versão.

Entre outros encargos, trabalhou no Palácio Rio Negro entre 1972-74; comandou o Corpo de Bombeiros no período de 1984-87; assumiu a Secretaria de Segurança Pública, no biênio 1991-92 e, finalmente, exerceu o comando geral da PM do Amazonas de 1992 a 94. Nessa ocasião, distinguiu os colegas do CFO na chefia do Estado Maior, coronéis Edson Matias e Nazareno Benfica.

Na reserva desde 1994, voltou seus desvelos para o sítio que mantém por diletantismo, e para a comunidade Nossa Senhora das Graças, no distrito de Curari, onde tudo começou.

segunda-feira, junho 25, 2012

CORONEL ILMAR FARIA (1946-99)

Coronel Ilmar Faria
Hoje, meu saudoso amigo Ilmar, Faria sessenta e seis anos, oito dias mais novo que eu, não fosse a antecipação tomada em “atravessar o rio Negro” em 1999. Quero lembrar o coronel Ilmar, da Polícia Militar, que deixou nesta cidade e outros cantos do país manifestas recordações, devido sua ativa e vibrante participação em vários campos de atividade.

Encontrei-o ao ingressar na Polícia Militar, como tenente, ambos prestes a festejar os vinteanos. Quanta juventude, quanta empolgação na caserna da Praça da Polícia que, ao contrário, estava destituída de muitos atributos.


Dona Isis Faria, em foto de
jornal, 1943
Ilmar morava na rua Saldanha Marinho, na residência dos pais, o bacharel Olavo Faria, dedicado homem do direito, atuante e destemido. Às vezes, até demais... A mãe, dona Isis Faria, bela mulher que, para resumir, fora Miss Manaus, nos idos de 1940. Também ela afoita e resolvida. O filho, sempre elegante e bem vestido, inovava a cada dia na PM. Criou junto com os colegas Medeiros e Alfaia (hoje dois volumosos) o CDP “clube do pão” (pão=homem elegante).

Meu colega já empolgava a sociedade como dançarino e integrante de grupo musical, que dublava os grandes sucessos. Os jovens de então assistiram seu desempenho no Ideal e no Rio Negro e no Cheik Clube.

A corporação policial militar ganhou um futebolista, além da técnica, que o levou a clube profissional da cidade, sabia conduzir seus pupilos. Quando a idade não mais permitia o esforço dentro do campo de futebol, passou a treinar os jovens.

No campo do CIM (Centro de Instrução Militar), na rua Dr. Machado e depois no do Clube dos Oficiais, houve encontros memoráveis entre duas equipes de oficiais. Coronel Ilmar era um dos incentivadores, mais que isso, armador competente.

Morto em abril de 1999, em sua homenagem e para premiar seu nome, o governo do Estado construiu uma quadra esportiva na Manaus Moderna, junto a dois quarteis – da Polícia Militar e dos Bombeiros. Ontem, os dois foram transferidos e, hoje, a quadra vai se transformando em DIP (Delegacia Integrada de Polícia), assim  desaparecendo a única homenagem a este oficial.

A partir da esq., coronéis Roberto, Brandão, Oscar (da PMESP) e
Ilmar Faria, então secretário de Segurança
Em uma eleição municipal, que não recordo a data, coronel Ilmar candidatou-se a vereador. Recomendei-lhe que mudasse o sobrenome Faria para Farah. Não foi eleito pelos manauenses, mas seguiu estimado pelos inúmeros amigos e colegas da briosa corporação da Praça da Polícia.

Sei que há muito para relatar, quem sabe amanhã ou no próximo encontro. Na sexta-feira, os colegas reúnem-se para o almoço mensal, nele saberemos recordar este companheiro.