CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

21 de fevereiro de 2012

Anísio Mello e A Voz dos municípios

Anísio Mello, o saudoso multiartista morto há dois anos, sempre esteve envolvido com a imprensa. De ambos os lados, seja para promover seus trabalhos, seja na fundação e direção de jornais, tanto escolares, como sindicais, e até municipais.

A jornalista (de óculos) junto a Amazonino Mendes

Em São Paulo, entre 1958 e 1964, dirigiu o Correio do Norte, com a pretensão de expandir e divulgar a produção cultural dos estados nortistas. Fez o possível, como se pode ver da temporada que conseguiu manter o quinzenal em circulação.
De retorno a Manaus, e depois do desalento produzido pelo seringal em Eirunepé (AM), fixou-se em Manaus, para manter suas atividades. Uma delas foi a inauguração do jornal – A Voz dos municípios da Amazônia, que ele e sua esposa, Maria Lindalva de Mello, esperavam dinamizar. Não foi muito longe. Conheço apenas a primeira edição.

Nela, a jornalista Lindalva Mello entrevista Amazonino Mendes (atual prefeito de Manaus) que havia vencido seu primeiro prélio para o governo do Estado. Coincidência ou não, ele perderá em um único município: o de Eirunepé, onde nasceu. Portanto, “pegou mal” para aquele polo do rio Juruá. E, daí o desabafo da jornalista Lindalva Mello, ela igualmente daquele beiradão.

Em resumo, escreve a jornalista, Amazonino “nada acrescentou ao que dissera durante a sua vitoriosa campanha. Confirmou, apenas, a sua competência, conhecimento de causa e falou como quem sabe das coisas.” E, mais adiante, sobre a derrocada em Eirunepé, frisa que o eleito “está magoado com sua terra natal... O resultado das eleições em nosso município é como uma espinha de tambaqui (sic) a travessada na garganta. Vai demorar para descer...