CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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sexta-feira, agosto 21, 2026

SPP - SERVIÇO DE PROTEÇÃO PATRIMONIAL

 Atuou em Manaus, fundado em 1968, o Serviço de Proteção Patrimonial, melhor conhecido pela sua sigla – SPP. Fundado e dirigido por oficial do Exército – coronel Darly Sampaio, desde o início da Zona Franca de Manaus. Expandiu-se, enquanto não surgiam as concorrentes que as indústrias e obras e comércio exigiam da Manaus da época. A sede do SPP funcionou na rua 10 de Julho. Ao completar oito anos de existência, teve sua atuação destacada em A Crítica, de 12 de agosto de 1976.

Como autêntica sentinela na proteção do patrimônio de seus clientes, o Serviço de Proteção Patrimonial - SPP - vem colaborando há 8 anos de maneira decisiva ao desenvolvimento de Manaus. Exatamente há 8 anos o SPP começou na modéstia das suas possibilidades e vem paulatinamente, mantendo o seu rumo de trabalho silencioso e consciente, nesses 8 anos de experiência e de dedicação à sua missão precípua. Hoje, dia 15 de agosto, comemora-se com grande júbilo o 8º aniversário de fundação do Serviço de Proteção Patrimonial, que já faz parte do dia-a-dia de nossa Capital.


Recorte de A Crítica, 12 agosto 1976

Orgulhoso pelo trabalho que realiza, o SPP, à medida em que se expande, vai, também, admitindo como absolutamente certa a estrada que o Brasil vem palmilhando em busca do bem-estar de seu povo. Quanto mais necessidade de segurança ao patrimônio, maior prova de que, a despeito de tudo e de todos, muito mais gente está enriquecendo nesse País. O incremento da segurança do patrimônio é, sem dúvida, um índice veemente de que a riqueza nacional aumenta e muitos brasileiros mais estão enriquecendo ao contrário de alguns anos atrás. É a meta do Governo que vai sendo ferinamente atingida: a renda nacional pertence a muito maior número de brasileiros a cada ano. Parabéns ao SPP, com os votos de progresso para todos quantos ali emprestam o seu trabalho, o seu esforço.

Esta organização tem à frente o coronel EB Darly Sampaio (Diretor-Presidente) e Djalma Dutra, ambos sócios fundadores.

sexta-feira, agosto 23, 2024

POLICIAMENTO DE TRÂNSITO EM MANAUS (3)

Na década de 1950, o serviço de bondes já bastante precário enfrentava a circulação de ônibus made in Manaus, conforme ilustra a foto colhida no entroncamento das avenidas Eduardo Ribeiro com Sete de Setembro. E, mesmo em 1971 (foto), antes que a Zona Franca de Manaus produzisse seus melhores resultados, a capital seguia utilizando ônibus de madeira, ou seja, construídos sobre chassis de caminhão, com “tecnologia” local. ilustrando o tema do policiamento, exponho alguns desses veículos.

Bonde vs ônibus (acima) outros modelos anos 1950 (abaixo)


Em 1971, ônibus na linha de Educandos

Diversos modelos adquiridos com o advento da ZFM

quarta-feira, agosto 21, 2024

POLICIAMENTO DE TRÂNSITO EM MANAUS (1)

Cartão Postal focando o
bonde na Ponte de Ferro
Para tratar sobre este tipo de policiamento convém lembrar a circulação de bondes elétricos entre 1897 e 1957, em Manaus. 

Há um registro icônico de 1927, com um guarda no cruzamento das avenidas Joaquim Nabuco com Sete de Setembro, o esquecido Canto do Quintela. O guardião estava sobre os trilhos de bonde, quê fazendo? Vamos ao primeiro capítulo.
  

A fim de melhor harmonizar o entendimento sobre a evolução do policiamento de trânsito em Manaus, convém uma exposição de apropriados antecedentes: a circulação de automóveis em Manaus era bem diminuta na década de 1950. Todavia, com a instalação de montadoras de automóveis no Brasil, o número foi crescendo paulatinamente e, por óbvio, exigindo mais cuidados com o tráfego, cuja maior evidência eram os primitivos ônibus de madeira. Antecipando o Detran (Departamento de Trânsito), funcionou por décadas a Delegacia de Tráfego, seguida da DET (Delegacia Especializada de Trânsito), ambas instaladas à rua José Paranaguá esquina da rua Floriano Peixoto, nas proximidades do quartel da PMAM (Polícia Militar do Amazonas). Nessa esquina, não obstante o crescimento de veículos, operou a primeira sede do Detran (Departamento Estadual de Trânsito).

A partir de 1964, com a instalação do Governo Militar, e com a PMAM se renovando, esta Força tomou novos encargos, um dos quais em relação ao trânsito, tendo incumbido à 2ª Cia Fzo (Companhia de Fuzileiros) o controle do fluxo de veículos. É conveniente esclarecer que a reduzida Força Estadual – cerca de trezentos homens – operava com a equivalência de um batalhão do Exército. Desse modo, no quartel da Praça da Polícia existia a 1ª companhia, que cuidava das guardas em geral; a 2ª, já circunstanciada; e a 3ª, intitulada de GPO (Grupamento de Policiamento Ostensivo), que abrigava o policiamento do “Cosme e Damião”; o pessoal de administração, mecânicos e artífices, mais os integrantes da Banda de Música estavam sob o guarda-chuva da CCSv (Companhia de Comando e Serviços).

Em fevereiro de 1967, o governo federal de Castelo Branco restaurou a Zona Franca de Manaus. Em decorrência dessa inciativa, o porto de importação atraiu para a capital amazonense um número respeitável de nacionais e estrangeiros. Além de lojas de todas as dimensões, e a locomoção desses visitantes redimensionou a circulação de carros na então pacata cidade, tanto que determinou novo recorte de policiamento, em geral.

Na ocasião, o controle do trânsito efetuado pela Segunda teve um comandante assaz cumpridor de metas (caxias, em linguajar da caserna): tenente Ruy Freire. Exigente no trajar e na disciplina, exigia o mesmo procedimento de subordinados, que tiravam serviço em pontos fixos e móveis da cidade, todos dotados do temido “talão de multas”. Ao tempo, cada policial cuidava de resolver in loco os problemas encontrados, pois, não havia como contactar com o quartel. Afora o sargento “rondante”. As artérias mais preocupantes, em decorrência do comércio que carecia de carga e descarga e pela aglomeração de fregueses, situavam-se em redor do Mercado Público. Outra bastante agitada, era a rua Marechal Deodoro (antes de se tornar exclusiva de pedestre). (segue)

domingo, março 06, 2022

SESC CULTURA - 1993

 Aproveito o folheto elaborado pelo SESC Manaus, em 1993, apresentando sua Exposição: Manaus Tempo e Imagem, para compor esta postagem.

Capa do folheto

O TEMPO E A HISTÓRIA

Com o plantio de mudas da seringueira amazônica na Asia em grande escala, os preços caíram no mercado, atingido posteriormente também pela invenção da borracha sintética. Internamente a crise econômica desmobilizou todo uma infraestrutura da cidade e do Amazonas que atravessou ainda problemas outros como quarteladas, desmandos administrativos na década de 20, uma rebelião tenentista, intervenções federais, endividamento e questões de litígio com o Pará.

Recorte do folheto

Na década de 30 os japoneses trouxeram novas culturas agrícolas para o estado, paralelamente que o Amazonas foi governado por uma junta revolucionária e por vários governadores civis com curto prazo de estabilidade no poder. Em 43, foram desanexados do estado os municípios de Boa Vista, Porto Velho e parte do de Moura, que constituíram os atuais estados de Roraima e Rondônia.

Até a década de 60, independente das dificuldades superestruturais e estruturais, Manaus e o Amazonas através de seus segmentos organizados não deixaram de lutar por melhores dias e superação de suas crises. A partir de 1955 um novo caminho de desenvolvimento é retomado com a criação da Zona Franca de Manaus, instalada em 1967.  A cidade passou a viver novo progresso, com abertura de novas ruas, melhorias urbanas, energia elétrica, reaparelhamento e expansão do sistema de água, telefones, sistema de saúde, abertura de estradas, criação da Universidade do Amazonas e crescimento demográfico.

A Catedral de Manaus ilustrando a matéria


Ao longo das décadas de 70 e 80, inserido dentro da conjuntura internacional de mercado, Manaus tem procurado novos rumos para sua economia e sociedade. Com cerca de 1.300 mil habitantes e questões inerentes de uma grande cidade, Manaus vive os dilemas de uma nova época que se espraia para o fim do século XX, em busca de condições materiais de existência humanística para sua população.

A década de 90 se apresenta como a grande questão a ser decifrada e resolvida.

quinta-feira, agosto 26, 2021

ZONA FRANCA DE MANAUS - 1981

 Aspectos da capital amazonense compartilhados da revista INTERIOR, uma publicação bimestral do Ministério do Interior, então dirigido por Mário Andreazza. Trata-se da edição nº 36, referente a janeiro/fevereiro de 1981.

Detalhe da capa da revista

As conhecidas artérias comerciais de Manaus: Marechal
Deodoro e Marcilio Dias 

Anúncio do BASA, ainda operante na praça


quarta-feira, março 10, 2021

ZONA FRANCA DE MANAUS NA FILATELIA

Ainda que extemporâneo, para lembrar a criação da Zona Franca de Manaus compartilho uma seção da "Coluna Filatélica", escrita por décadas pelo saudoso filatelista Nelson Porto. Lembro que a ZFM foi criada em 28 de fevereiro de 1967, pelo presidente Castelo Branco.

Nelson era presidente da Clube Filatélico do Amazonas (CFA) e aos domingos publicava sua Coluna, na qual comentava e noticiava sobre a Filatelia em nosso âmbito. Naquela publicação (15 fev. 1987), comentou sobre a pouca atenção dispensada pelos Correios com as datas significativas desse órgão regional. Com vasta experiência, detalhou os selos já emitidos, porém criticava o Carimbo (uma espécie de ajeitamento) lançado para os 20 anos da ZFM.

Detalhe da coluna de Nelson Porto
(Jornal do Commercio, 15 fev. 1987)

A ZONA FRANCA E A FILATELIA

Próximo dia 28, a nossa Zona Franca de Manaus completará 20 anos de existência. Os primeiros anos foram de grande euforia para os amazonenses. Importávamos tudo: desde sorvetes alemães até carros americanos (Malibu etc.). Depois, o decreto 288 começou a ser mutilado aos poucos. Restrições quase sempre exigidas pelos sulistas — iam sendo feitas.

E hoje, se ainda podemos nos orgulhar de sua existência, devemos a alguns abnegados dirigentes que vêm lutando para sua preservação, sem o que, em nossa opinião, o Amazonas não terá chances de se desenvolver.

O primeiro selo brasileiro referente à Zona Franca surgiu em 13 de março de 1968. Um exemplar feio, com um facial de 10 centavos (saudosos tempos...) e uma tiragem de 3 milhões de exemplares (hoje este selo está cotado pelo RHM em Cz$ 2,00). Em 1972 e 1977 a data passou em brancas nuvens. Ninguém se lembrou...

 Finalmente em 1982, mas muito atrasado, surgiu em agosto um comemorando os 15 anos da ZF. Com um facial de Cr$ 75,00 (que enorme diferença do primeiro!!!) um belo selo figurando três mãos e uma paisagem amazônica, apareceu.

Agora, que vamos comemorar os 20 anos, somente se lembraram de mandar fazer um carimbo (pelo menos...). E no dia 23, iniciando uma série de eventos, na Sala João Donizetti, no Cecomiz, será o carimbo aposto em selos e envelopes daqueles que forem.

 Ilustramos nossa Coluna com o desenho de tal carimbo.

Foto do Carimbo comemorativo

quarta-feira, fevereiro 26, 2020

SUFRAMA: 53 ANOS

Logomarca da entidade 

São 53 anos de criação, em 28 de fevereiro. 
Adiantando-me à festa da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), compartilho uma publicação circulada por ocasião do 3º ano de existência. As fotos não oferecem qualquer qualidade, funcionava o conhecido P&B. O texto do Jornal do Commercio (28 fevereiro 1970), porém, nos conta da expansão comercial, com as ruas centrais tomadas de comércios de importados de todas as grandezas. Comércio estimulava o turismo de compra. Desse modo, Manaus fervilhava de visitantes.

O quartel da Polícia Militar, da qual sou reformado, servia de agência de intercâmbio com as demais congêneres, pois os cursos profissionais de oficiais efetuavam uma “viagem de estudos” a Manaus. Era uma delegação na pisada de outra.

Foi-se o comércio, porém, estabeleceu-se o polo industrial. Apesar das implicâncias, de malquerer das autoridades centrais, a ZFM segue em frente e tem mantido em boas condições o desenvolvimento do Amazonas. Os muitos que se arvoram a “padrinhos” desse empreendimento, devem reconhecer que seu sucesso adveio da ação do Governo Militar (1964-1985).

Zona Franca, em três anos

Publicação do Jornal do Commercio, em 28 fev. 1970

Primeiro veio o comércio intenso, com o sensível barateamento do custo dos gêneros alimentícios e das roupas, com a importação dos mais variados tipos de artigos eletrodomésticos, com a transformação de Manaus em centro de grande interesse turístico e com a abertura de milhares de novas oportunidades de empregos, fazendo aumentar a renda “per capita” do amazonense e mudando seus padrões de vida. Posteriormente, começou o trabalho de implantação do Distrito Industrial, tarefa grandiosa que está para ser constituída e que permitirá a instalação das grandes indústrias que farão o verdadeiro desenvolvimento econômico da região.
Criada, em 28 de fevereiro de 1967, pelo então presidente Castelo Branco, a Zona Franca de Manaus teve seus benefícios estendidos às demais unidades da Amazônia Ocidental pelo marechal Costa e Silva. O governo do Presidente Garrastazu Médici continua a prestigiá-la e, ao atingir o seu terceiro aniversário de existência, ela já pode ser considerada irreversível.
Subordinada ao Ministério do Interior, teve no ministro Albuquerque Lima seu grande defensor, comportamento que também é creditado ao ministro Costa Cavalcante que tem mostrado reconhecer sua grande importância para a integração desta área ao todo brasileiro. Comandando-a desde o início, o cel. Floriano Pacheco tem atuado como um autêntico amazonense, marcando seu trabalho com o entusiasmo de quem deseja realmente ver desenvolvida a Amazônia Ocidental.


Publicação do Jornal do Commercio, em 28 fev. 1970
Comemorando o terceir0 aniversário do Decreto-Lei n° 288, com o qual, em 28 de fevereiro de 1967, o então presidente Castelo Branco reestruturou a Zona Franca e deu à região o instrumento mais válido de seu desenvolvimento —, a SUFRAMA cumprirá no dia de hoje um significativo programa.

MISSA
A comemoração se iniciará as 8 horas, quando, na Matriz de Nossa Senhora da Conceição, será celebrada uma solene missa, à qual comparecerão as autoridades e o público.

CERIMÔNIA 
O programa alusivo ao aniversário da ZFM prosseguirá às 10 horas, com uma solenidade na sede da SUFRAMA (av. Eduardo Ribeiro, em frente ao Ideal Clube). Na ocasião, depois de hasteada a Bandeira Nacional, o superintendente Floriano Pacheco fará um pronunciamento a propósito da data, historiando o trabalho que a Superintendência da Zona Franca de Manaus tem desenvolvido, ao longo de três anos, para cumprir os objetivos estabelecidos pelo Decreto-Lei 288.
Após a fala do coronel [EB] Floriano Pacheco, serão entregues os prêmios conquistados pelos vencedores dos concursos que a SUFRAMA instituiu a propósito do aniversário que hoje se comemora.

JANTAR
À noite, a partir das 20,30 horas, no Acácia Clube, todos os servidores de Superintendência da Zona Franca se reunirão num jantar de confraternização, a ser presidido pelo coronel Floriano Pacheco.
Durante o jantar, será feita a entrega de faixas de campeões aos integrantes da equipe do Suframa Esporte Clube que, no ano passado, venceu o certame de futebol da Segunda Divisão de Amadores.

segunda-feira, novembro 18, 2019

PMAM: SELEÇÃO DE SOLDADOS



Edital da PMEA circulado no Jornal
do Commercio (8 novembro 1969)
Na passagem do calendário, de apenas 50 anos. O edital para a seleção de soldados combatentes revela inúmeros detalhes: a Força Estadual ainda assinava como PMEA (Polícia Militar do Estado do Amazonas) e era titulada de Batalhão Amazonas, nomenclatura conferida pelo governador Arthur Reis (1964-67). Seu comandante era o tenente-coronel EB José Maury de Araújo e Silva, todavia, assinava como coronel PM.

A inscrição era realizada no CIM (Centro de Instrução Militar), na rua Dr. Machado, detrás da maternidade Ana Nery (hoje Balbina Mestrinho). Este quartel depois de várias modificações, agora abriga o CPM (Comando de Policiamento Metropolitano). O diretor do CIM era o major Laurindo Lopes de Souza, carinhosamente saudado por “lacerdinha”.

Vê-se que a corporação não exigia muito de seus candidatos (apenas masculino): deveria ter até 25 anos, regularizado no Exército, ter servido (1ª categoria) ou não (2ª), desde que possuidor de saúde. Escolaridade de – no mínimo – primário completo (equivalente ao 5º ano fundamental). Além de solteiro, estabelecia a altura de 1m65 (mínimo).

Para finalizar, lembro que a esta ocasião a Zona Franca de Manaus começava a concorrer com a PM. Até então, era esta quem “socorria” os mais inválidos, os sem profissão, apenas desejosos de um emprego. Assim, a procura pela PM era intensa, mas se observava que os incluídos estavam “de olho” nas vagas do Distrito. E, somente para efeito comparativo: aos ingressos do corrente período são exigidos: curso superior e CNH, entre outros predicados.

domingo, setembro 08, 2019

ZONA FRANCA DE MANAUS

Jornal do Commercio, 23.08.1970
Para os maiores de setenta anos, como é meu caso. Apesar desse padrão já conquistado, fiquei surpreso com as informações expostas pela foto compartilhada do Jornal do Commercio (23 agosto 1970). A Zona Franca estava se instalando e, em particular, o comércio se espalhando pelo centro comercial da cidade, comprova a nota jornalística.
A foto registra a existência de duas lojas comerciais e o pessoal do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) em atividade. Mostra uma loja da Cilar, situada no térreo do Líder Hotel, na avenida Sete de Setembro, quase esquina da avenida Eduardo Ribeiro. O hotel segue operando, mas a loja foi desativada e, no seu lugar, há uma dependência do próprio estabelecimento hoteleiro.
A outra loja mostrada, não identificada, estava situada no encontro da avenida Eduardo Ribeiro com a rua Henrique Martins. Todavia, é possível identificar as marcas dos produtos importados, alguns ainda produzidos e bem conhecidos nossos. Trata-se de uma edificação centenária, cujos arranjos foram recentemente restaurados pela direção da loja de artigos femininos ali instalada, a Marisa.
Ignoro onde nasceu o SPC, sei apenas onde funciona. Como era próprio daquele início de ZFM, o controle era realizado por fichas. E pelo telefone da Camtel, adiante Telamazon.  

quarta-feira, setembro 21, 2016

AUTORIDADES NO AMAZONAS - 1970


Governador Areosa no quartel do CIM,
entregando medalhas 
RELAÇÃO DE AUTORIDADES DO ESTADO DO AMAZONAS (*)

Autoridades Estaduais:

Governador do Estado - Danilo Duarte de Matos Areosa
Vice-Governador - Homero de Miranda Leão
Chefe da Casa Civil – Dr. João Martins da Silva
Chefe da Casa Militar – Coronel PM Themistocles Henriques Trigueiro
Subchefe da Casa Civil – Dr. Emerentino Rodrigues Manso
Subchefe da Casa Militar – Tenente-Coronel PM Alcimar Guimarães Pinheiro
Oficial de Gabinete p/Assuntos Particulares – José Araújo Cavalcante
Ajudante de Ordens do Governador – Capitão PM Odacy de Lima Okada
Diretor dos Serviços Gerais do Palácio Rio Negro – Onofre de Queiroz Martins
Diretor da Divisão do Serviço Social – Demóstenes Raymundo de Queiroz Buzzaglo

Secretários de Estado:
Secretário do Interior e Justiça – Dr. José Cantanhede de Mattos Filho
Secretário de Fazenda – Dr. José Lopes da Silva
Secretário de Administração – Dr. José Caitete da Silva Filho

Autoridade Eclesiástica
Arcebispo de Manaus – Dom João de Souza Lima

Autoridades do Judiciário:
Presidente do Tribunal de Justiça – Des. Sady Paiva
Presidente do Tribunal Regional Eleitoral – Des. Joaquim Paulino Gomes

Autoridades Federais:

Ministério da Aeronáutica
Comandante da Base Aérea – Coronel Av Moacir de Carvalho Aires

Ministério da Agricultura
Diretor Estadual do MA – Dr. Mário Alves Malafaia
Delegado do IBRA  – Dr. Caio Cézar de Araújo
Delegado do INDA – Dr. José Ribamar Siqueira

Ministério das Comunicações
Diretor da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – Dr. Mário Frazão Tavernard

Ministério da Educação e Cultura
Reitor da Universidade – Dr. Jauary G. de Souza Marinho
Inspetor Seccional do MEC – Prof. Agenor Ferreira Lima

Ministério do Exército
Quartel do 1º BIS, em São Jorge
Comandante Militar da Amazônia e 12ª RM – General de Divisão José Nogueira Paes
Chefe do Estado-Maior – Coronel Arídio Brasil
Comandante do 1° BIS – Tenente-Coronel Paulo Figueiredo A. Oliveira
Chefe da 29ª CSM – Major Expedito de Souza Pereira
Chefe do SNI (Agência de Manaus) – Tenente-Coronel Roberto Monteiro de Oliveira
Chefe da Comissão Geral de Investigações [CGI] e Comandante do CIGS – Tenente-Coronel Jorge Teixeira de Oliveira

Ministério da Fazenda
Delegada da Receita Federal – Sra. Cecilia Margarida de Oliveira
Delegado de Arrecadação – Dr. Colmar Medeiros Rabelo

Ministério do Interior
Superintendente da Zona Franca de Manaus – Coronel [EB] Floriano Pacheco
Diretor do Escritório da Sudam – Dr. Neper Antony

Ministério da Justiça
Delegado Regional de Policia Federal – Dr. Márcio José de Oliveira
Juiz Federal – Dr. Ariosto de Rezende Rocha
Juiz Federal Substituto – Dr. Aderson Pereira Dutra

(*) Extraído do Almanaque Municipal Brasileiro, ref. ao Amazonas, 1970

segunda-feira, abril 18, 2016

COLUNA FILATÉLICA

De autoria e responsabilidade de Nelson Porto, que nasceu em São Paulo, em 1923, mas foi criado no Rio de Janeiro, de onde partiu para Manaus, na condição de engenheiro da extinta Panair do Brasil. Aqui, foi professor e diretor da Faculdade de Engenharia da Ufam. 


Interessou-se pela Filatelia, em 1941, e nunca mais se livrou dessa paixão. Tanto que, em 1969, promoveu a criação do Clube Filatélico do Amazonas, e exerceu sua presidência até sua morte em março de 2005. O Clube segue funcionando, em nossos dias sob a presidência do Jorge Bargas.

Nelson era igualmente competente apreciador de música clássica, razão pela qual constituiu com amigos um clube e, sobre o assunto, apresentava aos domingos programa noturno na Radio Rio Mar. 

Sua coluna era publicada no Jornal do Commercio, donde retirei a pressente postagem, datada de 25 de fevereiro de 1986.


A ZONA FRANCA E A FILATELIA 

Próximo dia 28 a nossa Zona Franca de Manaus estará completando 20 anos de existência. Os primeiros anos foram de grande euforia para os amazonenses. Importávamos tudo: desde sorvetes alemães até carros americanos (Malibu etc). Depois, o decreto 288 começou a ser mutilado aos poucos. Restrições quase sempre exigidas pelos sulistas — iam sendo feitas. E hoje, se ainda podemos nos orgulhar de sua existência, devemos a alguns abnegados dirigentes que vêm lutando para sua preservação, sem o que, em nossa opinião, o Amazonas não terá chances de se desenvolver.
O primeiro selo brasileiro referente à Zona Franca surgiu em 13 de março de 1968. Um exemplar feio, com um facial de 10 centavos (saudosos tempos...) e uma tiragem de 3 milhões de exemplares (hoje este selo está cotado pelo RHM em Cz$ 2,00). Em 1972 e 1977 a data passou em brancas nuvens. Ninguém se lembrou...
Finalmente em 1982, mas muito atrasado, surgiu em agosto um [selo] comemorando os 15 anos da ZF. Com um facial de Cr$ 75,00 (que enorme diferença do primeiro!!!) um belo selo figurando três mãos e uma paisagem amazônica, apareceu. Agora, que vamos comemorar os 20 anos, somente se lembraram de mandar fazer um carimbo (pelo menos...).

E no dia 23, iniciando uma série de eventos, na Sala João Donizetti, no Cecomiz, será o carimbo aposto em selos e envelopes daqueles que lá forem. Ilustramos nossa Coluna com o desenho de tal carimbo.

NOTICIÁRIO  

— Este mês de fevereiro em verdade não terá nenhum lançamento filatélico, a não ser o carimbo acima e outros especiais que a ECT mostra em seu Informativo 2/87. Selos, somente em março: dia 5, um selo comemorando o 1° Centenário do nascimento de Heitor Villa-Lobos; dia 20, dois selos focalizando o Correio Rural e o Correio Acelerado Internacional; e, sem data definida, um selo mostrando a participação da FAB no Programa Antártico Brasileiro. Maiores informações mais tarde.

— Continua em exposição na nossa AF [Agência Filatélica], os "Máximos Postais" brasileiros de Jorge Bargas da Silva. E, para o dia 18, a ECT promete enviar a coleção: Tradição e Cultura Popular Brasileira. Aguardemos.

— Anuncia a Administração Postal das Nações Unidas o lançamento em 30 de janeiro passado de três selos homenageando Trygve Lie, que foi secretário-geral da ONU por sete anos. Quem tiver interessado em adquirir tais selos pode escrever para: Comendador Adalberto Marcus, Praça da República 270—s1; CEP 01045, São Paulo.

— Uma interessante série que os Estados Unidos vêm lançando com certa regularidade refere-se à "Herança Negra" em sua história. Foram os personagens de cor que muito fizeram para o progresso americano, em todos os campos. Neste 1987, já surge mais um deles: homenagem a Jean Baptiste Point Du Sable, com um facial de 22 cents. Também ilustramos nossa Coluna com este selo.

— Próximo mês de março deverão estar à venda os classificados que a ECT lança todos os anos, com os selos do ano anterior. Já informamos a nossos leitores que, o de agora, com os selos de 1986, não trará bloco da Copa. Este ano já está sendo vendido no Rio de Janeiro a Cz$ 100,00.

— Continuam as dificuldades para se conseguir “classificadores” do Sul. Os habituais fornecedores informam que ainda não podem enviar lista, aguardando novos preços. E dizem que o novo RHM, que certamente virá em abril, terá aumentos substanciais em nossos selos...

 Toda correspondência para esta Coluna pode ser enviada à CP 581—69011 Manaus-Amazonas.







domingo, novembro 15, 2015

CASAS COMERCIAIS DE MANAUS

Para relembrar alguns recantos e casas comerciais 


A praça desapareceu transformada em Terminal de ônibus,
ao fundo, o Café dos Terríveis que, na virada do século passado, era o point

Este comércio resistiu até a implantação da Zona Franca

Este prédio com seu estilo inconfundível permanece na av. Joaquim Nabuco,
ora vendendo colchões. E com melhor presença, como a do Gordini da foto



O bar dispensa apresentação. Hoje, revitalizado, reúne em seu entorno grande número de apreciadores.  



domingo, agosto 19, 2012

Deu em A CRÍTICA (2)




        Domingo 18, pintou em Tesouros particulares a caneta do saudoso governador Danilo Areosa (1967-71), com a qual, assegura o filho do homenageado, assinou a criação da Zona Franca de Manaus. Logo fiquei confuso, porque o criador deste entreposto foi o presidente Castelo Branco. Aliás, a ZFM já existia, criada em 1957, pelo presidente Kubitschek e fruto da iniciativa do deputado Pereira da Silva. Apenas não funcionava.       

Caderno Vida&estilo. A Crítica, 18 agosto 2012
Assim, nesse panorama, agiu o Governo Militar para reformular a Zona Franca. O ensinamento pertence à mestra Etelvina Garcia (Manaus: referências da história): Dois anos depois da instalação da Universidade do Amazonas, o presidente Castelo Branco assinou o Decreto-Lei nº 288, de 28 de fevereiro de 1967, que alterou as disposições da Lei nº 3.173, de 6 de junho de 1957, e reformulou a Zona Franca de Manaus, (...).

Mas, e a caneta do governador, funcionou ou não? Claro que sim, não na própria reformulação, mas para completar o leque de incentivos estaduais, que foram determinados pelo DL 288. A prefeitura de Manaus foi mais célere, decretando ainda em março para isentar do ISS “as empresas e os profissionais autônomos”.

A caneta do governador Danilo Areosa foi incialmente utilizada em 7 de abril de 1967 para chancelar a Lei nº 569, que concedia “crédito fiscal de ICM, nos termos do art. 49, I, daquele Decreto-Lei”. E, certamente, pelo seu período governamental, para assinar outros decretos beneficiando as empresas que aportavam na ZFM.

Garcia recorda: O setor de serviços expandiu-se. A oferta de empregos, a receita tributaria estadual, os índices de construção civil e o consumo de energia elétrica cresceram significativamente. E conclui. Deste modo, Manaus expandiu-se “para além do Boulevard Amazonas”. Evidente, Tomzé Areosa, graças à caneta de seu pai, governador Danilo Areosa.