CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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sábado, janeiro 29, 2022

COLECIONISMO DE SELOS

Conversei em dezembro passado, em Brasília-DF, com um comerciante de selos e outros produtos filatélicos. Roberto Silveira (Filatélica Brasília) me proporcionou algumas informações sobre o quadro atual e as perspectivas para o futuro. Que acontecerá com a Filatelia? Se “ninguém escreve para o coronel”, parodiando o escritor Vargas Llosa.

Carta para o coronel Roberto (1985)
De fato, a correspondência agora é realizada pelo celular. As empresas nos obrigam a sacar o boleto pela internet. Os cumprimentos pelas festas são realizados em viva voz. E, para complicar mais, a empresa de correio fixa de qualquer modo uma tarjeta autocolante que desfigura o envelope. Enfim, o selo perdeu seu fascínio. Dizia-se que o colecionismo de selos ensinava diversas ciências, agora basta digitar o tema no Google, e pronto...

Dias desses, o aficionado filatelista Jorge Bargas me presenteou com recortes de jornais temáticos. Alguns cinquentenários. Neles deparei-me com comentários sobre o assunto, sobre a preocupação com o futuro da Filatelia, já àquela ocasião. Reproduzo trechos do mesmo autor (ainda em atividade): Mauro Nogueira Valias, em Coluna Filatélica, circulada no jornal Correio do Sul (nov. 1994), Varginha-MG.


Coluna de MauroValias

Quando não sabemos, mas tudo caminha rápido e célere para o fim da genial invenção de Sir Rowland Hill em 1840 na Inglaterra. Uma coisa é certa: o selo postal não completará seu bicentenário em 2040. Por que estamos prevendo seu fim com tamanha convicção? Por uma evidência muito simples, que é o progresso fantástico dos meios de comunicação. Com o advento do telex, "fax", porteamentos por verbas e franquias mecânicas, que firma por menor que seja irá mais selar carta por carta, expedi-las e aguardar resposta um mês depois? E o que está por vir no setor?

Estamos avançando muito no tempo, mas com uma certeza quase absoluta que ocorrerá exatamente assim. Não somos videntes agourentos e nem arautos de más novas e sim realistas, pois não há como lutar contra o progresso e a evolução das coisas que nos cercam. Nem mais adiantará que ajudem a salvar a Filatelia Brasileira. Não é ela que está morrendo, mas sim, a razão de sua existência no selo postal.

Recorte da Coluna Filatélica


sexta-feira, novembro 19, 2021

DIA DA BANDEIRA

 Não sei se fui pouco cuidadoso, todavia não encontrei em qualquer meio de comunicação uma palavra sobre o Dia da Bandeira nacional. Há pouco tempo ela aparecia na Semana da Pátria, verdade. Como o desfile desapareceu devido a pandemia, a bandeira sumiu. Agora transmudou-se em símbolo político, do governante do país.

Jorge Bargas, filatelista abnegado, cedeu-me a página aqui compartilhada para lembrar o "símbolo augusto da pátria".  


sexta-feira, outubro 15, 2021

FILATELIA EM MANAUS

 Ao me preparar para escrever este texto sobre o aniversário do Clube Filatélico do Amazonas (CFA), percebi uma afinidade com o aniversário de Manaus: nossa capital vai comemorar proximamente 352 anos, o CFA acaba de lembrar seu surgimento há 52 anos. Que aconteceu? Meramente sua fundação ocorreu na ocasião em que a cidade de Manaus solenizava seu tricentenário, sendo prefeito da cidade Dr. Paulo Nery.

Presentes a festa comemorativa do 52º ano

O colecionismo de selos, a Filatelia, já prosperava em Manaus, o registro pertence ao primeiro presidente da agremiação, Dr. Nelson Porto. Na primeira crônica escrita por ele e inserta no Jornal do Commercio, assegura que o CFA estava “fundado em setembro de 1969, graças a uma inteligente promoção do confrade Ubirajara de Almeida de “O Jornal” e o “Diário da Tarde” – que àquela ocasião promoveram a 1ª Mostra Filatélica do Amazonas – o Clube Filatélico do Amazonas nasceu com o entusiasmo natural das primeiras iniciativas”.

Todavia, o ato solene de inauguração ocorreu quando “Ubirajara de Almeida conseguiu inicialmente um local para reuniões e, em 11 de outubro de 1969, estavam aprovados os Estatutos da novel associação.” Porto segue informando e relaciona os “nomes dos Fundadores: Manuel Batatel, Carlos Lima, Carlos Alberto Garcia, Mario Xavier, Wagner Vieira, Emilio Garibaldi, Fernando Martinho, Ruy Martinho, Almerindo, Sergio Costa, Luiz Flavio Simões, Nelson Porto, Albino Fernandes, Ubirajara de Almeida e Joaquim Marinho.”

É dele ainda a informação que “as reuniões semanais se realizam na sede do IBEU, à avenida Joaquim Nabuco, gentilmente cedida pelo professor Rui Alencar.” Em nossos dias, modificado para Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos (ICBEU), segue operando no mesmo endereço.

Nesta tarde o CFA efetuou a reunião de confraternização na agência dos Correios Mons. Coutinho, reunindo poucos, é verdade, porém cada vez mais dispostos a suplantar as dificuldades que são densas. Vamos suplantar, já pensando no próximo verão.

Dai meu abraço afetuoso aos presentes à festa de hoje, também àqueles que não puderam comparecer e, em particular, aos que nos precederam, legando o amor aos Selos. Até o 53° aniversário.


quarta-feira, setembro 15, 2021

SALA FILATÉLICA DOS CORREIOS

 Aconteceu hoje pela tarde a reabertura da Sala Filatélica situada na agência dos correios Monsenhor Coutinho. Como indica a denominação, destina-se a atender aos cultores da Filatelia, aos encantados pelos selos postais e outros derivados. 

Antonio Loureiro, Jorge Bargas, Rosseti e Adriel França,
a partir da esquerda

Esteve presente bom número de afiliados do Clube Filatélico do Amazonas (CFA): Antonio e José Augusto Loureiro, Jorge Bargas (vice-presidente), Moysés Garcia, Ismael Alexandre (acompanhado de um cinegrafista); Daniel Sousa; Adriel França e Rosseti; Iona. Além do representante da direção-geral dos Correios, da dirigente da mencionada agência, Eudija Cunha, da Natividade (ex-atendente desta sala) e a Ritacley, que passa a acolher os filatelistas. ´

A sala estava fechada desde a explosão da Covid19, portanto, há mais de um ano. Desse modo, os filatelistas tiveram que se encontrar em diversos destinos, obviamente, sem os recursos do local adequado. Com o funcionamento, o CFA espera organizar novos encontros, a fim de divulgar do melhor modo a paixão pelos Selos Postais.

Enfim, restou estabelecido que a reunião semanal do CFA acontece na Sala cada sexta-feira, entre as 13 e 16 horas.

Roberto Mendonça, presidente CFA

Material exposto pela Sala


domingo, agosto 29, 2021

AMOSTRA FILATÉLICA EM MANAUS

 O Clube Filatélico do Amazonas (CFA), fundado em 1969, portanto com mais de 50 anos de existência, vem tentando se reabilitar. Os óbices são enormes: o selo postal há tempo perdeu sua maior utilização, são poucos aqueles que ainda escrevem uma carta (aliás, que é isso, companheiro?); a instabilidade dos Correios diante da prometida desestatização desta empresa; e mais, o desaparecimento dos filatelistas mais antigos. 

A nova geração, que me fez presidente do CFA, vem se esforçando para reabilitar a Filatelia no Amazonas, ou mais precisamente, em Manaus. Uma iniciativa que vai se estabilizando foi a abertura do Ponto do Colecionador na Feira da Eduardo Ribeiro, aos domingos.

Agora, neste mês de agosto, quando se comemora o Dia do Selo Postal, o CFA organizou uma Amostra Filatélica, realizada no Palacete Provincial. Fomos de 18 a 28 do corrente com o trabalho. Nossa inexperiência contribuiu com a pouca divulgação. Assim, o alcance foi reduzido. Todavia, serviu como ensaio, como aprendizado para o próximo voo, que deve acontecer no final do ano.

Encontro dos filatelistas no encerramento,
vendo-se parte do material exposto 

O tema Escotismo teve dois blocos, daí a
presença de escoteiros na exposição

O Clube agradece à Secretaria de Cultura do Estado e aos Correios pelo apoio disponibilizado. Na minha condição de presidente, agradeço aos filatelistas que se emprenharam na mostra:

Jordan Queiroz - Escotismo / Moysés Garcia - Disney / Jorge Bargas - Postais de futebol / Roberto Mendonça - Cartas circuladas / Adriel França - A Marinha na Filatelia / Cristiane Andrade - Moedas / Robervan Melo - Postais de Manaus antiga / Daniel Souza - Escotismo.

Jorge Bargas (acima) e Robervan (abaixo)


Adriel França (acima) e Roberto Mendonça (abaixo)


Nota: Efetuei uma adição nesta manhã de 30 de agosto.

sexta-feira, agosto 21, 2020

CLUBE FILATÉLICO DO AMAZONAS

 

Reproduzo a primeira Coluna Filatélica, escrita por Nelson Porto (foto), que, por décadas, dirigiu o Clube Filatélico do Amazonas (CFA) e publicou a coluna. Foi seu presidente até sua morte. O movimento continua, apesar dos entraves, começando pela promessa governamental de privatizar os Correios. E passando, nesses dias, pela greve estabelecida pelos funcionários desta empresa.

A presidência do CFA segue com o animado filatelista Jorge Bargas, todavia, cabe ao jovem Adriel Nascimento a promoção de novos encontros e a decisão em divulgar esse colecionismo.

O trabalho do saudoso presidente teve início no Jornal do Commercio há 50 anos – em 23 de agosto de 1970. Marca a criação da Coluna Filatélica, que o Nelson Porto manteve durante sua permanência diante do CFA, e mostra a pujança dos bons tempos da filatelia local. 

 

O início de uma seção especializada num jornal é sempre de euforia para os apreciadores da matéria. De há muito vínhamos pensando em divulgar o CLUBE FILATÉLICO DO AMAZONAS e agora, graças à gentileza dos dirigentes maiores do novo JORNAL DO COMMERCIO, aqui estamos para mostrar aos aficionados que a “mania” de selos também existe no Amazonas.

Fundado em setembro de 1969, graças a uma inteligente promoção do confrade Ubirajara de Almeida do O Jornal e O Diário da Tarde — que àquela ocasião promoveram a 1ª Mostra Filatélica do Amazonas — o clube Filatélico do Amazonas nasceu do entusiasmo natural das primeiras iniciativas. Convocando os filatelistas amazonenses, Ubirajara de almeida conseguiu inicialmente um local para reuniões e em 11 de outubro de 1969 estavam aprovados os Estatutos da novel associação.

Da Ata da histórica reunião, presidida pelo professor Rui Alencar, constam os nomes dos Fundadores: Manuel Batatel, Carlos Lima, Carlos Alberto Garcia, Mário Xavier, Wagner Vieira, Emílio Garibaldi, Fernando Martinho, Ruy Martinho, Sergio Costa, Luiz Flavio Simões, Nelson Porto, Albino Fernandes, Ubirajara e Joaquim Marinho.

Somos hoje quase 30 sócios, mas precisamos de muito mais. E esta coluna que hoje se inicia terá como principal escopo convidar todos os que se interessam por selos a comparecerem às reuniões semanais que se realizam na sede do ICBEU, à avenida Joaquim Nabuco, gentilmente cedida pelo professor Rui Alencar.

Também nos propomos a divulgar assuntos filatélicos do Brasil e do mundo todo, endereços de filatelistas interessados em trocas e correspondências. Escrevam-nos, pois, os que desejarem ter seus nomes aqui publicados, especificando bem seus desejos.

Agradecemos à direção do Jornal do Commercio esta oportunidade dada ao CLUBE FILATÉLICO DO AMAZONAS certos de que, brevemente nossas fileiras aumentarão sensivelmente.

NOTICIÁRIO

Se você coleciona Envelopes de 1º Dia procure ver o que o Clube Filatélico tem à venda. São envelopes artísticos com o que ilustra hoje a nossa coluna. Esta modalidade de coleção – envelopes de 1º Dia – é divulgadíssima em todo o mundo. As grandes lojas filatélicas da Europa possuem seções especializadas somente deste material, e nos Estados Unidos é uma instituição verdadeiramente nacional, pois as agencias do correio da grande nação do Norte têm guichês próprios para carimbar os envelopes que lhes são enviados. (...)

E até o próximo domingo com a COLUNA FILATÉLICA. Não se esqueça, se você coleciona selos, procure ver o que o Clube Filatélico do Amazona tem em sua sede provisória, aos sábados depois das 16 horas, no ICBEU à avenida Joaquim Nabuco.

sábado, outubro 12, 2019

CLUBE FILATÉLICO DO AMAZONAS (3)




Publicada no Diário da Tarde, 8 setembro 1969
Jorge Bargas é o presidente do CFA, e se empenha em absoluto para manter este colecionismo em alta, diante de todos os entraves. Registro com esta postagem um voto mais que de louvor pela festa que ele soube preparar, cabe-lhe o mérito sem sombra de dúvidas, juntamente com a Maria Natividade, dos quadros dos Correios.

Com sua peculiar reserva, Bargas escreveu e leu esta oração:


Senhoras e senhores, bom dia! 


1.   Mensagem de agradecimentos

Benvindos a este evento cultural dedicado ao Clube Filatélico do Amazonas (CFA). Queremos agradecer a presença de todos, dispensando nossa deferência às autoridades e amigos aqui presentes:
À superintendente dos Correios no Amazonas, senhora Antonia Rebouças; à senhora Eudija Cunha, gestora desta Agência dos Correios; à funcionária Maria Natividade, responsável pela condução dos preparativos do lançamento do selo comemorativo e personalizado em nossa Cidade, e a todos que compõem a equipe do cerimonial dos Correios nos eventos filatélicos. 
Ao senhor Jessé Rebelo, ex-funcionário dos Correios, que por muito tempo serviu na extinta Agência Filatélica Ajuricaba.

Queremos agradecer aos seguintes associados do CFA:
Dr. Antônio Loureiro, escritor amazonense; Dr. Valdison Barbosa, advogado e ex-funcionário do Banco do Brasil; Dr. Roberto Gesta, presidente do Museu de Esportes Olímpicos no Amazonas; e ao coronel Roberto Mendonça, escritor amazonense. E aos demais associados do Clube Filatélico.
Não poderia deixar também de agradecer aos meios de comunicação nesta cidade, por meio de seus jornalistas e repórteres, que são convidados para entrevistar jovens e adultos colecionadores, pois são estes que fazem a filatelia ser notícia entre os leitores de nossa sociedade.

2.     In memoriam

Queremos externar nossas recordações - in memoriam, aos nossos amigos filatelistas, entre eles, presidentes do CFA, aqui representado por algum familiar, os quais já ausentes de nosso convívio. Por ordem de passamento, são eles: Nelson Porto | Edgar Altino | Carlos Pereira | André Fonseca e Joaquim Marinho.
Todos esses colecionadores nos deixaram este legado, chamado Clube Filatélico do Amazonas, que nós decidimos não deixar cair no descrédito, nem no esquecimento.

3.     Filatelia também é Cultura
Senhoras e senhores, o CFA foi fundado em 11 de outubro de 1969, há 50 anos, portanto. 
Para que este Clube continuasse no seu propósito de divulgar a filatelia amazonense, não só, mas toda e qualquer modalidade de coleção, é que hoje estamos enaltecendo o nome do CFA pelos seus 50 anos de existência.
A filatelia oferece assuntos diversos no seu universo, entre os temas apresentados, podemos encontrar Artes, Ciência, Dia do Selo, Esportes, Fauna e Flora, Música, Natal, Personalidades, enfim, temáticas mil à escolha do interessado.
A filatelia nos possibilita fazer compra e venda, troca, doação de material filatélico em geral; proporciona fazer novos amigos. Ela é como a música, não existe fronteira, os selos estão em todo lugar (muitos estão guardados). Onde há uma agência dos Correios, ali tem selo postal para ser colado em uma carta destinado a um membro da família, ou a um correspondente à distância. O selo postal é um bem comum, popular, que pode ser preservado; através da filatelia se aproximam velhos amigos.

Finalmente, senhoras e senhores, assim como um disco de vinil é cultura, a Filatelia também é Cultura. A todos, os nossos sinceros agradecimentos pela atenção a nós dispensada. Que DEUS nos abençoe, em nome de Jesus.

sexta-feira, outubro 11, 2019

CLUBE FILATÉLICO DO AMAZONAS (2)



Dirigente dos Correios/AM e
presidente do CFA

Confesso que não esperava tantos para o festejo do cinquentenário do CFA (Clube Filatélico do Amazonas), celebrado nesta manhã na sede central dos Correios. Marcado com o lançamento do selo personalizado, entregue pela direção dos Correios e do presidente Jorge Bargas a algumas autoridades, seguiram-se os discursos à vontade, e foi encerrado com o tradicional parabéns e uma diversificada mesa de doces e salgados e refrigerantes. 
 JORNAL e DIÁRIO DA TARDE promoverão em setembro vindouro, a Primeira Exposição Filatélica de Manaus, que contará com o apoio da Secretaria de Imprensa e da Fundação Cultural do Amazonas. Pedimos aos filatelistas que compareçam à nossa Redação, para melhores detalhes. A exposição distinguirá aos vencedores da melhor coleção, melhor tema etc., com valiosos troféus. Esperamos que os filatelistas deem inteiro incentivo à exposição pela comemoração do Tricentenário de Manaus. (Diário da Tarde, 28 julho 1969) 


Serviu para se conhecer algumas facetas desse empreendimento. A filatelia amazonense tem sua pré-história com o jornalista Ubirajara Almeida que, no vespertino Diário da Tarde, mantinha uma coluna filatélica. Coube a ele, em julho, convocar os colecionadores para uma exposição comemorativa do tricentenário de Manaus. Esta ocorreu entre os dias 5 e 10 de setembro de 1969, na Biblioteca Pública. Foram muitos os participantes, e, entre os vencedores estavam: Nelson Porto, Joaquim Marinho, José Augusto Telles Borborema, Manuel Batatel e Jaime Benchimol.
Recorte do Diário da Tarde, 15 setembro 1969

A Primeira Exposição Filatélico de Amazonas – EXFILAM – promoção da Empresa Archer Pinto e Secretaria de Imprensa e Divulgação do Estado, em colaboração com a Fundação Cultural, Clube Filatélico do Instituto  Cultural Brasil-Estados Unidos, Pinacoteca Pública, Biblioteca Pública, Serraria Carvalho, Fábrica Lusorange, Manbra S/A - Representação e Comércio e Tipografia Velho Lino, realizada no período de 5 a 10 do corrente mês na Pinacoteca Pública.
A Comissão julgadora presidida: pelo dr. Agesilau Araújo, e tendo como membros os drs. Jaime Araújo, Guanabara Araújo, Diógenes T. Santos e o ministro Álvaro Bandeira de Melo, procedeu as observações das diversas coleções apresentados, tendo em seguida classificado as mesmas, apresentando em primeiro lugar, como a “melhor coleção” a de propriedade do professor Nelson Ribeiro Porto (Nações Unidas, Alemanha, Brasil, Inglaterra e Portugal).
Também foi concedido o “Troféu de Honra ao Mérito” ao dr. Guido Magalhães Arantes (Astronáutica). Com medalhas de prata foram agraciados os seguintes filatelistas: Mário Xavier (Astronáutica); Emilio Garibaldi (temas variados); José Augusto Telles Borborema (Quadras do Brasil com carimbo do 1º Dia); Fernando Martinho (Países da Cortina de Ferro); Manuel Locas Batatel (Portugal e Colônias, Colômbia, Indonésia, Chile e Guiné); Sebastião Alves da Conceição (Esportes e Trajes), Carlos Ferreira Lima (Faunas, Pinturas, Esportes e Astronáutica); Graça Sabat (Astronáutica, Fauna e Flora); Wagner de Oliveira Vieira (Fauna, Flora e Esportes); José Lacerda (Fauna e Flora); Adolf Isaac Benchimol Schwatz (Fauna, Flora e Folhinha do Brasil); Francisco Ribeiro da Costa (Astronáutica, Flora, Esportes e Pinturas) e Joaquim Marinho  (Envelopes de 1º dia da Alemanha).
Receberam ainda medalhas de bronze os seguintes expositores: Sandra Henderson (Estados Unidos); Almerindo Didier (Flora); Carlos Alberto Lelis Gomes (Pinturas); Paulo Fernando Brito Feitosa (Esportes, Fauna e Pinturas); Francisco da Cunha Moraes (Pinturas); Luiz Flavio B. Simões (Pinturas, Astronáutica e Esportes); Ramiro Moreira (Flora e Esportes); Albino Machado e Souza (Fauna, Astronáutica e Esportes); Ruy Machado Alencar Jr. (Estados Unidos); Sérgio Costa (Flora); José Ribamar G. Xavier (Esportes); Heitor José F. Carvalho (Brasil, França, Holanda e Vaticano); e Jaime Samuel Benchimol (Fauna, Flora e Esportes.
Nota final

Os colecionadores já se reuniam aos sábados no ICBEU (Instituto Cultural Brasil Estados Unidos), ali mesmo na avenida Joaquim Nabuco. Foram estes que estimulados, quem sabe, pela Primeira Exposição Filatélica do Amazonas (I Exfilam), constituíram o CFA, empossando como presidente ao Dr. Nelson Porto, em cuja presidência este permaneceu até a sua morte.
Estiveram presentes: a superintendente dos Correios no Estado – Antônia Rebouças e a gestora da agência Praça do Congresso – Eudija Cunha. Sem olvidar a Maria Natividade, que dirige o setor de filatelia e se empenha ao extremo pelo prosseguimento desse colecionismo. A ela coube o trabalho pela confecção do selo personalizado e os preparativos para a festa.
De parte dos associados do CFA, Antônio Loureiro, Valdison Barbosa, Roberto Gesta, presidente do Museu do Esporte Olímpicos no Amazonas, José Ricardo Wendling, deputado federal, que relatou sua iniciação aos selos. Adriel, jovem filatelista, em quem depositamos nosso futuro bem ameaçado.
Ameaçado pela privatização dos Correios já anunciada pelo governo federal. Até o próximo encontro.

quinta-feira, outubro 10, 2019

CLUBE FILATÉLICO DO AMAZONAS


Amanhã 11, o Clube Filatélico do Amazonas comemora seu cinquentenário. 

O convite para a festa ilustra esta postagem. Será realizada na sede dos Correios em Manaus, à praça do Congresso. Não terá muitas atrações, os jovens membros do CFA tudo fizeram para que esta data não passasse em branco, não fosse esquecida. E como foi difícil reunir alguns colecionadores e conseguir um selo personalizado.


Afinal, não custa dizer que os Correios estão fadados à privatização. O Governo Federal já o determinou, de sorte que quase nada se pode esperar. Outra dificuldade vem do desaparecimento das correspondências, das cartas, dos telegramas, dos convites, dos cartões natalinos ou de aniversário. Sem esquecermos os lembrados cartões-postais.

Tudo isso foi engolido pela internet e os celulares de cada vez mais tecnologia. Haverá colecionismo, neste setor, em breve? É bem provável que não. A tecnologia já modificou quantos outros recursos empregados há centenas de anos?


Por essa razão, amanhã, vamos nos reunir. Venha você, para nos ajudar a relembrar o trabalho, a dedicação de quantos nos antecederam. De tantos que puderam se divertir, ensinar com e propagar a Filatelia. Que nosso encontro possa perdurar, são nossos desejos.

Montagem com cartões-postais de igrejas


sábado, maio 18, 2019

CORREIOS EM MANAUS

A privatização dos Correios já anunciada pelo Governo Federal, ao menos estudos nessa direção, vai acontecer. Para se ter ideia de sua longevidade, a existência deste emprego tem pouco mais de idade que a cidade de Manaus, a qual completa 350 anos em outubro próximo. Pois bem. Os correios datam de 25 de janeiro de 1663.

Há 50 anos – outubro de 1969 –, manauenses interessados no colecionismo de selos, fundaram o Clube Filatélico, o qual, neste mês de maio, sob a direção do Jorge Bargas, intenta emergir ou reaparecer ou, quem sabe, “não morrer de véspera”. Os poucos filatelistas resistentes veem se reunindo às sextas, quando articulam algum movimento a fim de manter a chama acesa.
Mas, buscar a quem?  Em que nicho da sociedade? Diante do avassalador progresso da informática, que já mandou às favas cartas e selos; telegramas e faxes; material filatélico, como revistas e outros elementos próprios do colecionismo.
Lembrando de revista, exponho a capa do Correio Filatélico (COFI), circulada em janeiro/fevereiro de 1993, e editada pela “Superintendência de Filatelia da Diretoria de Negócios da ECT”. A matéria central é sobre o Carteiro, aquele servidor que já foi motivo de emoção, quando era esperado com ansiedade devido àquela correspondência. Hoje, já não se espera aquela carta do bem-querer, as diversas ligações ocorrem on-line.

Ainda da mesma revista, retirei a foto do bloco comemorativo a XIV Exposição Filatélica Luso-Brasileira (Lubrapex 92)




sábado, dezembro 23, 2017

NOVAMENTE É NATAL [5]


Cartão-postal emitido pelo correio da URSS
As festas de Natal e Ano Novo já tiveram maior repercussão e foram capazes de abraçar os homens e mulheres “de boa vontade”, graças ao Correio. À época, essa repartição propagou pelo mundo as mensagens natalinas e os votos específicos da virada do calendário. Naquele tempo, entrelaçou a tantos, levando e trazendo as mensagens.

No entanto, os tempos eletrônicos que vivemos são outros, bem distintos, nos quais o auxílio do correio na troca de mensagens está em vias de ser dispensável. Nada parece substituir as mensagens trocadas pela Internet em seus canais.

Desejo, para lembrar os alegres festejos do final de ano, repassar os meios utilizados na formulação de cumprimentos nos quais o Correio tanto participou. Desse modo, divulgo parte do texto do filatelista Jorge Bargas, com o qual abre sua Exposição – NATAL, LUZ E VIDA, na sede da Filatelia do ECT.

A fim de ilustrar o artigo, anexo alguns de meus guardados do tempo de filatelista.

Histórico do Cartão-Postal
A visualização de imagens, de incrível facilidade e popularidade atualmente, seja na Internet ou em livros, revistas, jornais, bem como na televisão ou fotografadas pelo próprio interessado, era acontecimento raro até meados do século 19. Poucas pessoas tinham acesso às fotografias. 
O Correio, naquela época, também era dispendioso e demorado, utilizando o navio, o trem, o cavalo e a diligência como meios de transporte de cartas e encomendas. O custo alto da remessa de correspondências foi um dos motivos que fizeram com que o austríaco Emmanuel Hermann, professor de economia política da Academia Militar de Viena, sugerisse ao Correio a criação de um meio de comunicação mais fácil, barato e rápido, enviado a descoberto, ideal para mensagens curtas, mas que custasse a metade do valor de uma carta convencional.
Essa sugestão ocorreu em 29 de janeiro de 1869, num artigo de jornal, alegando que as pessoas ansiavam por um meio mais simples e menos dispendioso de se comunicarem. 
Correios da Argentina
A sugestão de Emmanuel Hermann foi aceita e no dia 1º de outubro de 1869 surgiu o pioneiro Correspondenz-Karte. Era uma simples cartolina no tamanho 8,5cm por 12cm, contendo na frente apenas o selo do Império Austro-Húngaro impresso no canto superior direito e espaço para a menção de destinatário. No verso, local para mensagens curtas. Essa data, 1°|10|1869, é considerada historicamente como o início da cartófilia.
O cartão-postal no Brasil

O Brasil, tão ágil na adoção do seio postal em 1843, apenas três anos após lançado na Inglaterra em 1840, não procedeu da mesma maneira com o cartão-postal. Nosso pais só o adotou onze anos depois de sua criação na Áustria, quando ele já era um sucesso consagrado na Europa. O decreto 7695, de 28 de abril de 1880, criou o bilhete postal, precursor do cartão-postal. 
Na exposição de motivos que o Ministro Buarque de Macedo encaminhou ao imperador D. Pedro II, visando obter autorização para a confecção e circulação de postais no Brasil, mencionou "Segundo Vossa Majestade Imperial se dignará ver, a primeira de tais alterações é a que estabelece o uso dos bilhetes postais geralmente admitidos nos outros Estados e ainda em França, onde aliás houve durante algum tempo certa repugnância ou hesitação em os receber. Os bilhetes postais são de intuitiva utilidade para a correspondência e, longe de restringir o número do cartas, como poderá parecer, verifica-se o contrário, que um dos seus efeitos é aumentá-lo". 
A impressão dos primeiros bilhetes postais era exclusividade do Correio do Império Brasileiro, com o porte constante nas armas imperiais estampadas no alto. Havia três classes. Uma, de cor vermelha, para a correspondência urbana, preço do vinte réis. Outra, cor azul, para a correspondência no interior das Províncias do Império Brasileiro, preço de 50 réis (metade do porte de uma carta simples). O terceiro porte, cor laranja, para a correspondência internacional, custando 80 réis.
Havia possibilidade do remetente pagar o porte de remessa e resposta, nesse caso custava o dobro do valor dos três portes citados anteriormente. 
A aceitação do postal no Brasil foi multo grande. Apenas quatro anos de sua criação, tendo como exemplo o Rio de Janeiro, sua circulação em 1884 quase ultrapassou o número de cartas comuns. Foram 282.248 cartas particulares e 212.662 bilhetes postais. (Elysio Belchior. O Rio de Ontem no Cartão-Postal 1900-1930).
Correios da Finlândia, 1987 (acima) e da URSS (abaixo)


sexta-feira, dezembro 15, 2017

NOVAMENTE É NATAL [1]


Até o encerramento da década de 1990, ainda participava do Clube Filatélico do Amazonas. Sua direção então cabia ao saudoso Nelson Porto que, acredito, foi um dos fundadores. Com sua morte, veio o Altino Pereira, que também foi ceifado pelo “esquadrão da ...” Agora, quem dirige o Clube é o Jorge Bargas (assim mesmo).

Deixei o colecionismo, não apenas por estas mudanças. Suspendi a aquisição de peças, mas seguia me reunindo com os amigos na agência filatélica dos Correios. Ano passado, todavia, devido as embaraços e os desvios financeiros sofridos por esta estatal, a agência foi fechada e o Clube teve que buscar espaço. Afinal, os amantes dos selos e das moedas e semelhantes somente podiam se reunir aos sábados.

Dito isso, quero aproveitar as Festas para expor o material que ainda conservo. Como especializei-me em selos Natalinos e cartão postal de Igrejas (católicas) do Brasil, vou a partir de hoje ilustrar com selos a minha felicitação pelas festivas datas.


A presente postagem traz Envelopes do 1º Dia emitidos pelo principado de Liechtenstein (localizado no centro da Europa), em 9 dezembro 1985.

Envelopes de 1º Dia de Circulação do principado de Liechtenstein, da década de 1980

segunda-feira, abril 18, 2016

COLUNA FILATÉLICA

De autoria e responsabilidade de Nelson Porto, que nasceu em São Paulo, em 1923, mas foi criado no Rio de Janeiro, de onde partiu para Manaus, na condição de engenheiro da extinta Panair do Brasil. Aqui, foi professor e diretor da Faculdade de Engenharia da Ufam. 


Interessou-se pela Filatelia, em 1941, e nunca mais se livrou dessa paixão. Tanto que, em 1969, promoveu a criação do Clube Filatélico do Amazonas, e exerceu sua presidência até sua morte em março de 2005. O Clube segue funcionando, em nossos dias sob a presidência do Jorge Bargas.

Nelson era igualmente competente apreciador de música clássica, razão pela qual constituiu com amigos um clube e, sobre o assunto, apresentava aos domingos programa noturno na Radio Rio Mar. 

Sua coluna era publicada no Jornal do Commercio, donde retirei a pressente postagem, datada de 25 de fevereiro de 1986.


A ZONA FRANCA E A FILATELIA 

Próximo dia 28 a nossa Zona Franca de Manaus estará completando 20 anos de existência. Os primeiros anos foram de grande euforia para os amazonenses. Importávamos tudo: desde sorvetes alemães até carros americanos (Malibu etc). Depois, o decreto 288 começou a ser mutilado aos poucos. Restrições quase sempre exigidas pelos sulistas — iam sendo feitas. E hoje, se ainda podemos nos orgulhar de sua existência, devemos a alguns abnegados dirigentes que vêm lutando para sua preservação, sem o que, em nossa opinião, o Amazonas não terá chances de se desenvolver.
O primeiro selo brasileiro referente à Zona Franca surgiu em 13 de março de 1968. Um exemplar feio, com um facial de 10 centavos (saudosos tempos...) e uma tiragem de 3 milhões de exemplares (hoje este selo está cotado pelo RHM em Cz$ 2,00). Em 1972 e 1977 a data passou em brancas nuvens. Ninguém se lembrou...
Finalmente em 1982, mas muito atrasado, surgiu em agosto um [selo] comemorando os 15 anos da ZF. Com um facial de Cr$ 75,00 (que enorme diferença do primeiro!!!) um belo selo figurando três mãos e uma paisagem amazônica, apareceu. Agora, que vamos comemorar os 20 anos, somente se lembraram de mandar fazer um carimbo (pelo menos...).

E no dia 23, iniciando uma série de eventos, na Sala João Donizetti, no Cecomiz, será o carimbo aposto em selos e envelopes daqueles que lá forem. Ilustramos nossa Coluna com o desenho de tal carimbo.

NOTICIÁRIO  

— Este mês de fevereiro em verdade não terá nenhum lançamento filatélico, a não ser o carimbo acima e outros especiais que a ECT mostra em seu Informativo 2/87. Selos, somente em março: dia 5, um selo comemorando o 1° Centenário do nascimento de Heitor Villa-Lobos; dia 20, dois selos focalizando o Correio Rural e o Correio Acelerado Internacional; e, sem data definida, um selo mostrando a participação da FAB no Programa Antártico Brasileiro. Maiores informações mais tarde.

— Continua em exposição na nossa AF [Agência Filatélica], os "Máximos Postais" brasileiros de Jorge Bargas da Silva. E, para o dia 18, a ECT promete enviar a coleção: Tradição e Cultura Popular Brasileira. Aguardemos.

— Anuncia a Administração Postal das Nações Unidas o lançamento em 30 de janeiro passado de três selos homenageando Trygve Lie, que foi secretário-geral da ONU por sete anos. Quem tiver interessado em adquirir tais selos pode escrever para: Comendador Adalberto Marcus, Praça da República 270—s1; CEP 01045, São Paulo.

— Uma interessante série que os Estados Unidos vêm lançando com certa regularidade refere-se à "Herança Negra" em sua história. Foram os personagens de cor que muito fizeram para o progresso americano, em todos os campos. Neste 1987, já surge mais um deles: homenagem a Jean Baptiste Point Du Sable, com um facial de 22 cents. Também ilustramos nossa Coluna com este selo.

— Próximo mês de março deverão estar à venda os classificados que a ECT lança todos os anos, com os selos do ano anterior. Já informamos a nossos leitores que, o de agora, com os selos de 1986, não trará bloco da Copa. Este ano já está sendo vendido no Rio de Janeiro a Cz$ 100,00.

— Continuam as dificuldades para se conseguir “classificadores” do Sul. Os habituais fornecedores informam que ainda não podem enviar lista, aguardando novos preços. E dizem que o novo RHM, que certamente virá em abril, terá aumentos substanciais em nossos selos...

 Toda correspondência para esta Coluna pode ser enviada à CP 581—69011 Manaus-Amazonas.







segunda-feira, março 05, 2012

Dia do Filatelista

Hoje, 5 de março, é comemorado o Dia do Filatelista. A Agência Filatélica (AF) está situada no Correio da praça do Congresso, com entrada pela rua que serve à Uninorte (famoso ponto de referência). Ali se encontra o espaço para os colecionadores de selos, em palavra mais acadêmica, para os filatelistas.


Envelope confeccionado pela AF para a comemoração
No sábado 3, houve a comemoração. As turmas encontraram-se, funcionários e poucos, pouquíssimos adeptos desse colecionismo. Deste lado, Altino Edgard, Joaquim Marinho, Paulo Cavalcante, Jorge Bargas e esposa, André Fonseca, Eusimar, Aldamor Pio, Yona e eu. Como se nota, dá para contar nos dedos.

Entre os dirigentes, a gerente de vendas, Antônia Rebouças; a coordenadora de vendas, Alexandra Campello, e mais o Helton Braga. A organização do evento coube a gerente da AF, Natividade Cruz.

Os discursos foram na direção de, primeiro, lembrar o movimento filatélico já observado na agência e, segundo, o comprometimento da direção em ajudar aos colecionadores seniores, visando alcançar novos adeptos.

Filatelistas Marinho, Altino, Loureiro e Bargas, sentados, e
outros (acima) ouvindo a direção dos Correios (abaixo)


Também se discutiu sobre os motivos que levam os jovens a não se empolgar pela coleção de selos, apesar de o Correio se empenhar na modernização de seu material filatélico. Será exclusivamente o custo do material? Ou a pouca divulgação? Certo é que não há renovação dos colecionadores. Na festa foram servidos salgados e doces de ótima procedência, e um tinto para o tim-tim.

Nas providências paralelas, recebi do Paulo Cavalcante recortes da Coluna Filatélica, publicada pelo saudoso Nelson Porto, presidente perpétuo do Clube Filatélico do Amazonas. A coluna durou de agosto de 1969 até a morte do produtor, em 2005. Nossa intenção é editá-la em livro para ilustrar a história deste movimento. Assim, durante a semana vou reproduzir algum material bem interessante.