A quadra exposta de Cartão Postal pertencente ao meu acervo mostra
Igrejas de Salvador (BA).
CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS
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sábado, novembro 23, 2024
IGREJAS EM CARTÃO POSTAL (1)
sábado, novembro 16, 2024
IGREJAS EM CARTÃO POSTAL
Durante algum tempo mantive a busca por Cartão Postal de igrejas, ao tempo quase exclusivamente católicas, existentes no Brasil e alguns exemplares do exterior. No entanto, a desativação deste comércio me fez paralisar a coleção, daí meu empenho em divulgar o acervo.
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quinta-feira, junho 06, 2019
J. MARINHO, O COLECIONADOR
Em outubro próximo, o Clube Filatélico do Amazonas (CFA) completa 50 anos.
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| Marinho, Jornal do Commercio, 1971 |
Nesta semana, no
entanto, perdeu um membro expressivo de seu elenco: Joaquim Marinho, possuidor
de uma supina coleção de selos. E de tantas outras inusitadas peças.
Marinho desaparece
(morto domingo,2) quando a Filatelia atravessa um momento extremamente sensível,
basta se observar o desmonte que se processa na estrutura dos Correios, acossado
pelo avanço tecnológico. Já não se escrevem cartas ou telegramas; não se envia
cartão postal ou cartão natalino; portanto, os selos e outros materiais afins começam
a ser dispensados. Desse modo, a filatelia deve se transformar em peça de museu,
perdendo entre outras regalias seu valor monetário.
O chefe do
Poder Executivo nacional já sinalizou para o encerramento do Correio estatal. Pode-se
cogitar que o novo proprietário, o poder privado, conceba uma maneira de
soerguer o colecionismo dos selos postais.
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| Carta circulada |
No início dos
anos 1980 tornei-me um filatelista, frequentado as reuniões clubistas na sede
dos Correios, então situada na rua Marechal Deodoro com a Teodoreto Souto, cujo
prédio ainda pode contar sobre a fundação do CFA. Lembrando que este imóvel sofreu
violento incêndio em março de 1982, todavia, foi devidamente recuperado.
Nessa ocasião,
encontrei o Joaquim Marinho, que disputava com o falecido presidente do CFA, Nelson
Porto, a honra do pódio da filatelia amazonense. Cada qual possuía uma invejável
coleção. Os neófitos ficavam encantados com a descrição das peças; a visão das
cartas recebidas; com os catálogos de selos e de leilões. Do Marinho, curti
bastante o livro que ele produziu contando sobre o selo,
exemplar único, emitido por Luís Gálvez R. de Arias (1864-1935) na proclamação da República do Acre em 1899, mais
conhecido por “imperador do Acre”. Outras raridades também foram mostradas em
livro.
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| Cartão Postal, igreja N Senhor do Bonfim - Salvador BA |
Ao lado dessa
atividade, vieram os cinemas no centro, homenageando artistas do cinema nacional
e, obviamente, globais. Eram salas pequenas, seguindo a tendência da época,
agora dispondo de melhor refrigeração e de recursos de imagem e áudio. Como vieram,
se foram. Dessa feita, contaminados pelos cinemas de shopping.
Marinho,
então, cuidou da radiofonia, atuando na rádio do grupo TV Amazonas. Recordo que
o programa rolava na manhã de domingo, e para alcançar o estúdio havia a necessidade
de vencer uma escada em espiral. Diante dos microfones, Marinho se impunha com
aquele vozeirão e muita informação. Em vários domingos estive com ele, ocasião
em que recordava o trabalho literário do padre-poeta L. Ruas e deixava livros deste
para o sorteio com seus ouvintes.
Os males da
idade foram ganhando corpo, dominando o corpanzil do eminente empreendedor, aquele
que não observava o momento para vazar seu comentário crítico mordaz.
Hora de descansar, amigo Marinho. Sua tenacidade vai inspirar aos raros sobreviventes do Clube, os quais prometem realizar uma mostra digna de seu trabalho. Até a eternidade!
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segunda-feira, dezembro 24, 2018
CARTÃO POSTAL (4)
IGREJAS DE MANAUS, COM DESTAQUE PARA A
CATEDRAL DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO
Catedral de N. S. da Conceição, sob ângulos distintos
1. Igreja de São Sebastião;
2. Pintura idealizada da primitiva matriz de Manaus;
3. Igreja de Nossa Senhora de Fátima
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segunda-feira, dezembro 17, 2018
CARTÃO POSTAL (3)
NOVO GRUPO DE CARTÃO POSTAL DE MINHA COLEÇÃO,
AQUI UMA AMOSTRA DE IGREJAS DO PARANÁ (BRA)
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| (Títulos a partir de cima e da esquerda) |
1. Catedral Nossa Senhora da Glória |
Maringá - PR
2. Igreja Nossa Senhora do Rocio | Paranaguá - PR
3. Igreja Matriz de Cristo Rei | Campo do Tenente - PR
4. Igreja Imaculado Coração de Maria | Quedas do Iguaçu - PR
5. Basílica Nossa Senhora da Luz dos Pinhais | Curitiba - PR
6. Igreja Nossa Senhora Medianeira | Curitiba - PR
1. Igreja de São Benedito | Paranaguá - PR
2. Igreja de São João Batista | Bela Vista do Paraíso - PR
3. Igreja Nossa Senhora da Luz | Irati - PR
4. Basílica de Nossa Senhora da Luz | Curitiba - PR
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terça-feira, dezembro 11, 2018
CARTÃO POSTAL (2)
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segunda-feira, dezembro 03, 2018
CARTÃO POSTAL (1)
Com a exposição de selos, cujo tema é o NATAL,
trago amostra da coleção de
Cartão Postal de igrejas católicas.
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domingo, dezembro 24, 2017
NATAL 2017
Que este NATAL seja maiúsculo para você, ao lado dos seus familiares e amigos, decorado com cores que, por décadas, os cartões transmitiram.
| Remetido de Londres |
| Correios do Brasil |
| Made in USA |
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| Correiros da Itália e da ex-Iugoslávia (cima) e do Brasil e dos Estados Unidos (baixo) |
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sábado, dezembro 23, 2017
NOVAMENTE É NATAL [5]
| Cartão-postal emitido pelo correio da URSS |
As festas de Natal e Ano Novo já tiveram maior repercussão e foram capazes de abraçar os homens e mulheres “de
boa vontade”, graças ao Correio. À época, essa repartição propagou pelo mundo
as mensagens natalinas e os votos específicos da virada do calendário. Naquele
tempo, entrelaçou a tantos, levando e trazendo as mensagens.
No entanto, os tempos eletrônicos
que vivemos são outros, bem distintos, nos quais o auxílio do correio na troca
de mensagens está em vias de ser dispensável. Nada parece substituir as
mensagens trocadas pela Internet em seus canais.
Desejo, para lembrar os alegres
festejos do final de ano, repassar os meios utilizados na formulação de cumprimentos
nos quais o Correio tanto participou. Desse modo, divulgo parte do texto do
filatelista Jorge Bargas, com o qual abre sua Exposição – NATAL, LUZ E VIDA, na sede da Filatelia do ECT.
A fim de ilustrar o artigo,
anexo alguns de meus guardados do tempo de filatelista.
Histórico
do Cartão-Postal
A visualização de imagens, de incrível facilidade e popularidade atualmente, seja na Internet ou em livros, revistas, jornais, bem como na televisão ou fotografadas pelo próprio interessado, era acontecimento raro até meados do século 19. Poucas pessoas tinham acesso às fotografias.
O Correio, naquela época, também era dispendioso e demorado, utilizando o navio, o trem, o cavalo e a diligência como meios de transporte de cartas e encomendas. O custo alto da remessa de correspondências foi um dos motivos que fizeram com que o austríaco Emmanuel Hermann, professor de economia política da Academia Militar de Viena, sugerisse ao Correio a criação de um meio de comunicação mais fácil, barato e rápido, enviado a descoberto, ideal para mensagens curtas, mas que custasse a metade do valor de uma carta convencional.
Essa sugestão ocorreu em 29 de janeiro de 1869, num artigo de jornal, alegando que as pessoas ansiavam por um meio mais simples e menos dispendioso de se comunicarem.
Correios da Argentina
A sugestão de Emmanuel Hermann foi aceita e no dia 1º de outubro de 1869 surgiu o pioneiro Correspondenz-Karte. Era uma simples cartolina no tamanho 8,5cm por 12cm, contendo na frente apenas o selo do Império Austro-Húngaro impresso no canto superior direito e espaço para a menção de destinatário. No verso, local para mensagens curtas. Essa data, 1°|10|1869, é considerada historicamente como o início da cartófilia.
O cartão-postal no
Brasil
O Brasil, tão ágil na adoção do seio postal em 1843, apenas três anos após lançado na Inglaterra em 1840, não procedeu da mesma maneira com o cartão-postal. Nosso pais só o adotou onze anos depois de sua criação na Áustria, quando ele já era um sucesso consagrado na Europa. O decreto 7695, de 28 de abril de 1880, criou o bilhete postal, precursor do cartão-postal.
Na exposição de motivos que o Ministro Buarque de Macedo encaminhou ao imperador D. Pedro II, visando obter autorização para a confecção e circulação de postais no Brasil, mencionou "Segundo Vossa Majestade Imperial se dignará ver, a primeira de tais alterações é a que estabelece o uso dos bilhetes postais geralmente admitidos nos outros Estados e ainda em França, onde aliás houve durante algum tempo certa repugnância ou hesitação em os receber. Os bilhetes postais são de intuitiva utilidade para a correspondência e, longe de restringir o número do cartas, como poderá parecer, verifica-se o contrário, que um dos seus efeitos é aumentá-lo".
A impressão dos primeiros bilhetes postais era exclusividade do Correio do Império Brasileiro, com o porte constante nas armas imperiais estampadas no alto. Havia três classes. Uma, de cor vermelha, para a correspondência urbana, preço do vinte réis. Outra, cor azul, para a correspondência no interior das Províncias do Império Brasileiro, preço de 50 réis (metade do porte de uma carta simples). O terceiro porte, cor laranja, para a correspondência internacional, custando 80 réis.
Havia possibilidade do remetente pagar o porte de remessa e resposta, nesse caso custava o dobro do valor dos três portes citados anteriormente.
A aceitação do postal no Brasil foi multo grande. Apenas quatro anos de sua criação, tendo como exemplo o Rio de Janeiro, sua circulação em 1884 quase ultrapassou o número de cartas comuns. Foram 282.248 cartas particulares e 212.662 bilhetes postais. (Elysio Belchior. O Rio de Ontem no Cartão-Postal 1900-1930).
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