CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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sábado, novembro 23, 2024

IGREJAS EM CARTÃO POSTAL (1)

A quadra exposta de Cartão Postal pertencente ao meu acervo mostra

Igrejas de Salvador (BA).

 

1. Igreja do Senhor do Bonfim; 2. Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, ao fundo,
o elevador Lacerda; 3. Igreja de Nosso Senhor do Bonfim; 4. Vista aérea, vendo-se as
Igreja do Senhor do Bonfim / Igreja do Solar do Unhão / Igreja de São Francisco /
Altar mor desta igreja / Pátio da igreja de São Francisco. (em sentido horário).

sábado, novembro 16, 2024

IGREJAS EM CARTÃO POSTAL

Durante algum tempo mantive a busca por Cartão Postal de igrejas, ao tempo quase exclusivamente católicas, existentes no Brasil e alguns exemplares do exterior. No entanto, a desativação deste comércio me fez paralisar a coleção, daí meu empenho em divulgar o acervo.

1. Igreja Matriz de São José - Aracaju / 2 e 3. Igreja de Nossa Senhora de Fátima - Fortaleza
4. Igreja e Convento de São Judas Tadeu - Aracaju


quinta-feira, junho 06, 2019

J. MARINHO, O COLECIONADOR


Em outubro próximo, o Clube Filatélico do Amazonas (CFA) completa 50 anos.

Marinho, Jornal do Commercio, 1971
Nesta semana, no entanto, perdeu um membro expressivo de seu elenco: Joaquim Marinho, possuidor de uma supina coleção de selos. E de tantas outras inusitadas peças.
Marinho desaparece (morto domingo,2) quando a Filatelia atravessa um momento extremamente sensível, basta se observar o desmonte que se processa na estrutura dos Correios, acossado pelo avanço tecnológico. Já não se escrevem cartas ou telegramas; não se envia cartão postal ou cartão natalino; portanto, os selos e outros materiais afins começam a ser dispensados. Desse modo, a filatelia deve se transformar em peça de museu, perdendo entre outras regalias seu valor monetário.

O chefe do Poder Executivo nacional já sinalizou para o encerramento do Correio estatal. Pode-se cogitar que o novo proprietário, o poder privado, conceba uma maneira de soerguer o colecionismo dos selos postais.
Carta circulada 

No início dos anos 1980 tornei-me um filatelista, frequentado as reuniões clubistas na sede dos Correios, então situada na rua Marechal Deodoro com a Teodoreto Souto, cujo prédio ainda pode contar sobre a fundação do CFA. Lembrando que este imóvel sofreu violento incêndio em março de 1982, todavia, foi devidamente recuperado.

Nessa ocasião, encontrei o Joaquim Marinho, que disputava com o falecido presidente do CFA, Nelson Porto, a honra do pódio da filatelia amazonense. Cada qual possuía uma invejável coleção. Os neófitos ficavam encantados com a descrição das peças; a visão das cartas recebidas; com os catálogos de selos e de leilões. Do Marinho, curti bastante o livro que ele produziu contando sobre o selo, exemplar único, emitido por Luís Gálvez R. de Arias (1864-1935) na proclamação da República do Acre em 1899, mais conhecido por “imperador do Acre”. Outras raridades também foram mostradas em livro.
Cartão Postal, igreja N Senhor do Bonfim - Salvador BA
Ao lado dessa atividade, vieram os cinemas no centro, homenageando artistas do cinema nacional e, obviamente, globais. Eram salas pequenas, seguindo a tendência da época, agora dispondo de melhor refrigeração e de recursos de imagem e áudio. Como vieram, se foram. Dessa feita, contaminados pelos cinemas de shopping.

Marinho, então, cuidou da radiofonia, atuando na rádio do grupo TV Amazonas. Recordo que o programa rolava na manhã de domingo, e para alcançar o estúdio havia a necessidade de vencer uma escada em espiral. Diante dos microfones, Marinho se impunha com aquele vozeirão e muita informação. Em vários domingos estive com ele, ocasião em que recordava o trabalho literário do padre-poeta L. Ruas e deixava livros deste para o sorteio com seus ouvintes.
Os males da idade foram ganhando corpo, dominando o corpanzil do eminente empreendedor, aquele que não observava o momento para vazar seu comentário crítico mordaz.

Hora de descansar, amigo Marinho. Sua tenacidade vai inspirar aos raros sobreviventes do Clube, os quais prometem realizar uma mostra digna de seu trabalho. Até a eternidade!

segunda-feira, dezembro 24, 2018

CARTÃO POSTAL (4)

IGREJAS DE MANAUS, COM DESTAQUE PARA A 
CATEDRAL DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

Catedral de N. S. da Conceição, sob ângulos distintos 

1. Igreja de São Sebastião;
2. Pintura idealizada da primitiva matriz de Manaus;
3. Igreja de Nossa Senhora de Fátima

segunda-feira, dezembro 17, 2018

CARTÃO POSTAL (3)

NOVO GRUPO DE CARTÃO POSTAL DE MINHA COLEÇÃO,
AQUI UMA AMOSTRA DE IGREJAS DO PARANÁ (BRA)

(Títulos a partir de cima e da esquerda)

1. Catedral Nossa Senhora da Glória | 
Maringá - PR
2. Igreja Nossa Senhora do Rocio | Paranaguá - PR
3. Igreja Matriz de Cristo Rei | Campo do Tenente - PR
4. Igreja Imaculado Coração de Maria | Quedas do Iguaçu - PR
5. Basílica Nossa Senhora da Luz dos Pinhais | Curitiba - PR
6. Igreja Nossa Senhora Medianeira | Curitiba - PR


1. Igreja de São Benedito | Paranaguá - PR
2. Igreja de São João Batista | Bela Vista do Paraíso - PR
3. Igreja Nossa Senhora da Luz | Irati - PR
4. Basílica de Nossa Senhora da Luz | Curitiba - PR

terça-feira, dezembro 11, 2018

CARTÃO POSTAL (2)

SEGUINDO COM A EXPOSIÇÃO
 DE CARTÃO POSTAL, CUJO TEMA É -
IGREJAS CATÓLICAS




segunda-feira, dezembro 03, 2018

CARTÃO POSTAL (1)


Com a exposição de selos, cujo tema é o NATAL, 

trago amostra da coleção de


Cartão Postal de igrejas católicas.




domingo, dezembro 24, 2017

NATAL 2017

Sigo ilustrando as postagens da semana de Natal com o material filatélico que, durante certa época, colecionei. O cartão-postal sempre despertou meu interesse, pelas estampas e mensagens que conduzia.

Que este NATAL seja maiúsculo para você, ao lado dos seus familiares e amigos,  decorado com cores que, por décadas, os cartões transmitiram. 

Remetido de Londres

Correios do Brasil

Made in USA

Correiros da Itália e da ex-Iugoslávia (cima) e do Brasil e dos Estados Unidos (baixo) 

sábado, dezembro 23, 2017

NOVAMENTE É NATAL [5]


Cartão-postal emitido pelo correio da URSS
As festas de Natal e Ano Novo já tiveram maior repercussão e foram capazes de abraçar os homens e mulheres “de boa vontade”, graças ao Correio. À época, essa repartição propagou pelo mundo as mensagens natalinas e os votos específicos da virada do calendário. Naquele tempo, entrelaçou a tantos, levando e trazendo as mensagens.

No entanto, os tempos eletrônicos que vivemos são outros, bem distintos, nos quais o auxílio do correio na troca de mensagens está em vias de ser dispensável. Nada parece substituir as mensagens trocadas pela Internet em seus canais.

Desejo, para lembrar os alegres festejos do final de ano, repassar os meios utilizados na formulação de cumprimentos nos quais o Correio tanto participou. Desse modo, divulgo parte do texto do filatelista Jorge Bargas, com o qual abre sua Exposição – NATAL, LUZ E VIDA, na sede da Filatelia do ECT.

A fim de ilustrar o artigo, anexo alguns de meus guardados do tempo de filatelista.

Histórico do Cartão-Postal
A visualização de imagens, de incrível facilidade e popularidade atualmente, seja na Internet ou em livros, revistas, jornais, bem como na televisão ou fotografadas pelo próprio interessado, era acontecimento raro até meados do século 19. Poucas pessoas tinham acesso às fotografias. 
O Correio, naquela época, também era dispendioso e demorado, utilizando o navio, o trem, o cavalo e a diligência como meios de transporte de cartas e encomendas. O custo alto da remessa de correspondências foi um dos motivos que fizeram com que o austríaco Emmanuel Hermann, professor de economia política da Academia Militar de Viena, sugerisse ao Correio a criação de um meio de comunicação mais fácil, barato e rápido, enviado a descoberto, ideal para mensagens curtas, mas que custasse a metade do valor de uma carta convencional.
Essa sugestão ocorreu em 29 de janeiro de 1869, num artigo de jornal, alegando que as pessoas ansiavam por um meio mais simples e menos dispendioso de se comunicarem. 
Correios da Argentina
A sugestão de Emmanuel Hermann foi aceita e no dia 1º de outubro de 1869 surgiu o pioneiro Correspondenz-Karte. Era uma simples cartolina no tamanho 8,5cm por 12cm, contendo na frente apenas o selo do Império Austro-Húngaro impresso no canto superior direito e espaço para a menção de destinatário. No verso, local para mensagens curtas. Essa data, 1°|10|1869, é considerada historicamente como o início da cartófilia.
O cartão-postal no Brasil

O Brasil, tão ágil na adoção do seio postal em 1843, apenas três anos após lançado na Inglaterra em 1840, não procedeu da mesma maneira com o cartão-postal. Nosso pais só o adotou onze anos depois de sua criação na Áustria, quando ele já era um sucesso consagrado na Europa. O decreto 7695, de 28 de abril de 1880, criou o bilhete postal, precursor do cartão-postal. 
Na exposição de motivos que o Ministro Buarque de Macedo encaminhou ao imperador D. Pedro II, visando obter autorização para a confecção e circulação de postais no Brasil, mencionou "Segundo Vossa Majestade Imperial se dignará ver, a primeira de tais alterações é a que estabelece o uso dos bilhetes postais geralmente admitidos nos outros Estados e ainda em França, onde aliás houve durante algum tempo certa repugnância ou hesitação em os receber. Os bilhetes postais são de intuitiva utilidade para a correspondência e, longe de restringir o número do cartas, como poderá parecer, verifica-se o contrário, que um dos seus efeitos é aumentá-lo". 
A impressão dos primeiros bilhetes postais era exclusividade do Correio do Império Brasileiro, com o porte constante nas armas imperiais estampadas no alto. Havia três classes. Uma, de cor vermelha, para a correspondência urbana, preço do vinte réis. Outra, cor azul, para a correspondência no interior das Províncias do Império Brasileiro, preço de 50 réis (metade do porte de uma carta simples). O terceiro porte, cor laranja, para a correspondência internacional, custando 80 réis.
Havia possibilidade do remetente pagar o porte de remessa e resposta, nesse caso custava o dobro do valor dos três portes citados anteriormente. 
A aceitação do postal no Brasil foi multo grande. Apenas quatro anos de sua criação, tendo como exemplo o Rio de Janeiro, sua circulação em 1884 quase ultrapassou o número de cartas comuns. Foram 282.248 cartas particulares e 212.662 bilhetes postais. (Elysio Belchior. O Rio de Ontem no Cartão-Postal 1900-1930).
Correios da Finlândia, 1987 (acima) e da URSS (abaixo)