CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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sexta-feira, dezembro 31, 2021

TEATRO AMAZONAS: 125 ANOS


A festa de hoje na cidade pertence ao Teatro Amazonas, pela passagem de seu centésimo vigésimo quinto aniversário. São 125 anos embelezando Manaus, mas não apenas por esse detalhe. Bem mais esfuziante, pelo cumprimento de função primordial: expandir e divulgar a cultura. Sobre este monumento já se escreveu bastante, basta uma consulta ao Google para se observar detalhes de toda ordem sobre sua existência.
Selo comemorativo 1996

Os dirigentes do CFA (Clube Filatélico do Amazonas) intentaram produzir um Selo Personalizado sobre esta efeméride, mas os Correios ao desativar a produção, frustraram os filatelistas. Desse modo, vou me restringir a reproduzir algumas fotos sem qualquer excepcionalidade, são bastante conhecidas dos estudiosos: 1) de sua construção; 2) o selo do centenário (1996); 3) foto própria colhida aos 120 anos, e 4) o Logo em uso atual pela Casa de Cultura.

Teatro Amazonas (1896) e, abaixo, nos 120 anos
 



quinta-feira, outubro 14, 2021

LITERATURA AMAZONENSE

 Mais uma página do folheto Amazonas Cultural, publicação da subsecretaria de Cultura do Amazonas, circulado em dezembro de 1992. O trabalho literário pertence ao poeta Cláudio Fonseca e a ilustração saiu do pincel do saudoso artista Anísio Mello.

“Cláudio Fonseca (1952) é um poeta que, seguindo a senda aberta por Luiz Bacellar, apresenta, em seu discurso poético, elementos clássicos. O autor faz uma poesia com forte conotação existencial e densidade literária. O poeta transcende a percepção regional da vida e elabora uma lírica identificada com os dramas humanos, a solidão e o tempo”, registra Tenório Telles em Estudos de Literatura do Amazonas (Valer, 2021).
 

 

domingo, outubro 03, 2021

AMAZONAS CULTURAL

 

Nem desconfio quando e como desapareceu este folhetim, que era produzido pela então subsecretaria de Cultura do Amazonas. Conforme se pode ler no cabeçalho: era produzido por trimestre, este circulou no último trimestre de 1992. Composto de 12 páginas, portanto, bem-sucedido com trabalhos de literatos domésticos. E ilustrado por prestigiados mestres, como a mencionada edição que recebeu a inspiração do saudoso artista Anísio Mello (A.M.).

O Editorial esboça as propostas para o ano seguinte.

Detalhe da primeira página

quinta-feira, setembro 30, 2021

DOIS SAUDOSOS ARTISTAS

 A Poesia - Haicais que circulam entre Londres, Paris, São Paulo e Manaus e outras cidades -  pertence a Luiz Bacellar e a ilustração ao multiartista Anísio Mello, em trabalho circulado no Amazonas Cultural, publicação trimestral da então subsecretaria de Cultura do Amazonas, em dezembro de 1992.



domingo, agosto 29, 2021

AMOSTRA FILATÉLICA EM MANAUS

 O Clube Filatélico do Amazonas (CFA), fundado em 1969, portanto com mais de 50 anos de existência, vem tentando se reabilitar. Os óbices são enormes: o selo postal há tempo perdeu sua maior utilização, são poucos aqueles que ainda escrevem uma carta (aliás, que é isso, companheiro?); a instabilidade dos Correios diante da prometida desestatização desta empresa; e mais, o desaparecimento dos filatelistas mais antigos. 

A nova geração, que me fez presidente do CFA, vem se esforçando para reabilitar a Filatelia no Amazonas, ou mais precisamente, em Manaus. Uma iniciativa que vai se estabilizando foi a abertura do Ponto do Colecionador na Feira da Eduardo Ribeiro, aos domingos.

Agora, neste mês de agosto, quando se comemora o Dia do Selo Postal, o CFA organizou uma Amostra Filatélica, realizada no Palacete Provincial. Fomos de 18 a 28 do corrente com o trabalho. Nossa inexperiência contribuiu com a pouca divulgação. Assim, o alcance foi reduzido. Todavia, serviu como ensaio, como aprendizado para o próximo voo, que deve acontecer no final do ano.

Encontro dos filatelistas no encerramento,
vendo-se parte do material exposto 

O tema Escotismo teve dois blocos, daí a
presença de escoteiros na exposição

O Clube agradece à Secretaria de Cultura do Estado e aos Correios pelo apoio disponibilizado. Na minha condição de presidente, agradeço aos filatelistas que se emprenharam na mostra:

Jordan Queiroz - Escotismo / Moysés Garcia - Disney / Jorge Bargas - Postais de futebol / Roberto Mendonça - Cartas circuladas / Adriel França - A Marinha na Filatelia / Cristiane Andrade - Moedas / Robervan Melo - Postais de Manaus antiga / Daniel Souza - Escotismo.

Jorge Bargas (acima) e Robervan (abaixo)


Adriel França (acima) e Roberto Mendonça (abaixo)


Nota: Efetuei uma adição nesta manhã de 30 de agosto.

sexta-feira, março 27, 2020

ANÍSIO MELO, POR SUA MORTE (2010) 2


Retorno com a minha homenagem ao saudoso artista plástico Anísio Mello, que faleceu há dez anos, em abril de 2010. 

Entre tantas atividades, Anísio praticou a poesia, engajado com os fenômenos e os personagens míticos da nossa região. Trata-se de um amazonense, nascido em Itacoatiara, de profundidade.
Capa da publicação


Compartilho um de seus trabalhos, editado em julho de 1983 pela Secretaria de Educação e Cultura (SEC), então sob a gerência da professora Freida Bittencourt, no governo de Gilberto Mestrinho (1983-87). O projeto gráfico coube ao Coordenador de Assuntos Culturais Sérgio Cardoso. As ilustrações são do próprio homenageado.
Desde o título - De Bubuia (flutuar sobre a correnteza; boiar) e de outros termos bem regionais (como boto e mapinguari), podemos observar a canoagem de nosso saudoso poeta pelo beiradão amazonense. Para avaliar, leia o poema abaixo: 













Marapatá roubou minha vergonha.
Misturou água negra com barrenta
e sacudiu canarana doida varrida
que acenava ao boto num desejo impossível...
Vi, parado na canoa,
a floresta destilar o seu silêncio
chicoteado e trêmulo pelo grito do Mapinguari.
Quatro luas de banzeiro
rezando fino frio de chuva
na proa que afunda nas águas escandalosas,
e o rio se encharca, se empanturra
na festa liquida.

A chuva pingava pingando baldes de rios
e a canoa parada olhava o desfile.
O boto molhado não conquista ninguém.
A cabocla volúvel foi passear seu sexo
nas calçadas enxutas da cidade
onde o boto arrisca uma conquista.
A chita era bandeira de tacacáe anunciava a sua presença na avenida grávida
onde caçotes espantados devoravam vitrinas.

A canoa parada o rio serenavao espelho agitado e negro
onde a noite dormia no perau
mostrava a casa da mãe d’água
que me esperava há quatro luas

onde eu morria de amores nos seus braços
no acalanto das horas transparentes
do amor que se renova no cicio das águas
e traz à tona para a bubuia do sol
o brilho bêbado de ondas indecisas
que se quebram no abraço das árvores da beira.
A canoa desfila solitária
onde o rio é testemunha
e o boto morre de ciúmes...

domingo, fevereiro 09, 2020

PALACETE PROVINCIAL

Palacete Provincial com um dos
zuavos, protetor do prédio

Sete anos após receber o prédio fincado na Praça da Polícia, que foi ocupado pela PMAM (Polícia Militar do Amazonas) por mais de um século, a secretaria de Cultura do Estado promoveu sua inauguração.
Para marcar a efeméride, o jornal Amazonas Em Tempo distribuiu um Caderno Especial. Nele, publicou um resumo sobre o aquartelamento da PMAM, tendo me consultado. Abaixo o texto publicado:

 Mudança de hábito
Em 2002, depois de passar 107 anos no Palacete Provincial, o Comando-Geral da Polícia Militar teve de ser transferido para outras instalações no bairro de Petrópolis. O coronel reformado Roberto Mendonça, que foi subchefe da Casa Militar de 1983 a 1984 e subcomandante da corporação de 1993 a 1994, lembra que a mudança dividiu opiniões.
O autor no recorte do Especial
“A situação em que estava o prédio, bastante deteriorado, inclusive o seu entorno, e pequeno demais para a corporação, levou a PM a procurar outro local e liberar o Quartel da Praça da Polícia para outra destinação. Entretanto, muitos dos policiais saudosos, entre oficiais e praças, realmente ‘choraram’ essa separação. Até hoje, muitos gostariam de ver a PM de volta no local", comentou o ex-PM que serviu a corporação por 30 anos.
Segundo o militar aposentado, o que determinou, de fato, a transferência do Comando-Geral da PM foi a falta de estrutura física. “A mudança era necessária porque o prédio não tinha mais condições físicas de abrigar o efetivo, que havia crescido com o tempo, e nem mesmo os próprios carros dos militares. Agora, o comando está mais bem instalado”, comentou.
Roberto Mendonça é favorável à reutilização do antigo prédio da PM, que, agora se tornou um centro cultural. “A cidade ganhou um belo edifício de arquitetura antiga”, disse, elogiando o trabalho de restauro realizado no prédio pela secretaria de Estado de Cultura (SEC). “Ele também será muito importante porque vai abrigar importantes museus do Estado, como o Tiradentes, que tem peças adquiridas há mais de cem anos, entre elas a bandeira que os soldados amazonenses levaram a Canudos”, comentou.
O ex-PM registrou a história da corporação na série “Memória”, que foi lançado pelo governo do Estado em novembro de 2000. Ele também pretende lançar o seu livro Administração do Coronel Lisboa, sobre a vida do também militar Adolpho Lisboa, no atual complexo do Palacete Provincial. O livro é um ensaio histórico que recebeu o prêmio Arthur Reis, concedido pelo Conselho Municipal de Cultura (ConCultura), por meio do projeto cultural Prêmios Literários Cidade de Manaus.

A PM continua no Palacete
A Polícia Militar não foi totalmente retirada do prédio, após o restauro do Palacete Provincial. O secretário estadual de Cultura, Robério Braga, informou que o antigo gabinete do comandante, juntamente com todo o mobiliário original, como sofás, cadeiras, mesas, armários, além de objetos de arte, entre eles escudos, brasões, esculturas etc., foram completamente restaurados com o intuito de ser novamente utilizado pelo Comando-Geral da PM em ocasiões solenes.
“Da mesma forma que o governador Eduardo Braga recepciona chefes de Estado e outras autoridades no Palácio Rio Negro, o comandante da PM poderá realizar suas reuniões e receber convidados aqui no seu gabinete”, explicou Robério, destacando que a sala contém, ainda, a memória da PM. “Todos os boletins históricos da PM foram recuperados e agora estão disponíveis. A história da corporação está registrada aqui”, frisou.
Capa do Especial

Prédio teve várias utilizações
Antes de abrigar a sede do Comando-Geral da PM, o Palacete Provincial teve várias utilizações. Ele começou a ser construído, em 1861, para ser a residência do empresário e capitão da Guarda Nacional, Custódio Pires Garcia, que faleceu, deixando a obra inacabada. Em 1867, foi comprado pelo presidente provincial José Bernardo Michilles para transformá-lo em Paço Municipal. No ano de 1873, o então presidente da Província (1873-1875), Domingos Monteiro Peixoto, concluiu a obra para abrigar as várias repartições provinciais. Após um ano, em 25 de março de 1874, com as obras concluídas, foram instaladas no edifício a Assembleia Provincial, a Repartição de Obras Públicas, a Biblioteca Pública e o Liceu Provincial - atual Colégio Amazonense D. Pedro II.
Entretanto, a inauguração ocorreu somente em 28 de fevereiro de 1875. Durante o governo de Eduardo Ribeiro (1892-1896), o Palacete Provincial passou a ser o comando da Polícia Militar. Hoje, o prédio, considerado um patrimônio tangível que foi tombado em conjunto com a praça Heliodoro Balbi e o Colégio Amazonense D. Pedro II, encontra-se sob proteção especial da Comissão Permanente de Defesa do Patrimônio Histórico e Artístico.

quinta-feira, dezembro 21, 2017

NOVAMENTE É NATAL [4]

Detalhe da capa
Nossa cidade, no Natal de 2009, foi convidada a assistir o Concerto de Natal, denominado de Natal Amazônico, Tempo e Eternidade, que foi encenado no Largo de São Sebastião. Aconteceu na noite do Dia de Natal, e teve a Secretaria de Cultura como a gestora e produtora do espetáculo.

A inovação consistiu em transpor o cenário do nascimento de Jesus para as barrancas do rio Negro, nosso ancoradouro. O consagrado poeta Max Carpenthier, competente em sua produção regional e de cunho religioso, foi o autor do texto ganhador do concurso de dramaturgia criado para essa festa.

Era um tempo em que os homens lançavam seus insistentes olhares para a salvação do planeta. A Amazônia sempre despertou essa preocupação. Assim, do espetáculo, recolhi a Cena XV (O Credo do Cientista), que teve a Intervenção Eletrônica produzida pelo artista DJ Kleber Romão.



Cientista:

Senhor, na noite do Teu nascimento,
em que recordamos que a Encarnação
concentra no Teu ser o apogeu das forças
naturais e divinas, eu, que vivo a estudar os movimentos da evolução, rezo diante de Ti o meu credo amazônico:
 Eu creio que a conjugação das potências vegetais, animais
e líquidas incessantemente se desdobram em mais e mais
mistérios revelados, para a realização do destino
humano. Creio que a missão dos frutos, a doação dos
peixes, a múltipla vitalidade que se arrasta na jiboia, salta
na jaguatirica e alcança o céu nos pássaros, tudo é,
ao mesmo tempo, paraíso recapitulado, riqueza do presente, 
provisão do futuro. 
Creio na harmonização das sabedorias ancestrais e contemporâneas. Creio que a sustentabilidade inaugura uma nova era da Amazônia. Creio na convivência solidária da estrada e do rio. Creio na solidariedade entre a várzea e a fábrica, entre a tarrafa e o computador. Creio na complementaridade entre o tambor e o celular. Creio nas trocas culturais como processo civilizador. Creio que na preservação ambiental e no amor ao belo e às artes sustentamos o mais antigo fundamento da plenitude da vida.
Plenitude da vida, Senhor, é o outro nome do teu Reino. Amém.

quarta-feira, setembro 19, 2012

EDUARDO RIBEIRO: 150 ANOS


Recorte de A Crítica, de ontem
Ouvi um jornaleiro do Canto do Quintela dizer, diante da programação da secretaria de Cultura sobre Eduardo Ribeiro, que Manaus cresceu apenas com dois governadores, coincidência, ambos batizados de Eduardo. Mais coincidências: ambos forasteiros, ambos engenheiros, ambos senadores (um eleito, mas não empossado).
Estou me referindo à iniciativa cultural do Governo em relembrar os 150 anos de nascimento de Eduardo Ribeiro, o governador do final do século XIX (1892-96), início do período republicano.
Efetivamente o construtor do Teatro Amazonas marcou a cidade, ainda mais com sua morte (14 outubro), ainda em nossos dias inexplicável. O proprietário da chácara Pensador (hoje hospital de alienados), em Flores, era um homem solteiro, sem encargos, cercado de áulicos e bajuladores, que soube angariar e colecionar bens, dai que, ao morrer, legou uma expressiva riqueza.
Pertencente ao acervo do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA), ali repousa o inventário judicial deste maranhense. Em bom estado, é possível ler com todas as letras o arrolamento de móveis e imóveis, de prataria e dragonas, de talheres e animais, enfim, a riqueza daquele morto valorizada em réis. Impressiona pela abundância, pela batelada.
Recorte do jornal A Crítica, de ontem
Mais impressionante, todavia, foi a maneira de sua “dilapidação” arrimada pela justiça. Ou seja, no inventario lê-se inúmeros recibos de cobranças, as mais estapafúrdias. A mãe do morto apareceu, vinda do Maranhão, e deve ter se contentado com alguma mixaria. Depois, sumiu, desapareceu da história, nos desvãos da mesma história. Não se conhece alguma notícia dela ou de qualquer parente.
Creio que houve o imperativo de apagar a presença de Eduardo Ribeiro, pois até o registro do óbito inexiste. Não foi realizado, portanto, não foi necropsiado. Explico: aquele ex-governador foi enterrado no cemitério São João sem que fosse expedido pelo 1º Cartório de registro da pessoa natural, então o único existente na capital, a certidão de óbito. Já estive na sede deste, agora na rua Leonardo Malcher, para recolher a segunda via, e necas... Não se diga que a folha foi suprimida, rasgada, arrancada. Não, aquele morto não devia ter amparo legal.
Material de divulgação do
Museu Eduardo Ribeiro,
publicado em A Crítica, de ontem
Tudo que lhe pertencia, registrado no substancioso inventário, evaporou, afinal o calor manauense deve ter essa propriedade. De tal modo que não existe qualquer objeto pessoal de Eduardo Ribeiro no museu que leva seu nome. Tudo acolá exposto foi adquirido fora de Manaus pela Cultura do Amazonas.
Não se engane, pois, caro jornalista ou eminente visitante com as aparências do museu. A Cultura com esta lembrança deseja explicar a existência da Casa de Eduardo Ribeiro como sede da Academia de Medicina do Amazonas. 

terça-feira, janeiro 10, 2012

BIENAL DO LIVRO


Não se trata de notícia sobre qualquer das mais notórias exposições de livros no País. Trata-se, sim, dessa que vai acontecer em Manaus, no período de 27 de abril a 7 de maio próximo. Muito próximo.

O evento será patrocinado pelo governo do Estado, e será realizado pela Secretaria de Cultura do Amazonas, sob a direção de Robério Braga, que já executa vasto calendário de eventos.

Será distribuído na Bienal aos estudantes da rede pública 1 milhão em vale livro para aquisição de obras, assim incentivando a leitura.
Informativo da SEC, dez. 2011
A iniciativa espera contar com 60 expositores; 250.000 visitantes e ainda 50.000 alunos. Para tantos números, a área da exposição terá seis mil metros quadrados.

Nosso anseio é que esta Bienal também alcance a longevidade e a notoriedade das atualmente em curso no Brasil.

Estas informações se encontram no informativo Amazonas da gente, (veja ilustrações) de responsabilidade da Secretaria de Cultura, na edição inaugural de dezembro passado, e podem ser acessadas no Portal do Governo do Amazonas - www.amazonas.am.gov.br