CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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sábado, julho 26, 2025

IGPM NA POLÍCIA MILITAR DO AMAZONAS

 Notícia recolhida no jornal A Crítica (29 setembro 1978).

Com a finalidade de inspecionar a Polícia Militar do Estado do Amazonas, esteve em Manaus nos dias 23, 24 e 25 o General de Brigada Harry Alberto Schnarndorf, Inspetor-Geral das Polícias Militares do Brasil, órgão subordinado ao Ministério do Exército. A IGPM foi criada pelo dec. lei 667, de 2 de julho de 1969, que trata da reorganização das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros dos Estados, Territórios e Distrito Federal. Durante a inspeção realizada na PMAM, fez-se a acompanhar de oficiais pertencentes ao seu Estado-Maior. Nas fotos, vemos quando, passava revista à tropa e recebia a apresentação individual de oficiais da PM.

Uma indiscrição observada: o sobrenome do general, nascido em Santa Catarina, era bastante estranho para os oficiais nortistas. Desse modo, passei a semana juntamente com os colegas treinando o nome de guerra do visitante. No salão de honra, local da apresentação, perfilaram: (a partir da esq.) capitães Alrefredo e Roberto (autor desta postagem), majores Humberto e Osório (que olha com assombro) e o tenente-coronel Lustosa. De perfil, o general Schnarndorf! 

quinta-feira, julho 17, 2025

SOBRE O EXTINTO “VIVALDÃO”

 O governador João Walter (1971-75) encontrou o extinto “Vivaldão” em construção, apesar de ter recebido a seleção brasileira em 1970. Logo o governador foi alcançado pelas comemorações do sesquicentenário da Independência, em 1972, que alcançou todos os Estado. Para sediar a “Taça da Independência”, o governo teve que arregimentar recursos. Para tanto, recorreu a um saudoso militar – capitão Alexandre, que passou pela Polícia Militar e se reformou no quartel do 27º BC. Morador do Boulevard Amazonas, foi proprietário de ônibus, enfim, um amigo respeitado. Um de seus filhos – Alrefredo – integrou o quartel da Praça da Polícia, dois outros – Albefredo e Alnefredo – foram professores.

 

 No Palácio Rio Negro, foi empossado nas funções de presidente da Administração do Estádio de Manaus (ADEM), o capitão Alfredo Alexandre de Souza, nomeado que foi pelo governador João Walter de Andrade, e por este saudado após a posse. Afirmou o governador que confia plenamente na capacidade de trabalho e dinamismo de seu novo auxiliar, para imprimir ao Estádio “Vivaldo Lima” condições ideais de funcionamento, com a complementação de todas as obras.

Na foto, além do governador e do empossado, o tenente-coronel Lustosa

                                                                              

Administração do Estádio de Manaus

Nota Oficial

Visando a compreensão do povo amazonense notadamente dos desportistas da Capital, a Administração do Estádio Manaus, consciente de suas responsabilidades, honra-se em prestar os seguintes esclarecimentos:

1 — Manaus será sede de uma das chaves da “Taça Independência”, reunindo 4 países que competirão, a partir do dia 18 de junho, no Estádio “Vivaldo Lima”;

2 — Mediante compromisso assumido com a Confederação Brasileira de Desportos, o Governo do Estado apresentará a praça de esportes com todas as obras externas concluídas, compreendendo a construção de pistas auxiliares, concretagem das rampas de acesso, asfaltamento de toda a área que circunda o campo e outros serviços inadiáveis para que o Estádio possa ser condignamente apresentado;

3 --- A execução das obras externas está a cargo do Departamento de Estradas de Rodagem do Amazonas, mediante convênio firmado com a ADEM, enquanto as da parte interna, também de grande monta, estão confiadas a SUPLAN. Esses serviços estão sendo realizados em três turnos, inclusive à noite, face à exiguidade do tempo, pois o prazo para a sua realização está praticamente reduzido a vinte e cinco dias, incluindo os domingos, sem contar com a constante incidência das chuvas que os prejudicam sensivelmente;

4 -- Diante desses fatos e da responsabilidade do Estado para com a CBD, esta Administração resolveu paralisar a realização de jogos no Estádio “Vivaldo Lima”, que somente será reaberto no dia 18 de junho, para as disputas da Mini Copa.

Manaus, 25 de maio de 1972

ALFREDO ALEXANDRE DE SOUZA - Presidente da ADEM

quarta-feira, abril 03, 2024

PM AMAZONAS: AOS 187 ANOS

Amanhã, 04, a PMAM (Polícia Militar do Amazonas) completa 187 anos de vivência. Diante desta existência, é óbvio que foi contemplada com etapas brilhantes e outras nenhum tanto, como sua desativação (1930-36) à época do regime de Getúlio Vargas. No mesmo diapasão, a mudança de nomenclatura em decorrência da centenária Rebelião de Ribeiro Junior (1924). Todavia, “em Canudos, com sangue batizado” celebra com ênfase a participação naquele conflito fratricida, ocorrido na Bahia (1897).

Cartão Postal cerca de 1910

É regra castrense a elaboração da Ordem do Dia sobre a efeméride, desse modo, são tantas disponibilizadas quantos os aniversários. Escolhi, todavia, o texto do saudoso prof. Mário Ypiranga Monteiro sobre a Polícia Militar do Estado, circulado em A Crítica, de 6 de abril de 1983. Assim sendo, homenageando a corporação por sua data magna. Nele introduzi entre parênteses algum dado para melhor compreensão do leitor. 

Recorte do artigo referenciado

Quando se comemorava o aniversário de criação da Polícia Militar do Estado do Amazonas, calculando-se apenas o evento do ato que criou o Regimento Militar, por Eduardo Gonçalves Ribeiro, sugeri ao então coronel comandante Luci (Vicente Coutinho 1973-75) que a vida daquela corporação era mais dilatada e ofereci os subsídios mais ou menos suficientes para que se houvesse uma noção do testemunho da força pública da Província e do Estado nos eventos nacionais. Então eu já estava com uma considerável cópia de fichas e de anotações e a história redatada em parte, só esperando uma oportunidade para publicação. A oportunidade chegou quando o coronel Pedro Lustosa (chefe da Casa Militar) mostrou-se interessado e concluí a primeira redação. O livrinho foi publicado sob o título geral de SÍNTESE HISTÓRICA DA POLICIA MILITAR DO ESTADO (Imprensa Oficial, 1972) com apresentação de Genesino Braga, no governo João Walter (1971-75). Foi sobre esse documentário que as Relações Públicas (PM5) da mesma corporação fez publicar nos jornais de Manaus uma súmula, deixando de aparecer meu nome por mero esquecimento.

Entre os fatos mais consagratórios da posição dessa milícia de que me honro de ser filiado por condecorações e por amizade continuada, figuram a sua reação heroica às turbulências provocadas no dia oito de outubro de 1910 e a que me referi recentemente numa série de artigos. Foi a essa reação desigual que me referi também no meu ELOGIO HISTÓRICO DA POLICIA MILITAR DO ESTADO, palestra realizada a 4 de abril de 1973, no Teatro Amazonas, elogio que de certa forma dependeu mais da atitude sentimental do historiador sem que a história sofresse com os rasgos de elevação retórica: não houve felizmente nenhuma influência. Andava eu no primeiro ano de idade quando a família foi obrigada, com milhares de outras, a procurar refúgio nas matas distantes do bairro de São Raimundo Nonato, porque o excelente senhor presidente Nilo Peçanha se dera ao luxo ignominioso de mandar bombardear uma cidade pacífica. O que ponho de relevo é que foi nos ombros do miliciano Reis, músico, que me transportei, enquanto, horas depois e por todo o dia aziago, a metralha assassina destruía propriedades e ensanguentava lares inocentes, tudo isso sob a calma assistência do doutor (Antonio Gonçalves Pereira de) Sá Peixoto (vice governador).

É daquele discurso no Teatro Amazonas o trecho abaixo, transcrito das notícias publicadas nos jornais quando da passagem dos 139 anos de existência da corporação: Verdadeiros heróis do silêncio, às vezes morriam abraçados ao silêncio, agônicos, febrentos, os olhos felizes bebendo a alegria triunfante que cantava alto nas dobras do pavilhão nacional. Heróis mudos da Pátria! trouxestes à nossa Polícia Militar as glórias que não foram decantadas, mas eu imprimo na comovente comemoração desta história singular a saudade do vosso destemor caboclo, da vossa bravura moral. (...)

De qualquer sorte, foi a nossa Policia Militar, em todos os tempos, uma corporação que esteve presente em todos os conflitos em que o Amazonas foi chamado a intervir: guerra contra o Paraguai, guerra de Canudos, guerra contra o Acre, guerra contra o Pará, revolução de 1924 e a última de 1930. Possui, portanto, um acervo de glórias e a sua bandeira não foi ainda gratificada com outras condecorações merecidas.

Nota: o mestre Monteiro cometeu alguns enganos, cujos reparos efetuei na edição da Síntese Histórica.

terça-feira, setembro 15, 2020

GREVE NA PMAM: EDITORIAL

Talvez tenha sido a única ocasião em que o comando da Polícia Militar do Estado determinou a transcrição de editorial jornalístico. Aconteceu em início de 1988, quando o coronel PM Pedro Lustosa, diante de rumores de greve de seu pessoal, fez reproduzir a opinião do Jornal do Commercio (7 jan. 1988), em boletim corporativo

Para a história da corporação, vai abaixo transcrito.



.Com alguma insistência vem sendo noticiada na imprensa de que estaria em processo de gestação uma greve no sistema policial do Amazonas, ora atingindo praças da Polícia Militar do Estado, insatisfeitas com o último reajustamento salarial, ora policiais civis como protesto contra mudanças que seriam executadas na Seseg, visando melhor operaconalidade do aparelho policial. Se o povo brasileiro já não estivesse farto de tantas greves, umas reivindicatórias, outras meramente políticas; atingindo os mais diversos setores da vida nacional, até o Poder Judiciário, o noticiário de greve no sistema policiai amazonense poderia francamente ser posto de lado. Mas o fato de que estaria em curso uma greve na Polícia Militar do Estado merece uma apreciação pelo absurdo, pelo mais alto grau de insubordinação, que constituiria um movimento grevista de policiais militares fardados e armados.

A Polícia Militar do Estado é uma corporação de muitas e gloriosas tradições de brio, coragem e honradez. Alcançou, atualmente, um elevado grau de profissionalização em matéria de segurança pública e aparelhamento material. E em sua história há lances de bravura, de heroísmo e desprendimento, nunca houve o fastígio dos dias atuais. Nem em tempo algum, seus integrantes, cumprindo os deveres a qualquer custo, auferiram os vencimentos e vantagens que hoje desfrutam, pagos rigorosamente em dia. Em várias oportunidades, ao longo de sua história, a Polícia Militar do Amazonas partilhou das dificuldades do funcionalismo estadual com vencimentos atrasados, sem que deixasse de cumprir o seu dever, sem exemplos de rebeldia.

Não seria agora, quando tem no comando um dos mais ilustres oficiais, o coronel Pedro Lustosa, formado no "calor das  próprias aspirações da nova Polícia Militar, que alguns de seus elementos iriam rebelar-se contra o Poder Constituído do Estado, num triste exemplo de indisciplina e total desconhecimento do dever que tem todo policial militar. Uma corporação armada que se rege por regulamentos militares desconhece o instituto da greve, um recurso eminentemente civil de trabalhadores assalariados. Os que portam armas para defesa dos cidadãos e da ordem, das instituições ameaçadas, e que têm um compromisso de cumprir o dever mesmo com sacrifício da própria vida, podem chegar às quarteladas, à revolta militar, crimes que estão previstos no Código Penal Militar. O policial-militar, nos últimos 15, conquistou até foro especial nos crimes resultantes da missão policial.

Diante da posição destacada que ocupa a Polícia Militar na segurança pública do Estado, pela noção de dever e zelo com que vem sendo comandada pelo coronel Pedro Lustosa, podemos tranquilizar a sociedade amazonense como destituídos de fundamentos os boatos de qualquer manifestação grevista por parte de nossos policiais-militares.

Numa Corporação de mais de 5.000 homens é normal que haja algum descontentamento, até por questões disciplinares, uma vez que o homem é a medida de todas as coisas, como disse um filósofo grego. Mas não ao ponto de gerar discórdias, desobediências, omissões, no cumprimento do dever policial militar, com a subversão dos princípios hierárquicos que sustentam a Corporação.

Seria o cúmulo do absurdo para a sociedade que paga a remuneração da Polícia Militar para ter proteção e segurança verificar a corporação de braços cruzados, fugindo ao seu dever.

terça-feira, julho 21, 2020

PMAM: UM CAUSO DE SARGENTO


Esta postagem reproduz uma denúncia contra o sargento da PMAM, cujo nome de guerra era Camurça (ortografia correta), morador do bairro da Cachoeirinha. A publicação ocorreu em O Jornal, 8 de janeiro de 1965.
Na ocasião, Camurça já estava reformado por desequilíbrio mental. E não foram poucas as alterações que ele promoveu. Engajei na PM em 1966, e conheci o sargento por outra agitação, dentro do quartel da Praça da Polícia.
Certa noite desse ano, Camurça foi levado ao quartel, sendo recebido pelo oficial de dia, tenente (hoje coronel reformado Pedro Lustosa). Seu estado emocional alterado impacientou o oficial, que buscou de várias formas contornar o problema. Acabou sendo conduzido ao hospital psiquiátrico. Todavia, Camurça deu um show, ocorrência que ficou marcada naquele quartel.
 
Fragmento de O Jornal, 8 janeiro 1965

Uma comissão de moradores do bairro da Cachoeirinha eQtni eram à noite de ontem em nossa redação, a fim de que por nosso intermédio fizéssemos um apelo ao Comandante da Polícia Militar do Estado, no sentido abaixo.
No mencionado bairro reside um 3º Sargento daquela corporação de nome Camursa, o qual é considerado naquele populoso bairro, como um verdadeiro “manda chuva” e reincidente em diversos casos contra pessoas ali residentes.
Segundo um dos componentes da comissão, Sr. Osório, morador do bairro supra, assim como os demais, vieram à redação apenas para relatar um fato que se passou ontem à noite, para que o comandante da PME tome conhecimento e providências sobre o dito sargento.
Um motorista, cujo nome ignora-se, encontrava-se em um aniversário numa residência daquele bairro, na ocasião em que deveria sair para casa, se encontrava impossibilitado de levar seu carro para a garagem, o que fez o sr. Milton de tal, funcionário do DERA [Departamento de Estradas de Rodagem do Amazonas], entrar no veículo, por ser amigo do motorista, para conduzi-lo à garagem.
Surgiu o sargento Camursa dando voz de prisão aos dois. Milton incontinenti tirou de seu bolso sua Carteira de Habilitação para fazer ver ao sargento que poderia conduzir o veículo para onde quisesse. O Sargento disse que não interessava, que já havia dado voz de prisão aos mesmos e estava resolvido, sacando de sua arma, e botando várias pessoas para correr.
Disse-nos a comissão que o mesmo todas às vezes que o Sargento faz suas aventuras na via pública, e que saca de sua arma “é apenas para se mostrar para as mulheres”.

sexta-feira, junho 05, 2020

HISTÓRIA DA PMAM: ANOTAÇÕES

Quartel da PMAM, em 1982

1982 foi o ano de encerramento do Governo Militar em nível estadual. Pois, nesse final de ano ocorreu a eleição para governador, vencida por Gilberto Mestrinho (oposição) sobre Josué Filho. Todavia, a Polícia Militar atravessou um ano extremamente político, aliás, como foi em todo o Estado.
Um ligeiro retrospecto: em maio, o governador José Lindoso abdicou do mandato para se candidatar ao Senado, assumindo o vice, Paulo Nery. No mês seguinte, Nery destituiu o comandante-geral, coronel Guilherme Vieira, por desavença administrativa, o qual foi substituído por outro oficial EB, Duailibe Mendonça.
Comandantes da PMAM
Foi aí que a “chapa esquentou”. Este oficial chegou prometendo pelejar, como de fato realizou, pela vitória da situação, a de Josué Filho. Com isso, os quarteis se inflamaram, tendo o comandante do Corpo de Bombeiros (então subordinado à PMAM) assumido a liderança destes. Coronel Cavalcanti arregimentou enorme ajuntamento de oficiais e praças. E encaramos (eu estava engajado) a peleja.
Houve nos bastidores várias querelas, que logo vamos registrar. No entanto, para encurtar a conversa, em outubro, Gilberto Mestrinho foi eleito governador, para exercer seu segundo mandato. Em janeiro seguinte, estava encerrado o período militar no governo do Amazonas. Do mesmo modo, sucedeu na Polícia Militar do Amazonas, quando o coronel Hélcio Motta assumiu o comando.
Para marcar esse memorável ano, reproduzo parte do Relatório expedido pelo comandante Duailibe, em que arrola a composição dos comandantes e diretores da corporação, referente aquele 1982. Ainda que tenha esquecido da Banda de Música e do Serviço de Saúde.

Comandante-Geral
Tenente-Coronel EB Guilherme Vieira dos Santos, 1º jan. a 21 jun.
Coronel PM Hélcio Rodrigues Motta, 22 a 25 jun.
Tenente-Coronel EB José Raimundo Duailibe Mendonça, 26 jun. a 31 dez.


Chefe do Estado-Maior Geral
Coronel Hélcio Rodrigues Motta, 1º jan. a 21 jun.  
Coronel Pedro Câmara, 22 jun. a 25 jun.  
Coronel Hélcio Rodrigues Motta, 26 jun. a 31 dez.  
Ajudante-Geral 
Coronel Pedro Câmara, 1º a 5 jan.
Tenente-Coronel Humberto Henrique Soares, 6 jan. a 29 jun.  
Coronel Pedro Rodrigues Lustosa, 30 jun. a 1º set.
Tenente-Coronel Humberto Henrique Soares, 2 set a 31 dez.
Comando do Policiamento da Capital (CPC) 
Coronel Amilcar da Silva Ferreira, 1º a 4 jan.
Coronel Pedro Câmara, 5 jan. a 31 dez.
Comando do Policiamento do Interior (CPI) 
Tenente-Coronel PM Mael Rodrigues de Sá, 1º jan. a 31 dez.
1º Batalhão de Polícia Militar (BPM) 
Tenente-Coronel PM Ruy Freire de Carvalho, 1º jan. a 22 out.
Tenente-Coronel PM Ilmar dos Santos Faria, 23 out. a 31 dez.
2º Batalhão de Polícia Militar (BPM)
Major Osias Lopes da Silva, 1º jan. a 31 dez.  
Corpo de Bombeiros (Cia CB)

Tenente-Coronel José Cavalcanti Campos, 1º jan. a 21 out.
Tenente-Coronel Ruy Freire de Carvalho, 22 out. a 31 dez
Companhia de Policiamento de Trânsito 
Major Osias Lopes da Silva, 1º jan. a 17 jan.  
Major Jetero Silva de Menezes, 18 jan. a 14 jul.  
Major Antonio Carlos Cardoso Pereira, 15 jul. a 31 dez.
Companhia de Polícia de Rádio Patrulha (Cia P RP)
Major Edval Correa da Fonseca, 1º jan. a 31 dez.  
Diretoria de Finanças (DF)
Tenente-Coronel Odorico Alfaia Filho, 1º jan. a 31 dez.  
Diretoria de Apoio Logístico (DAL) 
Major Romeu Pimenta de Medeiros Filho, 1º jan. a 02 fev.
Major Jarbas Rocha da Costa, 3 fev. a 6 jul.
Coronéis Medeiros e Amilcar
Major Romeu Pimenta de Medeiros Filho, 7 jul. a 31 dez.
Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP) 
Major Antonio Guedes Brandão, 1º jan. a 31 dez.
lª Companhia Independente PM 
Major Edson de Lima Matias, 1º jan. a 1º ago.
Capitão José Cabral Jafra, 2 ago. a 31 dez.
2ª Companhia Independente PM 
Capitão Manoel dos Santos Araújo, 1º jan. a 31 dez.  
Companhia de Polícia Rodoviária (Cia P Rod)
Capitão Francisco Silva dos Santos, 1º jan. a 07 jan. 82
Capitão Raimundo Pereira da Encarnação, 8 jan. a 31 dez.  
Companhia de Polícia de Guardas (Cia P Gda)
Capitão Ronaldo Francisco Albuquerque Toledano, 1º jan. a 1º out.
Capitão Adalberto Fonseca Rodrigues, 2 out. a 31 dez.
Coronéis Brandão e Mael Sá
Companhia do Comando Geral (Cia CG)
Capitão Luiz Fernandes da Rocha, 1º jan. a 16 ago.
Capitão Francisco Silva dos Santos, 17 ago. a 6 out.
Capitão Alcy Costa Sampaio, 7 out. a 31 dez.
Companhia de Polícia de Choque (Cia P Ch)
Capitão Antonio Alfredo Rego da Matta, 1º jan. a 31 dez.  
Pelotão de Polícia Feminino (Pel P fem)
1º Tenente João Ewerton do Amaral Sobrinho, 1º jan. a 15 abr.
2º Tenente Fem Antonia Arlene da Silva Oliveira, 16 abr. a 31 dez.

domingo, janeiro 21, 2018

PMAM: CAVALARIA

Semana passada, visitei o aquartelamento da Cavalaria da PMAM levando a Sofia (filha). Confesso que não gostei do que vi. Apresentei-me ao sargento da portaria (corpo da guarda?) e este me liberou geral. Daí ter circulado por onde quis, sem barreiras, nem guia (apenas uma praça, que olvidei o nome, por um momento apoiou a Sofia). 
As fotos podem não demonstrar, mas veja a Galeria dos ex-comandantes... está "trepada" sobre uma porta. 
A PMAM bem que poderia abrir este quartel para visitas, desde que organizadas. Permita-me, senhor comandante, a sugestão.



segunda-feira, dezembro 04, 2017

SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA

Ao final de seu governo, em 22 de fevereiro de 1975, João Walter de Andrade efetuou uma viagem a São Gabriel da Cachoeira (ex-Uaupés), a fim de ali inaugurar alguns órgãos estatais. Para o deslocamento, utilizou um avião Bufalo C-115 da FAB e, desse modo, conduziu uma extensa comitiva, como se verá abaixo.


A região, cuja população na sede era de 13.569 (dados de 1970), era considerada de Segurança Nacional, conjuntura que autorizava ao governador indicar o prefeito. Havia um esforço tanto do Governo Federal quanto Estadual em consolidar no Alto Rio Negro a presença brasileira, pois São Gabriel tem o encargo de assegurar a fronteira nacional com a Colômbia e Venezuela.

Esta postagem baseia-se na Nota de Serviço (operação cachoeira) expedida pela Casa Militar do Governador, no ensejo chefiada pelo tenente-coronel Pedro Rodrigues Lustosa.

VIAGEM A SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA
Reveste-se a viagem do Excelentíssimo Senhor Governador a São Gabriel da Cachoeira de uma significação maior. As inaugurações que lá irá proceder são o coroamento dos esforços dispendidos em sua resposta à política de Integração Nacional.

João Walter (dir.) e o
Presidente Ernesto Geisel
Considerada desde muito tempo, como área onde primeiramente o colonialismo, com o governador Lobo d'Almada, criou o plantel de abastecimento da Capitania, com as culturas e indústrias de transformação, esse pedaço do Brasil necessita, hodiernamente, de bases de apoio ao grande eixo viário que é a Perimetral-Norte, e por isso o Governo se apressa na consolidação dessas bases, levando à região os elementos preparatórios capazes de, em futuro próximo, aplicarem as soluções requeridas ao progresso do vale do Rio Negro.
Completa-se, pois, com êxito mais uma missão da atual gestão governamental, sempre voltada ao bem estar e à integração, no contexto civilizado, do nosso homem do Interior.

CONSTITUIÇÃO DA COMITIVA
·        Eng. João Walter - Governador do Estado
·        Gen Div Fernando Belfort Bethlem e Senhora - Comandante Militar da Amazônia e 12ª RM
·        Gen Bda Gentil Nogueira Paes - Comandante do 2º Grupamento de Engenharia e Construção
·        Dep José Cardoso Dutra - Presidente da Assembleia Legislativa
·        Desdor. Luiz Francisco de Oliveira Cabral - Presidente do Tribunal de Justiça
·        Dr. João Bosco Ramos de Lima – Vice-Governador eleito
·        Cel Mario Ramos de Alencar - Chefe do Estado-Maior do CMA/12ª RM
·        Cel Av Guilherme Alberto Dias Cal - Comandante da Base Aérea de Manaus
·        CMG Ricardo Raposo Carneiro - Comandante da Flotilha do Amazonas
·        Cel Manoel Jesus da Silva - Chefe da Agência do SNI
·        Cel Eliano Vieira de Souza - Chefe do Estado-Maior do 2º GEC
·        Dr. Ozias Monteiro Rodrigues - Secretário de Estado de Fazenda
·        Dr. Antonio Iran Gadelha - Secretário de Estado de Planejamento
·        Dr. Orlando Cabral de Holanda – Diretor-geral do Deram
·        Dr. Aluizio Campelo - Superintendente da Suframa
·        Dr. Delile Guerra de Macedo - Sarem
·        Dr. José Costa Neto - Funrural Dr. Naziano Pantoja Filizola - Presidente da Celetramazon
·        Dr. Ernani Varela de Melo - Presidente do Banco do Estado do Amazonas
·        Cap PM Francisco Orleilson Guimarães e Senhora - Ajudante de Ordens do Sr. Governador
·        Cap Sergio Albuquerque - Ajudante de Ordens do Sr. Comandante do 2º GEC
·        Dr. Djanir Guimarães Dantas - Suplan
·        Osny Araújo - Jornalista
·        Rubens Benzecry e Senhora
·        Carlos Alberto Viana - Cinegrafista da TVE
·        Francisco Dias Mendes — Fotógrafo

PROGRAMA

Dia 22 fevereiro 1975
06h30 - Embarque na Base Aérea de Manaus
07h00 - Decolagem
09h30 - Chegada a São Gabriel da Cachoeira
10h45 - Inauguração do Hospital, com assinatura de Convênio entre o Governo do Estado (Secretaria de Saúde) e o Exército.
11h30 - Inauguração da Agência do Banco do Estado do Amazonas (BEA)
12h15 - Inauguração das ampliações da Usina da Celetramazon
13h00 - Entrega de residência para o Juiz de Direito
14h00 - Embarque para Manaus
16h30 - Chegada a Manaus.

BREVE HISTÓRICO

MUNICÍPIO DE SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA

Freguesia em 1833. Por lei nº 92, de 6 de novembro de 1858, é considerada freguesia o como tal reconhecida "para os efeitos civis e eclesiásticos". Vila por lei estadual nº 10, de 3 de setembro de 1891. A instalação do município efetua-se a 13 de maio de 1892.
Capa da NS

Um dos municípios do Amazonas, em virtude da lei nº 33, de 4 de novembro de 1892, que "Organiza o Município do Estado". Anexado ao município de Moura por ato nº 45, de 28 de novembro de 1930. Anexado a Barcelos por ato nº 33, de 14 de setembro de 1931, como Delegacia municipal.

Volta à condição de município independente, em virtude da reconstitucionalização do Estado, em 1935. Elevada a Vila de São Gabriel à categoria de cidade, na vigência do Decreto-lei de 31 de março de 1938, que dá execução ao Decreto-lei nacional nº 311, de 2 do mesmo mês e ano.

Em virtude da divisão administrativa e judiciária para 1944/48, passa a denominar-se Uaupés. O município passou a denominar-se São Gabriel da Cachoeira pela Lei nº 233, de 8 de julho de 1965.
Foi declarado de "Interesse da Segurança Nacional" pela Lei Federal nº 5.449, de 4 de junho de 1968.

AUTORIDADES MUNICIPAIS DE
SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA.

Prefeito - Francisco Chagas de Oliveira
Juiz - Kid Mendes de Oliveira [hoje desembargador aposentado]
Exatoria - Ivan Ferreira Gonçalves, responsável pela exatoria.
Delegado - José Monteiro 2º Sargento PM
O Setor de Saúde é de responsabilidade do 5º BEC.
O Setor de Saneamento está em fase de implantação. Educação não possui nenhum convênio assinado
Celetramazon - Percy Brasil da Costa - Agente

BEA - Manuel Araújo Pereira - Gerente