CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

quinta-feira, dezembro 20, 2012

DESASTRE DO PP-PDE – 50 ANOS (Fim)



Recorte da edição de O Jornal, 20 dezembro 1962
A busca pelo avião Constellation da Panair do Brasil prosseguiu, esperando que a expedição terrestre alcançasse a clareira em dois dias. Diante dessa dificuldade, a imprensa reproduziu informes em gerais, restando aos manauenses aguardar.


Na edição de 19 de dezembro, duas notas alicerçam as medidas e as consequências do desastre. Uma da Varig, a extinta empresa aérea, informando que a atividade de seus aviões continuava normal, posto que fora suspensa a interdição do Aeroporto de Ponta Pelada, por outro motivo, “a conclusão das obras que se efetuam na pista”.

A outra veio da Associação Comercial do Amazonas (ACA), revestida de luto pelo dramático acidente ocorrido com o Constellation, da Panair do Brasil. Lamenta o desaparecimento de seu ilustre vice-presidente, Ermindo Fernandes Barbosa, de retorno de Belém (PA), onde fora entrevistar-se com o Banco de Crédito da Amazônia (hoje Basa).

Ermindo  Barbosa era, ainda, dirigente da firma  J. A. Leite & Cia. (Aviamentos) Ltda., cuja empresa ainda prosperou por décadas. Talvez tenha sido o passageiro mais ilustre, mais conhecido, por isso mais reverenciado. Sua residência ainda hoje se encontra na avenida Joaquim Nabuco, próxima da Cúria Metropolitana e a residência do arcebispo de Manaus. A casa segue atraindo olhares, apesar de desfigurada e parcialmente esquecida, a casa mais conhecida por “Bolo Confeitada” (veja ilustração). 

Residência de Ermindo Barbosa, ainda existente na
avenida Joaquim Nabuco
Para melhor esclarecer a cidade, o diretor da Operação Resgate, major Henrique  Cal, da Aeronáutica, reuniu a imprensa para uma conversa, quando esclareceu as dificuldades que a expedição enfrentava para chegar ao PP-PDE. Além dessa iniciativa, avião da Força Aérea levou jornalistas para um sobrevoo na área do acidente.

Por todo dia 19, cinco dias depois do acidente, a expedição ainda não alcançara o destino e, ao final do dia, acampara nas proximidades, há cerca de 1 km ou duas horas de caminhada. Mas, havia outra expedição no caminho, a da Petrobras, que alcançou a clareira do acidente às 10h30, de 20 de dezembro. Seis dias depois do acidente.

Começava nova etapa para o recolhimento dos corpos e destroços da aeronave.  Esperava a equipe principal abrir espaço para o pouso dos helicópteros, com brevidade. Para tanto, receberam ferramentas necessárias, além de alimentos e equipamento de proteção pessoal (como máscara antigás). A remoção dos mortos também foi difícil, muito trabalhosa, basta se entender a deficiência de então.

No local, o Exército instalou uma Base de Treinamento, de responsabilidade do CIGS, que a cada ano relembra os desdobramentos do desastre do PP-PDE.  

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