CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

10 de abril de 2012

Memórias amazonenses

Abril, 10
2012 – Morreu nesta tarde o português Armando Dias Soares, aos 77 anos, no hospital Beneficente Portuguesa. Muitíssimo bem conhecido na cidade pelo seu Bar do Armando, que dominava o Largo de São Sebastião, servindo “geladas” e o sanduiche de pernil, adubado com aquela faca multiuso. Dai o sabor e a saudade que deixa nos apreciadores. Eu, no meio.

Bar do Armando, Natal 2006
Não se pode esquecer a Banda da Bica, com seus bonecos e outros apetrechos, organizada no referido bar. Isso e todo o folclore em derredor deste patrício, permitira a “imortalidade” do Armando e seu bar.  

Abril, 11
Anísio Mello, no serviço militar

2010 – Morreu, em Manaus, o multiartista Anísio Thaumaturgo Soriano de Mello, aos 82 anos. A batalha pela vida acabou no Hospital Getúlio Vargas, no começo da tarde de um domingo, quando todos repousavam. Estive presente nesse momento e pela noite, quando foi velado na Academia Amazonense de Letras, a qual pertencia. Durou pouco sua permanência na Casa de Adriano Jorge, pois foi empossado na Cadeira 3, em agosto de 2003.

Ainda assim colaborou com aquele sodalício, além de sua presença nas solenidades, compunha a diretoria e, ainda, contribuiu na Revista acadêmica.

Em setembro passado, a Revista nº 30 da Academia de Letras de nosso Estado, prestou nova homenagem ao mestre Anísio Mello. Reproduziu algumas das telas deste multiartista, cinzelando para a imortalidade parte da herança maravilhosa que, de forma lastimável, vem sendo “esquecida”.
Tela de Anísio Mello. Musa do Chá do Armando
A Academia de Letras empossou em dezembro último ao diplomata Arthur Virgílio Neto na sucessão de Anísio Mello.