CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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sábado, maio 21, 2022

PMAM: FORMAÇÃO DE OFICIAIS (2)

 Vamos à segunda parte da postagem sobre este assunto, que é muito sensível à Polícia Militar do Amazonas.

Quartel da Praça da Polícia antes da reforma de 1943


Oficiais da Reserva (R/2)

Em 2 de abril de 1941, Gentil João Barbato, major do Exército, assume o comando da Força Policial. Imbuído dos regulamentos militares, obtém do Interventor a sanção do decreto-lei 581, de 2 de junho, que, modificando legislação anterior (decreto 108/36), estabelece normas básicas para a promoção ao primeiro posto do oficialato. As vagas destinavam-se aos graduados, porém, se houvesse civis inscritos, dispondo do CPOR (Centro de Preparação de Oficiais do Exército), “terão estes preferência, sendo dispensados do concurso”. Pode ser alcunhada de lei Neper Alencar, o primeiro beneficiário.

Ocorreu, no entanto, ligeira variação: o acolhimento de oficiais R/2, sendo o primeiro deles formado no CPOR (Centro de Preparação de Oficiais da Reserva), sediado em Belém (PA), turma de 1940; logo, outros chegariam do NPOR (Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva) pertencente ao 27 BC local, turma de 1942/43. Além disso, é conveniente registrar que o primeiro oficial a concluir o CAO (Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais) foi o 2º tenente Themistocles Henriques Trigueiro na PMPA (Polícia Militar do Pará), em 19xx, aliás de onde era natural nosso oficial. Este curso foi implantado consoante o decreto 3401/1939. E que o segundo foi o capitão Omar Gomes da Silveira, na PMDF (em nossos dias RJ), em 1954. Trigueiro foi comandante da PM em 1950, e, já na reserva, chefe da Casa Militar dos governos Arthur Reis e Danilo Areosa. Omar, sendo tenente-coronel, em 1967 assumiu o comando-geral da corporação.

O capitão EB Pará Bittencourt assume o comando em 12 de setembro de 1947, e logo se confronta com a lei 82, de 25|11|1947, a qual ordena (art. 16) que “a partir de 1º de janeiro seguinte funcione na Polícia Militar o Curso de Formação de Oficiais”. Incrível, somente 40 anos depois se renova o empreendimento para a formação de oficial com a criação da “Academia de Polícia Militar Coronel Neper Alencar” (lei 1.876, de 18|12|1988). E mais 12 anos para seu funcionamento, a despeito de malmente aquartelada. Outra cláusula (letra “d” do art. 15) estabelecia que a promoção de segundo tenente, seria feita “por merecimento intelectual”. Logo, mediante concurso.


Detalhe da Ficha de Identificação do coronel Neper Alencar

A lei 494, de 16|12|1949, aprova o “Estatuto dos funcionários públicos civis do Amazonas”. Este código, ainda que destinado a civis, certificou certas atividades e funções na corporação da Praça da Polícia, nem sempre de forma republicana. Somente para elucidar: foi aproveitado para comissionar um oficial médico EB no posto de tenente-coronel PM e, ainda com substrato desta lei, designar o “comissionado” na chefia do Gabinete Militar do governador Gilberto Mestrinho (07|1960).

 

A promoção, que amiúde serve de pretexto para suspeita ou disputa acirrada entre camaradas, já continha regras fundamentais, algumas bastante vagas, todavia, cumpridas com higidez. Inexistia a figura do oficial “excedente” ou “agregado”, expediente tão exacerbado em nossos dias. Em 1952, a lei 21, ao estabelecer as “normas para o ingresso no oficialato da PM e para as promoções”, tornou-se um marco incisivo desse processo.


quinta-feira, janeiro 23, 2020

PMAM E A IMPRENSA - 1970


Ainda sobre o coquetel que a PMAM – em 5 de janeiro de 1970 – ofereceu aos membros da Imprensa, recolho do extinto jornal A Notícia, na coluna do Epami, novo relato:

Título da Coluna do Epami (A Notícia, 8 jan. 1970)
O alto comando da Polícia Militar da Capital, tendo como perfeitos anfitriões o coronel cmt. José Maury Silva e o subcmt. Neper Antony [correto é Alencar], ofereceu aos homens que ditam a imprensa da terra um Coquetel, onde imperou o elevado espírito de congraçamento e o marco da mais estreita amizade entre Imprensa e Polícia Militar.
Na feliz oportunidade o coronel Maury, comandante da briosa corporação, explanou com muita propriedade assuntos atinentes às atividades da PM em relação as reais necessidades do Estado em sua vasta extensão, omitindo, obviamente, 0s atos considerados de interesse interno, mas deixando claro, com elementos da imprensa presentes à reunião, o ideal firme e altaneiro dos homens que comandam aquela unidade de Segurança interna, de tudo fazer em prol da segurança e do bem comum do povo amazonense, tendo ainda na oportunidade, ressaltando o trabalho nobilitante do homem de imprensa, desde o linotipista ao diretor.A ideia do coquetel como motivo para reunir gente da Imprensa com a PM do Estado, calou bem entre todos, devendo a data de 5 de janeiro constituir-se como tradição para o feliz encontro.Duas salas foram usadas para o coquetel da PM, uma para a palestra (Gabinete do Comandante) e outra para os comes e bebes (Sala “Antonio Bentes Valle”).Disseram presente ao Coq da PM: Jornalistas e Radialistas: Epaminondas Barahuna; Jaime Rebello, Josafá Pires, Padre Tiago [Braz], Sra. Sadie Hauache, João Bosco Fareco, Irandy Ferreira, Paulo José, João Rodrigues, Helio, “Pinduca” e Batista (fotógrafos), Clovis de Souza, Cassiano Marques da Silva e outros elementos militantes na imprensa amazonense, que atenderam ao convite feito pessoal e delicadamente pelo Cel. Neper Antony (sic), bem como a oficialidade da unidade.
Detalhe do coquetel oferecido pela PMAM, (A Notícia, 8 jan. 1970)
Notas do coronel Roberto:
1.      O nome correto do coronel subcomandante é – Neper da Silveira Alencar. Ocorre que Neper Antony era articulista de jornal, portanto, mais conhecido. Por isso, a trapalhada.
2.     A ideia de manter a data – 5 de janeiro – como a de confraternização com a imprensa, morreu no nascedouro. Maury deixou o comando, levando a auspiciosa concepção.
3.     As salas mencionadas eram a do Salão de Honra, de fato, uma ampla sala onde estavam reunidos os troféus e as veneras, além das bandeiras nacionais, reminiscências da campanha de Canudos (1897). E, na sala nominada, funcionava a Auditoria Militar.
4.    Sobre os principais convidados: Barahuna, era dirigente do Jornal do Commercio e Rádio Baré, que se acompanhou de dois dos seus conhecidos auxiliares; Padre Tiago, dirigia a Rádio Rio Mar; Hauache, proprietária da pioneira emissora de TV Ajuricaba; de A Crítica, somente o jornalista Irandy e o fotógrafo Pinduca; Paulo José, integrava a TV Educativa, e auxiliava a PM nos eventos sociais. Sem referências aos demais.

sábado, setembro 07, 2019

SETE DE SETEMBRO: DESFILE



A cidade já aplaudiu o desfile da Independência do Brasil em seis locais.

Vamos anotar? As autoridades já dispuseram da praça da Saudade, no início do século passado; daí evoluiu para o entorno do Teatro Amazonas, na metade do século; adiante, a partir dos anos 1960, foi para a avenida Eduardo Ribeiro, onde realizei minha estreia, em 1966, comandando o Pelotão de Choque da PM (eu parecia o mascote com meus 1m64). Até então o desfile era misto, com os colégios abrindo o desfile e disputando o garbo e a cadência das bandas escolares.

Diante do aumento dos efetivos militares, os colégios passaram a desfilar no dia do Amazonas (5 de setembro). Então, nova mudança ocorreu, com a utilização das pistas da avenida Djalma Batista; e, por derradeiro, a pista do Sambódromo. Não vai demorar para alcançar as instalações da Ponta Negra.

As fotos compartilhadas do Diptea (Departamento de Imprensa, Propaganda e Turismo do Estado do Amazonas) mostram detalhes do desfile ocorrido na avenida Eduardo Ribeiro, em 1963. Na foto 1) a presença do avião da Aeronáutica; 2) o Corpo de Bombeiros do município desfila com viaturas recém-adquiridas; 3) a presença escolar, com uma mascote em frente ao palanque oficial; 4) uma organização escolar feminina, creio que do Colégio Doroteia. 

A foto acima mostra o governador Plínio Ramos Coelho, quando se dirigia, no carro oficial, junto com o chefe da Casa Militar, tenente-coronel Neper Alencar, para o local do desfile. Veja ainda a presença de um PM dirigindo uma moto bem, como definir?, “descaracterizada”.
Bons tempos!

domingo, junho 16, 2019

ABILIO ALENCAR

Neper Alencar

Esta postagem vai em memória do saudoso coronel PM Neper da Silveira Alencar, patrono da Academia de Polícia Militar, e em lembrança de seu natalício (101 anos) completado dia 7 último. 

A publicação registra alguns dados do genitor deste oficial, Abílio Alencar que, oriundo do Piauí, foi emérito Professor em nossa cidade. 
Outro competente mestre é o autor – João Crisóstomo de Oliveira, e a publicação circulou em O Jornal, 6 de março de 1953, por ocasião da morte do homenageado.


Recorte do mencionado periódico





João Crisóstomo de Oliveira

Na quase puerícia de seus 14 anos, chega Abílio de Barros Alencar com seus pais e irmãos procedente do Piauí, de onde era filho, para a outrora Terra da Promissão como era considerado o Amazonas malfadado de hoje.
Filho de Benedito de Barros Alencar e de D. Rosalina Feitosa de Alencar, ambos naturais do Ceará, Abílio Alencar desde aquela pouca idade radicou-se no Amazonas de tal modo que se considerou natural desta Terra como se os seus olhos se houvessem aberto, pela vez primeira, para o sol planiciário e para a grandeza do Rio Mar. (...)

Matriculando-se na antiga Escola Normal, vencendo todas as dificuldades, vai forjando o seu espírito sedento de saber em prélios intelectivos ao lado das brilhantes inteligências de Alice Brito Inglez, Isabel Freitas, Tristão de Sales e outros colegas e recebendo as lições dos grandes mestres da época como Sidou, Berredo, maestro Franco e outros.
Recebe o honroso diploma de professor normalista em 1908. Em 1913, conquista o título de engenheiro pela Universidade do Manaus. Nascem destes dois proveitosos cursos as suas grandes paixões: o magistério e a matemática.
Consagra-se o magistério de tal forma que desde a juventude só esta inclinação sublime polariza sua vida: conduzir, orientar, ensinar, sobretudo a ciência dos números.
Moço ainda, projeta o seu nome como um legítimo matemático. Faz concurso brilhante de aritmética para a antiga Escola Modelo, anexa à velha Escola Normal, para onde mais tarde é promovido.
Em 1927, bacharela-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de então. (...)

Como professor, tornou-se um matemático respeitado não só no Estado, mas no país inteiro e em terras de além-mar, colaborando nas mais conceituadas revistas do gênero destacadamente na Revista Brasileira de Matemática e no Almanaque Bertrand, editado em Portugal, aos quais emprestava o brilho de sua pena de verdadeiro criador no campo da ciência dos números.
Como engenheiro, realiza notáveis e importantes trabalhos de agrimensura e perícias delicadas e difíceis, em que vence galhardamente.
Como advogado, colaborou modestamente com certo causídico de renome do nosso fórum, dele recebendo os mais exaltadores encômios que não o envaidecem e não o empolgam de modo a fazê-lo abraçar decisivamente a carreira, pois a sua paixão resume-se em uma só: o magistério. Unindo o seu destino, pelo laço do matrimônio, com D. Judith Pinheiro da Silveira, Abílio Alencar encontra nessa companheira lutadora e perseverante um grande estímulo para batalhar e vencer.

Funda a antiga Escola Rui Barbosa, leciona em a Universidade, no colégio N. S. Auxiliadora, na antiga Escola Municipal de Comércio, atual Sólon de Lucena, onde fez posteriormente brilhante concurso perante o interventor Nelson de Melo, sendo homenageado como mestre competente que dispensou a arguição. Dirigindo mais tarde a referida Escola, batalha, com perseverança e denodo pela conquista da federalização do Estabelecimento, vitória que conseguiu para a alegria e conforto de quantos estudavam, à época, naquela casa de ensino comercial.
Na antiga Escola Normal, tornou-se o mestre de Matemática competentíssimo e rigoroso no julgamento de seus discípulos de modo que todos o olhavam com um misto de temor e estima, embora mais tarde se tornasse o mestre indulgente que todos nós conhecemos.
Dirigiu a antiga Diretoria de Instrução Pública, na ausência do titular efetivo, Dr. Beltrão e, no governo Leopoldo Neves, já aposentado, voltou a dirigir o atual Departamento de Educação e Cultural, época em que tivemos ocasião de colaborar com o mestre amigo, que sempre pautou a sua administração pela manutenção de uma liberalidade e demonstração de estima e compreensão para com todos. Sempre se nos demonstrava constrangido quando não podia atender a parte que o procurava, a quem tratava como uma criatura estimada da família. E assim não foi compreendido por seus pares e correligionários, afastando-se daquela repartição bastante desgostoso sem, no entanto, nunca dar demonstração de rancor ou animosidade a quem quer que seja.
Como chefe de família, tinha tal afetividade aos seus que era capaz dos maiores sacrifícios para que ninguém sofresse a menor privação, chegando ao ponto de, na época de maior atribulação de sua vida, quando a Carta de 37 lhe cortar a cátedra do Sólon de Lucena, deixando- o em situação quase desesperadora, seguir para o Rio de Janeiro enfrentando todos os obstáculos para dar assistência ao seu querido filho enfermo Euler, inteligência privilegiada, o seu grande sonho, o seu grande ideal que ele desejava ver concretizado com o ingresso de Euler na carreira diplomática, sonho que é dilacerado com a morte prematura do jovem, o que o deixa profundamente abalado. 
No Rio, leciona Desenho no colégio Pritaneu, de Antóvila Vieira [depois deputado federal pelo Amazonas] para manter-se e sustentar os seus naquela angustiosa situação.
Ainda no desejo de amparar os seus, funda com sua filha Léa Antony o antigo Colégio “Gustavo Capanema”, atual Instituto com o mesmo nome que permanece sob a direção da dinâmica professora.

Lecionou Matemática no antigo Ginásio Amazonense e constituiu-se o verdadeiro oráculo da juventude, no ensino particular daquela ciência.
Temos aí traços ligeiros da vida exuberante de Abílio de Barros Alencar que a morte nos arrebatou a 25 de fevereiro, deixando todo campo educacional do Amazonas enlutado, deixando principalmente o casarão do Instituto de Educação, onde ele pontificou por muitos anos, debaixo da pesada atmosfera da saudade, debaixo da angustiosa impressão do seu desaparecimento irreparável.
Solidarizando-nos sinceramente com a justa dor da família Abílio Alencar, apresentamos-lhe as nossas condolências de amigo, com estas palavras consoladoras: Abílio Alencar desapareceu no corpo, mas seu nome impoluto e a sua obra exuberante já o perenizaram na memória e no tributo de gratidão de seus discípulos de escola e do exemplo honroso. MANAUS, 28-2-53 

segunda-feira, maio 13, 2019

AVIAÇÃO NO AMAZONAS - TÓPICO



Logo da empresa de aviação
Então capitão da Polícia Militar do Amazonas, experimentei uma ou duas vezes o avião turboélice YS-11 [construído por uma empresa japonesa, cujo voo inicial ocorreu em 1962 e o final, em 1974] da Cruzeiro do Sul, viajando para Porto Velho. 
Acredito que a estreia ocorreu em dezembro de 1969, quando o coronel Neper Alencar, chefe do Estado-Maior da PMAM, escalou-me para apurar uma ocorrência no garimpo de cassiterita, localizado no Igarapé Preto, pertencente ao município de Humaitá. Acompanhado do escrivão, passei uma semana naquele “fim-de-mundo”.

Valéria, em 2018
Recordo-me de que, à época, houve na região dois sequestros de avião, os quais foram levados para Cuba. Oficial da PM, viajando armado, lembro-me de que imaginei minha reação se, por acaso, o avião em que voltava para Manaus fosse sequestrado. Estava ansioso em chegar, por dois motivos: por ser véspera do Natal e para ver a Valéria, a primeira filha nascida dias antes.

O tópico referente à aviação regional foi publicado no Jornal do Commercio, de 20 de abril de 1969, portanto, há 50 anos.

 
Recorte do Jornal do Commercio, 20 abril 1969
Ontem [19 dez. 1969] foi inaugurada a linha da Cruzeiro do Sul com os aviões YS-11 para Porto Velho, saindo o mesmo lotado de Manaus, levando passageiros e convidados especiais.
Depois de um voo tranquilo de uma hora e cinquenta minutos, gozando das atenções e gentilezas da tripulação do aparelho, houve o pouso em Porto Velho onde estavam para receber os dirigentes da Cruzeiro do Sul o governador João Carlos Henriques, o coronel Carlos Webber, comandante da Guarnição Federal, além de outras autoridades e pessoas da sociedade.
A demora na capital de Rondônia foi de cerca de uma hora apenas o tempo necessário para uma vista às novas instalações da agência da companhia naquela cidade, que é hoje uma das mais modernas e luxuosas do Brasil.
O voo de regresso foi excelente, uma prova do bom equipamento que é o YS-11, voando a altura de 4 mil metros, com velocidade de 480 quilômetros horário.Representaram a Cruzeiro do Sul no referido voo os srs. Jorge Isper, gerente-geral de Vendas, Wernner Dieckmann e Rodolfo Bastos, respectivamente, gerente e subgerente da agência de Manaus da referida empresa.
Os próximos voos do YS-11 para Porto Velho serão feitos às terças, quintas e domingos.

quinta-feira, maio 02, 2019

PMAM: ANOTAÇÃO HISTÓRICA

Quartel da Praça da Polícia

Plínio Ramos Coelho, ao assumir o governo em 1955, escolheu o major EB Cleto Potyguara Veras para comandar a Polícia Militar. Esta instituição, segundo o governante, foi encontrada sucateada, sob o heroico comando do tenente-coronel PM Neper da Silveira Alencar. 

Elevado ao posto de coronel para exercer esse comando, ele trouxe para a Força Estadual o dinamismo da Força Terrestre, tanto na instrução quanto na administração, tendo permanecido no comando até 1959.
Depois anos depois da posse, o coronel Cleto colaborou com ampla reportagem sobre a corporação, exibida no jornal A Crítica (2 dezembro de 1957), da qual recuperei partes essenciais.
A publicação aludida esclarece os caprichos, os acertos deste comandante, porém, há registros, aqui já divulgados, de sua intolerância com oficiais. Uma delas bastante referenciada: aconteceu entre este e o major Júlio Cordeiro, os quais foram “pra porrada”, em frente da tropa. Contudo, o coronel Cleto Veras deixou na cidade e no governo de Plínio Coelho resultados benéficos para a Segurança Pública.
Título da publicação mencionada - A Crítica, 02 dezembro 1957

QUEM É O COMANDANTE
Dando um exemplo raro, jamais tendo chegado no quartel depois das 7 horas da manhã, o coronel Cleto Veras imprimiu com o seu exemplo, à vida da corporação, um ritmo eficiente e produtivo de trabalho. No curto desta reportagem, fomos de serviço em serviço. Pedíamos para examinar os livros, solicitávamos dados, informações, detalhes. Tudo nos era fornecido com precisão, com eficiência, com presteza. (...)
O coronel Cleto Veras está presente nos menores setores da vida de seu quartel. De quando em vez, de surpresa, é comum verem os soldados o coronel sentar-se à sua mesa, no rancho. Por esse modo, o comandante controla e fiscaliza de perto e pessoalmente, o que é servido aos seus soldados, aos quais deseja bem alimentados e dispostos aos pesados encargos da vida militar.
Um trabalho racional e inteligente de abastecimento das despensas da corporação, em que o aspecto da economia não é de forma alguma esquecida e, muito pelo contrário, aplicado com rigor e ótimos resultados presidem os cuidados com a alimentação dos soldados, que é farta e boa.

CAMPANHA DE CANUDOS
Ao seu lado, serena na sua imponência, falando uma linguagem muda, mas altiloquente de heroísmo e frêmitos guerreiros, está a espada empunhada por um bravo oficial amazonense nos combates de Canudos, tendo em baixo, num quadrozinho emoldurado, a seguinte legenda:
“Esta espada que aqui se vê foi conduzida honrada, honesta e bravamente, em benefício da República, pelo major José Augusto da Silva Junior, do qual então eu era comandante. E, por ser verdade, firmo o presente. Manaus, 15 de agosto de 1903.
(a) Candido José Mariano.”

NO SALÃO DE ARMAS, UMA ATMOSFERA DE PASSADO
Bem no centro do grande edifício onde se localiza o quartel da Polícia Militar, limitado pelas praças João Pessoa e Ribeiro Junior e ruas José Paranaguá e Lima Bacury, está o salão de armas. Ali, no silêncio profundo que parece estar todo o tempo aumentando pela solenidade das armas antigas que pendem das paredes e pelos móveis antigos, lavrados à mão, ouvindo apenas de muito longe, os rumores da rua e das vozes de comando que chegavam do pátio, onde a tropa fazia evoluções, trabalhamos grande parte desta reportagem.
Num dos cantos dentro de um armário, carinhosamente está a bandeira que os bravos expedicionários amazonenses empunharam nos combates em Canudos. Está também a histórica espada já antes referida. As paredes ornadas com antigas armas medievais e espanholas, falam de um passado glorioso. Ao fundo duas pesadas armaduras, autênticas, originárias do século XIV provocam perguntas. [As armaduras são réplicas, decorativas, adquiridas da França.]

OFICIAIS CORRETOS, CUMPRIDORES DOS SEUS DEVERES 
Para a realização dessa obra, que se constitui na apresentação da Polícia Militar de forma tão impecável, como nunca ela esteve em fase alguma da sua existência, o coronel Cleto Veras tem contado com a colaboração estreita e eficiente dos seus oficiais, homens que, compreendendo as suas obrigações, não se esquivaram em cooperar estreitamente com o comandante no trabalho que se propôs a realizar, de dignificação da Corporação.
O corpo de comando da Polícia Militar está assim composto: 
Comandante — coronel Cleto Potyguara Veras, 
Subcomandante — major Manoel José Moutinho Junior, que acumula as funções de capitão-fiscal [foi comandante-geral interino em 1964].
Tenente-secretário — tenente Alcimar Guimarães Pinheiro; Além do quadro de comando, a Polícia Militar é composta das seguintes subunidades:
CCS [Companhia de Comando e Serviços] – comandada pelo capitão João Teixeira;
1ª Companhia de Fuzileiros – comandada pelo capitão Omar Gomes da Silveira [foi comandante-geral em 1967-68]
2ª Companhia de Fuzileiros – comandada pelo capitão João Pinheiro de Almeida;
Companhia de Policiamento Urbano (Cosme e Damião) – comandada pelo capitão Júlio Cordeiro de Carvalho.

COSME E DAMIÃO – UM RETRATO VIVO DA PME DA ATUALIDADE 

Deixamos propositadamente para encerrar esta reportagem com a Companhia de Policiamento Urbano (da Polícia Militar do Estado. Seus soldados, que a população lembrando os seus colegas cariocas, batizou carinhosamente de “Cosme e Damião”, já se encontram conhecidos de toda a cidade. Patrulhando as ruas e praças, em duplas, numa posição característica, dão eles – esses soldados – um retrato bem vivo do que é a Polícia Militar de hoje.


Severos, enérgicos, serenos, mas inflexíveis no cumprimento do seu dever, os “Cosme e Damião” já se tornaram, para os habitantes desta cidade um símbolo de segurança e garantia.
Até mesmo na difícil e sempre árdua fiscalização dos mercados e feiras (economia popular) onde outras autoridades falham lamentavelmente, os Cosme e Damião revelam uma eficiência que conseguem uma coisa dificílima: a confiança do consumidor.

FINALIZANDO
Esta reportagem, que contou com a cooperação de todos os seus elementos, desde o coronel Cleto a todo e qualquer soldado ao qual recorremos, deseja se constituir numa homenagem a essa instituição militar que em 81 anos de existência, tantas glórias e alegrias já deu ao Amazonas.

(Nota: a partir de 1972, a criação da PMAM teve nova datação, 4 de  abril de 1837)

segunda-feira, abril 15, 2019

PMAM - HÁ SESSENTA ANOS


No Amazonas, o ano político de 1959 começou com a posse do novo governador – Gilberto Mestrinho de Medeiros Raposo, jovem, aos 27 anos, eleito na esteira da administração de Plínio Coelho (PTB).

Mestrinho, 1959

À época, a posse ocorria em 31 de janeiro, data que aliás havia crismado a uma rua na subida do Morro da Liberdade (atual rua Custódio Carneiro de Lima).

Ao assumir, o “professor” Mestrinho, como era então carinhosamente tratado, designou para a chefia da Casa Militar ao tenente-coronel Neper da Silveira Alencar e, para subchefia, ao do mesmo posto Pedro Américo Cardoso. A gestão destes, porém, foi encerrada em 12 de maio seguinte, quando Mestrinho efetuou a primeira lambança para acolher amigos.

Nesta última data, GM nomeou para a chefia ao capitão médico do EB David Luigi Farini, após comissioná-lo no posto de tenente-coronel da PMAM. E, para a subchefia, indicou o tenente-coronel PM Alcimar Guimarães Pinheiro.

Na transição do governo, a PMAM estava sob o comando do major EB Cleto Veras. Com três semanas no Governo, Mestrinho praticou a segunda lambança, ao baixar o decreto nº 13, de 21 de fevereiro, estabelecendo novas regras para a nomeação do comandante da PMAM. Não deve ter agradado à caserna, pois, dia 23, assume o comando interino o tenente-coronel PM Carlos Palma Lima (filho de Vivaldo Lima, o patrono do extinto Vivaldão). Vamos à leitura do edito governamental:

Decreto n° 13, de 21 de fevereiro de 1959.
Subordina o Comando da Polícia Militar ao Governador do Estado, conferindo-lhe as honras de Secretário de Estado.
Considerando que o Comando da Polícia Militar deve ficar diretamente subordinado à Chefia do Poder Executivo, cujo titular é constitucionalmente o Comandante desta Corporação;
Considerando a necessidade de se dar ao Comandante da Polícia Militar uma posição hierárquica que lhe ofereça o destaque preciso de representante do Comando Governamental;
Considerando que o Comando da Polícia Militar deve ser sempre de absoluta confiança do Governador do Estado, quer o escolhido seja militar ou civil;
Considerando que não deve haver distinção entre militar e civil no provimento de cargos de absoluta confiança do Governador do Estado, podendo as funções de comando de corporações militares serem exercidas com brilhantismo por civis, segundo o exemplo histórico de Pandiá Calogeras.  
Art. 1º - O Comandante da Polícia Militar do Estado fica diretamente subordinado ao Gabinete do Governador do Estado e só por delegação escrita do Chefe do Executivo poderá receber ordens do Senhor Secretário do Interior e Justiça.
Art. 2º - O Comandante da Polícia Militar do Estado perceberá padrão CC-1 e terá as honras de Secretário de Estado, sendo comissionado sempre no posto de Coronel, conquanto perceba os vencimentos do padrão pré-referido. 
Art. 3º - O Comando da Polícia Militar será exercido por pessoa de inteira confiança do Governador do Estado, quer seja militar, quer seja civil.  
Gilberto Mestrinho de Medeiros Raposo - Governador do Estado  
Coronel Assis Peixoto
Consoante autorizava o Art. 3º, o escolhido foi o Dr. Francisco de Assis Albuquerque Peixoto, bacharel pela Faculdade de Direito do Amazonas em 1949, advogado militante, todavia, possuidor de um cacoete militar: concluíra o NPOR em 1944, a primeira turma em Manaus, por exigência da Segunda Guerra. Assim, em 7 de março, assumiu o comando o coronel Assis Peixoto e o deixou em 17 de abril de 1962. Diante desse fenômeno, denominei este ordenamento de Lei Assis Peixoto, pois, até o presente nenhum outro teve esse privilégio.

Contudo, foi um administrador competente, tendo remoçado as instalações do centenário quartel; com dependências onde recebia com dignidade as autoridades mais graduadas do Estado; e, modernizado a cozinha do quartel da Praça que, até então, usava um fogão a lenha. Para saber mais, veja a postagem de 08/08/2018.
Encerrando o ano, em 28 de dezembro, a Lei nº 72, estabelece o efetivo da PMAM para o ano seguinte em 512 homens.

Quartel da Praça da Polícia, anos 1980


domingo, março 31, 2019

PMAM: HÁ 50 ANOS

Ao tempo, em 1969, a força policial era conhecida por Polícia Militar do Estado do Amazonas (PMEA) e estava subordinada à secretaria do Interior e Justiça. Não havia, pois, a secretaria de Segurança, e o efetivo desta corporação ainda não alcançara o milésimo homem (sim, a Polícia Feminina ainda estava em planejamento).

Era governador do Estado, Danilo Areosa, e comandante-geral, coronel Maury Silva.

Flavio Augusto Rebello
A postagem é uma transcrição de uma coluna sobre militares, circulada aos domingos em O Jornal, esta de 12 de outubro de 1969. Nela se observa a promoção do primeiro coronel na ativa, até então, este posto estava reservado para o pessoal inativo. O saudoso coronel Neper da Silveira Alencar, muitíssimo conhecido na cidade foi o contemplado, era o mais antigo. Outro detalhe: o saudoso colega Aurefredo pousuía um nome fora do comum, quase sempre era registrado como "Alfredo", como aconteceu nesta publicação.

Recorte do mencionado jornal

PROMOÇÕES NA PMEA:

Na Pasta da Justiça, o governador Danilo Areosa assinou as promoções que se seguem, na Polícia Militar do Estado: por antiguidade — ao posto de 1º tenente, os 2° tenentes Odorico Alfaia Filho e Alfredo Assante Dias; ao posto de capitão, os 1º tenentes Manoel Roberto Lima Mendonça e Odacy de Lima Okada; ao posto de major, os capitães Pedro Câmara e Hilário Motta Ardaya (intendente) e ao posto de tenente-coronel o major Flávio Augusto da Silva Rebello.
Pedro Câmara

Por merecimento, ao posto de 1° tenente, os 2º tenentes Alfredo (sic) Melo de Souza, Fausto Sefair Ventura e Romeu Pimenta de Medeiros Filho; ao posto de capitão, os 1º tenentes Osório Fonseca Neto e Ruy Freire de Carvalho; ao posto de major, o capitão Laurindo Lopes de Souza e ao posto de coronel, o tenente-coronel Neper da Silveira Alencar.


Também na pasta do Interior e Justiça o governador Danilo Areosa assinou decretos exonerando Guilherme Teixeira de Moraes, 3º sargento reformado da PME, do cargo, em comissão, de delegado-geral de Polícia do município do Juruá e nomeando para o referido cargo Nazareno Alves da Costa, inspetor do DESP. 


sexta-feira, novembro 09, 2018

PMAM: POSSE DE COMANDANTE



Plínio Ramos Coelho assumiu o governo do Amazonas, em 1955, encontrando a Força Policial em estado falimentar, sob o comando heroico do tenente-coronel PM Neper Alencar. Plínio tratou de restaurá-la, para isso trouxe um oficial do Exército para o comando.

Escolheu ao major Cleto Potiguara Veras, que deixou sua chancela registrada na corporação. Partiu dele a providência de instalar em Manaus o policiamento do Cosme e Damião. Tanto fez história, que ainda em nossos dias o comandante-geral da PMAM tenta copiar a história.


Cleto Veras tomou posse em solenidade concorrida, consoante a publicação de A Gazeta (edição 23 março 1955). Lamento que o jornalista tenha olvidado o nome das autoridades presentes, registrou somente o título.

Outra questão: dizia-se que ele era primo do Governador, que assinava Coelho. No entanto, todos os registros conhecidos reproduzem seu nome como – Cleto Potiguara Veras. O Coelho, observado no matutino, pode ter sido um deslize do colunista.



Realizada na manhã de hoje, a cerimônia de posse — 
Prestigiaram o ato o Governador e o Secretário do Interior e Justiça  

Em brilhante e solene cerimônia presidida pelo governador Plínio Ramos Coelho, tomou posse, na manhã de hoje, no comando da Polícia Militar do Estado, o major Cleto Coelho Veras, pertencente às fileiras do Exército Nacional e que se encontrava destacado, anteriormente, na Capital Federal.
Além de diversas e realçadas personalidades da pública administração, dentre estas o secretário de Interior e Justiça, prestigiaram o ato, também, o comandante da Guarnição Federal de Manaus, o capitão dos Portos, o comandante da Base Aérea de Manaus, representantes da oficialidade do Comando de Elementos de Fronteiras e outras destacadas figuras militares.

Também estiveram presentes à solenidade representantes de todos os jornais da cidade, bem como o jornalista João Martins, do corpo redacional da conceituada revista O Cruzeiro, e que veio até esta cidade com o objetivo de fazer a cobertura do aparecimento de petróleo em Nova Olinda.

No decorrer do ato, usaram da palavra diversos oradores, inclusive o governador Plínio Coelho e o Dr. Arthur Virgílio Filho, para desejar votos de felicidade ao novel dirigente desse importante setor de segurança do Estado que é a Polícia Militar.

Finalizando, falou o major Cleto Veras, para, em palavras brilhantes, agradecer à confiança que lhe havia sido depositada pelo Chefe do Executivo, ao distingui-lo para aquelas altas e espinhosas funções, e, ao mesmo tempo, para esboçar, embora em síntese, a sua linha de conduta à frente daquela briosa Corporação.

quarta-feira, outubro 24, 2018

PM AMAZONAS: EFETIVO




O GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAZONAS, no uso de suas atribuições legais, atendendo uma Exposição de Motivos do Comando da Polícia Militar do Estado do Amazonas, no que diz respeito ao aumento de mais duzentos elementos no efetivo daquela Corporação;
CONSIDERANDO que o atual efetivo da PMEA é bastante reduzido, para atender às necessidades de manutenção da Ordem Pública em todo o Estado do Amazonas;
CONSIDERANDO que a Inspetoria Geral das Polícias Militares, órgão que tem por finalidade a Coordenação e Controle das Polícias Militares do Brasil, após inspeção feita na Polícia Militar do Amazonas, autorizou o aumento de seu efetivo para dois mil homens;
CONSIDERANDO que no momento torna-se impossível dar à Polícia Militar um efetivo ideal, para aplicação de suas funções e finalidades impostas pelo Decreto-Lei 317, de 13 de março de 1 967;
CONSIDERANDO ainda a inadiável necessidade de deixar a PMEA com um efetivo que pelo menos satisfaça as funções mais necessárias e urgentes no que diz respeito à Segurança Pública do Estado;

DECRETA:
Art. 1º — Fica o efetivo da Polícia do Amazonas, fixado em mil e duzentos homens, assim distribuídos nos postos e graduações:

POSTOS                                                              GRADUAÇÕES
– Coronéis ……………….. 2                   – Subtenentes …… 11
– Tenentes-Coronéis .... 4                   – 1º Sargentos ….. 30
– Majores …………………. 7                   – 2º Sargentos ….. 38
– Capitães ………………. 12                   – 3º Sargentos …. 104
– 1º Tenentes …………. 15                   – Cabos …………..… 164
– 2º Tenentes …………. 14                   – Policiais ……….... 799
– Aspirantes (variável – estagiários)

Art. 2º – Fica ao Poder Executivo atribuída a competência para fixar os Quadros de Organização do Efetivo proposto pelo Comandante Geral da Corporação.
Fac-símile da assinatura governamental







Notas acerca deste decreto:


1. A Polícia Militar do Amazonas ainda não possuía mil homens, apesar da previsão. Ou seja, havia a licença legal para tanto, porém, na prática ainda não alcançara este objetivo. Somente em 1972, o primeiro milhar foi alcançado; em nossos dias, passam de dez mil policiais.
Cabe a pergunta: qual a motivação para que a instituição não incluísse tantos policiais? Acredito que o fundamento era a ojeriza pela pobreza da corporação, ainda cercada de maus presságios. Os ocupantes, pejorativamente alcunhados de “mata cachorros” e “meganhas”, possuíam um índice de escolaridade baixíssimo. Em nossos dias, predominam os bacharéis de todos os cursos.

2. Atuava então de forma rigorosa sobre a Força Policial um órgão nacional, a IGPM (Inspetoria Geral das Polícias Militares). Daí a indicação desta no preâmbulo do decreto. Ainda existe este organismo, porém sem a força ditatorial daquele período.

3. O texto legal propunha a existência de dois coronéis. Um, o comandante-geral, provindo do Exército; a outra vaga acabava de ser criada, para ser ocupada pelo Chefe do Estado-Maior. Ocupou-a o mais antigo, o tenente-coronel Neper da Silveira Alencar (1918-1983) que, dessa maneira, tornou-se o primeiro coronel na ativa.

4. Enfim, os soldados tomaram a denominação de Policiais, cuja abreviatura era “Pol”. Não sei indicar o quanto, porém esta inovação pouco perdurou. Ainda hoje são conhecidos por soldados.