CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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sábado, fevereiro 10, 2024

1924 – LIVROS EDITADOS EM MANAUS

 A maior marca deste centenário deve ser a Rebelião de Ribeiro Junior, que será celebrada em julho vindouro. Desejo nesta postagem lembrar os livros editados em Manaus naquele ano, portanto, centenários. Relacionei sete, todavia, pode existir algum mais. Para alcançar esta meta, visitei as bibliotecas: Pública do Estado, de Mário Ypiranga Monteiro e de Arthur Reis, as derradeiras localizadas no CCPA (Centro Cultural Povos da Amazônia).

Dos autores, apenas o maranhense Raul de Azevedo (1875-1957) pertenceu a Academia Amazonense de Letras, patrono da cadeira 25. Jornalista, atuou em diversos órgãos de imprensa em diversos estados do país. Político, foi por diversos mandatos, deputado estadual. Consul honorário do Chile. Inúmeros títulos publicados.

Antonio Bittencourt, sendo político, alcançou a chefia do Poder Executivo municipal (1891) e estadual (1910-14).

Análio Mello de Rezende (1882-1956), nascido em Teresina-PI e formado pela Faculdade de Direito do Recife, foi conceituado advogado na praça de Manaus; diretor da Faculdade de Direito e professor emérito desta Casa de Ensino. Escolhido patrono da cadeira 10 da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas.

Estes livros podem ser consultados nos acervos indicados.

 


MORAES, Raymundo. Notas dum jornalista. Livraria Clássica. (foto acima)

AZEVEDO, Raul de. A alma inquieta das mulheres. Livraria Clássica. (Acervo - Biblioteca Pública do Amazonas)

BITTENCOURT, Antônio Clemente Ribeiro Memória do município de Parintins. Palais Royal. (Acervo - Biblioteca Pública do Amazonas)

LINHARES, Aurélio. Phantasias. Livraria Clássica. (Acervo - Biblioteca Pública do Amazonas)

REZENDE, Análio de Mello. Pajurá versus Serra Azul. Tip. Cá e Lá (Tipografia da revista Cá e Lá), 78p. (Acervos - Biblioteca Pública do Amazonas e Mário Ypiranga Monteiro) (foto abaixo)

GONDIM, Joaquim. Folhas secas (versos). Tipografia de Augusto Reis. (Acervo - Mário Ypiranga Monteiro) (foto abaixo)

SALLES, Tristão de. Prisioneiros (versos). Livraria Clássica, 55p. (acervo - Mário Ypiranga Monteiro)




domingo, fevereiro 19, 2023

EDIFICAÇÕES EM MANAUS

 

(sentido horário) Biblioteca Pública | Beneficente Portuguesa
| Faculdade de Medicina UEA | Atlético Rio Negro Clube |
Colégio Dom Bosco e Colégio Militar de Manaus  

(cima) Largo São Sebastião e (ao fundo) hotel Taj Mahal e 
Yara monumentalizada em prédio.
(abaixo) Policlínica Gilberto Mestrinho

sábado, agosto 22, 2020

quinta-feira, janeiro 18, 2018

RUA (DO) BARROSO [1]

Biblioteca Pública, na inauguração
Uma parcela de história da Rua Barroso, cujo ponto de referência, não resta dúvidas, é a Biblioteca Pública, instalada em seu início. A reportagem aqui compartilhada circulou em A Crítica, domingo, 15 de setembro de 1974.   
Como se verá, o autor (não identificado) cuidou mais das reminiscências, da saudade que o progresso benfazejo impôs a esta artéria, que começa com a Casa dos Livros e encerra no alto contemplando o monumental Teatro. Belo passeio, esta leitura.

Recorte do mencionado matutino 

A cidade cresceu de leste para oeste e do sul para o norte; a antiga Barra de São José do Rio Negro compreendia apenas faixa de terra da margem esquerda do igarapé de São Vicente aos barrancos do igarapé do Espírito Santo, que Eduardo Ribeiro aterrou e transformou na avenida que tem o seu nome. — Antônio Barroso passou o igarapé e fez a sua casa. — A casa ainda está de pé —
Até quando?...


"A espaçosa sala de paredes de pau-a-pique e piso de largos tijolos vermelhos da casa de Antônio Barroso, na antiga Estrada do Barroso, a qual, ainda hoje de pé, tem o número 30, na Rua Barroso, testemunhara muitas das horas de inquietação e labor poético do vate amargurado. Ali, ele residira; e, ali, ele produzira alguns de seus mais famosos líricos ("É em Manaus — informa em excelente ensaio biobibliográfico o escritor Josué Montelo — que Gonçalves Dias escreve com o pensamento na filha morta e na namorada perdida, os seus derradeiros e grandes líricos"), "certamente dos melhores em que uma vez se vazou a língua de Camões", diria mais tarde Sílvio Romero.
Coube, assim, à pequenina Manaus dos dias remotos de 1861, a glória de recolher, e guardar para todas as épocas nos sonhos de amor de seus românticos namorados, aqueles ecos doridos de angústia e de paixão, do mais "glorioso e infeliz" dos poetas brasileiros. (Fastígio e Sensibilidade do Amazonas de Ontem, de Genesino Braga, 1960).

ERA ESTA A CASA
A casa número 30 da Rua do Barroso, que já teve o número 3, ainda está de pé. Austera em sua arquitetura, nos contempla há mais de um século. Construída de pau-a-pique, a chamada "casa de taipa", resistiu às intempéries do tempo, à transformação da cidade, à fúria do progresso.
A casa é a própria história da rua, que começa na Avenida 7 de Setembro, cruza com as ruas Henrique Martins, Saldanha Marinho e 24 de Maio, para terminar na José Clemente, ao lado da Praça de São Sebastião.
A casa de Antônio Barroso, segundo se pode ler em vários livros, abrigou em seu teto centenário personalidades do Império e da República. Ali estiveram, como hóspedes, além do poeta Gonçalves Dias, Tenreiro Aranha, o barão de Tefé, o marechal Floriano Peixoto (segundo presidente da República) e o marechal Taumaturgo de Azevedo [governador do Amazonas].

A HISTÓRIA DA RUA
Começamos pela casa, para poder contar a história da rua.
José Antônio Barroso, quando o Amazonas ainda era Província, adquiriu naquele trecho da cidade vários lotes de terra. E num deles construiu sua residência, que ainda hoje está de pé.
Naqueles tempos, Manaus ainda não estava arruada, a atual Avenida Eduardo Ribeiro era um igarapé, quase 50 anos depois aterrado pelo "Pensador"; nem Teatro, nem outras construções. Por isso o povo, como ponto de referência, passou a chamar aquele trecho da cidade de "Estrada do Barroso", porque ali morava José Antônio Barroso, um paraense nascido em Óbidos. E quando a cidade começou a ser urbanizada, ainda ali se encontrava a família Barroso. E da estrada, passou a Rua Barroso, homenagem justa à memória de quem primeiro ali se localizou.
Muitos pensam que a rua, quase uma continuação da Marechal Deodoro, é homenagem ao Almirante Barroso, vencedor da Batalha de Riachuelo, cujo navio capitânia chamava-se, por coincidência, Amazonas.

O LADO DA BIBLIOTECA
A Rua Barroso, embora estreita, é uma das mais importantes da cidade. No seu início está o prédio da Biblioteca Pública do Estado, destruída parcialmente por um incêndio a 23 de agosto de 1945, quando perdeu a maior parte de seu valioso acervo. Mais tarde o prédio foi restaurado e abrigou, por vários anos, como sede provisória a Assembleia Legislativa do Estado.
Um dia o teto do salão superior, onde funcionava o plenário do Legislativo, desabou e a Assembleia voltou ao Instituto de Educação, para depois retornar ao seu lugar na Biblioteca, até que no Governo Arthur Reis o salão que servia ao plenário foi completamente reformado, instalando-se ali o Auditório Alberto Rangel.
O prédio da Biblioteca do Estado, além da própria biblioteca, sempre bem frequentada, principalmente por jovens estudantes em seus trabalhos de pesquisa, abriga também o Auditório Alberto Rangel e a Pinacoteca do Estado.
Ocupa todo o quarteirão, da Avenida Sete até a Henrique Martins. Fazia parte do então Arquivo, Biblioteca e Imprensa Pública, até que na Interventoria de Álvaro Maia foi desmembrada, passando a se constituir um órgão independente do Diário Oficial (que ficava onde é hoje o Banco do Estado do Amazonas).
O escritor, jornalista e homem de letras Genesino Braga, foi nomeado seu diretor efetivo. É que o mestre Genesino já dirigia a Biblioteca. Era funcionário da repartição, parece que chefe de Seção, juntamente com meu pai (Ulysses Paes de Azevedo, já falecido), que por várias vezes foi diretor da repartição. Com o desmembramento, "seu" Genesino (desde aquela época tenho por ele grande respeito e admiração), ficou como diretor efetivo da Biblioteca, e meu pai efetivado como Secretário da Imprensa Pública (Diário Oficial). Não consigo separar a Biblioteca da figura de Genesino Braga. Por isso, ele entra na história da Rua Barroso, e me traz saudosas recordações.

A OUTRA ESQUINA
Ganhando foros de rua, a antiga "Estrada do Barroso" foi progredindo. Na esquina da Sete, onde estão erguendo agora um grande edifício, a "Papelaria Velho Lino", fundada em 1913, de propriedade de Lino Aguiar, que em 1944 passava a se chamar Papelaria Velho Lino Ltda., com todo o ramo das artes gráficas. Em 1962, o prédio foi vendido e os antigos empregados da firma, usando a mesma denominação, passaram a ocupar um prédio ao lado, vizinho à secular casa de Antônio Barroso, onde estão até hoje.

DE ESQUINA EM ESQUINA
A Rua Barroso é famosa. Lá na esquina da Henrique Martins está a barbearia do Alencar, um cearense dos bons, que nas horas vagas é poeta e repentista. O "Farol Verde", lembrando o velho Aníbal; onde a Caixa Econômica está sendo erguida, ficava a "Reforma", do "seu" Campos. Muitos prédios foram derrubados, para dar lugar a outros mais modernos. E assim desapareceram as casas onde funcionaram a Escola de Comércio Sólon de Lucena, que era mantida pela Prefeitura, e o Departamento de Estatística.

Lá, na esquina da Saldanha Marinho, durante mais de 10 anos o amigo Vivaldo Michiles possuiu um bar e mercearia, muito bem frequentado pelo pessoal de jornal. Foi nosso "ponto" de encontro, principalmente aos sábados, onde o Herculano de Castro e Costa era figura obrigatória, num "papo" dos melhores, quase sempre com a presença do saudoso Áderson Menezes, do Zenith Pimentel, Geraldo Pinheiro, José Lemos e outros amigos. (veja a conclusão)

quarta-feira, março 20, 2013

LIVROS PUBLICADOS EM MANAUS (1900-60) 6ª Parte


Capa de Poemas amazônicos
Prossigo listando os livros que foram publicados em Manaus, no período de 1900 a 1960. Agora que a Biblioteca Pública se encontra à disposição dos interessados, espero aprofundar a pesquisa.
Detalhe curioso: os conhecidos Poemas Amazônicos, de Pereira da Silva, teve a edição original editada com a seguinte autoria: Francisco Pereira (da Silva). Aliás, toda a produção deste autor, poemas, contos e ensaios, dispersos em revistas e jornais, foram identificados como indicado. Abaixo, mais outra curta amostragem.


1911
MIRANDA, Bertino. Congresso comercial, industrial e agrícola (22 a 27 fev. 1910). Typografia Palais Royal, (Biblioteca Mário Ypiranga Monteiro).
SOBRINHO, Maranhão. Victorias-regias (poesia). Livraria Comercial, de J. R. de Mello. (Biblioteca Mário Ypiranga Monteiro)
PEREIRA, Francisco Luiz. Glosas: ao relatório da comissão nomeada por portaria do governo provisório da Republica Portuguesa, de 15 de fevereiro de 1911, para simplificar e unificar a ortografia. (Prefácio de Adriano Jorge). Livraria Universal (de Pereira & Penalva), 54p. (Biblioteca Mário Ypiranga Monteiro)


1927
PEREIRA, Francisco. Poemas amazônicos. Augusto Reis, 127p. (Biblioteca Mário Ypiranga Monteiro)
MORAES, Raymundo. Cartas da floresta. Livraria Clássica (Banca do Largo)
REZENDE, Análio de Mello e FIGUEIREDO, Huascar de. O caso Kirk. Velho Lino, 132p. (Biblioteca Pública e Biblioteca Mário Ypiranga Monteiro)
SOUZA, Antônio Telles de. Problemas relativos ao movimento diurno. [s.n.], 53p. (Biblioteca Mário Ypiranga Monteiro)

1952
SILVA, Alencar e. Painéis (poesia). s/ed. 117p. (Biblioteca da  Academia Amazonense de Letras e Biblioteca Mário Ypiranga Monteiro).
ROCHA, Adaucto. Introdução à economia amazônica: ensaio sobre a recuperação econômica da Amazônia. Oficina Gráfica da Escola Técnica, 452p. (Biblioteca Publica).
MORAES, Péricles. Leopoldo Péres. Sérgio Cardoso. (Biblioteca Mário Ypiranga Monteiro).
MELLO, Anísio. Minhas vitórias-régias (poesia). Ed. Correio de Notícias. (acervo de Roberto Mendonça e Biblioteca da Academia Amazonense de Letras)
CABRINHA, Hemetério. O Cristo do Corcovado. [s.n.]  56p. (Biblioteca Pública e Biblioteca Mário Ypiranga Monteiro)
RAMOS, Alberto Gaudêncio. Cronologia eclesiástica da Amazônia. Sergio Cardoso, 143p. (Biblioteca Pública)
REIS, Henoch da Silva. A Constituição Imperial do Brasil. Fênix, 66p. (Biblioteca Pública)

segunda-feira, fevereiro 04, 2013

BIBLIOTECA PÚBLICA DO AMAZONAS

O texto foi redigido no dia imediato, quando li nos jornais, à abertura da Biblioteca Pública do Amazonas, na rua Barroso com Avenida Sete de Setembro. Entretanto, submetido à mudança de endereço e suas consequências, retorno com a velha nota sobre a casa dos livros e afins.
Júlio Uchoa, que assistiu o esforço de Genesino Braga,
contou o fato em O Jornal, 23 agosto 1949

De qualquer sorte, aleluia! A Biblioteca Pública do Amazonas ressurgiu para os interessados, depois de mais de cinco anos de restauração sobre restauração. Não houve reinauguração ou coisa semelhante. Simplesmente apareceu.

Nem o eminente secretário de Cultura, que tantas vezes prometera, ao menos em uma oportunidade com a mão sobre uma bíblia medieval, teve a consideração de prestigiar o evento que não existiu.

Quem falou para a imprensa, e falou demoradamente, foi o Sharles (assim mesmo), diretor do setor das bibliotecas da Secretaria de Estado da Cultura. E falou das surpreendentes novas que o espaço oferece aos manauenses. Até elevador para os deficientes e outros entes.

Antigamente, eram as igrejas que demoravam em ser construídas, acredito que alguma deve ter superado um século. Para ficar no paroquial, a matriz de Nossa Senhora Conceição levou quase três décadas até ser benta em 1876. Os beatos e seus contrários comentam que não interessa construir dentro do cronograma, para usar uma preocupação de Copa do Mundo. A demora, o retardamento sempre permite arrecadar um dízimo diferenciado.

Genesino Braga (GB), nome de sala, quando deveria ser o patrono da Biblioteca Pública, deve ter se contorcido no túmulo. Para justificar, conto uma velha historia: em agosto de 1945, um incêndio consumiu todos os livros, e queimou e fez ruir uma parte do edifício. Não havia bombeiros, nem recursos tantos como se conhece em nossos dias. GB era o diretor. Recorreu a quem pode e, em novembro de 1947, a Biblioteca voltou a funcionar e funcionava até aos domingos.

Agora, atende de segunda sexta e, para quem cumpre horário comercial, não tem como usufruir de seus modernos recursos. Tudo poderia ser contornado com o aumento do terceiro turno de atendimento.

Para encerrar: surpreendeu-me o comercial gerado pelo Governo do Amazonas e exibido pela rede de TVs, que falando da abertura da Biblioteca, não mais a subordina à SEC. A mesma pertence ao Governo de Omar Aziz, que igualmente não esteve na reabertura.

Ainda no correr da semana vou lá conferir as maravilhas, oxalá os jornais locais de antanho estejam disponíveis.  

terça-feira, janeiro 08, 2013

LIVROS PUBLICADOS EM MANAUS (1900-60) 5ª Parte



Tomei a iniciativa de listar os livros que foram publicados em Manaus, no período de 1900 a 1960. Abaixo, outra curta amostragem.

Anísio Jobim, 1943

1940
ARAÚJO, André Vidal de. Proteção à infância e à juventude de hoje. s/ ed.
------------. Serviço Social. [s.ed.] 40p. (Biblioteca Mário Ypiranga Monteiro)
NUNES, Pedro Severiano. Da morfodinâmica do município. (Tese de concurso à cadeira de Direito Administrativo da Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil). Imprensa Pública. (acervo da Biblioteca Pública)

1943
JOBIM, Anísio. Panoramas amazônicos: VI - Benjamin Constant. Imprensa Pública, 192p. (acervo da Biblioteca Pública e da Biblioteca Mário Ypiranga Monteiro)
MAIA, Álvaro. Na vanguarda da retaguarda (campanha da produção da borracha). DEIP, 354p. (Biblioteca Mário Ypiranga Monteiro e Biblioteca Pública).  Nota: DEIP era a sigla do Departamento Estadual de Imprensa e Propaganda, criado na interventoria de Álvaro Maia. Nessa época, patrocinava publicações de autores amazonenses, com parte da renda revestida para o fundo de publicação. Exercia ainda a censura.
SILVA, Moacyr Paixão e. Sobre uma geografia social da Amazônia. DEIP, 143p. (Biblioteca Mário Ypiranga Monteiro)
Mário Ypiranga Monteiro

1950
JOBIM, Anísio. Aspectos sócio geográficos do Amazonas. Sérgio Cardoso.
CATANHEDE, Antônio. O Amazonas por dentro. Sérgio Cardoso.
--------------. Achegas para a história de Porto Velho. Escola Técnica de Manaus.  (acervo da Biblioteca Pública)
SOUZA, Mendonça de. O grande Amazonas.
MONTEIRO, Mário Ypiranga. O Espião do rei (crônica dos tempos coloniais). Imprensa Oficial. (acervo da Biblioteca Pública)
-------------. Quarta orbis pars: Cristovam Colombo. [s.n.] (acervo da Biblioteca Pública e da Biblioteca Mário Ypiranga Monteiro)
MELLO, Anísio. Lira nascente (poesia). Imprensa Oficial. (acervo próprio)

terça-feira, novembro 13, 2012

LIVROS PUBLICADOS EM MANAUS (1900-60) 5ª Parte

Anísio Jobim
Tomei a iniciativa de listar os livros que foram publicados em Manaus, no século passado. Para facilitar a exposição, limitei a busca ao período de 1900 a 1960. Abaixo, outra curta amostra.

1934

Hemetério Cabrinha publica Caim: poemeto bárbaro. [sem indicação de editor] e com apenas 10p.  
Anísio Jobim, desembargador, lança dois livros: A intelectualidade no extremo norte, editado pela Livraria Clássica, e Codajás, pela Tipografia Fênix.
Paulo Eleutherio, pertencente ao IGHA e à Academia Amazonense de Letras, produz A caminho de novos rumos, pela Editora Sérgio Cardoso.
Arthur Cezar Ferreira Reis, já consagrado com o lançamento de História do Amazonas (1931), prossegue com Manaus e outras vilas, pela Tipografia Fênix, com 144p.


Péricles Moraes
Os livros acima se encontram no acervo da Biblioteca Pública do Amazonas. Não se tem possibilidade de consultar, visto que esta se encontra em reparos, há mais de cinco anos, e sem prazo para a abertura.

 
1935

Péricles Moraes, legendário presidente da Academia Amazonense de Letras, lança Legendas & águas-fortes (ensaios críticos). Outro trabalho gráfico da Livraria Clássica, com 284p, existente na biblioteca Mário Ypiranga.
Paulo Sarmento. Sulamita (poema em um ato). Artes Gráficas, 35p. (sem maiores dados, pois este livro pertence à Biblioteca Pública)
 
1938

Felix Valois Coelho, membro do silogeu amazonense, lança seus poemas em livro intitulado Arranhões. Trabalho elaborado pela Imprensa Oficial (ver na Biblioteca Pública).
Djalma Batista, conhecido cientista, escreve Letras da Amazônia, editado pela Palácio Real (acervo da Biblioteca Pública).
Anísio Jobim, desembargador, segue com a coleção Panoramas amazônicos: IV - Moura. Trabalho gráfico da Tipografia Phenix (depois Fênix), com 155p., (existente na biblioteca Mário Ypiranga)
Luiz da Cunha Costa. Determinação da idade (tese de concurso à cadeira de Medicina Legal da Faculdade de Direito do Amazonas). Elaborado pela Papelaria Velho Lino, de Lino Aguiar, com 62p., (também existente na biblioteca Mário Ypiranga).  

segunda-feira, outubro 08, 2012

Livros publicados em Manaus (1900-60) 3ª parte



Publicado em 1949
Tomei a iniciativa de listar os livros que foram publicados em Manaus, no século passado. Para facilitar a exposição, limitei-os ao período de 1900 a 1960. Abaixo, outra curta amostra.

1920

CABRINHA, Hemetério. Meu sertão. [s.n.], 113p. (Biblioteca Pública)
AZEVEDO, Raul de. Amigos e amigas. Palais Royal. (Biblioteca Pública)
PEREIRA, Altair. Nelumbos: versos. Tipografia Cá e Lá, 55p. (biblioteca MYM)

1924

MORAES, Raymundo. Notas dum jornalista. Livraria Clássica.
AZEVEDO, Raul de. A alma inquieta das mulheres. Livraria Clássica. (Biblioteca Pública)
BITTENCOURT, Antônio C. R. Memória do município de Parintins. Palais Royal. (Biblioteca Pública )
LINHARES, Aurelio. Phantasias. Livraria Clássica. (Biblioteca Pública)
REZENDE, Análio de Mello. Pajurá versus Serra Azul. Tipografia Cá e Lá. (Biblioteca Pública)
GONDIM, Joaquim. Folhas secas (versos). Tipografia de Augusto Reis. (biblioteca MYM)

1947
Publicado em1942

PASSOS, Djalma. Poemas do tempo perdido. Ed. Centro Plácido Serrano (acervo de Almir Diniz).
ARAÚJO, André Vidal de. Estudos de Sociologia. Escola Técnica. (Biblioteca Pública)
GAMA, Themistocles da. Literatura versificada (opiniões de João Leda e Américo Antony). Typografia Vilhena (Biblioteca Pública)
MONTEIRO, Mário Ypiranga. O Aguadeiro. [s.n.] (Biblioteca Pública)
PIMENTA, J. Nicoláo. Novos aspectos do cenário amazônico: história, politica, crônica e contos da vida real. [s.n.] 131p. (Biblioteca Pública)
ROSAS, Moacyr G. Rio de Janeiros & mulheres. [s.n.], 50p. (Biblioteca Pública)
VERIDIANO, Heitor. Perfis amazônicos. Imprensa Oficial, 147p. (Biblioteca Pública)

segunda-feira, outubro 01, 2012

Livros publicados em Manaus (1900-60) 2ª parte


Ansias (poesia), de 1913, reeditado
pela Editora Valer
Tomei a iniciativa de listar os livros que foram publicados em Manaus, no século passado. Para facilitar a exposição, fixei o período entre 1900 e 1960. Veja outra pequena parte.

1916

ELYSIO, Luís. Versos antigos. Imprensa Pública. (acervo Biblioteca Pública)
BELÉM, Júlio Furtado. Amazonas-Pará: questões de limites. Imprensa Pública (acervo Biblioteca Pública)
MATA, Alfredo Augusto da. Geografia e topografia médica de Manaus. Livraria Renaud. (acervo Biblioteca Pública)
QUEIROZ, Joaquim Francisco de. O município de Itacoatiara: Os inimigos do seu progresso e sua administração. Livraria Clássica. 184p. (acervo Biblioteca Pública)

1930

MORAES, Raymundo. País das pedras verdes. Imprensa Oficial.
MONTEIRO, Raymundo. As Horas lentas. Imprensa Oficial (acervo Biblioteca Pública)
LIMA, Oswaldo Palma. Moços, atendei-me.  Phenix. (acervo Biblioteca Pública)
LISBOA, Achilles. A campanha contra a lepra no Amazonas. Imprensa Pública. (acervo Biblioteca Pública)
MANAUS, Prefeitura Municipal de. Prefeito Dr. Herbert de Azevedo “in memoriam”. Palácio Real. (acervo Biblioteca Pública)


Logomarca da tipografia

Nota – A denominação da tipografia Phenix sofreu modificação  em razão de mudança da ortografia.

quinta-feira, setembro 27, 2012

Livros publicados em Manaus (1900-60)

Editado pelo Departamento de Estado
de Imprensa e Propaganda, em 1944



Diante de vasto material bibliográfico consultado, tomei a iniciativa de listar os livros que foram publicados em Manaus, no século passado. Para facilitar a exposição, fixei o período entre 1900 e 1960. A razão é bastante simplória. A partir deste ano, em especial com a presença do governador Arthur Reis (1964-67), um volume extraordinário de livros foram aqui lançados. Basta recordar que as coleções deste governo se aproximam de 150 livros.

Meu intento é divulgar os dados básicos das obras e, se possível, a capa; quando não for possível, a folha de rosto. Espero acrescentar algumas informações, como a localização das tipografias, das impressoras. Enfim, onde pode ser encontrado o material impresso.

Surpresas fatalmente devem surgir. Em Manaus, os editores, os frequentadores de “sebo” sabem das dificuldades para se encontrar algum material dessa espécie. Apesar de “catador de papeis” habilitado, não espero revelar “todos” os lançamentos realizados nas seis décadas observadas.  
 
O autor nasceu em Urucará (AM) e o
livro foi lançado na Academia Amazonense
de Letras.  

Ao final, quem sabe, eu possa transformar esse novelo em mais um lançamento. Ilustro a postagem com algumas espécies coletadas.

1908

FARIA E SOUZA, J. B.; SOUZA, A. Monteiro de; e BAHIA, Alcides. A Imprensa no Amazonas (1851-1908). Tipografia da Imprensa Oficial. (Acervo Biblioteca MYM)
BITTENCOURT, Agnello. Contribuição para a corografia política do Estado do Amazonas. Tip. Palais Royal.
Governo do Estado. Catálogo do Estado do Amazonas – Exposição Nacional de 1908. Tip. Palais Royal.
FERRAZ, F. J. da Silva. Através do Amazonas: Manaus ao Javari. Tipografia do [jornal] Amazonas. (Acervo Biblioteca Pública)
MIRANDA, Bertino (B.M.). A cidade de Manaus: sua história e seus motins políticos. J. Renaud. (Acervo Biblioteca Pública)

1942

BATISTA, Djalma. Medicina e estética: discursos de formatura. Imprensa Pública. (Acervo Biblioteca Pública)
MADEIRA, Armando. Ao sair do templo. Imprensa Pública. (Acervo Biblioteca Pública)
MORAES, Aldo. Ouro quebrado (crônicas). Imprensa Pública. (Acervo Biblioteca Pública)
PEREIRA, Nunes. Um naturalista brasileiro na Amazônia. Imprensa Pública. (Acervo Biblioteca Pública)
POGGI, Oder. A campanha da malária no Amazonas; impressões de um sanitarista. Encadernação Moderna. 134p. (Acervo Biblioteca Pública)
VIEIRA, Antóvila M. O perigo amarelo na Amazônia brasileira. Imprensa Pública. (Acervo Biblioteca Pública)