CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

Mostrando postagens com marcador Marcus Barros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Marcus Barros. Mostrar todas as postagens

domingo, outubro 28, 2012

RENAN FREITAS PINTO NA ACADEMIA DE LETRAS




Renan Freitas Pinto,
na posse
O professor doutor Ernesto Renan Melo Freitas Pinto recebeu, na última sexta-feira 26, do silogeu amazonense o colar acadêmico, empossado na Cadeira 32. A sessão presidida pelo acadêmico Arlindo Porto teve discurso de recepção do médico Marcus Barros. A assistência contou com expressiva representação da Universidade Federal do Amazonas, onde o agraciado pontifica. Discípulos, colegas de magistério e orientandos estiveram na plateia. A noite foi magnífica, especialmente, pela oração do doutor Renan, que lamentavelmente foi obrigado a encurtá-la pela dormência na mesa diretiva.
 
Símbolo da Academia Amazonense

Outro detalhe ficou por conta do cerimonial. A cada intervalo era anunciada a presença de um politico: no primeiro, foi chamado à mesa o deputado federal Francisco Praciano. No seguinte, a presidência proclamou a presença do deputado estadual José Ricardo Wendling e, por fim, o expressivo vereador Waldemir José, todos do Partido dos Trabalhadores (PT).

Ocuparam lugares no evento 15 acadêmicos: na presidência, Arlindo Porto e Armando de Menezes, ainda Rosa Mendonça, representante da Reitora da Ufam; nas poltronas azuis, Elson Farias e José Braga (ex-presidentes), Marcus Barros, Carmen Novoa, Marilene Corrêa, Moacir Andrade, Zemaria Pinto, Marcio Souza, Aldisio Filgueira, Abrahim Baze, Francisco Vasconcelos e Geraldo dos Anjos.

O discurso do novel integrante da Casa de Adriano Jorge,  ambos oriundos de Maceió (AL), correspondeu à sua cultura, constitui uma página significativa de sua formação acadêmica. Contou que, apesar de pais amazonenses, nasceu nas Alagoas devido a obrigação profissional do pai. Chegou a Manaus aos 19 anos, portanto, em 1962, às vésperas do Golpe Militar. 

Logo se fez amigo dos poetas Elson Farias e Luiz Bacellar, que o encaminharam no Movimento Madrugada, onde compartilhou a atuação dos artistas plásticos Álvaro Páscoa, Moacir Andrade e Getúlio Alho. Outra animação cultural de então foi a do Grupo de Estudos Cinematográficos (GEC), quando encontrou ao Márcio Souza e o padre Luiz Ruas.

Adiante, cumprindo a formalidade de posse, Renan formalizou sutil interpretação de seus antecessores, começando pelo patrono da Cadeira – Bernardo Ramos. Este, para o empossado, possui marcas definidas: (1) a coleção de moedas que Beré (tratamento familiar do patrono) alicerçou e atualmente embasa o Museu de Numismática estadual; (2) de agente da modernidade na Manaus do início do século XX, como viajante e vendedor de modas. 

O primeiro ocupante da Cadeira 32 foi o cônego Walter Nogueira, nascido em Coari (AM), porém com formação intelectual e religiosa a partir de Manaus e encerrada com doutorado em Roma (ITA). Exerceu o paroquiado da Catedral local e diversas funções públicas no Estado, todavia, restou assinalado pela instalação da Faculdade de Ciências Econômicas, em 1957, hoje incorporada a Ufam.

Na sequência, esta Cadeira coube ao economista Ruy Lins, por sinal, oriundo da Escola de Economia do predecessor. Lins, na condição de superintendente da Suframa, representou a mudança regional, preocupado com a formação de quadros.

Para encerrar sua oração, Freitas Pinto rendeu sua homenagem a dois saudosos acadêmicos, aos quais denominou de “iluminados na passagem entre nós” : Narciso Lobo e Luiz Bacellar.

Marcus Barros cuidou da recepção. Na condição de antigos companheiros, Barros soube resumir a passagem igualmente iluminada que o acadêmico Freitas Pinto realiza em nosso meio.

quinta-feira, maio 19, 2011

Lançamento de livro (IV)

No sábado 21, às 10h30, o Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas e demais patrocinadores lançam o livro Diálogos com a Amazônia (Manaus: Editora Valer), de Marcus Barros, Marilene Corrêa e Marcílio de Freitas.



Os autores pertencem a Universidade Federal do Amazonas e, na condição de professores e estudiosos da região, cada um em sua especialidade, produziram esta interessante conversa com o leitor sobre a Amazônia. Não perca.


Não há qualquer formalidade, o traje é esporte, próprio para o sábado, e será servido um coquetel.

sexta-feira, abril 22, 2011

Memorial Amazonense (LII)

Monsenhor Alcides Peixoto
1956 – O padre Alcides de Albuquerque Peixoto foi nomeado vigário da paróquia de Itacoatiara, em substituição ao monsenhor Joaquim Pereira. Em 4 de outubro, recebeu o coadjutor, padre Bernardes Martins Lindoso, irmão do político José Bernardino Lindoso, que seria governador do Estado (1979-1982). Bernardes, tendo abandonado o sacerdócio, trabalhou com o irmão nesse governo. Padre Alcides recebeu posteriormente a dignidade eclesiástica de monsenhor, tendo sido vigário da paróquia de Nossa Senhora dos Remédios, em Manaus.


2005 – Morreu em Manaus, Ignes de Vasconcelos Dias. Conhecida professora e diretora do Instituto de Educação do Amazonas, fora graduada pela Faculdade de Direito do Amazonas. Exerceu a função de Secretaria de Educação e Cultura. Era membro do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas.


– Marcus Luis Barroso Barros tomou posse na Academia Amazonense de Letras, e segue ocupando a Cadeira 11, cujo patrono é José Veríssimo. Dirigiu a solenidade o presidente Elson Farias e o discurso de recepção coube ao acadêmico Roberio Braga. Marcus Barros nasceu em Manaus, em 29 nov. 1947. Médico na primeira turma da Universidade do Amazonas, em 1972, especializou-se em medicina tropical na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em 1981, dirigiu o Hospital Universitário Getúlio Vargas. Mais adiante, foi Reitor da Universidade Federal do Amazonas (1989-1993). Em 2002, assumiu o cargo de diretor geral do INPA e, em janeiro de 2003, a presidência do IBAMA.


2010 – Morreu em Manaus, a desembargadora Euza Maria Nice de Vasconcelos. Surpreendente seu falecimento, visto que havia assumido essa função na Alta Corte amazonense no ano anterior, exatos quinze meses. Foi sepultada no cemitério São João Batista.

domingo, junho 20, 2010

CORONEL ALFREDO ASSANTE DIAS


Morreu à tarde de hoje, durante a vitória do Brasil, Alfredo Assante Dias, coronel da Polícia Militar, vitimado por um acidente vascular.
Nascido em 1947, foi criado no Centro da cidade, tendo estudado no Colégio Estadual do Amazonas, onde completou o curso secundário.
Em seguida, realizou o curso do Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva (NPOR), realizado no então 27º BC (hoje 1º BIS), já no bairro de São Jorge.
Parte da turma, em fevereiro de 1967, ingressou na PMAM.
Dela fazia parte os hoje coronéis da reserva: Romeu Pimenta Medeiros e Mael Rodrigues Sá, que foram comandantes da PMAM; José Cavalcanti Campos, chefe da Casa Militar em dois governos, deputado estadual constituinte; Fausto Seffair Ventura, subchefe da Casa Militar; Abelardo Pampolha, secretário de Saúde do Amazonas; Odorico Alfaia e Célio Silva. Ainda, os médicos  Jonas Marques e Marcus Barros, que foi Reitor da Ufam e presidente do Ibama.   


Assante, seu nome de guerra, foi um oficial interessado na administração da PMAM, ainda assim comandou a Companhia de Rádio Patrulha e de Polícia Rodoviária, o extinto 1º Batalhão e, com mais desenvoltura, o Departamento de Pessoal.  

Palacete Provincial, 2010

Efetuou os cursos obrigatórios na Polícia Militar de Minas Gerais. Possuía orgulho pelo 1º lugar obtido na conclusão do Curso de Técnica de Relações Públicas, realizado no Forte do Leme.

Coronel da reserva, desde 1996, passou a advogar, conquistando respeitável clientela e inúmeros amigos de profissão.

Flat Tropical Hotel, 2008


Apreciador de uma boa mesa, frequentava com aptidão o almoço mensal que os colegas da Pmam realizam. Ao final de cada mês, sentamos para lembrar algumas proezas e sentidas dores. Sua ausência será certamente sentida.
Seu corpo está sendo velado no Quartel do Corpo de Bombeiros, na rua Codajás, em Petropolis e o sepultamento ocorre amanhã no cemitério São João Batista.

Até a eternidade, amigo Assante.