CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

20 de junho de 2012

Momentos de nossa história

Sede do IGHA, em 2002
Com esse título, o finado acadêmico Ruy Lins escreveu no Informativo do IGHA, em maio de 2002, sobre os acontecimentos mais destacados ocorridos em junho de diferentes anos.

1833 - 25 DE JUNHO
Pelo Conselho Provincial, em Belém, a Comarca do Rio Negro passa a denominar-se Comarca do Alto Amazonas. Das vilas antigas foram mantidas Barcelos e Ega, sob os primitivos nomes de Mariuá e Tefé. As de Serpa, Silves, Borba, São Paulo de Olivença, São José do Javary, Moura, Thomar, passaram a simples termos, subordinados as duas vilas conservadas e as duas criadas - Manaus e Luzéa (atual Maués).

1835 - 25 DE JUNHO
Nasce em Salvador (BA), Guilherme José Moreira. Veio para Manaus com 19 anos, onde passou 44 anos da sua vida. Inicialmente, como comerciante, teve oportunidade de conhecer os principais rios do Amazonas, nos negócios com borracha e castanha. Nomeado alferes da Guarda Nacional, galgou todos os postos até coronel comandante superior na comarca da capital. Na política, foi vereador da Câmara Municipal de Manaus, deputado provincial, 2º vice-presidente da província do Amazonas.
Já no período republicano, foi governador do Estado em duas oportunidades, a última de 01-07 a 01-09-1891. Mereceu o título de barão do Juruá. Como lembrança de sua passagem, nobre e fecunda, no Estado, , em Manaus, uma artéria com seu nome - rua Guilherme Moreira.

1851 - 7 DE JUNHO
Por decreto imperial, João Batista de Figueiredo Tenreiro Aranha é nomeado presidente da nova Província do Amazonas, criada pela Lei nº 582, de 5 de setembro de 1850.

1855 - 15 DE JUNHO
Por determinação do presidente da Província do Amazonas, João Pedro Dias Vieira (11-03-1855 a 25-02-1857), a antiga vila de Ega é elevada a condição de cidade, com o nome de Tefé. Com uma área de 22.904 km-e uma população de mais de 65 mil habitantes, sob a proteção de Santa Teresa d’Avila, é um dos mais influentes municípios amazonenses. Em breve, confirmada as expectativas, deverá ser um importante polo petrolífero do Amazonas.

1871 - 18 DE JUNHO
Fundação da Associação Comercial do Amazonas. Desde o seu primeiro presidente, José Coelho de Miranda Leão, ao presidente atual, José de Moura Teixeira Lopes, nestes 131 anos de gloriosa jornada, sempre representou um inexpugnável baluarte na defesa dos interesses do Amazonas.

1874 - 24 DE JUNHO
Depois de 205 anos, as ruínas do Forte de São José do Rio Negro são destruídas por um incêndio. Apagado o fogo, estavam também apagados os derradeiros vestígios do embrião da cidade de Manaus.

1875 - 29 DE JUNHO
Nascimento de Pedro de Alcântara Bacelar. dico pela Faculdade de Medicina da Bahia, sua terra natal, veio para o Amazonas, fixando-se em Humaitá, rio Madeira, onde chegou a ser prefeito municipal. Eleito governador do Estado para o período 1917/1921, cumpriu o seu mandado com rara eficiência e equilíbrio. No seu quadriênio foram fundados o Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (25-03-1917) e a Academia Amazonense de Letras (01-01-1918). Mesmo com as dificuldades da época, a história registra ter feito um governo isento e justo, próprio de um cidadão honesto e competente.

1881 - 9 DE JUNHO
Pela Lei Provincial nº 539, na administração do presidente Alarico José Furtado (16-05-1881 a 06-03-1882), é criado o município de Barreirinha, com território desmembrado do município de Parintins.

1881 - 20 DE JUNHO
Morre, em Manaus, Alexandre de Paula de Brito Amorim, um bravo lusitano que contribuiu fartamente para o desenvolvimento do Amazonas. Chegou a Manaus em 1851, quando, após frenética atividade comercial, organizou a Companhia Fluvial do Alto Amazonas, cobrindo os principais rios da grande bacia, vencendo toda sorte de dificuldades. A partir de 1874 estabeleceu a navegação dos seringais amazônicos via Manaus direto a Liverpool (USA). Foi cônsul de Portugal em Manaus e comendador da Ordem de Cristo, concedida por Dom Pedro II. A cidade de Manaus, em sua homenagem, atribuiu o seu nome a uma de suas vias, a rua Comendador Alexandre Amorim, no bairro de Aparecida.

1911 - 28 DE JUNHO
Nascimento do português José Cruz. Assim como no passado, em anos mais recentes (e ainda hoje), a gente lusitana continua deixando no Amazonas a sua marca de grandeza e fidelidade. O comendador José Cruz é exemplo dessa incomensurável participação. Homem honrado, incansável empreendedor, deu os melhores anos de sua vida pelo progresso desta cidade.
A Fábrica Magistral e a Sociedade Beneficente Portuguesa são os emblemas mais flagrantes dessa estupenda atuação
. Atuou com afinco e dedicação em clubes de serviços e sociais, e na maçonaria; é benemérito de numerosas instituições de Manaus. Lançou em 1943 o consagrado guaraná Magistral, fabricado até hoje pelos seus descendentes. O comendador José Cruz faleceu em Manaus em 28 de abril de 1992.

1915 - 11 DE JUNHO
Morreu no Rio de Janeiro o coronel Gabriel Salgado dos Santos, senador da República pelo Amazonas, sua terra natal. Faria e Souza assim destacou: "Espírito culto, aliado a um caráter cristalino e sem jaça, o pranteado extinto era, nesses tempos de decadência moral, um belo exemplo de homem probo e varonil, diante de cujos princípios de nobreza romana e consciência impoluta se despedaçavam os vícios e torpezas". Também foi Deputado Federal. Escreveu numerosas obras, principalmente sobre temas militares.

1935 - 29 DE JUNHO
Falecimento, em Manaus, de Henrique de Souza Rubim. Exerceu numerosas atividades, todas com alta competência e dignidade. Foi juiz municipal e de órfãos, professor do Ginásio Amazonense Pedro II, diretor do Arquivo Público e Biblioteca do Estado. Foi coronel da Guarda Nacional. Colaborou ativamente na imprensa de Manaus. Sócio fundador do IGHA, a 25 de março de 1917, foi eleito para a sua primeira diretoria na posição de 2º secretário.
Jonas da Silva

1947 - 5 DE JUNHO
Morre Jonas da Silva, nascido em Parnaíba (PI) a 17 de dezembro de 1880. Veio para Manaus com apenas 11 anos de idade. Foi um odontólogo de grande competência e clientela, todavia, foi na poesia que ganhou notoriedade. Fundador da Academia Amazonense de Letras, hoje é o Patrono da Cadeira 18, ocupada pelo poeta Jorge Tufic.

Deputado Pereira da Silva
1957 - 6 DE JUNHO
Projeto do deputado federal Francisco Pereira da Silva, aprovado e transformado na Lei 3.173, é criada a Zona Franca de Manaus. Por razões burocráticas, somente foi operacionalizada dez anos depois, quando reformulada pelo decreto-lei nº 288, de 28-02-1967.

1963 - 15 DE JUNHO
Morre, no Rio de Janeiro, Antóvila Rodrigues Mourão Vieira, homem de excepcionais qualidades de cultura e dignidade. Agrônomo pela Escola Agronômica de Manaus. Professor de matemática, fundou em Manaus o Instituto Alexandre Herculano. Prefeito de Manaus, deputado estadual, deputado federal (dois mandatos) e Senador da República (idem).

1971 - 13 DE JUNHO
Manoel Anísio Jobim
Falece, em Manaus, Manoel Anísio Jobim, bacharel pela Faculdade de Direito do Recife. Juiz municipal e juiz de direito, Procurador Geral do Estado e desembargador. Lecionou na Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais do Amazonas; escreveu em rios órgãos da imprensa de Manaus; estudioso dos aspectos geográficos, históricos e sociais do Amazonas, publicou várias monografias sobre os municípios amazonenses; o seu livro O Amazonas na sua História integra a famosa coleção Brasiliana, v. 292; Senador da República, teve um brilhante atuação no Senado Federal; sócio efetivo da Academia Amazonense de Letras (ocupou a Cadeira nº 22 - Patrono: Farias Brito) e do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (ocupou a Poltrona 22 - Patrono: Gabriel de Souza) , onde chegou a ser seu Presidente. Foi um homem dotado de excepcionais valores sociais e culturais.