CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

11 de junho de 2012

A sede do Nacional: demolição

O “mais querido” do Amazonas já havia construído a nova sede - ainda existente na rua São Luís, no valorizado bairro de Adrianópolis. Em frente ao Castelinho, ponto de referência para os não iniciados na geografia da capital. Para os saudosistas, é claro, estou recordando ao Nacional Futebol Clube, também conhecido por Naça.

Jornal A Notícia, 29 abril 1972
Até então, o Nacional possuía endereço na rua Saldanha Marinho, entre a av. Eduardo Ribeiro e a rua Barroso (hoje desaparecido, transformado em depósito do Carrefour). O edifício, que abrigara, no final do século XIX, a um colégio com internato, com o fim desse estabelecimento funcionou como Pensão Floreaux (eufemismo para bordel), antes de se transformar em sede social do Naça.

Há 40 anos, em abril de 1972, esta sede desaparecia. Desaparecia junto a charanga que anunciava os bons momentos futebolísticos, como naquele ano em que o clube disputava a primeira divisão do futebol nacional. Havia conseguido jogadores do Atlético Mineiro e, sob a direção de Paulo Emílio, destacou-se na competição. A cidade também lamentava o desaparecimento do famoso baile de carnaval, que acontecia na segunda-feira gorda. O espaço já era pequeno para tantos foliões e a estrutura secular não mais oferecia segurança.

Assim, nessa data, a nova sede já proporcionava apoio aos jogadores profissionais, cujo campo de treinamento ficava ao lado. Depois veio a pista de dança. E a inauguração estava prevista para o Dia de São João, ou seja, dia 24 de junho, quando o saudoso mestre Pereira “mostrará suas habilidades culinárias na churrascaria”.

A entrevista da qual me sirvo foi prestada por Pedro Gomes, que foi lateral esquerdo, e era então tesoureiro, “mas nacionalino desde o primeiro dia de vida e funcionário do Banco do Brasil”, ao jornal A Notícia.
Detalhe da sede, extraída da capa do LP (vinil) Bossa & Romance