CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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domingo, junho 28, 2026

POEMAS DE DOMINGO

PRESENÇA DE RAUL MACHADO

Inspirado na leitura do último livro de poesias “Asas Libertas”, do grande poeta brasileiro Raul Machado, Pereira da Silva [deputado federal pelo Amazonas], o parlamentar que sempre foi poeta, que nos deu, em 1921, os “Poemas Amazônicos”, escreveu os três magníficos sonetos que, hoje, dia de seu natalício, divulgamos:

 

Pereira da Silva (1890-1973)

Recorte de O Jornal, de 10 setembro 1950


“ASAS LIBERTAS”

Ah! se fossemos nós todos, apenas, / Asas libertas, recortando alturas, / Beijando os lábios das iluminuras / No glorioso azulor [sic] dos Céus! As penas

Dessas asas roçando as brisas puras/ Da estratosfera albente, nas serenas/ Amanhecenças rosadas das planuras, / Longe a noite das dúvidas terrenas!

Sentiríamos, então, lá do alto, a Vida, / Uma eterna ascensão, pois, a descida, / Nos seria impossível ao solo aflito...

Da dor humana, sobre as covas rasas, / Rezariam, em revoada, nossas asas, / Nas catedrais de nuvens do infinito! 

                DESENCONTRO

... Posso, apenas, dizer, que os dois caminhos, / Se bifurcavam numa encruzilhada... / E uma noite abissal, pela quebrada / Da serra, uivava, entre animais daninhos...

No coração da treva amaldiçoada, / Errei, ferindo o corpo nos espinhos, / Sem saber que, bem perto, a passarada, / Pipilava, sonhando, nos seus ninhos!

Mas, por tanto implorar, em meus clamores, / A piedade dos Céus, entre fulgores. / Houve quem desse vida aos meus cansaços...

E em desencontro com a ventura, a esmo. / Encontrei-me, afinal, comigo mesmo, / Quando senti teu corpo nos meus braços! 

CAMINHADA

Senhor! Vos agradeço ter vivido, / Em todo o tempo desta caminhada, / A vida humilde, mas iluminada / De quem sabe sorrir por ter sofrido!

Glória! Glória! à expiação de ter nascido, / Quando fora melhor a vida incriada / Das coisas, que entre as trevas e a alvorada / Brotam do chão de um mundo comburido!

Na inquietude em que os anos se consomem, / Basta-me o ouro do Sol, entre os rebrilhos / Da glória imarcescível de ser homem!

E os meus sonhos de amor vivendo eretos, / Na masculinidade de meus filhos, / No sorriso de arcanjo de meus netos!

domingo, abril 26, 2026

POESIA DOMINICAL (25)


O poema traz duas curiosidades: foi elaborado por Francisco Pereira da Silva em 1929, próximo de celebrar o centenário. O autor ficou conhecido na literatura amazonense pelo registro do sobrenome nas demais obras literárias do gênero. Esta obra foi publicada na revista Rionegrino, nº 14, circulada em novembro de 1929. A ilustração foi concebida por Gil, usando um quadro de Branco Silva.

Revista Rionegrino, nov 1929

 

ORAÇÃO DA ÚLTIMA ICAMIABA

Luz de ouro e leite derramada, mansamente,

Pelo azul-desbotado dos Espaços

 

No Lago Sagrado, as águas, em êxtases, lucifremem,

Na argêntea reflexão da nudeza selênica...

- É a Lua Grande, que nadar com as uiaras tentadoras,

Para ouvir o canto misterioso da Mãe do Muiraquitã...

 

... E a última icamiaba, apoiando-se à árvore amiga,

Fita os olhos tristes na deusa dos que atuam e perdoam...

 

 “Yaci! Yaci! Quando te foste da terra,

Levaste na tua alma de luz e pluma

As angústias e as lágrimas das mulheres...

 

“A maldade dos homens ficou rondando o coração de tuas filhas...

“Então, Naruna, soltou o seu grito de guerra contra os nossos algozes...

 

“E quando andávamos, errantes, pelas montanhas e florestas,

Chorando e combatendo,

Somente a piedade branca do plenilúnio

Dava alegria aos nossos corações... 

“Yaci! Yaci! Os homens são irmãos das feras insaciáveis...

Mas, Naruna, amaldiçoando os homens, matou o amor...

 

“Yaci! Yaci! Lágrima e angústia, alegria e perdão!...

As guerreiras de Naruna vão bem longe...

Tu, que és tão meiga, tão doce e tão piedosa,

Tu, que vives tão só, bem sabes, mãe carinhosa,

Quanto dói na mulher, um coração vazio!...

 

“Traze do fundo d’água do Lago Sagrado, a pedra verde

Da felicidade!

E que ressurja o amor no peito da icamiaba,

Na glória de matar meu algoz entre beijos,

Na ânsia de morrer cantando nos seus braços!...” 

FRANCISCO PEREIRA

sábado, julho 20, 2024

REBELIÃO DE RIBEIRO JUNIOR (1)

Ainda são palavras de João Nogueira da Matta, insertas em
Manaus por dentro (1988), lembrando alguns nomes de partícipes da revolta militar que depôs o governador Rego Monteiro (1921-24) e seus filhos, instalados em postos de destaque da administração. Houve por parte da população uma aprovação unanime, tanto que os dirigentes da revolta foram aclamados em Belém (PA), Magalhães Barata, e em Porto Velho (RO), Aloizio Magalhães, sem olvidar Ribeiro Junior em Manaus, eleito deputado federal e lembrado em logradouro público (1954) que a Prefeitura adiante desmontou.
Ribeiro Junior

 "Tradicionais os conciões (sic) políticos desde os primeiros anos do século [20]. Com o eclodir da Revolução Amazonense, em 1924, tornaram-se inesquecíveis as reuniões de Ribeiro Junior, que durante 34 dias dirigiu os destinos do Amazonas. Além desse militar, cuja voz se fez ouvir com eloquência, usaram da palavra vários oradores, como Hemetério Cabrinha, Chagas Aguiar, Crisanto Jobim, Pereira da Silva e Osvaldo Viana." 


quinta-feira, maio 11, 2023

PEREIRA DA SILVA (1890-1973)

 Quando da morte do autor de Poemas Amazônicos, o Jornal Cultura, órgão da Fundação Cultural do Amazonas, na edição nº 6, de setembro de 1973, publicou o seguinte obituário:

Pereira da Silva


FRANCISCO PEREIRA DA SILVA

Às 17 horas do dia 11 de setembro deste ano de 1973, com um toque de silêncio executado por um cabo da Polícia Militar, no cemitério de São João Batista, baixou à sepultura o corpo de Francisco Pereira da Silva, autor do projeto de criação da Zona Franca de Manaus.

Cerca de mil pessoas, num longo cortejo de carros, entre elas o vice-governador Deoclides de Carvalho Leal, o prefeito Frank Lima, deputados, vereadores, amigos, populares acompanharam o féretro daquele que, por quatro legislaturas, representou o Amazonas na Câmara Federal. O corpo de Francisco Pereira da Silva foi velado na Assembleia Legislativa do Estado, saindo dali o cortejo para o cemitério de São João Batista.

Nascido no Rio Grande do Norte, em 1890, Francisco Pereira da Silva veio para o Amazonas quando contava apenas 17 anos de Idade. Aqui estudou, formando-se em Direito, ao mesmo tempo em que desenvolvia atividades de jornalista, escritor e poeta, tendo exercido vários cargos de relevância na vida pública, inclusive como, na qualidade de deputado federal, representante do Brasil no congresso da FAO, em Roma.

Pereira da Silva, como era mais conhecido, participou da revolução de 1930, tendo sido, no Amazonas, um dos líderes do movimento vitorioso, passando a integrar, após a queda do antigo regime, a Junta Governativa, ao lado dos saudosos coronel [Pedro Henrique] Cordeiro Junior e Dr. [José Alves de] Souza Brasil, figurando, também, em 1945, na qualidade de representante do Amazonas à Câmara Federai, como um dos constituintes da república, depois da queda do Estado Novo.

Em toda a sua trajetória como representante do Amazonas na Câmara Baixa do País, sempre perfilou ao lado daqueles cuja bandeira sempre foi o zelo maior pelos supremos interesses do Estado, sendo inclusive, de sua autoria, o projeto que deu origem à Zona Franca de Manaus, que, não obstante sua luta, somente dez anos depois viria a ser regulamentada já no governo do saudoso presidente Castelo Branco.

No governo do presidente Juscelino Kubitschek, quando se cogitava da mudança da capital federal, um projeto de Francisco Pereira da Silva, dando o nome de Brasília à nova capital política do País, mereceu a aprovação unânime de seus pares, e, subindo à sanção presidencial, foi imediatamente, passando assim, o nome do representante do Amazonas, a figurar entre os destacados no Congresso Nacional.

No Congresso Nacional, Pereira da Silva foi também presidente do Plano de Valorização Econômica da Amazônia, tendo, ainda, participado de várias comissões técnicas da Casa, onde a tônica maior de seu comportamento representava sempre a defesa inalienável dos supremos interesses do Amazonas.

 

domingo, julho 12, 2015

PERSONAGENS DA HISTÓRIA DO AMAZONAS

AMAZONENSES & ARRIVISTAS 

Major Fernandes, da PMAM / João Leda, da Academia de Letras, e
Paes Barreto, então jornalista
 

Arthur Araújo, tenente EB / Nelson Porto, filatelista / Luiz Bacellar, poeta


quinta-feira, outubro 25, 2012

LIVROS PUBLICADOS EM MANAUS (1900-60) 4ª Parte

Capa do livro de Francisco Pereira, 1927
mais conhecido por Pereira da Silva
Tomei a iniciativa de listar os livros que foram publicados em Manaus, no século passado. Para facilitar a exposição, limitei-os ao período de 1900 a 1960. Abaixo, outra curta amostra.

1956

NORÕES, Sebastião. Poesia frequentemente. Fenix/Planície, 80p. (acervo da Biblioteca Pública e Mário Ypiranga Monteiro)
SALLES, Waldemar Batista de. Pétalas rubras.(crônicas) Sergio Cardoso, 287p. (acervo biblioteca Mário Ypiranga Monteiro)
TUFIC, Jorge. Varanda de pássaros. Sérgio Cardoso, 66p. (acervo biblioteca Mário Ypiranga Monteiro)
Consistório de Príncipes do Real Segredo (convite). Tipografia Reis Limitada. (acervo do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas)
BENEVIDES, Aron Ypiranga. Pedaços de minha vida. Sérgio Cardoso. (acervo Biblioteca Pública e Mário Ypiranga Monteiro)
VALENTE, Aviz. Brasão de rimas (sonetos). Tipografia Palácio Real (acervo biblioteca Mário Ypiranga Monteiro)
 
1958
Primeiro livro publicado por um membro do
Clube da Madrugada, 1956

CASTRO, Mavignier de. Amazônia panteísta. Sérgio Cardoso (acervo Academia Amazonense de Letras)
L. RUAS. Aparição do clown. Sérgio Cardoso. (acervo biblioteca do autor)
TUFIC, Jorge. Pequena antologia Madrugada. Sergio Cardoso, 128p. (acervo biblioteca Mário Ypiranga Monteiro  + Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas)
MONTEIRO, Mário Ypiranga. A Catedral metropolitana de Manaus. Sérgio Cardoso.
--------------. O Regatão. Sérgio Cardoso. (acervo Academia Amazonense de Letras)
CABRINHA, Hemeterio. Frontões. Sérgio Cardoso. (acervo Mário Ypiranga Monteiro)
BENEVIDES, Aron Ypiranga. Caroço amargo  (crônicas). Sérgio Cardoso. (acervo do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas)
MAIA, Álvaro. Buzina dos paranás (poemas). Sérgio Cardoso.
----------------. Nas barras do pretório. Sérgio Cardoso, 200p. (acervo biblioteca Mário Ypiranga Monteiro)
CARVALHO, Afonso de. O eterno caminhante. Sérgio Cardoso. (acervo Biblioteca Pública)
SOARES, Felismino F. Resposta. Livraria Clássica, 74p. (acervo Biblioteca Pública)

quarta-feira, junho 20, 2012

Momentos de nossa história

Sede do IGHA, em 2002
Com esse título, o finado acadêmico Ruy Lins escreveu no Informativo do IGHA, em maio de 2002, sobre os acontecimentos mais destacados ocorridos em junho de diferentes anos.

1833 - 25 DE JUNHO
Pelo Conselho Provincial, em Belém, a Comarca do Rio Negro passa a denominar-se Comarca do Alto Amazonas. Das vilas antigas foram mantidas Barcelos e Ega, sob os primitivos nomes de Mariuá e Tefé. As de Serpa, Silves, Borba, São Paulo de Olivença, São José do Javary, Moura, Thomar, passaram a simples termos, subordinados as duas vilas conservadas e as duas criadas - Manaus e Luzéa (atual Maués).

1835 - 25 DE JUNHO
Nasce em Salvador (BA), Guilherme José Moreira. Veio para Manaus com 19 anos, onde passou 44 anos da sua vida. Inicialmente, como comerciante, teve oportunidade de conhecer os principais rios do Amazonas, nos negócios com borracha e castanha. Nomeado alferes da Guarda Nacional, galgou todos os postos até coronel comandante superior na comarca da capital. Na política, foi vereador da Câmara Municipal de Manaus, deputado provincial, 2º vice-presidente da província do Amazonas.
Já no período republicano, foi governador do Estado em duas oportunidades, a última de 01-07 a 01-09-1891. Mereceu o título de barão do Juruá. Como lembrança de sua passagem, nobre e fecunda, no Estado, há, em Manaus, uma artéria com seu nome - rua Guilherme Moreira.

1851 - 7 DE JUNHO
Por decreto imperial, João Batista de Figueiredo Tenreiro Aranha é nomeado presidente da nova Província do Amazonas, criada pela Lei nº 582, de 5 de setembro de 1850.

1855 - 15 DE JUNHO
Por determinação do presidente da Província do Amazonas, João Pedro Dias Vieira (11-03-1855 a 25-02-1857), a antiga vila de Ega é elevada a condição de cidade, com o nome de Tefé. Com uma área de 22.904 km-e uma população de mais de 65 mil habitantes, sob a proteção de Santa Teresa d’Avila, é um dos mais influentes municípios amazonenses. Em breve, confirmada as expectativas, deverá ser um importante polo petrolífero do Amazonas.

1871 - 18 DE JUNHO
Fundação da Associação Comercial do Amazonas. Desde o seu primeiro presidente, José Coelho de Miranda Leão, ao presidente atual, José de Moura Teixeira Lopes, nestes 131 anos de gloriosa jornada, sempre representou um inexpugnável baluarte na defesa dos interesses do Amazonas.

1874 - 24 DE JUNHO
Depois de 205 anos, as ruínas do Forte de São José do Rio Negro são destruídas por um incêndio. Apagado o fogo, estavam também apagados os derradeiros vestígios do embrião da cidade de Manaus.

1875 - 29 DE JUNHO
Nascimento de Pedro de Alcântara Bacelar. Médico pela Faculdade de Medicina da Bahia, sua terra natal, veio para o Amazonas, fixando-se em Humaitá, rio Madeira, onde chegou a ser prefeito municipal. Eleito governador do Estado para o período 1917/1921, cumpriu o seu mandado com rara eficiência e equilíbrio. No seu quadriênio foram fundados o Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (25-03-1917) e a Academia Amazonense de Letras (01-01-1918). Mesmo com as dificuldades da época, a história registra ter feito um governo isento e justo, próprio de um cidadão honesto e competente.

1881 - 9 DE JUNHO
Pela Lei Provincial nº 539, na administração do presidente Alarico José Furtado (16-05-1881 a 06-03-1882), é criado o município de Barreirinha, com território desmembrado do município de Parintins.

1881 - 20 DE JUNHO
Morre, em Manaus, Alexandre de Paula de Brito Amorim, um bravo lusitano que contribuiu fartamente para o desenvolvimento do Amazonas. Chegou a Manaus em 1851, quando, após frenética atividade comercial, organizou a Companhia Fluvial do Alto Amazonas, cobrindo os principais rios da grande bacia, vencendo toda sorte de dificuldades. A partir de 1874 estabeleceu a navegação dos seringais amazônicos via Manaus direto a Liverpool (USA). Foi cônsul de Portugal em Manaus e comendador da Ordem de Cristo, concedida por Dom Pedro II. A cidade de Manaus, em sua homenagem, atribuiu o seu nome a uma de suas vias, a rua Comendador Alexandre Amorim, no bairro de Aparecida.

1911 - 28 DE JUNHO
Nascimento do português José Cruz. Assim como no passado, em anos mais recentes (e ainda hoje), a gente lusitana continua deixando no Amazonas a sua marca de grandeza e fidelidade. O comendador José Cruz é exemplo dessa incomensurável participação. Homem honrado, incansável empreendedor, deu os melhores anos de sua vida pelo progresso desta cidade.
A Fábrica Magistral e a Sociedade Beneficente Portuguesa são os emblemas mais flagrantes dessa estupenda atuação
. Atuou com afinco e dedicação em clubes de serviços e sociais, e na maçonaria; é benemérito de numerosas instituições de Manaus. Lançou em 1943 o consagrado guaraná Magistral, fabricado até hoje pelos seus descendentes. O comendador José Cruz faleceu em Manaus em 28 de abril de 1992.

1915 - 11 DE JUNHO
Morreu no Rio de Janeiro o coronel Gabriel Salgado dos Santos, senador da República pelo Amazonas, sua terra natal. Faria e Souza assim destacou: "Espírito culto, aliado a um caráter cristalino e sem jaça, o pranteado extinto era, nesses tempos de decadência moral, um belo exemplo de homem probo e varonil, diante de cujos princípios de nobreza romana e consciência impoluta se despedaçavam os vícios e torpezas". Também foi Deputado Federal. Escreveu numerosas obras, principalmente sobre temas militares.

1935 - 29 DE JUNHO
Falecimento, em Manaus, de Henrique de Souza Rubim. Exerceu numerosas atividades, todas com alta competência e dignidade. Foi juiz municipal e de órfãos, professor do Ginásio Amazonense Pedro II, diretor do Arquivo Público e Biblioteca do Estado. Foi coronel da Guarda Nacional. Colaborou ativamente na imprensa de Manaus. Sócio fundador do IGHA, a 25 de março de 1917, foi eleito para a sua primeira diretoria na posição de 2º secretário.
Jonas da Silva

1947 - 5 DE JUNHO
Morre Jonas da Silva, nascido em Parnaíba (PI) a 17 de dezembro de 1880. Veio para Manaus com apenas 11 anos de idade. Foi um odontólogo de grande competência e clientela, todavia, foi na poesia que ganhou notoriedade. Fundador da Academia Amazonense de Letras, hoje é o Patrono da Cadeira nº 18, ocupada pelo poeta Jorge Tufic.

Deputado Pereira da Silva
1957 - 6 DE JUNHO
Projeto do deputado federal Francisco Pereira da Silva, aprovado e transformado na Lei nº 3.173, é criada a Zona Franca de Manaus. Por razões burocráticas, somente foi operacionalizada dez anos depois, quando reformulada pelo decreto-lei nº 288, de 28-02-1967.

1963 - 15 DE JUNHO
Morre, no Rio de Janeiro, Antóvila Rodrigues Mourão Vieira, homem de excepcionais qualidades de cultura e dignidade. Agrônomo pela Escola Agronômica de Manaus. Professor de matemática, fundou em Manaus o Instituto Alexandre Herculano. Prefeito de Manaus, deputado estadual, deputado federal (dois mandatos) e Senador da República (idem).

1971 - 13 DE JUNHO
Manoel Anísio Jobim
Falece, em Manaus, Manoel Anísio Jobim, bacharel pela Faculdade de Direito do Recife. Juiz municipal e juiz de direito, Procurador Geral do Estado e desembargador. Lecionou na Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais do Amazonas; escreveu em vários órgãos da imprensa de Manaus; estudioso dos aspectos geográficos, históricos e sociais do Amazonas, publicou várias monografias sobre os municípios amazonenses; o seu livro O Amazonas na sua História integra a famosa coleção Brasiliana, v. 292; Senador da República, teve um brilhante atuação no Senado Federal; sócio efetivo da Academia Amazonense de Letras (ocupou a Cadeira nº 22 - Patrono: Farias Brito) e do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (ocupou a Poltrona nº 22 - Patrono: Gabriel de Souza) , onde chegou a ser seu Presidente. Foi um homem dotado de excepcionais valores sociais e culturais.