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terça-feira, agosto 27, 2024

NACIONAL NO MARACANÃ (1969)

Encerrando as postagens sobre o prélio entre o Nacional FC 1x0 e o GE Maringá, em 24 de agosto de 1969, compartilho a página frontal de matutino, mostrando a explosão dos manauaras com o feito até hoje único. São passados 55 anos. 

Detalhe da 1ª página do Jornal do Commercio, 
27 agosto 1969 

Nacional de todas as cores  

Ontem, dia 26 de agosto, houve verdadeiro Carnaval na cidade com a chegada dos jogadores do Nacional, que no domingo souberam honrar o futebol amazonense no estádio Mário Filho (Maracanã), vencendo a valorosa equipe do Maringá, do Estado do Paraná, pelo placar de um a zero. Incalculável multidão, desde o meio-dia, começou a deslocar-se para o aeroporto de Ponta Pelada. As avenidas e ruas de acesso ao aeroporto apresentavam um movimento surpreendente, com milhares de pessoas a caminho de Ponta Pelada. Centenas de carros, caminhões, ônibus, motonetas conduziam milhares de pessoas. Os coletivos que fazem aquela linha eram insuficientes e os que não dispunham de ao menos uma "carona", foram a pé. Em frente à estação de passageiros a festa virou carnaval e as bandeiras de todos os times confraternizaram na recepção ao Nacional que honrou o futebol amazonense. Desaparecia o clubismo para predominar apenas o Futebol Amazonense, que vive bastantes de glórias, cabendo ao time mais querido mostrar no Maracanã, a evolução do pebol baré. E ao som de batucadas e da banda da Polícia Militar do Estado, milhares de pessoas cantaram e pularam na maior explosão de alegria que o futebol já proporcionou ao manauara. Bandeiras do Nacional, Rio Negro, América, São Raimundo, Olímpico, Fast, Sul América e Rodoviária, entrelaçavam-se numa apoteose esportiva. A tarde quente caiu, chegou à noite, e a cidade ainda cantava o grande feito.

O dia de ontem, efetivamente, será de agora em diante, o Dia do Futebol Amazonense.

Nota própria – pebol (corruptela de “pé na bola”), futebol.


domingo, agosto 25, 2024

NACIONAL NO MARACANÃ (1969)

Transcrito do O Jornal, edição de 27 de agosto, descrito com merecido entusiasmo a vitória do amazonense Nacional FC (conhecido por Naça) sobre o paranaense GE Maringá. 

Recorte de O Jornal, 27 agosto 1969

Dia 24 de agosto de 1969, o Maracanã repleto assistia também a caminhada vitoriosa do Brasil rumo ao título mundial de futebol. E antes o futebol amazonense se consagrava perante o país inteiro, graças ao esforço do grande e dedicado presidente Flaviano Limongi da Federação Amazonense, que conseguiu junto à CBD a apresentação do Nacional, campeão amazonense.



O Nacional bravamente venceu seu valoroso adversário pela contagem mínima gol assinalado por ação de Pepeta [José Ricardo dos Santos Silva], aos 10 minutos do segundo tempo. Gol que fez vibrar não só a torcida amazonense, bem como a torcida presente que simpatizou com o onze do maior Estado do Brasil. A partida apresentou os seguintes detalhes: Juiz — Luiz Carlos Oliveira; auxiliares — Eduardo Menezes e Aloísio Felisberto da Silva, todos da Federação Carioca de Futebol.


O glorioso quadro do Nacional venceu com Marialvo; Pedro Hamilton, Sula, Valdemiro e Téo; Mário e Rolinha; Zezé, Rangel, Pretinho (Marcelo) e Pepeta. Maringá (Paraná) com Adelson; Cisca, Zé Carlos, Ditão e Japonês; Gauchinho e Reginaldo; Varley (Peter), Ademir (Zé Leite), Edgar e Valtinho. (...)

SERÃO HOMENAGEADOS

Para comemorar a visita do Nacional ao Maracanã, o presidente da FAF prestará significativa homenagem aos componentes da delegação do Nacional, bem como os demais cronistas que assistiram a grande exibição do representante do futebol amazonense. A delegação do Nacional FC que viajou ao Estado da Guanabara, para o jogo com o Maringá estava assim constituída e todos receberão medalhas amanhã em solenidade a ser realizada na FAF.

Presidente - Des. Joaquim Paulino Gomes. Diretores - Alfredo Ferreira Pedras, José Renato da Frota Uchoa, Samuel Facundo do Valle e José Soares Portela. Colaboradores - dr. Péricles Toledo e sr. Emanuel, antigo craque do Nacional. Técnico - Alfredo Barbosa Filho; médico - dr. Juarez Klinger; massagista - Júlio Fernandes; Roupeiro - Eduardo Santos, e Messias Sampaio, que foi como representante da crônica, escolhido pelo clube, e os seguintes atletas: Marialvo, Procópio, Pedro Hamilton, Sula, Valdemiro, Valdir Santos (emprestado pelo São Raimundo), Téo, Mário, Rolinha, Bell, Zeze, Rangel, Pretinho, Pepeta, Márcio, Marcelo e Chiquinho.