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sexta-feira, março 29, 2024

ARQUIVO HISTÓRICO DO CORPO DE BOMBEIROS

Em fevereiro de 1920 assumiu o comando do Corpo de Bombeiros o capitão PM Arthur Martins da Silva, pernambucano que aprendeu o ofício de “homem do fogo” em Belém do Pará. Somente deixou o comando 18 anos depois em decorrência de seu falecimento (julho de 1938). A trajetória deste oficial na corporação foi marcante, tanto que em decorrência da Rebelião de Ribeiro Junior, em julho de 1924, assumiu o comando da Força Pública. Todavia, não deixou um retrato para adornar a Galeria de Comandantes, talvez pela ausência de família, dado sua condição de celibatário.

À época, a condição econômica do Estado era de decadência, após o desastre da borracha. Situação idêntica enfrentavam os organismos estaduais, consequentemente a Força Estadual. Os Bombeiros subordinados à Prefeitura local padeciam da mesma situação. Para ilustrar a postagem recolhi do arquivo corporativo páginas de livros de coleção de Boletim Interno. Ao menos se conhece o nome de um Bombeiro, 1º sargento Antonio Barbosa Abreu, cuja caligrafia impressiona.

 

Coleção mensal de BI 


Coletânea de BI mensal


terça-feira, fevereiro 28, 2023

PMAM: AS PRIMEIRAS OPMs

 O desastre financeiro suportado pelo Amazonas com o declínio da borracha, na primeira década do século 20, levou de roldão as instituições estaduais. No seio delas, a Polícia Militar do Estado. Em meado do século passado, a força estadual instalada no quartel da Praça da Polícia dispunha de cerca de trezentos homens, correspondente ao de um batalhão militar.

Com fundamento nesse efetivo, o governador Arthur Reis (1964-67) baixou, em 3 de maio de 1965, o ato denominando aquele efetivo de “Batalhão Amazonas” (adiante denominado de 1º BPM), para louvar os feitos gloriosos praticados às margens do rio Vaza Barris, quando da campanha de Canudos, “nos ínvios sertões baianos”.

O decreto 188/65 finca de forma indelével um marco da evolução da PMAM. Em sequência vieram outros atos normativos ora criando, ora ampliando, ora extinguindo alguma Organização Policial Militar (OPM). Compete lembrar que um mês antes desta festa, por disposição interna (BI 80/65), foi criado o Centro de Instrução Militar (CIM), extinto em 1972.

O presente capítulo da história da força militar estadual fica balizado com aquela datação, todavia, o decreto 2426/1972 se trata de outro dispositivo renovador do desempenho da corporação. Uma das mudanças alcançadas por este decreto, bem aclamada pela cidade, foi a incorporação dos Bombeiros Municipais ao efetivo da PMAM.

Viatura (prosaico Fusca) da Cia R P, no
pátio do CIM (cujas instalações se vêm ao fundo)


 

Ano de criação

Nomenclatura

1965

·      Centro de Instrução Militar (CIM) - BI 80, 07|04|

·      1º Batalhão de Polícia Militar (1º BPM) - Decreto 188, 03|05|                 

1969– Decreto 1394, 06|06|

·      Chefia do Estado Maior Geral (Ch EMG)     

1970

·      2º Batalhão de Polícia Militar (2º BPM) – Decreto 1854, 02|09|

·      Batalhão de Policiamento Especial (BPE) – Lei 1011, 31|12|   

 

Viatura da Cia de Rádio Patrulha

                 

1972 – Decreto 2426, 14|12|

·      Corpo de Bombeiros (CB)                                                                   

·      Companhia de Rádio Patrulha (Cia R P)                                          

·      Companhia de Trânsito (Cia Tran)                                        

·      Companhia de Polícia Rodoviária (Cia P Rdv)                                

·      Companhia do Comando Geral (Cia CG)    

Portão do extinto Piquete de Cavalaria, hoje
exposto no quartel do CPM, na Praça 14 


  

domingo, junho 12, 2022

NOTA SOBRE O CORPO DE BOMBEIROS DO AMAZONAS

Conforme o título, a nota revela um detalhe dos Bombeiros Municipais, existentes em 1909. Convém lembrar que o Amazonas percorreu aquele início de século sob o governo dos irmãos Nery (1900-07), seguido da administração do coronel da PM Raimundo Afonso de Carvalho. Que foi sucedido por Antonio Bittencourt (1908-12), protagonista de sérios desastres na história amazonense. 

A notícia aqui compartilhada do Diário Oficial do Estado ocorreu em seu governo, apesar de que os "homens do fogo" estavam subordinados à Prefeitura de Manaus. De uma simples leitura pode-se perceber a indigência desse Corpo. E o edifício descrito na peça foi reconstruído, localiza-se no cruzamento da av. Sete com a rua da Instalação.


Em nossos dias, o Corpo de Bombeiros Militar é uma organização autônoma, integrante da Secretaria de Segurança do Estado.


Companhia de Bombeiros Municipais

 Diário Oficial, domingo,  21 de novembro de 1909                                                                    

 Insisto em ponderar que está sem materiais e em reduzido número de homens o Corpo de Bombeiros Municipais. Já vos tinha afirmado as suas precárias condições e agora aproveito o ensejo para lembrar-vos as dificuldades em que ficaram há pouco, no dia 19 de outubro, por ocasião do pavoroso incêndio que destruiu o prédio Kahn Polack.

Não há perícia e bravura que excluam a necessidade de bons aparelhos como sejam bombas, mangueiras, escadas etc., além da falta de homens, em momentos como aquele. Com os elementos que poderiam dispor, em frente ao maior incêndio que os anais da cidade registram em suas páginas, tudo fizeram digno de merecidos encômios; a falta d'agua abundante foi ainda um dos principais motivos de não se pode atacar eficazmente o fogo, que devorou, em poucas horas, o grande prédio.

Foi um fato aliás desagradável que veio patentear a carência em que estamos de dotar a Municipalidade com os recursos de que a Companhia de Bombeiros precisa. O aumento do número de praças, mangueiras e escadas, enquanto se espera que chegue a esta capital a bomba automóvel encomendada para Londres, suprirão as deficiências do momento.

Agora que ides votar a lei orçamentaria para o ano próximo futuro é conveniente que se consigne uma verba para aquisição de mais alguns aparelhos de pequeno custo. Com a importância de 60:000$000 que o Governo do Estado destinou em seu orçamento para 1910, a título de auxílio para melhorar as condições da Companhia, além de lhe dar a casa que serve de quartel, pode-se afirmar que os bombeiros municipais prestarão grandes benefícios à cidade.

Aqui consigno em nome da Municipalidade, os meus agradecimentos pela valiosa oferta de 100 metros de mangueira para incêndio, que fizeram os srs. Kiernam & Peters.