CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

10 de setembro de 2014

POETA THIAGO DE MELLO



Thiago de Mello é candidato à Academia Brasileira de Letras

Mello em sua posse na Academia Amazonense de Letras


O poeta amazonense Thiago de Mello é candidato à cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras, que tem como patrono o poeta e dramaturgo Araújo Porto-Alegre e cujo último ocupante foi Ariano Suassuna.

Thiago jamais pleiteou uma vaga na ABL, embora tenha sido instado por vários amigos que por lá passaram, desde o poeta Manuel Bandeira até o próprio Suassuna. Mas não resistiu ao apelo do amigo de mais de 60 anos Carlos Heitor Cony:

– Ó Thiago, eu não quero morrer sem ver você na Academia. Depois eu morro pra você sofrer um pouco.

Cony, que tem a mesma idade de Thiago, continua trabalhando e produzindo regularmente.

O principal adversário de Thiago de Mello é o colunista global Zuenir Ventura, 83 anos, autor de 1968: o ano que não terminou, além de cinco outros títulos. Já não bastava o Merval Pereira...

Aliás, no quesito bibliografia, o caboco suburucu dá um banho de cuia. Confiram.

Bibliografia de Thiago de Mello

POESIA

Silêncio e palavra. Rio de Janeiro: Hipocampo, 1951.
Narciso cego. Rio de Janeiro: José Olympio, 1952.
A lenda da rosa. Rio de Janeiro: José Olympio, 1955.
O andarilho e a manhã. José Olympio, 1960.
Tenebrosa acqua. José Olympio, 1960.
Toadas de cambaio. José Olympio, 1960.
Vento geral (1951-1960). Rio de Janeiro: José Olympio, 1960. (Prêmio Olavo Bilac da Academia Brasileira de Letras)
Faz escuro mas eu canto. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1965.
A canção do amor armado, 5 ed.. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1983.
Poesia comprometida com a minha e tua vida, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1975. 5 ed. Civilização Brasileira, 1983.
Os estatutos do homem, edição ilustrada por Aldemir Martins. Martins Fontes, São Paulo, 1977. 3 ed. 1980.
Horóscopo para os que estão vivos. São Paulo: Martins Fontes, 1980.
Mormaço na floresta. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2 ed. 1983.
Vento geral II- Poesia 1951/1981. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1984.
Num campo de margaridas. Rio de Janeiro: Philobiblion, 1986.
De uma vez por todas. Rio de Janeiro: Bertand Brasil, 1996. (Prêmio Jabuti de melhor Poesia)
Campo de milagres. Rio de Janeiro: Bertand Brasil, 1998. (Prêmio Jabuti de melhor Poesia)
Faz escuro, mas eu canto. Rio de Janeiro: Record e São Paulo: Altaya, 1999. (coleção Mestres da Literatura Brasileira e Portuguesa)
Poemas preferidos pelo autor e seus leitores. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2000.
A floresta vê o homem. Men viem from the forest – Edição bilíngue. Organizado e Tradução de   Sérgio Bath. Manaus: Valer, 2006.
Melhores Poemas: Marcos Frederico Krüger Aleixo (Seleção e prefácio) São Paulo: Global, 2009.
Os Estatutos do Homem. Edição trilíngue .  Versão castelhana de Pablo Neruda. Versão inglesa Robert Marques e Trudy Pax. Vergara y Riba, São Paulo. 2012.
Como sou. São Paulo: Global. 2014

PROSA

Notícia da Visitação que fiz no Verão de 1953 ao rio Amazonas e seus Barrancos. Ministério da Educação, 1957.
A estrela da manhã. Ministério da Educação, 1958.
Arte e ciência de empinar papagaio. Manaus, 1982.
Manaus, amor e memória. Rio de Janeiro, Philobiblion, 1984.
Amazonas, a menina dos olhos do mundo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1992.
Amazonas, pátria da água. Water Heartland. Edição bilíngue. Fotografia de Luiz Claudio Marigo. São Paulo: Sver & Boccato, 1990 (Prêmio Osvaldo Orico da Academia Brasileira de Letras, em 1989)
O povo sabe o que diz. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 2. Ed. 1993.
Borges na luz de Borges. São Paulo: Pontes Editores, 1993.
Amazonas águas, pássaros, seres e milagres. Rio de Janeiro: Salamandra, 1998.
Os milagres da palavra. Florianópolis, Museu/ Arquivo da Poesia manuscrita, 1998.
Tradução: arte de recriar. Florianópolis, Museu/Arquivo da Poesia Manuscrita, 1999.
Mamirauá, Foto: Luiz Claudio Marigo. Tefé: Sociedade Civil Mamirauá, 2002.
ABC da floresta Amazônica. Com Pollyanna Furtado. Fortaleza: Conhecimento, 2008.
O desafio do exílio. In: Caderno do Refúgio. Brasil: ACNUR, 2007.

Neruda no coração da floresta. Memorial da América Latina: São Paulo, 2008.

Se o quesito qualidade da obra fosse o único determinante ele já estaria eleito. Infelizmente, academias têm lá seus achaques e tiques. Desde Richelieu. Nossa torcida para o poeta.


* colado do palavradofingidor.blogspot.com - do poeta Zemaria Pinto.