CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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domingo, outubro 28, 2012

RENAN FREITAS PINTO NA ACADEMIA DE LETRAS




Renan Freitas Pinto,
na posse
O professor doutor Ernesto Renan Melo Freitas Pinto recebeu, na última sexta-feira 26, do silogeu amazonense o colar acadêmico, empossado na Cadeira 32. A sessão presidida pelo acadêmico Arlindo Porto teve discurso de recepção do médico Marcus Barros. A assistência contou com expressiva representação da Universidade Federal do Amazonas, onde o agraciado pontifica. Discípulos, colegas de magistério e orientandos estiveram na plateia. A noite foi magnífica, especialmente, pela oração do doutor Renan, que lamentavelmente foi obrigado a encurtá-la pela dormência na mesa diretiva.
 
Símbolo da Academia Amazonense

Outro detalhe ficou por conta do cerimonial. A cada intervalo era anunciada a presença de um politico: no primeiro, foi chamado à mesa o deputado federal Francisco Praciano. No seguinte, a presidência proclamou a presença do deputado estadual José Ricardo Wendling e, por fim, o expressivo vereador Waldemir José, todos do Partido dos Trabalhadores (PT).

Ocuparam lugares no evento 15 acadêmicos: na presidência, Arlindo Porto e Armando de Menezes, ainda Rosa Mendonça, representante da Reitora da Ufam; nas poltronas azuis, Elson Farias e José Braga (ex-presidentes), Marcus Barros, Carmen Novoa, Marilene Corrêa, Moacir Andrade, Zemaria Pinto, Marcio Souza, Aldisio Filgueira, Abrahim Baze, Francisco Vasconcelos e Geraldo dos Anjos.

O discurso do novel integrante da Casa de Adriano Jorge,  ambos oriundos de Maceió (AL), correspondeu à sua cultura, constitui uma página significativa de sua formação acadêmica. Contou que, apesar de pais amazonenses, nasceu nas Alagoas devido a obrigação profissional do pai. Chegou a Manaus aos 19 anos, portanto, em 1962, às vésperas do Golpe Militar. 

Logo se fez amigo dos poetas Elson Farias e Luiz Bacellar, que o encaminharam no Movimento Madrugada, onde compartilhou a atuação dos artistas plásticos Álvaro Páscoa, Moacir Andrade e Getúlio Alho. Outra animação cultural de então foi a do Grupo de Estudos Cinematográficos (GEC), quando encontrou ao Márcio Souza e o padre Luiz Ruas.

Adiante, cumprindo a formalidade de posse, Renan formalizou sutil interpretação de seus antecessores, começando pelo patrono da Cadeira – Bernardo Ramos. Este, para o empossado, possui marcas definidas: (1) a coleção de moedas que Beré (tratamento familiar do patrono) alicerçou e atualmente embasa o Museu de Numismática estadual; (2) de agente da modernidade na Manaus do início do século XX, como viajante e vendedor de modas. 

O primeiro ocupante da Cadeira 32 foi o cônego Walter Nogueira, nascido em Coari (AM), porém com formação intelectual e religiosa a partir de Manaus e encerrada com doutorado em Roma (ITA). Exerceu o paroquiado da Catedral local e diversas funções públicas no Estado, todavia, restou assinalado pela instalação da Faculdade de Ciências Econômicas, em 1957, hoje incorporada a Ufam.

Na sequência, esta Cadeira coube ao economista Ruy Lins, por sinal, oriundo da Escola de Economia do predecessor. Lins, na condição de superintendente da Suframa, representou a mudança regional, preocupado com a formação de quadros.

Para encerrar sua oração, Freitas Pinto rendeu sua homenagem a dois saudosos acadêmicos, aos quais denominou de “iluminados na passagem entre nós” : Narciso Lobo e Luiz Bacellar.

Marcus Barros cuidou da recepção. Na condição de antigos companheiros, Barros soube resumir a passagem igualmente iluminada que o acadêmico Freitas Pinto realiza em nosso meio.

quinta-feira, agosto 16, 2012

MEMÓRIA & SAUDADE




Manoel Bastos Lira (1913-98)
 Extraído do Informativo do IGHA, agosto 2002, cuja redação pertence ao saudoso sócio desta agremiação, Ruy Alberto Costa Lins (RACL). Apesar de expor ligeiramente a trajetória de Bastos Lira, seu contemporâneo Ruy Lins sabe bem o que dizer.  

A última e definitiva viagem que o cientista Manoel Bastos Lira realizou a 1º de setembro de 1998, deixou um vazio sem precedentes na história do Amazonas, sob qualquer aspecto que se queira examinar. Bastos Lira foi um homem brilhante, de talento incomum, de extraordinárias virtudes. Personalidade marcante, simples e informal, era portador de um cabedal portentoso, capaz de abordar, com segurança e desenvoltura os mais diferenciados assuntos relacionados com os estudos e os intrincados caminhos das ciências físicas e naturais. Ao mesmo tempo, nas conversas do dia-a-dia, abordava os assuntos triviais com irreverência e transmitindo contagiante simpatia.

Nascido em Manaus a 6 de junho de 1913, realizou os seus estudos regulares no Colégio Dom Bosco, obtendo o primeiro lugar na sua turma de bacharéis em Ciências e Letras. Recebeu, então, convite do padre Pedro Ghislandi para lecionar História Natural no Colégio Salesiano. Concluiu, também, o curso de química industrial na Escola Agronômica da Universidade Livre de Manaus.

Tornou-se professor catedrático do Ginásio Amazonense Pedro II defendendo a tese Algumas notas sobre valência química, e da Escola Normal com a tese O Oxidulo de prata e a fotografia.  Continua sua brilhante trajetória de Farmacêutico e Professor, sempre se destacando com as ocupações, encargos e responsabilidades que lhe atribuíam.

Instalou o primeiro laboratório de análises clínicas da Secretaria de Saúde, naquele tempo ainda Departamento de Saúde Pública. Foi chefe da farmácia do hospital da Santa Casa de Misericórdia.
Fez parte da equipe que fundou o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA e a Universidade do Amazonas. Fez funcionar, na área de saúde, os cursos de farmácia e odontologia, tendo sido diretor da respectiva faculdade durante 25 anos.

Na sua especialidade era referência nacional e internacional. Realizou inúmeras viagens de estudos pelo Brasil e diversos países. Dominava, com fluência, o inglês, francês, italiano e espanhol.
Foi autor de mais de quatro centenas de artigos publicados em jornais de Manaus, além de numerosos artigos abordando quesitos relacionados com as suas áreas de atuação profissional, publicados em revistas científicas do Brasil e exterior. Ainda encontrou tempo para escrever a história do clube amazonense do seu coração, o Atlético Rio Negro Clube, no qual foi seu presidente.

Como é natural pertenceu a diversas instituições científicas e culturais, como a American Association for the Advancement of Sciences; American Chernical Society; The New York Academy of Sciences; Sociedade Brasileira de Bioquímica; Sociedade Brasileira de Análises Químicas; Academia Nacional de Farmácia; Sociedade Brasileira da História da Farmácia, entre outras.

Recebeu a "Ordem do Mérito Farmacêutico" (Medalha de Ouro) concedida pela Associação Brasileira de Farmacêuticos e a "Medalha
de Honra ao Mérito" conferida pelo Conselho Federal de Farmácia. Foi professor emérito da Universidade Federal do Amazonas. Em Manaus foi o fundador da cadeira nº 34 - Patrono: Ermano Stradelli, da Academia Amazonense de Letras, e no Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas ocupou a Poltrona nº 14, cujo Patrono é Karl von Martius (1794/1868).

O professor e cientista Manoel Bastos Lira deixou muitas saudades, pelo trabalho que realizou em favor da sua terra natal, pela sua postura social de homem correto e probo, pelo talento da sua formação profissional, razões suficientes para que o seu nome não seja esquecido. O IGHA o homenageia e o reverencia nesta página de memória e saudade. (RACL)

quarta-feira, agosto 15, 2012

Momentos de nossa história (2ª parte)




Roberto Mendonca (em pé) e
Ruy Lins, no IGHA, 2002
Com este título, Ruy Alberto Costa Lins (RACL), então sócio do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA) e redator do Informativo desta agremiação, listou fatos valiosos da história do Amazonas registrados em agosto de diversos anos. Lembro que esta listagem foi produzida em agosto de 2002, por isso, algumas defasagens podem ser observadas.
Tomei a liberdade de acrescentar algumas notas, as quais marquei com o sinal (RM). 

1901 - 9 de agosto
Nascimento de Leopoldo Carpinteiro Peres. Usamos as palavras do [saudoso] senador Jefferson Peres (sócio efetivo do IGHA), seu sobrinho, publicadas por ocasião do centenário do seu nascimento. "Como se fora um predestinado, acostumou-se a estar entre os primeiros, em tudo, ao longo de sua breve e fecunda existência. Já no famoso colégio do professor José Chevalier, onde fez as primeiras letras, foram seus os primeiros lugares, em todas as séries, e na última logrou arrebatar as maiores notas em todas as disciplinas. Não foi diferente mais tarde, no curso de Direito (turma de 1922), no qual foi tranquilamente o primeiro colocado. Em suas atividades profissionais, políticas e literárias continuou fiel à sua vocação de vencedor. Escritor, tribuno, jornalista e poeta, conseguiram ser estrela de primeira grandeza num firmamento literário onde cintilavam astros da categoria de Péricles Moraes, Adriano Jorge e Huascar de Figueiredo". Deputado Federal, faleceu na tribuna da Câmara Federal, quando exercitava os seus fulgurantes dotes de tribuno, na defesa dos interesses do Amazonas, no esplendor da sua carreira política e literária, aos 47 anos, em 26 de novembro de 1948.  

1909 - 15 de agosto
Assassinato de Euclydes da Cunha, quando tinha apenas 43 anos.
No início do século passado, em virtude de sua
designação oficial para estudar as nascentes do rio Purus, toma-se um especialista em rios amazônicos. Durante algum tempo residiu em Manaus. Escritor, ensaísta e jornalista fluminense é um expoente nacional, com "Os Sertões", clássico da literatura nacional. Manaus o homenageia com a Escola Estadual Euclides da Cunha e com a rua de mesmo nome, localizada no bairro do Aleixo.  

1926 - 14 de agosto
Falece, em Manaus, doutor Astrolábio Passos. Médico pela Faculdade
de Medicina da Bahia veio para Manaus, em 1895, para dirigir o Instituto de Artes e Ofícios (extinto), depois médico e diretor do Instituto Benjamin Constant. Foi médico e sócio benemérito da Santa Casa de Misericórdia e da Sociedade Beneficente Portuguesa. Seu feito mais notável, juntamente com o engenheiro Eulálio Chaves e o doutor Paulo Eleutherio ÁIvares da Silva, foi a fundação e instalação da primeira universidade brasileira, a Escola Universitária Livre de Manaus, fato que ocorreu a 17 de janeiro de 1909. Doutor Astrolábio Passos nasceu em Jeromenha (PI), a 18 de dezembro de 1862. Foi um dos fundadores do IGHA.
 

1928 - 18 de agosto
Falece em Óbidos (PA), sua cidade natal, Manoel Francisco Machado,
barão do Solimões. Agnello Bittencourt (1973) traça um
perfil emocionante desta extraordinária figura de homem público. Doutor em Direito pela Universidade de Coimbra, latinista, diretor-geral da Instrução Pública, presidente da Província do Amazonas, comendador da Ordem da Rosa e da Ordem de Cristo, constituinte de 1891, Senador da República, nada disso serviu para escapar do mais penoso e completo esquecimento.  

1932 - 2 de agosto
Organizada em 1759, pelo padre Samuel Fritz, jesuíta, com a denominação de Alvelos, a vila de Coari passa à condição de cidade, por decisão governamental. Um dos mais simpáticos e prósperos municípios do Amazonas, possui condições naturais para um extraordinário desenvolvimento.  

24 de agosto
Ocorreu a Batalha Naval de Itacoatiara. Nela, são derrotados os rebeldes da fortaleza de Óbidos (PA), embarcados nos navios Jaguaribe e Andirá. A defesa da Velha Serpa coube ao capitão PM Gonzaga Tavares Pinheiro, então prefeito da cidade. Seu parceiro foi o padre Joaquim Pereira. Gonzaga atuou para retardar as ações rebeldes, esperando como aconteceu a chegada de reforços. (RM) 

1945 - 22 de agosto
Violento incêndio faz desaparecer a Biblioteca Pública do Amazonas,
traduzindo um forte dano ao patrimônio cultural do Amazonas. Atualmente, passados 57 anos, a pertinácia e a determinação do amazonense, redundou, não apenas da construção de novo prédio, com a mesma linha arquitetônica, mas na montagem de um acervo ainda maior e mais valioso. (Vide o nosso Informativo nº 9, maio de 2002, na primeira página, Patrimônio Cultural do Amazonas). 
 

1952 – 19 de agosto
Nasce em Manaus, o escritor Milton Hatoum.  Estudou no Grupo Escolar Barão do Rio Branco e, em 1964, no Colégio Estadual do Amazonas. Graduado em Arquitetura pela USP. Morou em Barcelona e Madri, na Espanha. Pós-graduação em Paris (FRA). De retorno a Manaus, ensinou na Ufam Literatura Francesa. Publicou Relato de um certo oriente, Dois Irmãos, Cinzas do norte, já traduzidos em vários idiomas. Em 10 de dezembro de 2002, recebeu a Medalha Rodolpho Valle, por indicação do vereador Bosco Saraiva. Presidiu a sessão o vereador Nelson Azedo, presidente da Câmara Municipal. Disse o agraciado em seu discurso: “tudo que o escritor deseja é conquistar bons eleitores.” (RM) 

1957 - 21 de agosto
Grupo de jornalistas funda e instala o Sindicato dos Jornalistas
Profissionais do Amazonas, sendo eleito primeiro presidente Arlindo Augusto dos Santos Porto, um dos membros mais proeminentes. Sócio efetivo do IGHA, ex-presidente da Casa de Bernardo Ramos, por três mandatos consecutivos, ocupa a Poltrona nº 45, cujo Patrono é Rodolpho Garcia, tendo tomado posse a 10 de julho de 1981.
 

1970 - 4 de agosto
Falece em Manaus o professor Júlio Benevides Uchoa, amazonense de Humaitá, rio Madeira. Durante anos foi diretor do Departamento de Estatística do Amazonas, revelando-se um competente e operoso burocrata, com extremada dedicação ao serviço público. Lecionou no Colégio Dom Bosco. Publicou vários livros, dentre os quais, Flagrantes educacionais do Amazonas de ontem, 1966.  

1972 - 3 de agosto
Falecimento, no Rio de Janeiro, do amazonense, médico e jornalista, tribuno e escritor, Walmiki Ramayana Paula e Souza de Chevalier. Foi o orador da sua turma de médicos (1931), na Faculdade de Medicina da Bahia. As suas incessantes atividades, também fecundas e brilhantes, não cabem neste  pequeno registro. Exerceu a medicina nos principais hospitais do Brasil; trabalhou em importantes jornais de Manaus, Bahia e Rio de Janeiro; na tribuna foi fulgurante, deixando a todos extasiados com a beleza do seu verbo. Deixou numerosos livros publicados. Na Academia Amazonense de Letras ocupou a Cadeira nº 2, cujo Patrono é Euclides da Cunha. Foi sócio efetivo do IGHA.  

1979 - 20 de agosto
No nosso Informativo nº 10, de junho deste ano, prestamos merecida homenagem ao médico e cientista Djalma da Cunha Batista, falecido nesta data, em Manaus, com apenas 63 anos. Naquela oportunidade foi dito: Djalma Batista foi um homem admirável e de muitas virtudes. Inigualável cientista, excepcional mestre, foi possuidor de um ponderável dom de inspirar respeito e confiança nas pessoas. Honrado, probo, meticuloso, voltado para o bem e para a paz, sempre com muita bravura. Acima de tudo, um sábio. Um sábio humanista.  
Capela (fundos) do cemitério São João

1991 – 10 de agosto
Morre em Manaus, João Nogueira da Matta. Advogado, jornalista, político, professor, prosador e poeta, marcou a sua presença como um meticuloso estudioso dos problemas amazônicos, que conhecia a fundo. Ocupou várias Secretarias de Estado; professor da Faculdade de Direito do Amazonas e do Colégio Dom Bosco; procurador da Fazenda Estadual; foi deputado estadual e deputado federal. Deixou muitos livros publicados, em prosa e verso, todos abordando temas amazônicos. Foi membro da Academia Amazonense de Letras,
onde ocupou a Cadeira nº 6, cujo Patrono é Adriano Jorge. 
 

2001 – 5 de agosto
Morreu em Manaus, vítima de câncer pulmonar, doutor Plínio Ramos Coelho, graduado em Direito pela Faculdade local, governador do Estado em duas ocasiões: 1955-59 e 63-64, quando foi cassado por ato institucional. Por decisão pessoal, seu corpo seguiu para a cidade de São Paulo onde foi cremado, todavia, suas cinzas devem adubar uma frondosa árvore no sítio da família. (RM)

- 10 de agosto
Instalação da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), fundada e organizada pelo governador Amazonino Mendes, que pretende atuar em todo estado do Amazonas. O seu primeiro Reitor foi o professor doutor Lourenço dos Santos Pereira Braga, oriundo da Universidade Federal do Amazonas, onde foi diretor da Faculdade de Direito. (RACL)

-12 de agosto
Morre em São Paulo (SP) o advogado Raimundo Aleixo da Silva, esposo da então vereadora Otalina Aleixo. Seu corpo, trasladado para Manaus, foi visitado na funerária Almir Neves (Monsenhor Coutinho). Bacharel pela Faculdade de Direito do Amazonas, foi vereador da Cidade. (RM)

-14 de agosto
Morre em Brasília (DF) José Menezes Ribeiro, nascido em Parintins (AM), casado com Darlinda Menezes e pai de treze filhos, entre os quais Euler Ribeiro, que foi secretário de Saúde do Estado e representante na Câmara Federal. (RM) 

2009 – 25 de agosto
Morre, em Manaus, o poeta Aníbal Augusto Ferro de Madureira Beça Neto, imortal da Academia Amazonense de Letras. Foi sepultado no cemitério São João Batista. (RM)

terça-feira, agosto 14, 2012

Momentos de nossa história (1ª parte)

     


Capa do Informativo de agosto 2002,
do IGHA
  
 Com este título, Ruy Alberto Costa Lins (RACL), então sócio do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA) e redator do Informativo desta agremiação, listou os principais fatos da história do Amazonas registrados em agosto de diversos anos. Lembro que esta listagem foi produzida em agosto de 2002, por isso, algumas defasagens observadas. 

1786 - 26 de agosto
Nomeação do brigadeiro de engenheiros Manoel da Gama Lobo d' Almada, para governador da Capitânia de São José do Rio Negro, cargo que assumiu a 3 de outubro de 1786. Em que pese às dificuldades que enfrentou, sobretudo de natureza política, realizou um notável trabalho de gestão pública e de magistral envergadura, que não será esquecido pelos amazonenses. Em Manaus, no centro da cidade, temos a conhecidíssima rua Lobo d' Almada, em sua homenagem.  

1803 - 9 de agosto
Nasce na Bahia, Lourenço da Silva Araújo Amazonas, capitão de mar e guerra da Marinha Imperial. Especializando-se na geografia e história do Amazonas, depois de demorados estudos, publica em 1852 o "Dicionário topográfico, histórico e descritivo da Comarca do Alto Amazonas." Vejamos o depoimento de Agnello Bittencourt (1973): "Este trabalho circulou no mesmo ano da instalação solene da Província do Amazonas. Foi uma obra marcante nos velhos direitos de posse, jurisdição, domínio e soberania daquela grande zona de águas e florestas ubertosas, as mais vastas e ricas do globo". Faleceu a 4 de maio de 1864. 

1847 - 9 de agosto
Nasce Dom José Lourenço da Costa Aguiar, 1º bispo diocesano do Amazonas (a partir de 18-6-1894). Nascido em Sobral (CE), foi ordenado sacerdote a 30-11-1870, em Fortaleza (CE), e, a 11-3-1894, ocorreu a sua sagração episcopal, em Petrópolis (RJ). Na ocasião em que foi nomeado para a recém-criada diocese do Amazonas, era cônego e vigário geral do Amazonas. Faleceu em Lisboa (POR) a 5 de junho de 1905.  

1853 - 18 de agosto
Nasce em Manaus, doutor Lauro Batista Bittencourt. Após a conclusão do seu curso de humanidades no Liceu Amazonense, tornou-se engenheiro civil pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro. Novamente em Manaus, desenvolve magnífico trabalho na sua área profissional, com raro dinamismo e competência, contribuindo decisivamente para a mudança da feição de Manaus, já capital da Província do Amazonas, principalmente no período em que ocupou a cargo de Diretor das Obras Públicas do Estado. Faleceu a 27 de abril de 1916.  

1858 - 18 de agosto
Nasce o professor Marciano Ferreira Armond, em Minas, mas dedicou mais de 40 anos da sua vida ao Amazonas. Farmacêutico pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, aqui chegou em 1900, dedicando-se principalmente ao magistério. Foi diretor-geral da Instrução Pública e prefeito municipal de Manaus. Lecionou Física, Química e Histórica Natural, no Instituto Benjamin Constant, Ginásio Amazonense Pedro II e Escola Normal. Foi também professor de Botânica, na Escola Agronômica, e de Química Industrial, na Escola de Farmácia e Odontologia, da Universidade Livre de Manaus.
Faleceu em Manaus a 5 de janeiro de 1941. Os jornais da época registraram: "Na serenidade dos justos e na humildade dos sábios finou-se o professor Marciano Armond, o grande modelador de inteligências." E mais: "De aparência severa, de hábitos metódicos, arredio de qualquer mostra de exibição, dedicando-se, tal como um apóstolo, ao estudo da Natureza, cujas leis e cuja organização lhe mereceram o máximo carinho, o professor Marciano Armond completou-se no magistério o legítimo cientista. Dezenas e dezenas de jovens tiveram-no como mestre e as suas cátedras sempre foram iluminadas pelo esplendor de sua cultura e dignificadas com a nobreza de sua fibratura moral". Em Manaus existe a rua Marciano Armond, homenagem da cidade ao seu saudoso mestre. Foi um
dos fundadores do IGHA. 
 

1865 - 3 de agosto
Nascimento do ilustre maranhense Dr. Augusto Cezar Lopes Gonçalves, advogado, orador, historiador e parlamentar. Formado pela tradicional Faculdade de Direito do Recife, foi professor de direito criminal da Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais de Manaus. Na política, foi deputado federal (l912/14) e senador (1915/23). Em sua homenagem, durante anos funcionou, em Manaus, a Escola de Comércio Senador Lopes Gonçalves, mantida pelo Sindicato dos Comerciários, hoje desativada.  

1871 - 24 de agosto
Nascimento do doutor Manuel Xavier Paes Barreto, brilhante advogado, professor e magistrado, oriundo da Faculdade de Direito do Recife. Durante os anos em que residiu em Manaus, como juiz federal, participou ativamente de todos os movimentos culturais, contribuindo na formação de escolas, bibliotecas e grêmios literários. Aposentando-se em 1937, passou a residir no Rio de Janeiro, onde faleceu a 12 de setembro de 1960. Foi sócio efetivo do IGHA.
1875 - 3 de agosto
Nasce em Codajás (AM), o professor Rodrigo Costa. Foi uma das mais lúcidas inteligências a serviço do magistério, tendo sido professor de Lógica do Ginásio Amazonense Pedro lI, e de Economia Política na Escola Técnica de Comércio Sólon de Lucena. Em Manaus, também exerceu a advocacia e foi diretor-geral da Instrução Pública. Era primo de Dom Frederico Benício de Souza Costa, que foi o 2.° bispo diocesano do Amazonas.

1879 - 11 de agosto
Nasce o professor Vicente Telles de Souza Junior. Mesmo tendo nascido no Ceará, fez todos seus estudos em Manaus, concluindo o bacharelato em direito pela Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais de Manaus. Na Faculdade de Medicina da Bahia, concluiu o curso de Farmacêutico. Foi devotado professor, dedicando toda a sua vida ao magistério. Foi professor e diretor da Escola Normal e da Faculdade de Farmácia e Odontologia de Manaus. Na cidade existe a Escola Estadual Vicente Telles de Souza, em sua homenagem. Foi um dos fundadores do IGHA.  

1879- 16 de agosto
Nasce Ephigênio Ferreira de Salles, de nobre tronco familiar das Minas Gerais, que veio para Manaus com apenas 17 anos. Foi um homem notável pelo seu saber, de espetacular dinamismo e de grande envergadura moral. Participou, ao lado de Luiz Galvez, Plácido de Castro e outras lideranças do Amazonas, das escaramuças em território acreano. Como jornalista trabalhou nos principais jornais de Manaus e Rio de Janeiro. Foi deputado federal (vários mandatos), presidente do Estado do Amazonas e senador da República. Em Manaus, temos uma via pública, merecidamente em sua homenagem (avenida Efigênio Salles).  

1879 - 20 de agosto
Nascimento de Adriano Augusto de Araújo Jorge. Jovem ainda, já com
o grau de médico pela Faculdade de Medicina da Bahia, veio para Manaus e nunca mais de afastou desta cidade, Foi um homem brilhante e de invulgar talento, no exercício da medicina, no magistério, na imprensa e na tribuna. Um dos fundadores da Academia Amazonense de Letras; e seu presidente durante muitos anos. Anteriormente, havia participado a 25 de março de 1917,
dos atos de fundação do IGHA. O antigo bairro de Vila Municipal, hoje tem o nome de Adrianópolis, em sua homenagem. 
 

1882 - 9 de agosto
Nasce o Dr. Aristides Rocha, bacharel pela famosa Faculdade de Direito do Recife, notável nordestino que dedicou a sua fecunda peregrinação terrena, toda ela ao Amazonas. Foi deputado estadual e federal, em sucessivos mandatos, e senador da República, sempre com muita dignidade e bravura. Os seus maiores méritos, todavia, são na condição de advogado e professor. A Faculdade de Direito do Amazonas tem a história de suas conquistas intimamente ligada ao extraordinário desempenho do doutor Aristides Rocha, o primeiro diretor após sua federalização.   

1882 - 28 de agosto
Nasce na província de Salamanca, aldeia de Ávila (ESP), Padre Agostinho Cabalero Martin, SDB. Veio para Manaus instalar o Colégio Dom Bosco, de onde nunca mais se afastou, até 9 de dezembro de 1962, data da sua morte, aos 80 anos. Foi o educador e disciplinador de muitas e muitas gerações de jovens amazonenses, tornando-se inesquecível pela maneira carinhosa e peculiar de lidar com os alunos salesianos. (RACL)

segunda-feira, maio 14, 2012

Informativo do IGHA, 2002


Para lembrar o Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas e o saudoso associado Ruy Lins, reproduzo o Informativo de maio de 2002. A redação e tudo mais que este impresso exigia ficavam a cargo de Ruy Lins, denominado de Diretor. Há dez anos não mais circula qualquer noticiário. A segunda parte recorda nossa Biblioteca Pública, cercada de tapumes há sete anos.

 

MOMENTOS DA NOSSA HISTÓRIA

7 DE MAIO DE 1758
É instalada a Capitania de São José do Rio Negro, com a posse do seu primeiro governador, Joaquim de Meio e Póvoas, que governaria até 25/12/1760, tendo como sede a Vila de Barcelos, no rio Negro, antiga aldeia de Nossa Senhora da Conceição de Mariuá. Esta Capitania obteve a sua emancipação administrativa por Carta Régia de 3 de março de 1755.

14 DE MAIO DE 1848
Instalado o Seminário Episcopal de São José, em Manaus, pelo bispo diocesano do Pará e Amazonas, dom José Affonso de Moraes Torres. Ainda em pleno funcionamento, é o mais antigo estabelecimento de instrução do Estado do Amazonas.

17 DE MAIO DE 1870 - A Sala de Leitura criada pelo presidente (3.° vice-presidente, no exercício da presidência, de abril a junho de 1870) da província, major Clementino José Pereira Guimarães, é verdadeiramente a origem da Biblioteca Pública (provincial do Amazonas, que foi instalada no ano seguinte pelo presidente José de Miranda da Silva Reis (1870-72). Mais tarde, a 27 de maio de 1882, o presidente José Lustosa da Cunha Paranaguá (1882-84), oficializa a nobre instituição, patrimônio e símbolo cultural do Amazonas, hoje com o nome de Biblioteca Pública do Amazonas.

1º DE MAIO DE 1874
O presidente da Província do Amazonas, Domingos Monteiro
Peixoto (1872-75), ao sancionar a Lei nº 287, eleva as freguesias de Alvellos (com o nome de Coari) e Codajás a categoria de vilas.


22 DE MAIO DE 1875
O governo imperial manda desarmar a Fortaleza de São José do Rio Negro, construída em 1669, em derredor da qual surgiu o núcleo populacional que deu origem a cidade de Manaus.

14 DE MAIO DE 1881
A freguesia de Lábrea, localizada à margem direita do rio Purus, pela Lei nº 523 sancionada pelo presidente da Província, Satyro de Oliveira Dias (1880-81), é elevada à categoria de Vila. 

9 DE MAIO DE 1884
Nascimento do doutor José Francisco de Araújo Lima, possuidor de uma esplendorosa inteligência e brilhante lastro cultural. Estudou no Colégio Santa Catarina e no Ginásio Amazonense Pedro II. Farmacêutico pela Faculdade de Medicina da Bahia (1902), médico pela Faculdade do Rio de Janeiro(1912), e especialista em medicina tropical pela Universidade de Paris. Diretor Geral da Instrução Pública, Prefeito de Manaus (com uma magistral administração) e deputado federal, atividades que desempenhou com rara competência e dignidade.
Fundador da Academia Amazonense de Letras, ocupou a Cadeira nº 17, cujo Patrono é Francisco de Castro; hoje, é o patrono da Cadeira nº 25 - Araújo Lima.
 

12 DE MAIO DE 1887
O presidente da Província do Amazonas, coronel Conrado Jacob de Niemeyer (1887-88) sanciona a Lei nº 744 criando o município de Urucará, rio Solimões.

3 DE MAIO DE 1889
Morre no Rio de Janeiro o engenheiro civil João Wilkens de Matos, barão de Mariuá. Presidente da província do Amazonas de 1868-70. Anteriormente, logo após ter chegado a Manaus, em 1851, foi secretário-geral de Obras Públicas e diretor da Instrução Pública.
Também foi deputado estadual. Manaus homenageia seu antigo presidente com a rua de Wilkens de Mattos, localizada no bairro de Aparecida.

24 DE MAIO DE 1903
Nasce em Manaus, o jornalista Aristophano Antony. Um dos varões mais ilustres e dignos da nossa cidade, de antiga e tradicional família amazonense, e responsável por uma prole honrada e de projeção social no Amazonas. Sempre foi jornalista, marcando época na imprensa de Manaus com o seu vespertino "A Tarde".
Fundador e presidente da Associação Amazonense de Imprensa, além de ter pertencido a inúmeras instituições culturais. Sócio efetivo da Academia Amazonense de Letras, tomou posse a 13 de agosto de 1949, na Cadeira nº 18, cujo Patrono é Jonas da Silva.  

18 DE MAIO DE 1931
Morre em Manaus, Francisco Pedro de Araújo Filho. Manaus é um
rincão abençoado pelo fato de ter abrigado um tornem como Araújo Filho, jurista pela Faculdade de Direito do Recife. Na advocacia e no magistério prontificou como um cintilante astro de primeira
grandeza. Com o seu extremado amor pelo Amazonas, deixou uma descendência de abençoado esplendor e dignidade.
Fundador da Academia Amazonense de Letras, é o Patrono da sua Cadeira nº 5, que ocupou com o brilhantismo da sua inteligência e cultura. 


terça-feira, março 06, 2012

Informativo do IGHA (3)

Cabeçalho do Informativo
Segue a reprodução do Informativo do IGHA, circulado em março de 2002, portanto, há dez anos. A edição estava a cargo do saudoso membro desta instituição cultural Ruy Alberto Costa Lins.
Com o título Momentos de nossa história, a coluna relacionava os eventos mais significativos da evolução do Amazonas. Adaptei o texto aos novos cânones gramaticais e exigências de publicação.

1969, 8 de março de 12
Fundação da TV Educativa, funcionando como escritório para fins de implantação da televisão. Foi ao ar a partir de 12 de março de 1971. Em 1978, toma a denominação de Fundação Televisão Educativa do Amazonas, sob a direção do professor Renan Freitas Pinto. Ainda sob sua direção, a TV passa a transmitir a cores. Segue instalada à rua Barcelos, s/n, no bairro da Praça 14.

Andre Vidal de Araújo

1975, 11 de março
Morre em Manaus o sociólogo André Vidal de Araújo. Homem possuidor de espantosa energia, com múltiplas atividades nos segmentos da cultura, da educação, da política, da literatura e da
magistratura
. Foi presidente da IGHA de 1973-76. São enormes as lembranças deste extraordinário homem, que viveu para servir e ser útil.

1976, 11 de março
Posse de Rodolpho Guimarães Valle, na Academia Amazonense de Letras, ocupando a Cadeira nº 31, cujo patrono é Raimundo Monteiro. Foi um dos mais proeminentes membros do IGHA, ocupando a Poltrona nº 45, cujo patrono é Rodolpho Garcia. Ocupou várias posições em sua diretoria, chegando a presidente no período de 1976-77.

1976, 26 de março
Falecimento do historiador Justino Marcos Marques da Silva, que ocupava a poltrona nº 21, cujo patrono é José de Anchieta. Fez parte de várias diretorias do IGHA.

1977, 12 de março
Celebrada a primeira missa na comunidade do conjunto Dom Pedro, pelo padre Celestino Ceretta, dando início à instalação da paróquia de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos. A paróquia foi oficialmente instalada em 18 de maio de 1980.

1994, 25 de março
Junot Carlos Frederico
O Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, na presidência do
comendador Junot Carlos Frederico, realiza sessão solene comemorativo do aniversário de sua fundação, outorgando o título de sócio benemérito ao Dr. Amazonino Armando Mendes (atual prefeito de Manaus) e de sócio efetivo ao Sr. Luiz Maximino de Miranda Corrêa, que toma posse na Poltrona nº 39, do patrono Lobo d' Almada.

2001, 16 de março
Morre em Manaus o doutor Mário Jorge Couto Lopes. No IGHA, onde chegou a ser presidente em 1975, ocupou a poltrona nº 27, cujo patrono é J. B. Faria e Souza. No Informativo nº 03 (nov.2001) prestamos justa homenagem na seção Memória e Saudade, quando registramos que seu nome e seu exemplo serão lembrados para sempre. Deixou muitas e enormes saudades.

sábado, março 03, 2012

Informativo do IGHA (2)

Segue a reprodução do Informativo do IGHA, circulado em março de 2002, portanto, há dez anos. A edição estava a cargo do saudoso membro desta instituição cultural Ruy Alberto Costa Lins.

Salão Nobre do IGHA, após restauração em 2002
Com o título Momentos de nossa história, a coluna relacionava os eventos mais significativos da evolução do Amazonas. Apenas adaptei o texto aos novos cânones e exigências de publicação. O texto, pois, pertence ao saudoso mestre Ruy Lins, exceto o que produzi relacionado com o editor.

1914, 10 de março
Morre Joaquim José Paes da Silva Sarmento, senador da República
(1890/1903). No Informativo nº 02 (out. 2001), ao registrarmos o seu nascimento em Manaus, a 7 de outubro de 1845, divulgamos alguns dados de sua vida pública. Foi também, durante muitos anos, benemérito e diretor (sem remuneração) do Instituto Benjamin Constant.

1917, 25 de março
Fundação e instalação do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA). Esta sessão foi realizada no salão nobre do Conselho Municipal de Manaus, às 9 horas, tendo como presidente, coronel Bernardo de Azevedo da Silva Ramos, 1º secretário, professor Agnello Bittencourt, e 2º secretário, médico Vivaldo Palma Lima.
Estiveram presentes, ainda, doutor Pedro de Alcântara Bacelar, governador do Estado; doutor Antônio Ayres de Almeida Freitas, superintendente (prefeito) de Manaus; e Dom João Irineu Joffily, bispo diocesano do Amazonas.

1926, 3 de março
Morre Antônio Clemente Ribeiro Bittencourt, um dos fundadores do IGHA e participante de sua primeira diretoria. No Informativo nº 03 (nov. 2000), está registrado o seu nascimento, em Manaus, a 23 de novembro de 1853, bem assim, pequeno histórico de sua vida. Foi governador do Amazonas (1908-12).

1926, 24 de março
Morre em Manaus o etnólogo italiano Ermano Stradelli, estudioso da cultura indígena e da geografia amazônica. Foi um homem notável. Ao menos duas importantes instituições culturais amazonenses perpetuaram sua memória. É patrono da Cadeira nº 18 do IGHA (ocupada pelo Dr. Newton Sabbá Guimarães) e da Cadeira nº 34, da Academia Amazonense de Letras (ocupada pelo Dr. Antônio José Souto Loureiro).

1926, 25 de março
Toma posse no IGHA como seu sócio efetivo, aos 20 anos, Arthur Cézar Ferreira Reis, tornando-se o mais jovem a ingressar neste sodalício.

Assinatura de Arthur Reis em livro de presença do IGHA,
ainda aluno do Ginásio Amazonense
1934, 3 de março
Nasce em Manaus, Ruy Alberto Costa Lins, filho de Milton Pessoa Lins e de Nina Costa Lins. Realizou os estudos secundários no Colégio Dom Bosco e Ginásio Amazonense Pedro II. Economista pela Faculdade de Ciências Econômicas (FCE), turma de 1966, onde foi professor e seu diretor, antes da transferência desta para a Ufam. Foi presidente do Diretório Acadêmico “VII de Dezembro”. Efetuou o mestrado em Análise Econômica pelo Conselho Nacional de Economia. Recebeu o título de doutor honoris causa da UA (hoje Ufam), em 1985. Ocupou diferentes cargos públicos na administração estadual - Secretário Executivo da Codeama; Secretário de Estado de Coordenação e Planejamento e da Administração, e Superintendente da Zona Franca de Manaus, entre 1979-83.
Era sócio efetivo do IGHA, na Poltrona nº 58, patronada por Theodor Koch-Grünberg, e da AAL, na Cadeira nº 32, cujo patrono é Bernardo Ramos. Agraciado com inúmeras comendas, destacam-se: Medalha do Pacificador; do Centenário do Falecimento do Duque de Caxias; Ordem do Mérito Naval, grau de Comendador; e Medalha Mérito Tamandaré, da Marinha; Medalha Tiradentes, da PMAM.
Foi o Economista do Ano 1979, o primeiro escolhido pelo Corecon-13ª Região. Publicou alguns trabalhos técnicos, destacando-se Institucionalização do Conceito de Amazônia Ocidental: Políticas e Estratégias para a sua Ocupação e Desenvolvimento. Rio: ESG, 1987. Morreu em 2010.

1936, 2 de março
Nasce em Manaus, João dos Santos Pereira Braga, bacharel pela Faculdade de Direito do Amazonas (1960). Hoje, conselheiro aposentado do Tribunal de Contas do Estado, presta serviços jurídicos a Prefeitura de Manaus. É membro do IGHA, ocupante da cadeira nº 50, de Waldemar Pedrosa.

1942, 3 de março
Padre Luiz Souza, celebrando na
Matriz, em 2004
Nasce em Manaus, mais precisamente no bairro de São Raimundo, Luiz Gonzaga de Souza, sacerdote da Igreja Católica. Ingressou no Seminário São José da rua Emilio Moreira, em 1956. Concluído aqui o curso de humanidades, passou ao Seminário do Ipiranga (SP), onde concluiu o curso de Filosofia. O derradeiro curso, de Teologia, foi realizado em Recife (PE), ao tempo do finado Dom Helder Câmara, bispo de Recife e Olinda. Ordenado sacerdote em Manaus, por Dom João de Souza Lima, esteve dirigindo algumas paroquias da cidade, em especial, a da Matriz. Hoje, com extremo zelo, conduz os paroquianos do Sagrado Coração de Jesus, na rua Ferreira Pena.
 1955, 1º de março
Morre João Leda, considerado o maior filólogo da sua época. Participe da fundação da Academia Amazonense de Letras, ocupou a Cadeira nº 16, cujo patrono era José do Patrocínio. Morto, foi designado para este patronato. Seus livros mais importantes são: Vocabulário de Ruy Barbosa; Os áureos filões de Camilo; Nossa Língua e seus soberanos; e Quimera da Língua Brasileira. O caminho terreno de João Leda foi pontilhado pelo talento, a honradez e o trabalho.