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segunda-feira, novembro 21, 2022

PMAM: SEUS PRIMÓRDIOS (12)

 Acerca da Polícia Militar do Amazonas no período provincial, associada às efemérides mais destacadas do Estado, compartilho novo tópico do pretendido livro Guarda Policial (1837-1889).

Comando das Armas

Em 19 de setembro de 1853, consoante a Lei imperial 715, é criado o Comando de Armas da Província, substituindo o Comando-Geral Militar, instalado por ocasião da campanha contra a Cabanagem. A efetivação do novo corpo ocorreu um ano depois, em 9 de setembro, com a posse do coronel Inácio Corrêa de Vasconcelos, que foi substituído pelo coronel de artilharia Severo José de Souza Lima, em 12 de junho de 1856.

Clássico sobre a Guerra do
Paraguai

Sucedem ainda no comando: o tenente-coronel Pedro Nicolau Faegerstein, oficial mercenário alemão, incluído no exército imperial brasileiro durante o primeiro império (1822-31). Os demais são: coronel José Vicente de Amorim Bezerra, empossado em 10 de março de 1858; major Carlos de Moraes Camisão (1821-67), empossado em 11 de outubro e destituído em 8 de dezembro de 1859, quando é substituto pelo coronel João Antônio de Oliveira Lobo.  

Em seguida, o major Camisão engajou na Campanha do Paraguai (1865-70), tendo participado com tal denodo da Retirada da Laguna, que se encontra imortalizado nas letras do visconde de Taunay.

 
Estátua do coronel situada
na Urca (RJ)

 

Falla presidencial

 

Na Falla com que inaugurou os trabalhos da Assembleia Provincial, em 1º de outubro de 1853, o presidente Ferreira Pena assinala sobre uma Força Policial: “cumpre-me ponderar que o Tesouro Provincial não pode por ora mantê-la sem prejuízo de muitos melhoramentos que a Província reclama”. Entretanto, esta autoridade finaliza auspiciosa: “devemos esperar que o Governo Imperial faça postar nesta Província a tropa de linha, que for precisa para todo o serviço da sua guarnição”.

Ou seja, sem dispor de fundos, Pena ansiava pelo Exército, posto que já “em 1845, era patente o papel policial desempenhado pelo Exército”, assegura o autor de História da Evolução Militar do Brasil, corroborado pelos historiadores nacionais, que asseguram “ter sido policial o papel desempenhado pela tropa de primeira linha do período colonial ao imperial”. Essa particularidade somente se reverteria com a paz estabelecida após a Campanha contra o Paraguai.

Em agosto do ano seguinte, novamente na abertura da Assembleia Provincial, o presidente do Amazonas transmite tênue notícia sobre a Guarda Policial, melhor dizendo, as guardas policiais. Novamente sem identificar a localização, Ferreira Pena informa que a Guarda Policial “presta algum serviço nos lugares onde não foi substituída pela Guarda Nacional”.

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