CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

21 de outubro de 2014

DIA DO POETA



Ontem foi o Dia do Poeta. Mas, somente hoje, um amigo me colocou no circuito. Logo fui em busca do arquivo no qual tenho, com imprecisão e até pouco caso, acumulado subsídios sobre os poetas amazonenses. Não apenas dos nascidos na tribo, mas também dos trovadores que aqui cantaram seus versos.

Capa de Pássaro de cinza
Aproveito, pois, a data para relacionar aqueles que, de algum modo, contribuíram com esta Arte na planície amazônica. Nem todos poetas foram contemplados, reconheço, mas prometo contemplá-los em data próxima. Observarei a ordem alfabética, pois o sapateiro (meu caso) não deve ir além da sola, citando, entre parênteses, obra(s) do listado.

Aproveito para colar aqui as palavras do mestre Benayas Pereira sobre este Dia, são pensamentos expressos em sua página do facebook. Assim, vai minha modesta saudação a esses artífices da palavra.
Afonsina Oliveira, aos 50 anos

No entanto, dedico esta postagem a “companheira” Afonsina Oliveira, que faleceu hoje, na manhã chuvosa dessa véspera de eleição. A referência à companheira vinha de sua militância política. Fez mais. Elaborou seus versos, clicou fotos e fotos, aprendeu e ensinou com afinco a língua espanhola; era mãe e avó extremada.
Segura na mão de Deus, e vai...

POETAS DO AMAZONAS


Afrânio Castro (poemas esparsos); Alcides Werk (Trilha d’água); Aldísio Filgueiras (Estado de sítio | Malária e outras canções malignas); Alencar e Silva (Painéis | Lunamarga); Almir Diniz (Corpo de mulher | Floradas do corpo); Álvaro Maia (Buzina dos paranás); Américo Antony (Os sonetos das flores); Anibal Beça (Filhos da várzea); Anísio Mello (Lira nascente | Estrelas do meu caminho); Antístenes Pinto (Ossuário | A rebelião dos
Moises Lindoso, padre
bichos
); Araújo Neto (Ânsia de perfeição); Astrid Cabral (Visgo da terra); Aureo Mello (Neomênia | As aureonaves); Benayas Pereira (Flamboyãs); Benjamin Sanches (Argila); Claudio Fonseca (Vitral); Djalma Passos (As vozes amargas e Tempo e distância); Elson Farias (Barro Verde | Estações da várzea); Elias Gavinho (Ânsias); Ernesto Penafort (Azul geral | A medida do azul); Farias de Carvalho (Pássaro de cinza); Felix Valois (Desengonços); Heliodoro Balbi (poemas esparsos); Hemetério Cabrinha (Frontões); Hugo Bellard (Ajuricaba, o herói manau); Jonas da Silva (Ânforas | Uhlanos | Czardas); Jorge Tufic (Varanda de pássaros); L. Ruas (Aparição do clown); Leopoldo Péres (poemas esparsos); Luiz Bacellar (Frauta de barro | Sol de feira); Maranhão Sobrinho (Papéis velhos... roídos pela traça do Símbolo); Maria José Hosanah (Cantaria verde); Mario Ypiranga Monteiro (poemas diversos); Max Carphentier (Quarta esfera | O sermão da selva); Miranda Leão (Mundurucânia); Moacir Andrade (poemas em jornais e revistas); Moises Lindoso, padre (Plenitude); Nonato Pinheiro, padre (poemas em jornais e revistas); Otávio Sarmento (poemas dispersos);
Antístenes Pinto
Paulino de Brito (Cantos amazônicos e Noites em claro); Petrarca Maranhão (Ronda de estrelas); Pereira da Silva (Poemas amazônicos); Plinio Coelho (Vozes da Amazônia); Rogel Samuel (inéditos); Sebastião Norões (Poesias frequentemente); Sergio Luiz Pereira (O sopro do oboé);   Simão Pessoa (Guarânia com guaraná); Taumaturgo Vaz (Cantigas); Tenório Telles (Primeiros fragmentos); Thiago de Melo (Silêncio e palavra | Faz escuro mas eu canto); Torquato Tapajós (Nuvens medrosas); Violeta Branca (Ritmos de inquieta alegria); Zemaria Pinto (Fragmentos de silêncio | Corpoenigma).
Benayas Pereira


Benayas Inácio Pereira

Neste Dia do Poeta, gostaria de agradecer e cumprimentar a todos àqueles que de um modo ou outro, acrescentaram alguma coisa à minha carreira simples de aprendiz de poeta. O diploma de "Poeta do Ano 2000" que ganhei em São Paulo; os troféus que ganhei; as mais de 200 trovas que tenho; os mais de 600 poemas que criei; as mais de 200 crônicas escritas e que serão transformadas brevemente em livro (O vendedor de Luas); o livro de poemas "Flamboyãs na calçada; as inúmeras colaborações em coletâneas...
Nada disso faz de mim um poeta. Estou e estarei sempre aprendendo esta difícil arte, tão vulgarizada por àqueles que se consideram poetas após escreverem dois ou três versinhos de qualidade duvidosa. Dos sonetos então escuso-me em comentar.
Então, meus sinceros agradecimentos para os meus amigos: Adélia Victória Ferreira, Nide Boccaccio, Walter Rossi, Wilson de Oliveira Jasa, Josué Anacleto Vieira e Jorge Tufic. Obrigado também aos poetas clássicos, que arrumaram o meu berço para que surgissem os poemas que criei. Obrigado, Mario Quintana, Carlos Drummond, Bruna Lombardi, Vinicius de Moraes, Lourenço Diaféria e tantos outros realmente poetas.
Sou-lhes eternamente grato por tudo aquilo que aprendi e pelo muito que ainda me ensinarão. Eles sabem que estou apenas na segunda página do extenso livro da minha vida.