CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

1 de dezembro de 2011

COMANDANTE VENTURA, SUA MORTE: 50 ANOS (1/5)



Comandante Ventura (1897-1961)
Na antevéspera do Dia da Padroeira do Amazonas, completa-se meio século que desapareceu o comandante Ventura, condutor da Sociedade dos Bombeiros Voluntários de Manaus (1952-63), com sede no bairro de Aparecida. Morreu vitimado em acidente de trânsito, quando retornava do combate ao fogo, na rodovia Torquato Tapajós.

Para reverenciar ao ilustre personagem, durante esta semana vou postar o capítulo que elaborei para o livro Os Bombeiros do Amazonas, já em processo editorial. 

Começo com parte de uma carta escrita por sua filha.

Meu pai - comandante Ventura, nasceu na freguesia de Bonfim, conselho e distrito de Porto (POR), em 14 de abril de 1897. Era filho de Antonio Loureiro Dias e de Guilhermina Ventura Dias. De baixa estatura, apenas 1,62m, cabelos castanhos, rosto redondo e de cor branca, diria que era um autêntico português. Em idade mais avançada, passou a usar óculos.
Meu pai desembarcou em Manaus em 10 de agosto de 1919, com 22 anos, recebido pelo nosso tio-avô Ventura, o mesmo que o levara ao Rio, agora morando aqui. Desembarcou quando nossa cidade começava a ver a fartura da borracha desaparecer ou minguar, segundo me contou. Aqui chegando, meu pai, que não pode concluir o curso de química em Portugal, passou a exercer a profissão de marceneiro, montando uma oficina à rua Marcilio Dias.
Em 1930, casou-se com Silvia Isabel Neves, irmã de Leopoldo Neves, o Pudico, e o casal foi residir à rua Alexandre Amorim, no então bairro dos Tocos. Político atuante, seu cunhado Pudico, mais adiante, seria prefeito de Parintins e governador do Estado (1947-1950). Do casamento, nascemos: José Luciano, em 1931, e eu, Maria Neves Ventura (casada com Moacir Xavier), em 1932. (segue)