CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

13 de agosto de 2011

Memórias Amazonenses (LV)

Agosto, 13

1877 – Assume o comando da Guarda Policial do Amazonas, o tenente José Leonilio Guedes, que foi comissionado como major comandante. Não se tem definição sobre a origem ou a corporação deste oficial.


Nesse sentido, a galeria dos ex-comandantes da Polícia Militar do Amazonas segue apresentando embaraços. Ora pela inexistência de fotografias, ora pela ausência de dados consolidados.

Tenente Leonilio substituiu ao tenente (reformado do Exército) Severino Eusébio Cordeiro, que assumiu em maio de 1876. Nesta data ocorreu a reimplantação da Guarda Policial, depois que esta desapareceu no final de 1850. Tudo quanto se encontra nos assentamentos deste comandante, vai a seguir: logo no mês imediato, visita as cidades de Itacoatiara e Parintins. Em dezembro, tem dispensa de sete dias para tratar da saúde. Em ambos os impedimentos, o comandante foi substituído pelo capitão Francisco Soares Raposo, incluído na Guarda nessa data.

Em fevereiro seguinte, o tenente Leonilio foi exonerado do comando “por conveniência do serviço público”, sendo substituído pelo major (reformado do Exército) Silvério José Nery. Em março, o capitão Raposo deixa a corporação. Não se tem registro de onde vieram nem para onde foram esses oficiais.

1956 – Major Cleto Veras, comandante da Policia Militar do Amazonas, efetua a implantação do policiamento tipo Cosme e Damião. Foi um sucesso, obtendo esplendida acolhida e reconhecimento pela cidade. As duplas passaram a atuar no dia 25 de agosto.
Diário da Tarde, Manaus, 11 ago. 1956
A importância desse serviço estendeu na Cidade por cerca de quinze anos, até que o policiamento motorizado o tornasse ultrapassado. Isso aconteceu com a criação da Rádio Patrulha, em 1972.
No entanto, o coronel Antonio Guedes Brandão, quando comandante-geral (1992-94), por exigência ou indicação da comunidade, o Cosme e Damião voltou a operar, estando em nossos dias, apesar dos pesares, zelando pelo centro da capital.
Dupla de Cosme e Damião, 1956 (acima), e
em nossos dias