CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

5 de agosto de 2011

Memorial Amazonense (LVI)

Agosto, 5


2001 – Morre em Manaus, vítima de câncer, doutor Plínio Ramos Coelho, ex-governador do Estado em duas ocasiões (1955-59 e 63-64), quando foi cassado pelo Regime Militar. Mesmo anistiado, não mais disputou cargo político. Apenas colaborou com seu “afilhado” Gilberto Mestrinho, quando este disputou o governo do Amazonas em 1982.

Na única entrevista que realizei com o ex-governador, ocasião em que escrevia sobre a história da Polícia Militar, não tive boa acolhida. Compreendi depois que falar sobre aquela corporação implicava em lembrar o Regime Militar, que havia usurpado, cassado seu mandato. Deixou-me a convicção de que nunca esquecera o trauma.

Por decisão pessoal, seu corpo seguiu para a cidade de São Paulo onde foi cremado, e suas cinzas devem ter adubado frondosa árvore no sítio da família.
São passados dez anos que desapareceu o Ganso do Capitólio, como era generosamente  conhecido pelos amigos.
Governador Plínio Coelho, em A Crítica, Manaus, out. 1956
A ilustração mostra um momento em que ele, governador do Estado, matutava como iniciar a construção do estádio de futebol, o conhecido Vivaldão, (na verdade, concluído pelo governo militar) que a Copa de 2014 detonou.
O autor, o saudoso João Miranda, que depois assinava apenas o sobrenome, foi chargista por longa, e bote longa, temporada do jornal A Crítica.