CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS
Mostrando postagens com marcador Fausto Ventura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fausto Ventura. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, abril 10, 2024
DE FUTEBOL E POLICIAL EM MANAUS: HÁ 50 ANOS
Labels:
Aurefredo Melo,
Carlos Costa,
Fausto Ventura,
história PMAM,
PMAM,
Rio Negro Clube,
Vivaldo Lima
segunda-feira, janeiro 20, 2020
A PMAM E O POLICIAMENTO DO INTERIOR
![]() |
| Quartel da Praça da Polícia, onde foi instalado o CPI e funcionou até sua transferência para o quartel de Petrópolis (2002) |
Durante
largo período, a PMAM exerceu na hinterlândia um tipo peculiar de policiamento:
o destacamento, modelo que começou a ser modificado em setembro de 1970,
com a criação do 2º BPM, o mesmo que se encontra em Itacoatiara (AM). Até então,
a vigilância era executada por destacamentos, ou seja, a designação empregada
para identificar os policiais em serviço (destacados) nas localidades
interioranas. É óbvio refletir que os diminutos municípios, com a rala
densidade demográfica, não exigiam grande força policial. Até porque o efetivo
da corporação era minguado, basta se consultar a legislação de dezembro de 1954,
ao final do governo de Álvaro Maia, para se entender o exposto: a previsão do efetivo
era de 280 homens!
De
outro modo, a comunicação com estes policiais era realizada pelo “recreio” ou
motor de linha, como se denominava o transporte fluvial. Precário, não resta
dúvida, e demorado. Somente. Telefone? Unicamente na capital. Sem qualquer atração,
eram poucos os PMs que buscavam este serviço, apesar de ter a remuneração
ampliada. Preferiam permanecer na capital. A vertente que mais apreciava este
serviço era a categoria dos policiais reformados, alguns deles, com passagens
em diversos municípios.
Essa
estrutura de destacamentos consolidou outra: a exclusiva presença da
Polícia Militar em todo o território amazonense, posto que o cargo de delegado de
polícia era exercido por oficiais ou sargentos da reserva. Esse monopólio durou
até a década de 1980, quando os primeiros delegados de carreira assumiram,
começando pelos principais municípios.
![]() |
| Manoel Gouveia S. Freire, primeiro comandante do CPI, em identidade do Exército |
O
Governo Militar (1964-1985) operou a mudança deste quadro, seja na Força
Estadual seja no progresso interiorano. Tanto que em 1965 foi estabelecido o
quantitativo de policiais (oficiais e praças) em cada município. Novo passo foi
incrementado com a criação do 2º BPM, em setembro de 1970, embora sediado na Capital,
com a missão de coordenar as atividades de todos os destacamentos. Ainda não
foi a solução, pois o território do maior Estado exigia melhor expediente, o qual
veio com a criação do CPI (Comando do Policiamento do Interior), irmão-gêmeo do
CPC (Comando do Policiamento da Capital), em 1976.
Sua instalação, todavia, somente
aconteceu três anos depois, com a nomeação do primeiro comandante. Observação
própria: estive nesse comando por um ano (1989-90). De maneira inédita, realizei
uma pauta de reunião com os comandantes do interior, ainda em grande parte na
condição de delegados. Para facilitar a operação, eram reunidos por calha de
rio. E a “invenção” era trocar informações, acreditando que essa conversa
pudesse trazer benefícios, como sejam, a solução de um problema em determinada
localidade, serviria a outra.
![]() |
| Fernando Valente, com uniforme do NPOR (1967) |
Mais
uma anotação: com o avanço das comunicações, a corporação adquiriu uma ampla central
de transmissão de voz, com capacidade para alcançar o interior. Constituía-se
de uma ampla mesa, com uma infinidade de botões e teclas, porém de pouco
resultado. Não era possível contatos com todos os destacamentos. Daqueles
alcançados, devido a interferência acústica, “não havia cristão” que entendesse
o retorno. Havia, sim. Os operadores me traduziam (ou fingiam que) a resposta
da interpelação. A mesa desapareceu sem deixar saudades.
Abaixo
a relação dos comandantes, no período que se estende entre a fundação do
CPI e o encerramento do século passado.
Posto Nome Data
de nomeação
Tenente-coronel Manoel Gouveia dos Santos Freire 26
|04 |1979
Tenente-coronel
Humberto Henrique Soares 30 |05 |1980
Tenente-coronel Mael Rodrigues de Sá 30
|12 |1981
Tenente-coronel Ilmar dos Santos Faria 24
|06 |1983
Tenente-coronel Fausto Seffair Ventura 28
|12 |1984
Tenente-coronel
Alfredo Assante Dias 01 |07 |1985
Tenente-coronel
Mael Rodrigues de Sá 25 |09 |1985
Tenente-coronel Odorico Alfaia Filho 14
|04 |1987
Coronel
Fausto Seffair Ventura 29 |04 |1988
Tenente-coronel Manoel Roberto Lima Mendonça 26
|04 |1989
Coronel
Ilmar dos Santos Faria 11 |04 |1990
Coronel
Fausto Seffair Ventura 07 |06 |1990
Tenente-coronel Antonio Carlos Cardoso Pereira 15
|03 |1991
Coronel
Mael Rodrigues de Sá 10 |05 |1991
Coronel
Odorico Alfaia Filho 25 |10 |1992
Tenente-coronel Ronaldo F. Albuquerque Toledano 22 |01 |1993
Coronel
Osias Lopes da Silva 17 |06 |1993
Coronel
Francisco Orleilson Guimarães 20 |01 |1995
Coronel
Edson Pereira do Nascimento 15 |08 |1995
Tenente-coronel Fernando Valente Pereira (interino) 01 |08 |1996
Coronel
Wilde de Azevedo Bentes 17 |10 |1996
Coronel
Nestor Arnaud Barbosa 14 |04 |1997
Tenente-coronel Edson Paulo Ramos 08
|03 |1999
Tenente-coronel José Maria Oliveira Sirotheau 23
|06 |1999
Major
Paulo Francisco Dutra (interino) 21 |01 |2000
Coronel
Edson Paulo Ramos 03 |02 |2000
Em
tempo: a complementação desta relação vem sendo trabalhada pela unidade
policial militar.
Labels:
CPI,
Edson Paulo Ramos,
Fausto Ventura,
Fernando Valente,
Itacoatiara,
Manoel Gouveia Freire,
Odorico Alfaia,
PMAM,
Policia Militar Amazonas
segunda-feira, abril 08, 2019
ANIVERSÁRIO DA PMAM: 1970
| Cap Carneiro, tenente Fausto e coronel Maury Silva |
Na postagem de 4 de abril,
aludi a duas datas de nascimento da Polícia Militar do Amazonas. Abaixo,
apresento uma contraprova de sua criação em 1876. Foi sacada do centenário matutino
Jornal do Commercio (edição de 23
abril 1970), ocasião em que noticia a programação de festejos pelo aniversário
desta corporação.
| Recorte do Jornal do Commercio, 23 abril 1970 |
94º Aniversário de fundação
Para comemorar seu 94º aniversário, a Polícia Militar do Estado já elaborou uma condigna programação que inclui a inauguração do quartel da PM, no município de Parintins, e visita as obras do quartel da PME, em Petrópolis. A programação será aberta no próximo domingo, com a inauguração do quartel em Parintins, ato que contará com a presença do Governador Danilo Areosa.Na segunda-feira, às 17h., os filhos dos praças daquela briosa corporação assistirão no “Master Circo” uma apresentação especial.
Gov. Danilo Areosa
As festividades serão encerradas dia 3 de maio, quando será oficiado missa em Ação de Graças na igreja de S. Sebastião. Às 9hs., com ocorreu nos anos anteriores, haverá formatura geral na Praça S. Sebastião quando ocorrerá a cerimônia de condecoração dos militares que se destacaram.
Durante a Semana da Polícia Militar será cumprido o seguinte:
PROGRAMA
[Abril]
Dia 26 —
Inauguração do Quartel da PM no Município de Parintins, com a presença do Sr. Governador
do Estado.
Dia 27 — 17
horas — Sessão no Master Circo para filhos dos praças da PM.
Dia 28 — 20
horas — Sessão cinematográfica para os praças no pátio interno da Corporação.
Dia 29 — 9
horas — Visita dos oficiais da PM a nova tomada d’água (Bombeamento). 19:30 —
Entrevista na TV Ajuricaba pelo Comandante da PM.
Dia 30 —
Torneio Quadrangular entre Exército, Aeronáutica, Marinha e PM; vôlei, futebol
de salão e de campo.
[Maio]
Dia 1º —
Solenidades relativas ao Dia do Trabalho e às 20:00h - Retreta na Praça da
Polícia pela Banda da PM.
Dia 2 — 9
horas — Visita à construção do Quartel da PM em Petrópolis com coquetel
oferecido às autoridades.
20:00 horas —
Jantar de Confraternização entre oficiais da PM no [restaurante] Chapéu de Palha.
Dia
3 — Nonagésimo quarto Aniversário da PM.
8 horas —
Missa em Ação de Graças na Praça S. Sebastião;
9 horas —
Formatura Geral na Praça S. Sebastião: compromisso de Oficiais ao 1º posto e entrega
da Medalha Tiradentes aos condecorados.
20 horas — Coquetel
no Ideal Clube.
| Recorte de O Jornal, de 30 abril 1970 |
Outro matutino, o extinto O Jornal (30 abril 1970) expõe as características do quartel/delegacia:
Amplo e
arejado, construído dentro dos moldes da arquitetura regional moderna. Salas espaçosas
servindo para alojamento de cabos e soldados. Alojamentos para sargentos e
oficiais. Cozinha com sala de refeições. Na parte da Delegacia, gabinete para
delegado e xadrez para presos correcionais e de justiça.
Algumas
observações pessoais, às vésperas do cinquentenário:
1.
Era comandante da PME, o tenente-coronel José Maury de Araújo e
Silva, do Exército, que permaneceu na direção entre 1968-71.
2.
O quartel da PM em Parintins era diminuto, um mix que servia
ainda de delegacia de Polícia. O delegado era o capitão PM Francisco Carneiro
da Silva. Hoje, ampliado em decorrência do efetivo e da expansão demográfica, além
do Festival de Bumbas, ali está sediado o 11º BPM, sob o comando do
tenente-coronel Luís Alberto Navarro.
3.
O restaurante Chapéu de
Palha existiu no entroncamento das ruas Paraíba com Fortaleza, em Adrianópolis.
Obra do arquiteto Severiano Porto, que copiou a modelagem de nossos sombreiros regionais.
Desapareceu totalmente, sendo substituído por um posto de gasolina.
4.
O quartel de Petrópolis foi inaugurado em novembro de 1971,
quando era comandante da PME o tenente-coronel Paulo Figueiredo Andrade de
Oliveira. Destinado a abrigar o comando-geral da Força Estadual, este somente acolá
aquartelou em 2002, quando cedeu o quartel da Praça da Polícia à Secretaria de
Cultura.
5.
O aristocrático Ideal Clube também fechou as portas, resta o
belo edifício no alto da avenida Eduardo Ribeiro, aguardando uma boa serventia.
6.
A TV Ajuricaba, a pioneira do Amazonas, transmudou-se em outras.
Labels:
Banda de Musica,
Fausto Ventura,
Francisco Carneiro da Silva,
Ideal Clube,
Luis Navarro,
Maury Silva,
Parintins
domingo, setembro 06, 2015
CORONEL PM FRANCISCO CARNEIRO (1922-2015)
| Coronel PM Francisco Carneiro |
Assisti na quinta-feira
passada a Missa de 7º Dia pelo falecimento do coronel
PM Francisco Carneiro da Silva, pertencente à Polícia Militar do
Amazonas (PMAM). Durante a formalidade religiosa relembrei alguns dos bons e maus momentos que vivenciamos naquela corporação.
O então capitão
Carneiro foi alcançado pela rígida legislação do Governo Militar, em 1964. Todavia,
a Justiça amazonense lhe fez justiça, assim ele retornou ao serviço ativo. Foi nesse
momento que travei contato com o velho camarada, dado que ingressei na PMAM em
1966.
Nossa camaradagem
se acentuou quando, em 1972, frequentamos um curso policial-militar na sede da
Polícia Militar do Ceará. Daí em diante, apenas acentuamos o nosso bem-querer,
que alcançou ao Carneiro Filho, doutor pela Universidade Federal do Amazonas.
Aqui já postei
sobre o coronel Carneiro. Tem mais, anotei em meu livro Bombeiros do Amazonas uma passagem sobre o amigo e uma foto dele em
companhia do comandante-geral da PMAM e do então governador do Rio Grande do
Sul, Leonel Brizola. Este encontro ocorreu em 1962.
Não pude
comparecer ao sepultamento de seu corpo, pois estava fora do Estado. Mas, à
missa compareceu unicamente outro oficial da reserva, permitindo-me consignar que
a corporação olvidou seu subordinado que, ao falecer, era o mais
idoso dos oficiais.
Descansa em
paz, coronel Carneiro!
Até a
eternidade!
| Governador Leonel Brizola (à esquerda), então tenente Carneiro (ao centro) e comandante PMAM, coronel Assis Peixoto (à direita), 1962 |
| Capitão Carneiro (então delegado de Polícia de Parintins), tenente Fausto Seffair e coronel Maury Araújo, comandante da PMAM |
Labels:
coronel Maury Silva,
Fausto Ventura,
Francisco Carneiro da Silva,
Parintins,
Policia Militar do Amazonas
domingo, setembro 14, 2014
COMPANHIA DE RÁDIO PATRULHA
De competência da
Polícia Militar, a Rádio Patrulha teve início em 1972, quando o Governo
adquiriu para este serviço os automóveis Volkswagen, os notórios “Fuscas”. O quartel
estava localizado na rua Duque de Caxias, ao lado da Maternidade Ana Nery, hoje
Balbina Mestrinho. A foto mostra a garagem e ao fundo uma frondosa castanheira,
admirável exemplar da flora amazônica, que as costumeiras invasões passaram o “trator”
por cima.
O então capitão
Fausto Seffair Ventura foi o primeiro comandante desta unidade policial, e pode
confirmar essa história. Inclusive que a Secretaria de Saúde encampou e detonou
o primitivo prédio e ocupou o espaço.
quarta-feira, junho 29, 2011
Clube dos oficiais da PM e do CBM (2)
Duas forças animaram o Clube dos oficiais da PM. A partir de 1966, o maior incremento de oficiais na corporação. E, a mais significativa, a tomada do poder Executivo pelos militares, em 1964.
A partir desta, o comando das polícias militares passa a ser exercido por oficiais do Exército. Um deles se destaca em Manaus, o coronel Mário Perelló Ossuosky, que exerce a direção da PM do Amazonas entre 1975-79, quando doutor Henoch Reis governa o Estado.
![]()
Coube ao coronel Ossuosky a iniciativa de construir a sede do Clube dos oficiais. Conquistado o terreno, em área tão nobre, policiais-especializados (carpinteiros, pedreiros, marceneiros, mestre de obra) edificaram a sede. Construída em madeira, com amplas varandas para facilitar o arejamento, possuía destacada apresentação. Os acréscimos que lhe foram impostos não trouxeram mais destaque, ao contrário.
![]()
Dirigia o clube o então major Romeu Pimenta, auxiliado pelo capitão Orleilson Guimarães. Foram estes oficiais que aproveitaram os meios postos à disposição, para a efetivação da obra.
Assim, coube-lhes organizar a inauguração da sede, fato que ocorreu em 28 de dezembro de 1978. Eram decorridos 25 anos desde que a turma de oficiais da corporação reuniu-se em algum lugar de Manaus, para criar a instituição.
A partir desta, o comando das polícias militares passa a ser exercido por oficiais do Exército. Um deles se destaca em Manaus, o coronel Mário Perelló Ossuosky, que exerce a direção da PM do Amazonas entre 1975-79, quando doutor Henoch Reis governa o Estado.
| Clube dos oficiais da PM e CBM, em construção (acima) na inauguração (abaixo) |
Coube ao coronel Ossuosky a iniciativa de construir a sede do Clube dos oficiais. Conquistado o terreno, em área tão nobre, policiais-especializados (carpinteiros, pedreiros, marceneiros, mestre de obra) edificaram a sede. Construída em madeira, com amplas varandas para facilitar o arejamento, possuía destacada apresentação. Os acréscimos que lhe foram impostos não trouxeram mais destaque, ao contrário.
| Cerimônia da inauguração, governador Henoch Reis chega ao Clube (acima) e capitão Paulo Maciel, orador do Clube, sauda o governador. |
Dirigia o clube o então major Romeu Pimenta, auxiliado pelo capitão Orleilson Guimarães. Foram estes oficiais que aproveitaram os meios postos à disposição, para a efetivação da obra.
Assim, coube-lhes organizar a inauguração da sede, fato que ocorreu em 28 de dezembro de 1978. Eram decorridos 25 anos desde que a turma de oficiais da corporação reuniu-se em algum lugar de Manaus, para criar a instituição.
| A partir da esq. capitao Orleilson, coronel Helcio Motta, coronel Ossuosky, major Medeiros (presidente) e Ossuosky Filho |
| A partir da esq. tenente Nonato, coronel Ossuosky, coronel Helcio, major Medeiros e major Fausto |
Labels:
Clube dos Oficiais PM,
Coronel Helcio Motta,
Coronel Romeu Medeiros,
Fausto Ventura,
Mario Ossuosky
quarta-feira, março 09, 2011
CLUBE DOS OFICIAIS DA POLÍCIA E BOMBEIROS (3)
O programa pós-carnaval do Clube dos Oficiais da PM: na quinta-feira 11, forró da ladeira, e, na sexta-feira 12, eleição para a escolha da nova diretoria. A escolha básica está entre a diretoria situacionista, há doze anos no poder, prometendo manter o forró e aumentar o salário policial; e a oposicionista, obviamente, tentando subir a “ladeira”, mas implorando por mais HP.
Vou na sexta-feira para rever os colegas (que um dia eu deixei a...), enquanto isso, sigo relembrando umas “paradas” do Clube.
O comandante geral da Polícia Militar tem competência para resolver este problema. O problema a que me refiro é a utilização pouco recomendável do clube dos oficiais. Uma grita insistente repercute pela corporação. A eleição pode ser uma ocasião propícia para solucionar o impasse, tanto que até as redes sociais estão sendo utilizadas, sem muito sucesso.
Já disse, deixamos de ter um clube. Temos um “sindicato”, com pelegos e seus secundários. Há muito tempo a família policial deixou de se encontrar no seu canto. Houve momentos consagradores. Com a presença do comandante supremo da PM, o governador Vivaldo Frota (sobrinho do major dentista Achilles), quando o coronel Medeiros Filho era o comandante. Hoje, as festas da corporação são realizadas em bufês, obviamente melhor estruturados para acolher os simpatizantes de um “boca livre”.
No entanto, como manter uma instituição se não existem recursos financeiros? Volto aqui a repetir, nos bons tempos o maior sócio era a própria corporação, que subsidiava amplamente o clube.
Mas isso desapareceu por vários motivos. Os três mais visíveis: a fiscalização mais competente das contas da PM; a quantidade e o valor da mensalidade e, principalmente, as costumeiras dissensões. Não se podem esquecer as iniciativas tomadas para suprir a necessidade financeira, são exemplos: associação de civis, a construção de apartamentos, de lojas, aluguel da sede etc.
Antes de prosseguir, vou determinar a data da primeira festa de carnaval do Clube. Ocorreu em 24 de fevereiro de 1974, no parque aquático do Rio Negro Clube. Foi na sexta-feira gorda, presente o coronel Lucy Coutinho e os oficiais e família. Revendo as fotos, vê-se que o jargão – e éramos todos jovens! – é perfeitamente aplicável.
Enfim, se a eleição não possui o condão de solucionar o impasse da “ladeira”, restam duas alternativas: o comando geral da Polícia Militar e a Justiça estadual.
Em diversas oportunidades assisti a intervenção do comando da PMAM em clubes associativos de seu pessoal. O clube dos cabos e soldados pode muito bem confirmar esta história. Repito: o comandante geral possui essa atribuição e, se não a cumpre, resta a terceira via, a Justiça.
O comando não pode “intervir” como fez na última eleição, quando o coronel Dan Câmara integrou a chapa adversária. Ao concorrer (e ser derrotado), deixou de ser comandante para ser apenas sócio. Nivelou-se na “ladeira”, sofrendo um ataque sórdido nunca visto no clube, que sempre respeitou àquela autoridade. Por isso, estou convicto de que o Clube dos Oficiais (e os demais clubes da PMAM) transmudou-se em “sindicato”. (segue)
Vou na sexta-feira para rever os colegas (que um dia eu deixei a...), enquanto isso, sigo relembrando umas “paradas” do Clube.
O comandante geral da Polícia Militar tem competência para resolver este problema. O problema a que me refiro é a utilização pouco recomendável do clube dos oficiais. Uma grita insistente repercute pela corporação. A eleição pode ser uma ocasião propícia para solucionar o impasse, tanto que até as redes sociais estão sendo utilizadas, sem muito sucesso.
![]() |
| Robério Braga (à dir.), governador Vivaldo Frota e coronel Medeiros e a esposa Olga (à esq.), no Clube dos Oficiais, 1990 |
No entanto, como manter uma instituição se não existem recursos financeiros? Volto aqui a repetir, nos bons tempos o maior sócio era a própria corporação, que subsidiava amplamente o clube.
Mas isso desapareceu por vários motivos. Os três mais visíveis: a fiscalização mais competente das contas da PM; a quantidade e o valor da mensalidade e, principalmente, as costumeiras dissensões. Não se podem esquecer as iniciativas tomadas para suprir a necessidade financeira, são exemplos: associação de civis, a construção de apartamentos, de lojas, aluguel da sede etc.
Antes de prosseguir, vou determinar a data da primeira festa de carnaval do Clube. Ocorreu em 24 de fevereiro de 1974, no parque aquático do Rio Negro Clube. Foi na sexta-feira gorda, presente o coronel Lucy Coutinho e os oficiais e família. Revendo as fotos, vê-se que o jargão – e éramos todos jovens! – é perfeitamente aplicável.
![]() |
| Tenentes Benfica e Matias comandam a festa. Jornal A Crítica |
![]() |
| A partir da esq. capitao Fausto, major Osorio, tenentes Vital e Pereira. Jornal A Crítica |
Em diversas oportunidades assisti a intervenção do comando da PMAM em clubes associativos de seu pessoal. O clube dos cabos e soldados pode muito bem confirmar esta história. Repito: o comandante geral possui essa atribuição e, se não a cumpre, resta a terceira via, a Justiça.
| Os "adjetivos" da campanha eleitoral de 2009 dirigidos ao comandante-geral da PMAM |
Labels:
Associação dos Oficiais,
Clube dos Oficiais PM,
Fausto Ventura,
Osorio Fonseca,
Roberio Braga,
Romeu Medeiros,
Vivaldo Frota
Assinar:
Postagens (Atom)







