CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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quarta-feira, junho 04, 2025

PMAM: COMANDANTE-GERAL

 Encerrado o Governo dos generais, período em que a Polícia Militar do Amazonas, assim como as demais congêneres, foi comandada por oficial da Força Terrestre, assumiram essa função seus integrantes. O primeiro foi o coronel Helcio Rodrigues Motta (1983-87). Seu sucessor foi o coronel Pedro Rodrigues Lustosa (1987-89), que servira na Casa Militar do governador João Walter (1971-75). Oficial conhecido por sua disciplina e organização, qualidades que decidiu manter vigorosamente em seu comando. Deste propósito, ilustra o extinto jornal Diário do Amazonas (1º maio 1988), abordando o julgamento de vários policiais na Auditoria Militar.
Coronel Lustosa
Recorte do jornal acima e abaixo


terça-feira, maio 27, 2025

PMAM: MOVIMENTAÇÃO DE OFICIAIS (1988)


Em 19 de março de 1987 (dia de São José Operário), assumiu o comando da corporação o coronel Pedro Rodrigues Lustosa (1939-), em substituição ao colega Hélcio Rodrigues Motta (apesar do sobrenome, nenhum parentesco). No ano seguinte, consoante o decreto 11.015, de 24 de março, este comando promoveu uma relevante modificação na estrutura do policiamento do Estado. Na ocasião foram criados dois batalhões, retomado o emprego da cavalaria e fundadas companhias independentes.
Ainda na mesma época, coronel Lustosa operou modificações nos órgãos de assessoramento e de comando de unidades operacionais, conforme publicação do matutino Diário do Amazonas (6 maio 1988). Lembro-me de ter pleiteado a direção da DAL (Diretoria de Apoio Logístico), porém o comandante supremo não me achou com aptidão, remetendo-me para o arquivo central da Força.

Recorte do referido matutino

quarta-feira, setembro 30, 2015

NOTAS SOBRE O CLUBE DOS OFICIAIS DA PMAM

Constituição da 1ª Diretoria

O Clube dos Oficiais, congregando em nossos dias os camaradas da Polícia Militar e dos Bombeiros, reúne-se hoje para restaurar a galeria dos ex-presidentes desta organização. Trata-se de uma pleito meritório, pois relembra a participação daqueles que redobraram esforços em prol dos colegas e familiares.  

Aproveito o ensejo para principiar o registro dessa história marcante. E, como toda trajetória bem-sucedida, repleta de acertos e de muitas trombadas. 

De quem terá partido a ideia de congregar, quem terá arrebanhado a diminuta turma de oficiais, nunca mais se saberá. Afinal, todos os fundadores já se “foram”. Quando escrevi este post, ainda vivia o oficial mais idoso que, a despeito da visão afetada mas bastante sóbrio, poderia nos redesenhar aquele episódio. 

Tratava-se do coronel Francisco Carneiro da Silva (morto no mês passado, aos 93 anos) que, entre outras aventuras milicianas, ingressou na corporação em 1951, portanto, quando da fundação deste clube, ainda era praça. Todavia, a partir de 1958, admitido na esfera do oficialato, serviu como ajudante de ordens ao coronel Assis Peixoto, no primeiro governo de Gilberto Mestrinho (1959-63). 

Banido da corporação pelo Governo Militar de 1964, Carneiro obteve na Justiça Comum o reconhecimento de seus méritos, retornando ao convívio de seus companheiros. A seguir, teve oportunidade de aperfeiçoar-se na PMCE, em Fortaleza, e exercer o cargo de delegado de polícia em Parintins. 

O ano de 1953 é usualmente lembrado pela maior enchente que assolou o Estado, marca superada tão-somente em 2009. Foi neste período que a ideia de agregar os oficiais da Policia Militar em um clube zanzava pelo quartel da Praça da Polícia. Terá contribuído o governo de Álvaro Maia (1951-55), que atravessava um período de embaraços e desesperanças. 

A corporação do mesmo modo arrostava a falta de recursos e o decantado atraso de pagamento. O comando da PM era exercido pelo coronel (da reserva) Adalberto Cavalcanti (tio do coronel José Cavalcanti Campos), que, ao tempo da fundação do clube, já preparava a transmissão do cargo para outro coronel da reserva, Manoel Corrêa da Silva, residente na ainda existente (bastante deteriorada) Vila Georgete, na rua Lauro Cavalcanti, casa 3.

O COPMAM surgiu em 9 de abril, segundo seus Estatutos, presidido pelo coronel Jonas Paes Barreto, um respeitável desconhecido, repetindo um esgarçado clichê. Pouco ou quase nada se conhece desse oficial, tanto que uma fotografia para ilustrar o painel dos ex-dirigentes continua sendo buscada. 

Na primeira diretoria destacavam-se o Dr. Antonio Hosannah da Silva Filho (médico legista, que tem seu nome como patrono do Instituto Médico Legal); o então capitão José Silva (morto como coronel da reserva e que comandou a PM em caráter provisório) e o major Djalma Vieira Passos (que se destacou na literatura e na política amazonense, como deputado estadual e federal), foi o primeiro orador do clube. 

Desprovido de sede social, ainda assim era marcante a empolgação de seus associados. Não muitos, incluídos os oficiais da reserva, eram cerca de uns trinta membros. As primeiras reuniões, como a de Assembleia Geral de 4 de novembro, para aprovação dos Estatutos, aconteceram na Associação dos Professores, cuja sede situava-se na avenida Eduardo Ribeiro esquina da rua 24 de Maio. 

Também foi neste local, já em 1958, como me relatou o saudoso coronel Carneiro, que “a turma se reuniu para exigir do governador Plínio Coelho (1955-59) respeito com o major Júlio Cordeiro”. O fato é o seguinte: este oficial se desentendera com o comandante-geral, coronel Cleto Veras, homem bastante irascível, quase indo os mencionados as vias de fato. Pior, diante da tropa.  

Em represália, coronel Cleto exigia que o oficial da PM fosse cumprir no quartel do 27º BC a punição que ele impusera.  O governador Plínio Coelho entendeu a reivindicação do Clube que, bastante fundamentada, permitiu que a cadeia do oficial fosse cumprida na própria caserna. 

Na década de 1960, o clube ainda permanecia sem sede social. Algumas reuniões aconteceram na sede da Associação dos Servidores Públicos do Amazonas (ASPA), por deferência de seu presidente Aureomar Braz. As duas associações possuíam um ideário muito próximo, estando por isso vários oficiais integrando ambas. Daí a utilização da sede, que então se situava no cruzamento das ruas Joaquim Sarmento com Henrique Martins. Esta associação ainda permanece vigendo, porém, em outro endereço. 


Tenente Nonato, coronéis Ossuosky, Helcio, majores Medeiros e
Fausto (a partir da esquerda)


O Clube dos Oficiais somente começaria a escrever um segundo capítulo de sua história a partir do apoio prestado pelo comando da corporação. Cabe destacar nesse empenho o coronel Mário Ossuosky, assessorado por aguerridos oficiais. 

Outras postagens sobre o clube podem ser lidas neste Blog.


quarta-feira, dezembro 26, 2012

FELIZ NATAL, AINDA QUE TARDIO


Afinal, estou em Minas Gerais. Perdido em andanças para alcançar um encontro familiar bem distante de casa, não pude manter a publicação diária. Por essas razões, meus votos de felicidades pela festa do Menino Jesus chegam com algumas horas de atraso.

Cartão elaborado em 1977-78 no 1º Batalhão de
Polícia Militar
 
Para ilustrar a postagem, resgatei um ancestral cartão de Boas Festas, referente a 1977-78, idealizado pelo então comandante do 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Pedro Rodrigues Lustosa. A foto foi realizada por um experimentado fotógrafo, que ainda hoje produz com eficiência, falo de Carlos Navarro.

No comando deste batalhão, Lustosa havia sucedido  ao tenente-coronel Hélcio Motta, que fora conduzido ao Estado Maior da corporação. Oficial dedicado e organizador ao extremo empreendeu vistosa reforma nas dependências do quartel, em especial o parque esportivo, como bem demonstra a fotografia.

Este registro natalino causou um mal estar, um fuxico entre a classe, pois entendiam que a foto queria mostrar a deficiência do antecessor. Entenda-se como briga de compadres. Certo mesmo é que este Cartão é o mais antigo documento -- com 35 anos -- apregoando os anseios da Polícia Militar, mesmo que nascido de uma fração da PMAM, para a população.

O texto pertence ao coronel Lustosa, somente ele, com a paixão dele pela briosa Polícia Militar, poderia escrever com aquela ênfase. Na época, eu colaborava com o comando do coronel Lustosa, como subcomandante, mas não pude contribuir com este histórico cartão de Boas Festas.

sexta-feira, dezembro 21, 2012

OFICIAIS DA PMAM – 50 ANOS

Recorte de O Jornal, 20 dezembro 1962
Enquanto o governo se debatia com o desastre do PP-PDE, a Polícia Militar do Amazonas recebia, em 19 de dezembro, 1962, os três primeiros oficiais diplomados na Escola de Formação de Oficiais, da PM do então estado da Guanabara (ilustração).

A foto, extraída de O Jornal, mostra os personagens desse evento.  À esquerda, o saudoso tenente-coronel Neper Alencar, então chefe da Casa Militar do governador Gilberto Mestrinho (1959-63). Neper já havia exercido o comando da corporação amazonense, mas continuava emprestando sua aptidão no trato pessoal junto ao Palácio Rio Negro. Em 1969, foi nomeado coronel, com a distinção de ter sido o primeiro a atingir esta patente na ativa. Em nossos dias, seu nome distingue a Academia de Polícia Militar da PMAM.
 
À direita, a paisana, o capitão médico Luigi Farini, do Exército, na ocasião exercendo o posto de Chefe de Polícia. Este médico teve uma trajetória mirabolante em Manaus. Adotado pelo governador Mestrinho, foi convocado para a Polícia Militar, no posto de tenente-coronel. Com essa dádiva, pode ser nomeado chefe do gabinete militar do mesmo governador.
Mais adiante, como vemos, assumiu o cargo de Chefe de Polícia. Sumiu junto com Mestrinho, quando este foi cassado pelo Governo Militar.


No centro, os três aspirantes a oficial: Pedro Câmara, Pedro Rodrigues Lustosa e Hélcio Rodrigues Motta (a partir da esquerda e pela ordem de classificação). Atualmente, o trio de coronéis desfruta a reserva, a aposentadoria (em linguajar popular). Lembrando apenas que os coronéis Hélcio e Lustosa foram comandantes da corporação, enquanto Câmara foi, por décadas, o chefe do Estado-Maior. A disputa pela promoção, onde elogios nem sempre bem observados, punições e outros deslizes e atropelos políticos contam, permitiu uma evolução na hierarquia. 

Quartel da Polícia Militar, na praça de seu nome,
no final da década de 1960
Por isso, quem sabe, nunca mais houve a repetição dessa foto histórica. Os três aspirantes, fundadores de um marco profissional, de nova caminhada na PMAM, com o progresso na instrução dos quadros, atingiram o topo da escala policial militar, de modo lamentável, com cada qual em seu pedestal. Todavia, o monumento dos cinquentanos  de oficiais de EFO foi plantado.  

segunda-feira, maio 07, 2012

Turma de oficiais da PMAM, em 1984



Jornal do Commercio, 5 janeiro 1985
A Polícia Militar do Amazonas (PMAM) desde 1960, quando era seu coronel-comandante o bacharel Assis Peixoto, promove a formação de oficiais em escolas privativas de outras corporações. Inclusive do exterior. Portanto, há pouco mais de meio século. Os primeiros cadetes, hoje coronéis “aposentados”, foram Hélcio Motta, Pedro Lustosa e Pedro Câmara, apenas para recordar, oriundos da então PM da Guanabara. Esses três constituem a turma de 1962, ano da formatura.

Outros detalhes: como a conclusão desse curso sempre acontece no final do ano tornou-se praxe apresentar os novíssimos oficiais ao governador do Estado, no início do novo ano. Com o aumento do efetivo, a PMAM teve necessidade de dividir os cadetes em vários destinos; assim, uma turma constituía-se desses, procedentes de diferentes escolas.

Este procedimento foi interrompido há cerca de um quinquênio. Atualmente, a corporação militar amazonense prepara seus oficiais na própria Academia Coronel Neper Alencar, em convênio com a Universidade Estadual.

A ilustração mostra o governador Gilberto Mestrinho (1983-87) recebendo os oficiais da turma de 1984. O comandante da corporação, coronel Hélcio Motta (1983-87), fez a apresentação da turma e, na foto, vê-se os hoje coronéis Hiltomar Regis (ex-subcomandante da PMAM), sendo cumprimentado pelo governador, e os irmãos Raimundo Jeodar e Carlos Bacelar Martins Costa, ambos do Corpo de Bombeiros Militar, entre outros.
Governador Mestrinho recebe os oficiais de 1984,
Jornal do Commercio, 5 janeiro 1985

quarta-feira, junho 29, 2011

Clube dos oficiais da PM e do CBM (2)

Duas forças animaram o Clube dos oficiais da PM. A partir de 1966, o maior incremento de oficiais na corporação. E, a mais significativa, a tomada do poder Executivo pelos militares, em 1964.
A partir desta, o comando das polícias militares passa a ser exercido por oficiais do Exército. Um deles se destaca em Manaus, o coronel Mário Perelló Ossuosky, que exerce a direção da PM do Amazonas entre 1975-79, quando doutor Henoch Reis governa o Estado.

Clube dos oficiais da PM e CBM, em construção (acima)
na inauguração (abaixo)

Coube ao coronel Ossuosky a iniciativa de construir a sede do Clube dos oficiais. Conquistado o terreno, em área tão nobre, policiais-especializados (carpinteiros, pedreiros, marceneiros, mestre de obra) edificaram a sede. Construída em madeira, com amplas varandas para facilitar o arejamento, possuía destacada apresentação. Os acréscimos que lhe foram impostos não trouxeram mais destaque, ao contrário.

Cerimônia da inauguração, governador Henoch Reis
chega ao Clube (acima) e capitão Paulo Maciel, orador
do Clube, sauda o governador.
 
Dirigia o clube o então major Romeu Pimenta, auxiliado pelo capitão Orleilson Guimarães. Foram estes oficiais que aproveitaram os meios postos à disposição, para a efetivação da obra.
Assim, coube-lhes organizar a inauguração da sede, fato que ocorreu em 28 de dezembro de 1978. Eram decorridos 25 anos desde que a turma de oficiais da corporação reuniu-se em algum lugar de Manaus, para criar a instituição.
A partir da esq. capitao Orleilson, coronel Helcio Motta, coronel
Ossuosky, major Medeiros (presidente) e Ossuosky Filho
A partir da esq. tenente Nonato, coronel Ossuosky, coronel Helcio,
major Medeiros e major Fausto