CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

22 de novembro de 2014

CLUBE DA MADRUGADA - SESSENTANOS


Armando de Menezes, Astrid Cabral e Zemaria Pinto

O sexagésimo aniversário do Clube da Madrugada ocorreu hoje, e sucedeu exatamente na Academia Amazonense de Letras, levando-se em consideração que foi a única solenidade deste dia. A mesma entidade cultural que, nos primeiros dias do CM e com registro no Manifesto, fora defenestrada, repulsada, acusada da inércia de seus quadros, pelos jovens madrugadenses.
  

Ninguém se lembrou da praça da Polícia e do Mulateiro, pois, quem sabe uma reunião no local da fundação, junto à placa comemorativa, seria uma ótima sugestão. A manhã esteve mais para se conservar na cama, devido a temperatura reduzida pela ameaça de chuvas. O próprio tempo, portanto, colaborava com a efeméride.

A Casa de Adriano Jorge, sob a presidência do acadêmico Armando de Menezes, teve a iniciativa dessa comemoração, que se estendeu por todo este mês. A coordenação geral deste programa coube ao diretor de Eventos, acadêmico Zemaria Pinto, que proferiu a palestre de hoje, tratando da Poesia no Madrugada.

Alencar e Silva
Experiente, conhecido poeta, Zemaria Pinto discorreu com brevidade, mas com solidez sobre as gerações deste movimento. Dos fundadores, ainda produzindo, foi lembrado o poeta Jorge Tufic. Passaram pelo inventário do palestrante, entre tantos, os nomes de Antístenes Pinto, Alencar e Silva, Farias de Carvalho, Moacir Andrade, L. Ruas, Luiz Bacellar, do primeiro tempo. 



Tomo a liberdade de acrescentar o nome de Djalma Passos, lembrando que Jorge Tufic, em seu livro sobre os 30 anos do Madrugada, registra o nome deste poeta. Talvez a atividade política de Passos, como deputado federal, o tenha afastado da cidade e dos atuantes membros do clube.
 
Almir Diniz
Também foram citados os sucessores, sem a intenção de encerrar a listagem, Zemaria Pinto, um dos incluídos, mencionou Alcides Werk, Max Carphentier, Astrid Cabral (presente à sessão), Elson Farias, Anibal Beça, Anísio Mello, Aldisio Filgueiras. Lembrou, em especial, o nome do vice-presidente da Casa, Almir Diniz, que não pertenceu ao CM, mas que tem idade para ter sido um dos fundadores, mas que não esteve no palco.  Diniz justifica tal ausência pela sua condição, à época, de repórter de O Jornal, cujo trabalho o obrigava a “entrar pela madrugada”. Desse modo, não teve tempo para juntar-se aos clubistas.


A sessão teve ainda a participação do músico e arranjador Maury Marques que, com o banquinho e o violão, mostrou o arranjo que elaborou para diversas composições poéticas. Este trabalho foi realizado em parceria com o diretor de Eventos, que assinou os comentários sobre os poemas escolhidos. Tudo caminhava para o lançamento do CD Lira da Madrugada, com a mencionada obra, porém a empresa gravadora não concluiu o serviço. Ficou para uma breve oportunidade.

O comparecimento dos membros do silogeu amazonense foi reduzido, além dos citados (presidente e diretor de Eventos), estiveram presentes Max Carphentier, Astrid Cabral, Marilene Corrêa e Renan Freitas Pinto. A plateia, no entanto, correspondeu em número respeitável, tanto assim, que o Presidente, emocionado, ao fechar a sessão manifestou sua satisfação pela presença do grande público.

Assim, pois, até os SETENTANOS do Clube da Madrugada.
Vou estar presente! Assim espero, assim seja.