CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

27 de maio de 2010

Polícia Militar do Amazonas VI

• Aumento do efetivo



A 10 de outubro 1878, em conformidade com a Lei n.o 383, a Presidência aumenta o efetivo da Guarda Policial para cinco oficiais e 105 praças. Autorizada ainda conforme art. 3º “a conceder uma gratificação de cem mil réis mensais ao médico que prestar à referida Guarda os seus serviços profissionais”, a presidência assim procede.


Neste ensejo, o Dr. Jonathas de Freitas Pedrosa (Salvador (BA) a 8 Abr. 1848-Manaus (AM) a 7 Jul. 1922) passou a clinicar na Guarda. Graduado pela Faculdade de Medicina da Bahia (1873) desembarcara em Manaus como oficial de saúde do Exército. Opta, todavia, por se demitir da Força Federal para tratar do pessoal da Força Estadual. Acaba por se radicar aqui, dedicando-se ao magistério, a partir da fundação do Colégio Ateneu Amazonense (1889). Envolve-se com a política e é eleito Senador, em duas oportunidades, e Governador do Estado (1913-1917).


  • Quartel da Guarda Policial

A Guarda Policial ocupa, a 31 de outubro, uma ala do Hospital da Caridade ainda em construção, hoje a desativada Santa Casa de Misericórdia.



Trata-se do terceiro aquartelamento da Guarda Policial. Acerca da mudança, o jornal Amazonas, de 1º de novembro, assinala a sensatez do Presidente da Província, barão de Maracaju, diante da mudança, posto “que o quartel da Guarda Policial não devia permanecer em casa alugada”.

• Novo comandante

Assume o comando da Guarda Policial, em 2 de dezembro de 1878, Manoel Geraldo do Carmo Barros, tenente coronel graduado do Exército. Era natural de Belém do Pará, nascido em 1820. Sua permanência no comando se prolonga até 1º dezembro de 1879, quando é indicado para comandar a Fortaleza da Barra de Santos, na província de São Paulo.